quinta-feira, 7 de abril de 2011

Um ano depois do acidente que mudou a minha vida (Diário da Mirys)

Eu sei: não é hoje. Já foi. Já passou. Dia 23 de janeiro. E eu estava longe, bem longe de casa...

Mas, hoje lendo o post de uma amiga, relembrei minhas sensações, as dúvidas, a insatisfação, a angústia... tudo, de novo. E resolvi escrever. Não estava preparada para escrever quando eu passei pelo 1o aniversário do meu luto. Talvez também não esteja, agora... Mas, pode ser que tenha alguém, aí do outro lado, passando pelo mesmo encerramento de ciclo e se perguntando tudo o que eu me perguntei... Então, pode ser que possa ajudar alguém (e lá vai Deus, mais uma vez, tirar algo de bom do meio dessa história tão triste!... Mas, ainda bem que é assim!).

No dia 23 de janeiro de 2010, eu perdi o Fer. Junto com ele, eu perdi meu rumo, meu amigo, meu norte, meu amante, meu porto seguro, minha referência, meus planos, o pai dos meus filhos. Os dias pareciam longos e sem sentido DEMAIS depois do acidente... parecia que a vida inteira tinha perdido a razão de ser (só porque eu tinha perdido a minha).

No dia 23 de janeiro desse ano, eu estava em Paris. Lugar onde planejamos ir assim que desse (o que a gente sabia que seriam nas minhas primeiras férias, que "coincidiram" de ser em janeiro). 1o lugar do exterior que a gente queria mostrar pras crianças. A "cidade da mamãe". Eu fui. Com as crianças, as malas, os planos, as alegrias e as tristezas. Mas, sem ele...

Naquele dia eu estava cercada de pessoas muito muito muito queridas e compreensivas. Daquelas que só com o olhar já sabem o que você quer ou não quer. "- Tudo bem, Mirys. Você não quer atender o telefone, então, me dá ele aqui". Era verdade: eu não queria. Mas precisava deixar o cel com alguém pois talvez os avós quisessem falar com os pequenos e eu não podia privar nem um lado, nem o outro, desse contato, nesse dia. Então, entreguei meu telefone...

Pra mim foi ótimo estar bem distante nessa data (o que, repito, não foi friamente calculado) porque eu não sabia como iria reagir. A nada! Era a montanha-russa emocional voltando com toda a força.

E se eu ficasse no Brasil e todo mundo lembrasse e todo mundo me ligasse??? Eu ia passar o dia ouvindo "eu sinto muito" (porque não há nada mais que os amigos possam dizer ou fazer... infelizmente) e falando "eu sinto muito também". E ponto. Não ia mudar absolutamente nada na minha situação. Então, seria melhor evitar o desgaste...

Mas, e se eu ficasse no Brasil e ninguém lembrasse (super plausível que ninguém se lembre, após um ano. Afinal, foi a MINHA vida que mudou. A dos meus amigos e queridos continuou normalzinha... graças a Deus!) e ninguém ligasse??? Podia ser que eu tivesse uma crise do tipo "ninguém me ama, ninguém me quer" ou "eu sou a única pessoa infeliz do mundo"...

Indo embora, para bem longe, eu fiz, sem querer, um favor para mim e para os meus amigos. Para mim: eu evitei o stress, a neura, as lembranças, a obrigação de passar no cemitério ver um túmulo com o relevo de um contra-baixo sobre ele. Para os outros: eu evitei o constrangimento. Até quem queria mentir para mim, conseguiu. Se alguém lembrasse dias e dias depois, poderia perfeitamente se sair bem com um "- Mirys, eu lembrei tanto, mas não consegui falar com você. Seu celular não pegava direito em Paris, talvez..." e a fatídica frase "- Eu sinto muito".

Aí, como Deus é muito bom e tem tudo (Ele sim) calculado e planejado, minhas primeiras férias saíram em janeiro. Eu não tinha dinheiro para comprar as 3 passagens, mas aos 47 min do segundo tempo, elas caíram quase R$ 2 mil de preço. E o lugar para ficar que eu não teria, apareceu num e-mail de uma moça que alugava apartamentos (e eu tive que ficar com o único que tinha - que era o único perfeito para mim). Como diz minha tia: "Deuscidências"...

