Ás vezes, você vai vivendo a sua vida tranquilo, do mesmo jeito de sempre, passando correndo pelas coisas e pelas pessoas, esperando "o final de semana". Ou "as férias". Ou qualquer outro "grande acontecimento", onde supostamente as horas (as mesmas 24 de todos os outros dias) serão mais especiais. E nessa rotina, você acaba vivendo 52 sábados e 52 domingos, ao invés dos 365 dias de todo um ano. Ou apreciando apenas os 30 dias de folga e tempo com sua família, ao invés de todas as horas de todos os dias que você tem com os seus (mas que não aproveita porque são "normais").
Então, em alguma esquina desta vida, você conhece alguém que vive ao máximo, que valoriza tudo, que aprecia uma xícara de chá numa salinha à meia-luz, com uma avozinha que já tem a memória fraca DO MESMO JEITO que aprecia uma taça de vinho com o namorado na frente da torre Eiffel! E se pergunta: "como??? Como essa pessoa consegue??? Será que ela "não percebe" que estar em Paris é "bem melhor" do que numa cidadezinha do interior do Brasil??? Santa ingenuidade..."
Só que a pessoa segue feliz. E você segue esperando pelos grandes momentos.
A única diferença entre vocês é a perspectiva. Pra você, a vida tem que ter roteiro especial, alguns gastos a mais, sabores especiais, cenários de filme, trilha sonora adequada pra "acontecer". Pra ela, essa pessoa "ingênua", a vida não precisa de nada disso. A vida acontece! Aqui e agora. E, se não tem roteiro especial, ela cria! Se não tem gastos a mais, ela se satisfaz com o que tem. Se os sabores não são de iguarias, ela aprecia o chá da avó e aproveita pra fazer uma viagem mental à infância. Se o cenário não está perfeito, ela leva flores, ela troca a toalha da mesa, ela pinta uma tela e pendura na parede. Se não tem trilha sonora, ela liga o rádio (ou "liga" os ouvidos e curte o canto de um pássaro, o barulho do vento, a voz da sua avó).
Essa pessoa ingênua sabe que cada dia conta e que eles são preciosos demais nas nossas vidas! Um dia a mais que você passa correndo, esperando pelo final de semana, é um dia a menos que você terá pra abraçar aquele amigo, falar com a sua mãe, beijar seu amor, ler um livro pros seus filhos, tomar chá com a seus ascendentes. O nosso lado prático de sobrevivência já nos obriga a fazermos mil coisas burocráticas cotidianamente (como trabalhar, dirigir, dormir), não gaste o restante do seu tempo com "nada" de especial, esperando pelo "momento certo". Porque a vida está acontecendo ao seu lado, agora! Torne-a especial!!!
Porque você nunca sabe quantas outras oportunidades você vai ter de apreciar o que está aí, pertinho de você!
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quinta-feira, 16 de maio de 2013
quarta-feira, 21 de novembro de 2012
Nenhuma diferença (Diário da Mirys)
Uma história. De uma grande amiga. Como poderia ser a de qualquer outra pessoa, decidi traduzir em um texto...
"Eles se separaram. Uma dessas coisas normais que acontecem na vida. Mas ela pensava nele...e pensava se ele pensava nela. Até que, um dia, ele tomou coragem e ligou. Disse que estava com saudades da voz dela, das ideias dela sobre a vida, até das dicas de livro que ela lhe dava.
- Mas não quis ficar te ligando, toda hora...
(- por que não?) pensou ela.
- Porque eu me lembro que você achava ridículo quando o seu ex te ligava.
(- mas você não é o meu ex...)
- Mesmo você dizendo para ele não te ligar mais, como disse pra mim.
(- mas, pra ele, eu queria dizer exatamente isso. Pra você, era só charme...)
- E você dizia que não tinha condições de vocês terem um relacionamento, assim como disse pra mim.
(- com ele, eu não tinha, mesmo. Mas com você, eu só falei pra ver se você virava, num rompante, e dizia que você queria ficar comigo, de qualquer jeito, apesar de qualquer coisa...)
- E eu vi que entre ele e eu não tinha nenhuma diferença. Por isso não te liguei antes e não vou ligar mais.
E ela percebeu que, às vezes, as histórias são assim, mesmo, complicadas. Tão iguais por fora e tão diferentes por dentro. Mas ela esperou que ele percebesse a diferença que ele tinha e ligasse e insistisse e tentasse. Mas, ele não ligou... Talvez ele e o ex não tivessem, mesmo, nada de diferente, no que dizia respeito a 'gostar' dela."
"Eles se separaram. Uma dessas coisas normais que acontecem na vida. Mas ela pensava nele...e pensava se ele pensava nela. Até que, um dia, ele tomou coragem e ligou. Disse que estava com saudades da voz dela, das ideias dela sobre a vida, até das dicas de livro que ela lhe dava.
- Mas não quis ficar te ligando, toda hora...
(- por que não?) pensou ela.
- Porque eu me lembro que você achava ridículo quando o seu ex te ligava.
(- mas você não é o meu ex...)
- Mesmo você dizendo para ele não te ligar mais, como disse pra mim.
(- mas, pra ele, eu queria dizer exatamente isso. Pra você, era só charme...)
- E você dizia que não tinha condições de vocês terem um relacionamento, assim como disse pra mim.
(- com ele, eu não tinha, mesmo. Mas com você, eu só falei pra ver se você virava, num rompante, e dizia que você queria ficar comigo, de qualquer jeito, apesar de qualquer coisa...)
- E eu vi que entre ele e eu não tinha nenhuma diferença. Por isso não te liguei antes e não vou ligar mais.
E ela percebeu que, às vezes, as histórias são assim, mesmo, complicadas. Tão iguais por fora e tão diferentes por dentro. Mas ela esperou que ele percebesse a diferença que ele tinha e ligasse e insistisse e tentasse. Mas, ele não ligou... Talvez ele e o ex não tivessem, mesmo, nada de diferente, no que dizia respeito a 'gostar' dela."
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quinta-feira, 13 de setembro de 2012
Carta para minha filha (Diário da Mirys)
Nina:
Hoje, de manhã, você completou 6 anos. Seis anos é muita coisa, filha! Pode parecer uma bobagem, vindo de alguém que já viveu 37 deles (eu), mas eu sei o quanto você já fez e viveu, nesse tempo! O quanto você me ensinou...
Porque, antes de você, eu era só "mãe de menino". E isso era super divertido, mas era mais bagunçado, sabe? E, de repente, numa madrugada de setembro, nós ficamos, pela última vez, só eu e você (na minha barriga) conversando, enquanto os meninos dormiam na minha cama. Eu te contei todos os planos que eu tinha traçado, para todos os nossos próximos dias... que boba eu era! Você entrou para a família e tudo mudou!
A partir daquele dia, eu descobri que ser "mãe de menina" era um conceito completamente diferente!!! Porque você é totalmente feminina, filhota. Coisa que eu mesma nunca fui... Desde sempre você fazia beicinho, charminho, chorava em 2 segundos - de escorrer lágrima - se algo não saísse como você queria. E eu me perguntava: "como alguém tão pequenininho pode saber que, assim, com dengos, ela consegue o que ela quer?" Mas você sabia, mocinha! Você sabia bem mais do que isso... Praquela sua maneira feminina de ser, eu "inventei" um dos lemas da nossa família (que virou lema, também, lá na sua escola antiga, e que muitos dos nossos amigos usam, até hoje): "na nossa família, a gente não chora. A gente conversa!". Perdi a conta de quantas e quantas vezes, eu tive que olhar pra você, quando tentava me contar algo, em lágrimas, e dizer: "respira, filha. Respira. Isso. Agora fala."
Mas não se engane, filhotinha: chorar era seu jeito de fazer charme. Só! Porque você sempre foi uma das crianças mais felizes que eu conheço e está sempre, sempre rindo! E ah! Como eu amo esse seu sorriso!... Antes, bem banguelinha; depois, cheio de dentes brancos, que você exibe orgulhosa; a partir deste ano, com a sua primeira janelinha! Amei todos eles! Mesmo quando você insistiu em
Com você, filha, minha vida ficou muito mais complexa e interessante, ganhando cores + brilhos + laços + babados! Quando eu achava que estava pronta pra ir para qualquer lugar, você me "cobrava" usar vestidos, brincos, saias, maquiagem, secador, bolsas, chapinha. E como isso me fez bem!!! A sua insistência me fez "tentar" essas opções e eu descobri que eu me via diferente (e o mundo me via diferente, também!!!), quando eu me arrumava. Nem que fosse só um bocadinho... Mas, o melhor eram os seus olhinhos brilhando e os elogios que você me dava, quando me via mais cuidada! Você aumentou minha auto-estima, pequena, e fazer isso, por uma mulher, é dar poder em suas mãos! Se eu voltei a achar que posso conquistar o mundo, filha, grande parte disso eu devo à você.
E eu te paguei, sempre, com beijos, abraços e carinhos. Muitos beijos! Muitos abraços! Muitos carinhos! Porque eu sou assim mesmo: beijoqueira. Rsrsrs. Também fiz tudo isso com o seu irmão e faço com todas as crianças que eu amo, na minha vida. Mas, você, filhota, você retribuiu! Toda-santa-vez!!! Acho (e espero!) que NÃO vai chegar o dia em que você vai dizer: "pará, mãe. Não me beije aqui, na frente dos meus amigos." Talvez seu irmão, um dia, me fale isso. Ele é homem. Homens não gostam muito de beijos, em algumas fases da vida. Normal. Mas eu tenho você, filhota, e nós poderemos trocar beijos e mais beijos até ficarmos beeeeeeeeem velhinhas! Porque, se Deus quiser, eu vou te ver ficar velhinha, filha...
Essa é a minha oração constante, pequenininha: que eu possa ver vocês crescerem, fazerem seus círculos de amigos, terem suas famílias, mimarem seus netos. Sim, filhota, eu sou exagerada: eu quero ver os SEUS netos. Quero ver você cuidando e curtindo cada um deles. Se eu vou conseguir? Não sei... ninguém sabe... mas essa é a minha oração!
Eu não oro porque eu tenho medo de você ficar sozinha, filha, pois eu não tenho mais medo disso. Quando você ficou órfã de pai, aos 3 anos, eu tive muito, mas muito medo mesmo de ir embora, também. Eu achava que vocês não sobreviveriam sem mim! Mas Deus me ensinou, nesses três últimos anos, que vocês só não vivem sem Ele. E se vocês estiverem com Ele, vocês estarão bem (independentemente de quem mais esteja ao seu lado). Então, hoje eu oro para que vocês sempre tenham Jesus em seus corações... e para que eu fique aqui, vendo vocês viverem a vida que Ele planejou pra vocês (essa é a parte egoísta da minha oração... mas, fazer o que? Eu sou humana).
Obrigada, filha, por ter me ajudado a insistir e insistir em um "final feliz" pra nós (ainda que esse seja só o "meio" da história)! Obrigada por me fazer ver, antes de qualquer outra pessoa, o projeto que existia para a nossa família! Obrigada por me falar "eu te amo", até quando eu não merecia ouvir! Obrigada por se sentir toda orgulhosa quando alguém fala que, por fora, nós somos muito parecidas... isso faz eu me sentir enorme!
Que nessa sua vida, filhotinha, você possa continuar a distribuir amor por aí! Que a sua solidariedade não se resuma aos "presentes sociais" do seu aniversário ou à divisão das coisas que você mais gosta com os seus irmãos. Que essa sua doçura continue, que seu coraçãozinho transborde de ternura pelos outros, que seus beijos sejam infinitos, que seus desenhos e textos tenham cada vez mais palavras de carinho, que suas ligações aos seus avós e tios sejam frequentes, que seus vínculos com seus amigos sejam cada dia mais estreitos, que todo mundo continue a querer estar do seu lado porque você exala alegria!
Espero que você nunca pare de cantar e dançar, em qualquer lugar, por qualquer motivo! Espero que a sua teimosia continue, mas só pras coisas boas. Espero que sua inteligência seja sempre assombrosa pra mim!
E espero, acima de tudo, que você continue a me ensinar que viver pode ser mais simples, mais alegre, mais sonhador do que eu acho. E continue a me mostrar que muitas coisas são melhores até mesmo do que estar em Paris e que uma delas é estar deitada do seu lado, na sua cama, dentro de um abraço seu!
Eu te amo, filhota!
Que Deus te abençoe hoje e sempre!!!!
sua MãMi
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sexta-feira, 6 de julho de 2012
Com quem será?... (Diário da Nina)
Voltando do aniversário do R.
"- Nina, o que aconteceu???? A festa não foi legal??? Que cara é essa????"
"- TÔ BRAVA!"
"- Por que, filhota?"
"- Porque falaram o MEU NOME, quando cantaram "com quem será" para o R... E eu não gostei!"
"- Filhota... não fica assim... não tem nada demais..."
"- Tem sim, mãe! Eu sou muito nova pra casar! E, além disso (sempre assusto a mamãe quando isso esses termos), ele é só meu melhor AMIGO!"
"- Filha... quando você for grande o suficiente pra casar, então, você vai ver que o seu melhor amigo vai ser sua melhor opção! Fique tranquila, tá?"
"- Mas mãmi... o papai é o seu melhor amigo?"
"- Sim, amore."
"- Então, tá, então."
"- Nina, o que aconteceu???? A festa não foi legal??? Que cara é essa????"
"- TÔ BRAVA!"
"- Por que, filhota?"
"- Porque falaram o MEU NOME, quando cantaram "com quem será" para o R... E eu não gostei!"
"- Filhota... não fica assim... não tem nada demais..."
"- Tem sim, mãe! Eu sou muito nova pra casar! E, além disso (sempre assusto a mamãe quando isso esses termos), ele é só meu melhor AMIGO!"
"- Filha... quando você for grande o suficiente pra casar, então, você vai ver que o seu melhor amigo vai ser sua melhor opção! Fique tranquila, tá?"
"- Mas mãmi... o papai é o seu melhor amigo?"
"- Sim, amore."
"- Então, tá, então."
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segunda-feira, 21 de maio de 2012
Alemanha - liebe (Diário da Mirys)
Liebe significa "amor", em alemão.
E apesar da gente ter uma ideia (errada) de que os alemães são frios, individualistas, nada românticos...(ao contrário de nós, brasileiros)
É só passear um pouquinho pela Alemanha que você descobre que os alemães são bem diferentes!
Eu vi lugares românticos pacas, pessoas andando de mãos dadas nas ruas, uma hospitalidade incrível, gestos de ternura.
"Love is in the air, baby"! Ou como quer que seja que se fale isso em alemão!!!
PS: algo que eu achei SENSACIONAL foi uma tradição de casamento que eles têm. É assim: antes da festa começar, os pais dos noivos distribuem cartões postais para todos os convidados, já endereçados aos noivos. E também distribuem balões cheios de gás helio. Cada convidados escreve seus votos para o novo casal, amarra seu cartão num balão e vai todo mundo pra um lugar aberto. Então, todos juntos soltamos nossos balões pelo ar (é liiiiiiiiiiiiiiiiindo de se ver!) e eles sobrevoam a cidade. Quando o balão cai / desce, a pessoa que encontrar o cartão (qualquer pessoa, galera! TODO MUNDO FAZ E RESPEITA ISSO!) coloca na caixa de correios mais próxima e os noivos, mesmo meses depois do casamento, continuam a receber os cartões que seus convidados escreveram. Não é o máximo???? Eu quero!!!
sexta-feira, 4 de maio de 2012
Como você mede seu tempo? (Diário da Mirys)
(daqui)
Há um tempo atrás, assisti um musical, num teatro de Sampa...e chorei horrores!!! Sério!!! Chegou no final, quando os atores descem do palco, cantando e batendo palmas, todo mundo naquele clima super festivo de "final feliz da história" e eu... chorando horrores!!! Mas eu chorava de alagar o coitado do teatro! Tanto, tanto, que um dos atores ficou com dó de mim, quando veio me cumprimentar, que me abraçou e não soltou mais (tá... verdade seja dita... EU agarrei o pobre moço, pra ver se controlava o meu choro. Mas tentava falar "vocês foram in-in-in-incríííííííííveeisbuááááaáááááá" e começava a chorar, de novo). Quem me lê faz tempo (ou me conhece), sabe que eu não sou dada a choros, não sou nada depressiva, nada baixo astral. Mas é que aquele teatro era LINDÍSSIMO!!!