E aí, que o dia 23, em si, passou tranquilo. Longe de tudo e de todos. Só pedi para não ficar em casa, nem para fazer nada marcante (tipo ir pra Disney). Queria um dia bom, um dia leve, um dia tranquilo, um dia feliz mas sem nada de especial. E foi exatamente isso que eu tive. Não chorei. Não sofri. Lembrei? Muito. Deu saudades? Horrores. Mas nada além do que eu já tivesse acostumada.

E no dia 24 veio o baque. Fiquei péssima! E a partir de então, continuei péssima. Destruída por dentro. Só por dentro. Por fora? Fui pra Disney. Brinquei, cantei, pedi autógrafo do Tigrão e do Remy. Peguei avião, comi minhas últimas comidinhas francesas, voltei pra casa.

E então eu percebi que o meu subconsciente continuava a me pregar peças. Eu nunca me pus prazo nenhum. Nunca achei que tinha direito a 365 dias de luto. Ou 180. Ou 3.650. Que eu só poderia querer outra pessoa depois de X tempo. Que eu somente seria a mãe/pai adequada depois de determinado lapso temporal. Eu, conscientemente, não fiz nada disso. Mas acho que minha cabeça fez.

Na minha cabeça, bem lá no fundo, acho que eu esperava o dia 23 de janeiro como um grande divisor de águas. Tipo: até aqui foi sofrimento, dor, choro, luta, vazio, saudades, sobrevivência. Depois de completar o 1o ano... ah! Depois disso, tudo voltaria a ser flores e todo o luto teria ficado pra trás. Como se eu ultrapassasse uma linha de chegada. Mas, na vida, não temos linhas de chegada: sempre que terminamos uma fase entramos automaticamente em outra. Antes de ser mãe/depois do bebê nascer; estudante/profissional; filha/esposa. A gente nunca "só" acaba. Sempre tem um depois. Que as pessoas, as coisas, os aprendizados, não se fazem de um dia para o outro. Que tudo se constroi dia após dia e que você tem que passar por cada etapa pacientemente. Só assim se faz o "todo", o completo, o acabado.
E eu precisei cruzar a minha ideia de linha de chegado do 1o ano para perceber que, enquanto eu corri para ultrapassa-la, alguém a afastava de mim.

Não vai ser assim, Miriane. Da noite pro dia. Do preto pro branco. Da dor para a alegria. Ainda terei muitos "cinzas", muitos momentos, muitas nuances, muitos "talvez", no meio do caminho. Até o dia em que eu cruzar a única linha de chegada verdadeira dessa vida - e for morar no céu. Ao lado de todos aqueles que aceitaram a Jesus como seu Salvador pessoal. E eu sei quem eu vou encontrar por lá...

OBS: força amiga!!! Amamos você e estamos aqui para o que der e vier. Aguente firme! Não se esqueça: TJ é sempre TJ! Bjos e bençãos.

26 comentários:

ANA disse...

Mirys,o que posso te escrever?forca,dias melhores virao,que o sofrimento e´como uma ponte,uma travessia,e que tudo ira´passar?Algumas coisas nao adiantam,vao ficar marcadas p sempre em nossas vidas...Mas,tudo deixa marcas tbem ;a Nina de bailarina,as notas do Guigo,as viagens fotografias,idas ao cinema...e quem sabe,me desculpa,sem querer te desrespeitar ou te insultar,vc conheca um outro amor,pronto p te fazer feliz de novo?Desculpa....sei que nao e´assim,como se papai noel existisse,mas e´uma possibilidade.VIVA,infelizmente nao podemos fazer mais nada.Vi que vc e´bonita nova e tem a bencao de ter 2 lindos tesouro.APROVEITE AO MAximo por eles e vc tbem,a vida vai continuando...Vc me escreveu;DEUS Nunca tem um proposito p gente sem que ELE NOS ACALME...algo assim,achei lindo e te escrevo.Fique em paz,com DEUS E VAMOS SEGUINDO..........bj

Ly Mello disse...

Mirys, a única coisa que tenho hj à te dizer, é que te admiro demais! E sou agradecida por vc ter entrado na minha vida!

Bjs.

Camila disse...