(PS: atores finos fazem isso tá gente? Descem do palco e cumprimento os expectadores no fim da peça, provando que eles são humanos como a gente. Só que sensacionais! Só que bons pra caramba!!!)
Fato é que aquele espetáculo tinha uma música que eu nunca mais esqueci. Até porque a minha grande amiga G. me emprestou o CD do musical, no original, que ela tinha trazido dos States. Sorry G... seu CD está comigo ATÉ HOJE!!! E eu me lembro que sou uma péssima amiga, toda vez que o encontro na minha gaveta de CDs...
E vocês me conhecem com música, né? Fora alguns dias (meses! tá bom, foram meses. Eu assumo) tenebrosos na minha vida, onde eu queria distância de música e fotos, por motivos óbvios, eu VIVO A BASE DE MÚSICA! Poucas coisas me emocionam tanto!... Talvez um beijo bem dado, uma declaração de amor inesperada, uma lembrança "do nada"... mas esses são assuntos para outro post!
Voltemos à música do musical!!! (droga... vocês já perceberam que eu estou enrolada, hoje, não?) Ela dizia "como você mede o seu ano?"
Em dias?
Em meses?
Em minutos?
Em madrugadas?
Em xícaras de café?
Em muros que você derrubou?
Em pontes que você construiu?
Em verdades que você aprendeu?
Em números de risadas que você deu?
Em quantidade de dinheiro que você ganhou?
MEÇA EM AMOR!!!!!
E aí que, ultimamente, eu tenho pensado muito nessa música. E em tudo o que eu vivi, nos últimos dois anos e tralalá, desde o acidente que mudou a minha vida, a minha história, o jeito que eu vejo o mundo; que intensificou o meu jeito já intenso de me relacionar com as pessoas; que me deu medos que eu não tinha; que me deixou "sozinha", com uma multidão ao meu redor.
Então eu pensei e pensei e pensei e... querem saber??? Cansei de contar os dias em que eu chorei, as coisas de menino que eu consegui fazer "sozinha" (sem marido), os filmes que eu assisti na minha cama, as montanhas que ninguém (NINGUÉM) subiu por mim, as ladeiras que eu desci rolando, sem controle, os fundos de poço que eu toquei.
E resolvi dar uma chance a mim mesma e começar a contar o meu tempo em AMOR!
Naquele tipo de amor que me fazia tanta falta! Vou contar meus dias em beijos, torpedos, horas de telefone, surpresas, abraços, mensagens, presentes, jantares, risadas, garrafas de vinho, sessões de cinema acompanhada, declarações românticas, viagens, carinho no cabelo, etc e tal! "Se apaixona por mim?" é tudo de bom de ouvir, não é?
Eu sei que vocês não estavam acostumados com "essa" Miriane e que eu mudei "muito de repente". Mas... tá bom! É fato! Mudei! Assumo! Quero a vida mais leve, mais segura, mais emocionante, mais apaixonada, mais colorida, mais cheia de música, mais dividida, mais, mais, mais... Mas, vejam bem... essa é a MINHA vida! A de vocês, vocês podem medir do jeito que vocês quiserem... sem imposições, tá?
PS: a vida continua sendo minha, mas eu ADORO os pitacos de vocês (até porque... né?... ninguém vem com um super manual de instruções quando nasce dizendo "se você ficar viúva no meio do caminho, faça desse jeito que é o certo"... e não existem muitos exemplos por aí de pessoas em situação igual à minha - graças a Deus). Eu leio (todos!) os comentários, levo em consideração (todos!), mas me reservo no direito de ter a MINHA decisão final, ok? Sem traumas? Então, façam isso: escrevam pra mim! Que essa é a maior demonstração de amor que um blogueiro pode receber (amigos blogueiros me digam: é ou não é???)!
Se quiser ver o video, tá aqui. O musical se chama "RENT". Se tiver chance, ASSISTA!!! Essa é a capa do CD que euroubei peguei emprestado...
Há um tempo atrás, assisti um musical, num teatro de Sampa...e chorei horrores!!! Sério!!! Chegou no final, quando os atores descem do palco, cantando e batendo palmas, todo mundo naquele clima super festivo de "final feliz da história" e eu... chorando horrores!!! Mas eu chorava de alagar o coitado do teatro! Tanto, tanto, que um dos atores ficou com dó de mim, quando veio me cumprimentar, que me abraçou e não soltou mais (tá... verdade seja dita... EU agarrei o pobre moço, pra ver se controlava o meu choro. Mas tentava falar "vocês foram in-in-in-incríííííííííveeisbuááááaáááááá" e começava a chorar, de novo). Quem me lê faz tempo (ou me conhece), sabe que eu não sou dada a choros, não sou nada depressiva, nada baixo astral. Mas é que aquele teatro era LINDÍSSIMO!!!
(PS: atores finos fazem isso tá gente? Descem do palco e cumprimento os expectadores no fim da peça, provando que eles são humanos como a gente. Só que sensacionais! Só que bons pra caramba!!!)
Fato é que aquele espetáculo tinha uma música que eu nunca mais esqueci. Até porque a minha grande amiga G. me emprestou o CD do musical, no original, que ela tinha trazido dos States. Sorry G... seu CD está comigo ATÉ HOJE!!! E eu me lembro que sou uma péssima amiga, toda vez que o encontro na minha gaveta de CDs...
E vocês me conhecem com música, né? Fora alguns dias (meses! tá bom, foram meses. Eu assumo) tenebrosos na minha vida, onde eu queria distância de música e fotos, por motivos óbvios, eu VIVO A BASE DE MÚSICA! Poucas coisas me emocionam tanto!... Talvez um beijo bem dado, uma declaração de amor inesperada, uma lembrança "do nada"... mas esses são assuntos para outro post!
Voltemos à música do musical!!! (droga... vocês já perceberam que eu estou enrolada, hoje, não?) Ela dizia "como você mede o seu ano?"
Em dias?
Em meses?
Em minutos?
Em madrugadas?
Em xícaras de café?
Em muros que você derrubou?
Em pontes que você construiu?
Em verdades que você aprendeu?
Em números de risadas que você deu?
Em quantidade de dinheiro que você ganhou?
MEÇA EM AMOR!!!!!
E aí que, ultimamente, eu tenho pensado muito nessa música. E em tudo o que eu vivi, nos últimos dois anos e tralalá, desde o acidente que mudou a minha vida, a minha história, o jeito que eu vejo o mundo; que intensificou o meu jeito já intenso de me relacionar com as pessoas; que me deu medos que eu não tinha; que me deixou "sozinha", com uma multidão ao meu redor.
Então eu pensei e pensei e pensei e... querem saber??? Cansei de contar os dias em que eu chorei, as coisas de menino que eu consegui fazer "sozinha" (sem marido), os filmes que eu assisti na minha cama, as montanhas que ninguém (NINGUÉM) subiu por mim, as ladeiras que eu desci rolando, sem controle, os fundos de poço que eu toquei.
E resolvi dar uma chance a mim mesma e começar a contar o meu tempo em AMOR!
Naquele tipo de amor que me fazia tanta falta! Vou contar meus dias em beijos, torpedos, horas de telefone, surpresas, abraços, mensagens, presentes, jantares, risadas, garrafas de vinho, sessões de cinema acompanhada, declarações românticas, viagens, carinho no cabelo, etc e tal! "Se apaixona por mim?" é tudo de bom de ouvir, não é?
Eu sei que vocês não estavam acostumados com "essa" Miriane e que eu mudei "muito de repente". Mas... tá bom! É fato! Mudei! Assumo! Quero a vida mais leve, mais segura, mais emocionante, mais apaixonada, mais colorida, mais cheia de música, mais dividida, mais, mais, mais... Mas, vejam bem... essa é a MINHA vida! A de vocês, vocês podem medir do jeito que vocês quiserem... sem imposições, tá?
PS: a vida continua sendo minha, mas eu ADORO os pitacos de vocês (até porque... né?... ninguém vem com um super manual de instruções quando nasce dizendo "se você ficar viúva no meio do caminho, faça desse jeito que é o certo"... e não existem muitos exemplos por aí de pessoas em situação igual à minha - graças a Deus). Eu leio (todos!) os comentários, levo em consideração (todos!), mas me reservo no direito de ter a MINHA decisão final, ok? Sem traumas? Então, façam isso: escrevam pra mim! Que essa é a maior demonstração de amor que um blogueiro pode receber (amigos blogueiros me digam: é ou não é???)!
Se quiser ver o video, tá aqui. O musical se chama "RENT". Se tiver chance, ASSISTA!!! Essa é a capa do CD que eu
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domingo, 22 de janeiro de 2012
Aquele abraço!.. (Diário da Mirys)
Eu sempre fui mais de beijos do que de abraços. Com as crianças eu até faço "ataque de beijos", aqui em casa, e nós saímos rolando. Eles riem e eu dou milhões de beijos estalados.
Mas, aprendi a valorizar um abraço. Eu nunca soube o que falar em velórios... porque não há, mesmo, muita coisa a se dizer. Quando eu não tinha muita intimidade com a familia que ficava, eu dizia "meus pêsames", "eu sinto muito" ou algo do gênero. Mas, quando era um amigo que sofria, eu era mais aberta e assumia que estava perdida: "eu não sei o que te dizer. Só vim te dar um abraço..."
Quando chegou a minha vez de ser "aquela que fica", a que sobrevive, a que vai continuar, eu entendi o poder de um abraço e a força da frase que eu achava tão vaga: "não sei o que dizer - então, só queria te dar um abraço". E eu recebi cada um daqueles abraços! E sobrevivi por meses e meses da força que eles me deram, do calor que eles me passaram, do carinho que eles transmitiram.
Mas, isso já foi há tanto tempo...
Então que, na semana que antecede o Natal, eu fui na casa de uma amiga, que também é professora da minha filha. Ela não estava e a mãe dela (a quem eu chamo carinhosamente de "tia", mas com quem nunca tinha tido maior intimidade) veio abrir a porta. Eu fiz o clássico cumprimento que qualquer um faria: eu a abracei e disse "como vai, tia? Tudo bem?". Só que ela não soltou o abraço. Ficamos assim por uns minutinhos e eu percebi que ela comeou a chorar. Discretamente, mas chorou. Eu nunca soube exatamente o que estava acontecendo com ela, naquele dia, mas percebi que ela precisava de tudo isso que eu, uma vez, tinha recebido com abraços: força, amizade, conforto, carinho, calor.
Eu nem ia dividir essa história por aqui, mas, neste sábado, eu fui levar novos documentos pra minha amiga. Ela não estava em casa, novamente. E a mãe dela me recebeu, novamente. Nos abraçamos, dissemos as palavras amigáveis e comuns de sempre, beijinho, beijinho, tchau, tchau. Mas, quando eu entrei no carro, abri o vidro e acenei pra ela, ouvi: "Mirys, muito obrigada por aquele abraço, naquele dia. Você não sabe como eu precisava dele!... Muito obrigada!"
Meu ponto é: você nunca sabe quando pode fazer a diferença na vida de outra pessoa, com um gesto tão simples. Então, não economize! Pros seus amigos, pra sua família, pros seus filhos, praqueles que você admira: AQUELE ABRAÇO!
PS: C., este texto foi escrito no dia em que eu gostaria muito de estar do outro lado do país e te dar aquele abraço, amiga! Infelizmente, não consegui... Mas, saiba que pensei em você e sinta-se abraçada, virtualmente. TJ é TJ!
Mas, aprendi a valorizar um abraço. Eu nunca soube o que falar em velórios... porque não há, mesmo, muita coisa a se dizer. Quando eu não tinha muita intimidade com a familia que ficava, eu dizia "meus pêsames", "eu sinto muito" ou algo do gênero. Mas, quando era um amigo que sofria, eu era mais aberta e assumia que estava perdida: "eu não sei o que te dizer. Só vim te dar um abraço..."
Quando chegou a minha vez de ser "aquela que fica", a que sobrevive, a que vai continuar, eu entendi o poder de um abraço e a força da frase que eu achava tão vaga: "não sei o que dizer - então, só queria te dar um abraço". E eu recebi cada um daqueles abraços! E sobrevivi por meses e meses da força que eles me deram, do calor que eles me passaram, do carinho que eles transmitiram.
Mas, isso já foi há tanto tempo...
Então que, na semana que antecede o Natal, eu fui na casa de uma amiga, que também é professora da minha filha. Ela não estava e a mãe dela (a quem eu chamo carinhosamente de "tia", mas com quem nunca tinha tido maior intimidade) veio abrir a porta. Eu fiz o clássico cumprimento que qualquer um faria: eu a abracei e disse "como vai, tia? Tudo bem?". Só que ela não soltou o abraço. Ficamos assim por uns minutinhos e eu percebi que ela comeou a chorar. Discretamente, mas chorou. Eu nunca soube exatamente o que estava acontecendo com ela, naquele dia, mas percebi que ela precisava de tudo isso que eu, uma vez, tinha recebido com abraços: força, amizade, conforto, carinho, calor.
Eu nem ia dividir essa história por aqui, mas, neste sábado, eu fui levar novos documentos pra minha amiga. Ela não estava em casa, novamente. E a mãe dela me recebeu, novamente. Nos abraçamos, dissemos as palavras amigáveis e comuns de sempre, beijinho, beijinho, tchau, tchau. Mas, quando eu entrei no carro, abri o vidro e acenei pra ela, ouvi: "Mirys, muito obrigada por aquele abraço, naquele dia. Você não sabe como eu precisava dele!... Muito obrigada!"
Meu ponto é: você nunca sabe quando pode fazer a diferença na vida de outra pessoa, com um gesto tão simples. Então, não economize! Pros seus amigos, pra sua família, pros seus filhos, praqueles que você admira: AQUELE ABRAÇO!
PS: C., este texto foi escrito no dia em que eu gostaria muito de estar do outro lado do país e te dar aquele abraço, amiga! Infelizmente, não consegui... Mas, saiba que pensei em você e sinta-se abraçada, virtualmente. TJ é TJ!
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quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
"Presentes" pra mamãe (Diário do Guigo)
Nova mania na área, pessoal!!!! A mãmi anda mais feliz, mais empolgada com a vida, mais "musical", mais (mais???) alto astral! E a gente resolveu entrar na onda e ficar saltando de alegria, também!
E uma das melhores maneiras de mostrar que você está feliz (e deixar as outras pessoas felizes, de tabela!) é abraçando e beijando. A mãmi é super ultra mega maxi ultra fã de beijos e abraços!!! Ela ama, ama, ama!!!
Então, aqui em casa, agora, o tempo todo é assim: "mãmi, tenho um presente pra você..." Corro, dou um super abraço nas costas dela (se ela estiver sentada ou deitada) e mando um monte de beijos!!! E vou contando: "um, dois, três, quatro, cinco! Pronto! Te dei cinco presentes!!!"
Só pra provocar, eu pergunto: "quantos presentes você quer hoje, mãmi?"
Só pra me provocar, ela responde: "trinta!"
E eu fico dando beijos nela o resto do dia, até a cota dela acabar!!!
E uma das melhores maneiras de mostrar que você está feliz (e deixar as outras pessoas felizes, de tabela!) é abraçando e beijando. A mãmi é super ultra mega maxi ultra fã de beijos e abraços!!! Ela ama, ama, ama!!!
Então, aqui em casa, agora, o tempo todo é assim: "mãmi, tenho um presente pra você..." Corro, dou um super abraço nas costas dela (se ela estiver sentada ou deitada) e mando um monte de beijos!!! E vou contando: "um, dois, três, quatro, cinco! Pronto! Te dei cinco presentes!!!"
Só pra provocar, eu pergunto: "quantos presentes você quer hoje, mãmi?"
Só pra me provocar, ela responde: "trinta!"
E eu fico dando beijos nela o resto do dia, até a cota dela acabar!!!
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quarta-feira, 14 de setembro de 2011
Era uma vez 36 - Concorrência forte... (Diário da Mirys)
O segundo semestre em Paris foi bem mais difícil que o primeiro, com relação ao meu relacionamento com o Fer. Porque, nos primeiros meses, tudo era novidade pra mim: a cidade, as cores, os sabores, os sons, os passeios, a língua. Mas, depois que o Fer tinha ido me visitar com a minha irmã, naquele Natal, tudo tinha ficado mais difícil. Paris, agora, pra mim, tinha espaços que “pertenciam ao Fer”. Parques que a gente tinha ido juntos, ruas onde a gente tinha caminhado, cafés onde a gente tinha gastado uma tarde ou duas, músicas que tinham tocado pra gente ouvir. Agora, eu sabia o lugar preferido dele, a comida favorita, o restaurante que ele gostava, a rota que enchia os olhos dele. E era complicado transitar numa cidade com tantas lembranças...
Porque eu precisava pra faculdade (e porque meus santos pais tinham me ajudado financeiramente), acabei comprando um laptop. Agora, eu tinha internet!!! Apesar de ser discada (estávamos em 1998, people!!!), já era muito mais rápido do que ter que enviar cartas ao Brasil e ficar aguardando ansiosamente pelo correio.
Não que eu tivesse deixado de ser sócia do “La Poste” (“Correios”, na França), não! Eu ainda mandava um milhão de cartas por semana!!! Anos depois (no ano passado, na verdade), eu recebi uma cartinha de uma prima minha, que mora fora, com um saquinho de chá dentro. Amo chá! Adorei aquele mimo! Mas, quando eu li a carta ela disse que tinha feito aquilo porque nunca tinha se esquecido que eu sempre mandava cartas da França, com sachês de chá diferentes dentro de cada uma. Era verdade! Eu mandava mesmo! E já tinha me esquecido disso... Mas aquela era uma forma que eu tinha encontrado de dividir um pouquinho o que eu estava experimentando naquele outro lado do mundo...
Mas, a internet facilitou o meu contato com o Fer. Agora, eu não gastava mais meu salário quase integral em 2 ligações telefônicas por mês... mas em algumas horas de contato internético semanal! Bem melhor, né?
Só que a internet tem seus problemas... Quando você se fala todo dia (ou quase), os “assuntos” importantes (tipo eu te amo, eu te amo, eu te amo e estou morrendo de saudades) não são mais suficientes e você tem que falar sobre outras coisas (tipo o que você estudou, o que comeu, o que aconteceu no seu dia, sua semana, seu feriado). Numa dessas, eu descobri algo que não precisaria ficar sabendo: tinha uma aluna do Fer dando em cima dele. No Brasil!!! Há centenas e centenas e centenas de quilômetros de mim!!!!!!!
Ele dava aula de inglês para algumas escolas, em São Paulo, e também tinha alunos particulares. E isso era ótimo! Era parte do nosso plano, para que ele conseguisse dinheiro e conseguisse voltar (agora, sem a ajuda do meu pai) para a França, nas próximas férias. Mas... numa das turmas, de uma das escolas... uma aluna se apaixonou por ele. O Fer sempre adorou música e sempre tocou muito bem. Então, ele achava que era uma boa ideia levar o violão pra sala de aula e ensinar músicas (Beatles e cia ltda.) pros alunos, que reforçassem o conteúdo dado em classe ou que trouxesse novas palavras ao vocabulário dos alunos. Lindo! Estupendo! Maravilhoso! Ideia genial! Se não fosse por um pequeno detalhe... dois, na verdade:
PROFESSORES GERAM UM CERTO FASCÍNIO SOBRE ALUNAS
MÚSICOS GERAM UM CERTO FASCÍNIO SOBRE GAROTAS
E daí que meu namorado era professor E músico! Dancei... Mas, como eu nunca fui ciumenta, eu levava tudo numa boa. “Que ideia bacana, Fer!”, “Legal isso de tocar nas aulas”, “Poxa, essas alunas estão cheias de dúvidas... que bom que você está ajudando”... Até que, um dia, uma delas veio falar com ele. Era a mais linda da sala. Da escola, talvez (e vocês já vão descobrir que eu não estou exagerando). Tinha acabado de terminar com um noivo... por causa do Fer!!!!! Estava apaixonadíssima e resolveu que seria um bom momento contar tudo aquilo pro MEU NAMORADO, enquanto eu estava do outro lado do mundo, há meses!!!
Então, ele me liga e me conta... que estava no final de uma aula... ela veio tirar “uma última dúvida”... e resolveu se declarar. E colocou o amanhã dela nas mãos dele. Tipo “se você quiser, eu quero. Já larguei do meu, você larga da sua e a gente segue feliz!”. E a menina era linda!!!! Já contei que ela era linda?????? Tão linda que, um dia, a gente viu um comercial numa revista, que estava suuuuuuper na moda, na época, e eu olhei, achando que ele fosse falar dele “fotograficamente” comigo (porque eu adoro fotografia e sempre fico analisando a luz, as poses, as composições...) e comentei: “mas, também, com uma modelo dessas, qualquer foto ficaria perfeita!”. Ele: “então, Mi... essa é a fulana...”. AFFFFFFFFFFFFFFEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE!!!!!!!!!!!!! Lembro direitinho da porcaria do comercial até hoje! %#$@&*%$ perfume...
E depois de saber dessa super novidade, e depois de não querer ir embora por causa das propostas para o doutorado, e depois de ter assistido “de camarote” o Brasil perder a copa do mundo pra França, eu ia esperar o Fer chegar, no aeroporto, no dia 13 de julho de 1998... Ele ia ter que ser muuuuito bom pra fazer alguma coisa mudar dentro de mim!...
Cenas do próximo capítulo aqui.
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domingo, 4 de setembro de 2011
Era uma vez 26 - Eu te amo! Mesmo! (Diário da Mirys)
Óbvio que todo mundo gosta de ouvir um "eu te amo". Ó-b-v-i-o! Talvez você não quisesse ouvir "daquela" pessoa, talvez você não tenha um "eu te amo também" pra retribuir, talvez você ache muito cedo ou muito tarde, mas dizer que NÃO GOSTA de ouvir a tal frase é difícil, né?
Eu não me lembro quando foi a primeira vez que o Fer falou isso pra mim (talvez, se fosse o contrário, ele se lembraria! A memória dele sempre foi muuuuuuitooooo melhor do que a minha!). Mas, me lembro que foi logo...
Talvez tenha sido numa noite em que nós fomos na casa de uma amiga nossa. Micro-casa, na verdade. Era uma kitnet minúscula, do tipo quarto-cozinha-sala-tudo-junto-em-4-metros-quadrados. Juro!!! Tiny, tiny, tiny!!! A gente foi pra lá só pra reunir e ir todo mundo junto pra balada. Mas, nós 2 desistimos de ir pra tal boate dançar... Eu estava meio doente... ou ele. Não me lembro bem.
Mas, me lembro da janela aberta, da noite fresquinha apesar de ser verão, da blusahorrível rosa e preta que eu usava, lembro dele me achar linda daquele jeito. Mas, sobretudo, me lembro da lua cheia... a luz da lua entrava pela janela da casa e dava um reflexo azul digno de fotografia nas costas dele. Meio coisa de filme, sabe?... A gente conversando, ouvindo música, namorando e a lua de testemunha. Ou cúmplice? Aquela noite virou mágica, pra nós dois, assim, por motivo nenhum... sabe quando você está vivendo um momento que já viveu várias outras vezes (tipo beijar o seu namorado / marido), mas, naquela noite, é especial? Você está mais sensível ou romântica ou qualquer outra coisa e tudo ganha uma intensidade diferente? Então... foi isso...
Aquela noite aconteceu no final da nossa primeira semana de namoro. Exagero da minha parte achar que ele me falou "eu te amo" na primeira semana de namoro? Talvez seja... Talvez não... Porque ele sabia que eu gostava de um exagero. E porque ele nunca teve problema em falar que gosta, que tem saudades, que quer por perto.
Eu sei que a gente terminou aquela primeira fase do namoro. E voltamos a ficar juntos uma semana depois! Então, a gente sempre contou nosso início de namoro desde o primeiro beijo, a primeira data. Como se o intervalo não tivesse acontecido...
E, quando tínhamos 4 meses de nós dois, numa noite que tinha tudo pra ser uma noite normal, ele me disse: "Mirinha, eu sei que eu vou casar com você. Você foi feita pra mim! Eu não tenho nenhuma dúvida disso. Você casa comigo?". Aquilo, pra mim, foi como dizer "eu te amo! MESMO!"
PS: a minha reação? Eu ri! Eu sempre rio se fico nervosa!
Cenas do próximo capítulo aqui.
Eu não me lembro quando foi a primeira vez que o Fer falou isso pra mim (talvez, se fosse o contrário, ele se lembraria! A memória dele sempre foi muuuuuuitooooo melhor do que a minha!). Mas, me lembro que foi logo...
Talvez tenha sido numa noite em que nós fomos na casa de uma amiga nossa. Micro-casa, na verdade. Era uma kitnet minúscula, do tipo quarto-cozinha-sala-tudo-junto-em-4-metros-quadrados. Juro!!! Tiny, tiny, tiny!!! A gente foi pra lá só pra reunir e ir todo mundo junto pra balada. Mas, nós 2 desistimos de ir pra tal boate dançar... Eu estava meio doente... ou ele. Não me lembro bem.
Mas, me lembro da janela aberta, da noite fresquinha apesar de ser verão, da blusa
Aquela noite aconteceu no final da nossa primeira semana de namoro. Exagero da minha parte achar que ele me falou "eu te amo" na primeira semana de namoro? Talvez seja... Talvez não... Porque ele sabia que eu gostava de um exagero. E porque ele nunca teve problema em falar que gosta, que tem saudades, que quer por perto.
Eu sei que a gente terminou aquela primeira fase do namoro. E voltamos a ficar juntos uma semana depois! Então, a gente sempre contou nosso início de namoro desde o primeiro beijo, a primeira data. Como se o intervalo não tivesse acontecido...
E, quando tínhamos 4 meses de nós dois, numa noite que tinha tudo pra ser uma noite normal, ele me disse: "Mirinha, eu sei que eu vou casar com você. Você foi feita pra mim! Eu não tenho nenhuma dúvida disso. Você casa comigo?". Aquilo, pra mim, foi como dizer "eu te amo! MESMO!"
PS: a minha reação? Eu ri! Eu sempre rio se fico nervosa!
Cenas do próximo capítulo aqui.
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sábado, 3 de setembro de 2011
Era uma vez 25 - Bilhetes, bombons e reuniões de família (Diário da Mirys)
Naquele show do Fer, eu não estava preocupada. Nem ficava encanada se outra menina qualquer, em algum outro lugar qualquer, desse em cima dele. Porque ele tinha um jeito todo especial de fazer eu me sentir importante. Amada. Respeitada. Única! PS: se tem algum menino me lendo, agora, levanta a mão e deixe seu pitaco nos comentários! saiba que TODA menina quer sentir isso, tá? É básico...
A gente se via, todas as manhãs, na faculdade. E adorávamos fazer as coisas juntos! Sempre gostamos! Não éramos de ficar "agarrados" na frente dos outros - o que importava pra nós era compartilhar o momento. Qualquer momento! Uma aula, um intervalo, uma partida de truco, buscar um livro interessante na biblioteca, dividir um suco...
Mas, depois que a aula acabava, o "nós" acabava, também. Fisicamente. Porque cada um almoçava na sua casa. Ele ia pro estágio. Eu ia pra algum curso de língua (eu fazia inglês e francês, na época). Depois, eu ainda tinha a faculdade de jornalismo, à noite. E ele fazia as outras coisas que os meninos fazem: saem com os amigos, bebem, dão risadas, estudam pras provas (oi???), ficam de bobeira, veem TV. Às vezes, mas só às vezes, a gente se via depois da minha segunda faculdade.
Só que os sábados eram nossos! Todos nossos!!! E a gente fazia o que todo casal jovem e sem grana gosta de fazer junto: qualquer coisa que não envolva dinheiro! A gente era "pobre-pobre-pobre, de-marré-marré-marré", mas adorávamos os sábados, mesmos assim. Conversávamos por hooooooras, namorávamos, viámos um filminho bom na TV, íamos a algum ensaio de alguma banda dele.
Às vezes, pintava um compromisso só pra ele: tipo um jogo de bola. Estávamos em casa, fazendo nada, e o telefone tocava:
"- Fer, vai ter jogo. Vamos?"
"- Peraí, cara, que eu vou fazer uma reunião de família e já te ligo!"
SEMPRE!!! Ele nunca assumia um compromisso sem falar comigo, antes! Ele sabia que eu não ia falar nada, que ele ia acabar no jogo de bola de qualquer maneira, que eu não tinha problema nenhum com meu namorado ter vida social. Mas, essa atitude dele demonstrava respeito comigo. Consideração. Me dava importância!
Então, e só então, depois de conversar comigo (coisa rápida como "Mirys, os meninos estão me chamando pra jogar bola. Tudo bem se eu for? Vai ser das 2hs às 4hs." "Claro, Fer. Vai nessa."), ele ligava pros meninos e falava para um deles vir buscá-los.
E daí começava a melhor parte do comportamento de namorado novo dele (confesso que, depois de casados, essas coisas rarearam muito... infelizmente... se eu pudesse fazer, de novo, faria diferente!)!!! Os meninos chegavam, ele me dava um beijo, pegava o elevador (eu morava num prédio) e ia. Um minuto depois, o porteiro me ligava "Dona Miriane, tem entrega aqui, pra senhora." E eu descia buscar...
Ele sempre tirava um minuto pra me escrever um bilhetinho, uma parte de uma música, um poema, me deixar um bombom (não me perguntem ONDE ele conseguia um bombom, assim, tão rápido! Eu não sei!!! Mas ele me deixou bombons na portaria do prédio vááááárias vezes) ou uma flor roubada (já disse que AMO flores roubadas?).
Ele nunca partia sem antes me deixar 100% segura de que ele era "meu", que adorava estar comigo, que eu era "a pessoa mais especial do mundo". E que voltaria pra mim, o mais rápido possível. Não dava para não ficar tranquila e "não ciumenta" com um namorado desses, dava?
Até que, um dia, quando a gente tinha 4 meses de namoro...
Cenas do próximo capítulo aqui.
A gente se via, todas as manhãs, na faculdade. E adorávamos fazer as coisas juntos! Sempre gostamos! Não éramos de ficar "agarrados" na frente dos outros - o que importava pra nós era compartilhar o momento. Qualquer momento! Uma aula, um intervalo, uma partida de truco, buscar um livro interessante na biblioteca, dividir um suco...
Mas, depois que a aula acabava, o "nós" acabava, também. Fisicamente. Porque cada um almoçava na sua casa. Ele ia pro estágio. Eu ia pra algum curso de língua (eu fazia inglês e francês, na época). Depois, eu ainda tinha a faculdade de jornalismo, à noite. E ele fazia as outras coisas que os meninos fazem: saem com os amigos, bebem, dão risadas, estudam pras provas (oi???), ficam de bobeira, veem TV. Às vezes, mas só às vezes, a gente se via depois da minha segunda faculdade.
Só que os sábados eram nossos! Todos nossos!!! E a gente fazia o que todo casal jovem e sem grana gosta de fazer junto: qualquer coisa que não envolva dinheiro! A gente era "pobre-pobre-pobre, de-marré-marré-marré", mas adorávamos os sábados, mesmos assim. Conversávamos por hooooooras, namorávamos, viámos um filminho bom na TV, íamos a algum ensaio de alguma banda dele.
Às vezes, pintava um compromisso só pra ele: tipo um jogo de bola. Estávamos em casa, fazendo nada, e o telefone tocava:
"- Fer, vai ter jogo. Vamos?"
"- Peraí, cara, que eu vou fazer uma reunião de família e já te ligo!"
SEMPRE!!! Ele nunca assumia um compromisso sem falar comigo, antes! Ele sabia que eu não ia falar nada, que ele ia acabar no jogo de bola de qualquer maneira, que eu não tinha problema nenhum com meu namorado ter vida social. Mas, essa atitude dele demonstrava respeito comigo. Consideração. Me dava importância!
Então, e só então, depois de conversar comigo (coisa rápida como "Mirys, os meninos estão me chamando pra jogar bola. Tudo bem se eu for? Vai ser das 2hs às 4hs." "Claro, Fer. Vai nessa."), ele ligava pros meninos e falava para um deles vir buscá-los.
E daí começava a melhor parte do comportamento de namorado novo dele (confesso que, depois de casados, essas coisas rarearam muito... infelizmente... se eu pudesse fazer, de novo, faria diferente!)!!! Os meninos chegavam, ele me dava um beijo, pegava o elevador (eu morava num prédio) e ia. Um minuto depois, o porteiro me ligava "Dona Miriane, tem entrega aqui, pra senhora." E eu descia buscar...
Ele sempre tirava um minuto pra me escrever um bilhetinho, uma parte de uma música, um poema, me deixar um bombom (não me perguntem ONDE ele conseguia um bombom, assim, tão rápido! Eu não sei!!! Mas ele me deixou bombons na portaria do prédio vááááárias vezes) ou uma flor roubada (já disse que AMO flores roubadas?).
Ele nunca partia sem antes me deixar 100% segura de que ele era "meu", que adorava estar comigo, que eu era "a pessoa mais especial do mundo". E que voltaria pra mim, o mais rápido possível. Não dava para não ficar tranquila e "não ciumenta" com um namorado desses, dava?
Até que, um dia, quando a gente tinha 4 meses de namoro...
Cenas do próximo capítulo aqui.
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quinta-feira, 1 de setembro de 2011
A parte boa da história (Diário da Mirys)
Desde pequenininhos, a gente torce por um final feliz numa história de amor! Mas, às vezes, não tem... Não tem um "viveram felizes para sempre". Mas, pode ter um "quiseram viver felizes pra sempre", podem ter muitas emoções no meio do caminho, muita vibração, separações e reencontros, surpresas, loucuras de amor!!!
Vocês já sabem o final desta história, mas ainda não sabem do que aconteceu antes, de como nós chegamos aqui! Não sabem de São Paulo, não sabem de Paris, não sabem do pedido de casamento... E dizem que a felicidade está no caminho, não é mesmo? Então... vem com a gente!!!
A série "Era uma vez" está de volta (e, desta vez, eu prometo chegar no final porque é um pouquinho dolorido pra mim ficar revivendo tudo isso. Mas, se isso puder mostrar para o Guigo que tipo de namorado ele deveria ser, para a Nina que tipo de pessoa ela deve procurar para compartilhar a vida, se servir para algum de vocês, como inspiração - já terá valido a pena!).
Perdeu o comecinho? Tá aqui:
Corre lá! Pega a pipoca que eu te espero, tá???? Não sei você, mas eu a-do-ro uma boa história "baseada em fatos reais"!
.
Vocês já sabem o final desta história, mas ainda não sabem do que aconteceu antes, de como nós chegamos aqui! Não sabem de São Paulo, não sabem de Paris, não sabem do pedido de casamento... E dizem que a felicidade está no caminho, não é mesmo? Então... vem com a gente!!!
A série "Era uma vez" está de volta (e, desta vez, eu prometo chegar no final porque é um pouquinho dolorido pra mim ficar revivendo tudo isso. Mas, se isso puder mostrar para o Guigo que tipo de namorado ele deveria ser, para a Nina que tipo de pessoa ela deve procurar para compartilhar a vida, se servir para algum de vocês, como inspiração - já terá valido a pena!).
Perdeu o comecinho? Tá aqui:
Era uma vez - explicações
Era uma vez 1 - Oi. Muito prazer.
Era uma vez 2 - O namorado n. 2
Era uma vez 3 - O namorado n. 3
Era uma vez 4 - Intensidade
Era uma vez 5 - Amigos
Era uma vez 6 - O lado dele...
Era uma vez 7 - Sendo beeeeeeem honesta
Era uma vez 8 - A viagem com a namorada dele
Era uma vez 9 - As minhas amigas e os amigos dele
Era uma vez 10 - As outras turmas
Era uma vez 11 - O acidente e a minha futura sogra
Era uma vez 12 - Entendeu a mensagem???
Era uma vez 13 - O segundo semestre de 1994
Era uma vez 14 - In English...
Era uma vez 15 - Mensagens corporais
Era uma vez 16 - Um cantinho, um violão, esse amor, uma canção...
Era uma vez 17 - Tempo
Era uma vez 18 - Dia 02 de dezembro de 1994
Era uma vez 19 - "Shiu! A gente tá namorando escondido!
Era uma vez 20 - Recomeçando
Era uma vez 21 - Terminados???????? Já????????
Era uma vez 22 - O retorno!
Corre lá! Pega a pipoca que eu te espero, tá???? Não sei você, mas eu a-do-ro uma boa história "baseada em fatos reais"!
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quarta-feira, 27 de abril de 2011
Era uma vez 21 - Terminados???????????? Já??????????? (Diário da Mirys)
Com uma semana de namoro (mesmo escondido), eu estava em alfa e todo aquele trauma das histórias mentirosas que contaram sobre mim e o ex já estavam ficando no passado... Eu já estava super compenetrada em conhecer aquela nova parte do meu melhor amigo: o lado namorado dele! E estávamos indo bem, felizes, até que o Guilherme chegou em casa...
O Gui (ninguém o chamava assim, mas prefiro não expô-lo) era um veterano muito amigo nosso – meu e do Fer. Ele tinha meio que sido adotado pela nossa turma!!! Tivemos uma festa memorável na casa dele, onde todo mundo acabou (jogado) na piscina, com roupa e tudo, abraçados num grande círculo, girando para lá e para cá! Voltar pra casa naquela noite foi uma aventura e tanto (lembra, M?)! Naquela época, o Gui saia com uma amiga nossa, meio escondido, também. E ela era louca por ele!!! E as conversas sobre os meninos (Fer e Gui) eram animadíssimas!!!
Anos depois, o Gui virou nosso padrinho de casamento, quando decidimos escolher uma pessoa (ou um casal) para representar cada um dos nossos círculos. E o Gui representou, com muita classe, os nossos amigos de faculdade! Quando nós fomos convidá-lo, ele custou muito a acreditar que estivéssemos falando sério porque, na cabeça dele, ninguém nunca iria convidá-lo pra padrinho de casamento!... A gente convidou!!!!
Mas, voltando... numa bela tarde, quando eu tinha UMA SEMANA de namoro, o Gui chegou na casa da minha vó, querendo conversar sério comigo. E só comigo! Ôh, ôh... Ele me confessou que, meses atrás, ele tinha ouvido falar muitas histórias sobre o meu ex e o nosso término (foi assim que eu soube de muitas das versões horrorosas que eram contadas sobre nós) e que ele viu como eu tinha sofrido quando algumas dessas versões foram parar nos ouvidos dos meus pais! E como eu tinha sofrido!!! Como você prova pras pessoas que algo que NÃO aconteceu, efetivamente, NÃO ACONTECEU??? Como você prova o não, o negativo, o que não existe? Não dá... Não deu, pra mim. E, sinceramente, eu estava no auge da minha sabedoria de juventude, achando que não devia explicar nada pra ninguém e que todo mundo “ia saber” o que não aconteceu porque eles me conheciam e sabiam que eu não aceitaria certas coisas!... Enfim...
Burrices minhas à parte, o Gui me contou que, naquela tarde, tinha ouvido histórias terríveis e semelhantes. A diferença é que, agora, o namorado que era espaçoso, que não me respeitava, que fazia e acontecia, era o Fer! O FER!!!! Aquele poço de timidez e bons modos chamado Fernando estava sendo acusado de fazer coisas absolutamente absurdas comigo / pra mim!!!
Eu entrei em desespero! Eu nem tinha apresentado o pobre ser para os meus pais!!! E se alguma dessas histórias chegassem aos ouvidos deles antes de conhecerem o Fer??? E os meus amigos que ainda não sabiam do nosso namoro: eu já ia ter que começar o namoro me explicando pra todo mundo??? “- Olha, gente, isso não acontece não, tá? O cara é bacana... Fiquem tranquilos... Ele não me maltrata, não me ameaça, nada... ”. NÃO! Definitivamente, não!!! Eu não ia passar por tudo aquilo, de novo! Era exaustivo demais! E eu não ia colocar o Fer naquela situação (que o ex tinha vivido, tinha reclamado e que eu sabia ser desleal demais).
Então... que brilhante decisão uma super adulta de 19 anos, bobinha de paixão no começo de namoro, bem madura e razoável, toma???? Termina o namoro, certo? Não! Erradíssimo!!!! Existiam mil outros jeitos de resolver a questão... Mas, eu, euzinha, chamei o Fer pra conversar, contei o que tinham começado a falar dele (ele, como melhor amigo, tinha acompanhado todo o drama e o climão que tinha sido com o ex), e que, para poupá-lo, eu iria TERMINAR O NAMORO! Ele pediu, argumentou, deu outras opções, mas eu estava irredutível: não iria passar por aquilo tudo, de novo! E, entre lágrimas e beijos, terminamos...
Cenas do próximo capítulo: aqui
O Gui (ninguém o chamava assim, mas prefiro não expô-lo) era um veterano muito amigo nosso – meu e do Fer. Ele tinha meio que sido adotado pela nossa turma!!! Tivemos uma festa memorável na casa dele, onde todo mundo acabou (jogado) na piscina, com roupa e tudo, abraçados num grande círculo, girando para lá e para cá! Voltar pra casa naquela noite foi uma aventura e tanto (lembra, M?)! Naquela época, o Gui saia com uma amiga nossa, meio escondido, também. E ela era louca por ele!!! E as conversas sobre os meninos (Fer e Gui) eram animadíssimas!!!
Anos depois, o Gui virou nosso padrinho de casamento, quando decidimos escolher uma pessoa (ou um casal) para representar cada um dos nossos círculos. E o Gui representou, com muita classe, os nossos amigos de faculdade! Quando nós fomos convidá-lo, ele custou muito a acreditar que estivéssemos falando sério porque, na cabeça dele, ninguém nunca iria convidá-lo pra padrinho de casamento!... A gente convidou!!!!
Mas, voltando... numa bela tarde, quando eu tinha UMA SEMANA de namoro, o Gui chegou na casa da minha vó, querendo conversar sério comigo. E só comigo! Ôh, ôh... Ele me confessou que, meses atrás, ele tinha ouvido falar muitas histórias sobre o meu ex e o nosso término (foi assim que eu soube de muitas das versões horrorosas que eram contadas sobre nós) e que ele viu como eu tinha sofrido quando algumas dessas versões foram parar nos ouvidos dos meus pais! E como eu tinha sofrido!!! Como você prova pras pessoas que algo que NÃO aconteceu, efetivamente, NÃO ACONTECEU??? Como você prova o não, o negativo, o que não existe? Não dá... Não deu, pra mim. E, sinceramente, eu estava no auge da minha sabedoria de juventude, achando que não devia explicar nada pra ninguém e que todo mundo “ia saber” o que não aconteceu porque eles me conheciam e sabiam que eu não aceitaria certas coisas!... Enfim...
Burrices minhas à parte, o Gui me contou que, naquela tarde, tinha ouvido histórias terríveis e semelhantes. A diferença é que, agora, o namorado que era espaçoso, que não me respeitava, que fazia e acontecia, era o Fer! O FER!!!! Aquele poço de timidez e bons modos chamado Fernando estava sendo acusado de fazer coisas absolutamente absurdas comigo / pra mim!!!
Eu entrei em desespero! Eu nem tinha apresentado o pobre ser para os meus pais!!! E se alguma dessas histórias chegassem aos ouvidos deles antes de conhecerem o Fer??? E os meus amigos que ainda não sabiam do nosso namoro: eu já ia ter que começar o namoro me explicando pra todo mundo??? “- Olha, gente, isso não acontece não, tá? O cara é bacana... Fiquem tranquilos... Ele não me maltrata, não me ameaça, nada... ”. NÃO! Definitivamente, não!!! Eu não ia passar por tudo aquilo, de novo! Era exaustivo demais! E eu não ia colocar o Fer naquela situação (que o ex tinha vivido, tinha reclamado e que eu sabia ser desleal demais).
Então... que brilhante decisão uma super adulta de 19 anos, bobinha de paixão no começo de namoro, bem madura e razoável, toma???? Termina o namoro, certo? Não! Erradíssimo!!!! Existiam mil outros jeitos de resolver a questão... Mas, eu, euzinha, chamei o Fer pra conversar, contei o que tinham começado a falar dele (ele, como melhor amigo, tinha acompanhado todo o drama e o climão que tinha sido com o ex), e que, para poupá-lo, eu iria TERMINAR O NAMORO! Ele pediu, argumentou, deu outras opções, mas eu estava irredutível: não iria passar por aquilo tudo, de novo! E, entre lágrimas e beijos, terminamos...
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terça-feira, 26 de outubro de 2010
Namorado (Diário do Guigo)
Hoje, saindo do banheiro, disse uma coisa pra mãmi (que a Nina já disse umas 3 vezes):
"-mãmi, precisamos de um namorado!"
"-como assim, um namorado, filhote?"
"-um namorado, mãe. Menino. Assim, fica tudo empatado aqui em casa: 2 meninas e 2 meninos."
"-e como seria esse namorado, filhote?"
"-assim... mais ou menos do tamanho do João (meu primo de 1 ano e 1/2)... que seja menino e que seja legal."
"-filho, mas o João é um bebê!"
Então, a Nina entrou na conversa: "-mãmi, podia ser um namorado E um bebê!"
E minha mãe perguntou: "-e de quem seria o bebê?"
"-seu, né, mãmi!" eu disse
"-e o namorado também, mamãe", completou a Nina.
E a minha irmã finalizou: "-daí, seríamos os 5 mosqueteiros!!!"
Boa de matemática essa menina...
(sorriso amarelo da mãmi... ou seria azul??????)
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quinta-feira, 23 de setembro de 2010
Pertencer!... (Diário da Mirys)

Há pouco tempo atrás, uma prima queridíssima minha me disse que tinha saído e visto meninas que tinham namorados / noivos / maridos e que elas tinham aquela "prepotência" de quem tem alguém...
Desde então, penso nisso!
Sem nenhum pré-conceito (ou preconceito), nem nenhuma conotação ruim, acho que quem está com outro alguém é mais, assim... segura de si, tranquila, despreocupada em agradar aos outros (pois já agradou quem interessava agradar), poderosa, enfim, prepotente!
E como eu queria ser prepotente!!!
Acho que o melhor num relacionamento (num BOM relacionamento) não é "ter" alguém... é "ser" de alguém ou por alguém! É pertencer!... Não tem nada a ver com egoísmo, ou sentimento de posse, ou ciúmes doentio. Mas, é aquele sentimento bom de que alguém já te conhece e te aceita: com todos os seus defeitos, suas qualidades, seu lado A e lado B! Ele aceita você! Do jeitinho que você é (apesar de brigar com alguns aspectos seus, às vezes). Mas vocês já se conhecem tanto que até as brigas ficam previsíveis!
Pertencer é uma sensação muito boa. Significa fazer parte: da turma, da família, da equipe de trabalho, da história de outro alguém! Mais do que ter alguém seu, é se doar para alguém! É ser aquele que estará lá, aconteça o que acontecer!!! Mesmo que discorde...
Queria poder pertencer ainda ao Fer... Ele saberia exatamente o que fazer comigo e com toda essa minha confusão, agora... Mas... ele não está aqui...
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