Prima,
Sei que tudo é dolorido e lento, muito mais lento do que gostaríamos...
Mas tenha em mente que o hoje também está repleto das bençãos e graças que Deus preparou.
Pode não ter a mesma cor, o mesmo sabor, mas sem dúvida tem sua magia... essa fase das crianças, as descobertas, as conquistas, o despertar, também eternizarão este momento como sendo bom e abençoado, você vai ver.
Não esqueça que Deus tem um plano de AMOR também para o hoje, e para o amanhã!

Bjo, saudade,
Camila

Mirys + Guigo + Nina disse...

Ana, valeu pela força.

Hoje, dois meses após o 1o ano, eu estou bem. Muito melhor do que em abril do ano passado, te garanto.

Ainda não é simples, ainda não é leve, ainda não é 100% feliz... mas o que na vida é assim, perfeitinho???

Bjos e bençãos.
Mirys

Mirys + Guigo + Nina disse...

Ly:

Mulher, se isso era tudo o que você tinha pra me dizer, era mais do que eu esperava ouvir! Obrigada!!!

Eu é que agradeço por ter te achado e ter conseguido criar uma amizade só de fazer comentários no blog uma da outra.

PS: aliás, gente, quem não conhece o blog da Ly e gosta de decoração, TÁ PERDENDO TEMPO!!! "Design my life"

Bjos e bençãos.
Mirys

Anônimo disse...

Miry's,
Pela primeira vez li um texto seu e achei confuso. Confesso que fiquei feliz, não senti tristeza nas palavras , embora tb não tenha sentido aquela alegria que conheci ha anos atrás.
O que eu senti é que vc está realmente num momento de transição.
Força querida, a primeira fase vc já superou, a segunda é essa, mais ou menos triste/alegre. A próxima, garanto para vc que será bem melhor.
O passado nunca irá se apagar (graças a Deus), mas os dias ficarão leves.
Bj.
Cinthya

Bosca disse...

Mirys,

Sei que não foi fácil, não tem sido fácil e nem nunca será. Na verdade, também, acho que existe um propósito para tudo na nossa vida.

Ainda que essa minha frase pode parecer não fazer sentido nenhum, de que exista um propósito nessa situação horrorosa, mas sabemos que um dia, ao olhar para trás, encontraremos essa razão. Esse dia, a que me refiro, pode demorar muitos meses ou anos para aparecer, mas um dia aparecerá.

Ainda, apesar de você não perceber, você está a cada dia mais forte e mais serena. Isso fica claro em cada post que você faz.
Sempre te admiro muito, e, que Deus continue sempre a te abençoar.

Muitos beijos.

João Marcos disse...

Oi, Miry's.
Bom, nao tenho pretensão de achar que sei o que está acontecendo com você, porque eu não sei. E se você me desculpa o comentário, espero nunca saber!
Mas sei de uma coisa, tão certa quanto eu respiro ar. Deus faz as coisas sempre com um propósito. Sei que o propósito disso pra você, Ele vai mostrar pra você, falando direto ao seu coração ou usando outra(s) pessoa(s). Mas um propósito, ao meu ver, está muito claro: o seu testemunho. Deus já falou com muita gente, está falando com mais outras tantas, e ainda tem muito mais gente pra tocar. É só ver o fenômeno do seu blog.
Eu e a Pat amamos você. E nós não somos os únicos, você sabe bem!
Força, fiota. Deus está com você. E sempre estará. Afinal, Ele, mais que ninguém, ama você.
E é claro, o mesmo se aplica ao Guigo e à Helena.
Nossos beijos de coração. E muito merci beaucoup pelos seus posts!
Johnny

Lola disse...

Não imagino a sua dor amiga...também perdi pessoas super importantes na minha vida e fui criada por outras, mas como vc mesma falou, Deus nos dá força pra tudo né? E que bom que vc levanta e sacode a poeira!

Bjs

Cele disse...

Vim colar aqui o comentário que eu fiz por email:

Eu já li, Mi! E, né? Nem preciso repetir como me identifico na dor e na força que move você. É verdade que não havia uma linha de chegada no dia em que a tragédia que derrubou a gente completou um ano. Não significou o fim do sofrimento, da dor, das lágrimas. Mas também é verdade que depois desse tempo é tudo mais fácil, porque fica aquela sensação de que o pior já passou, que o olho do furacão já se foi e que a gente (ufa!) sobreviveu ao cataclisma. Se é feliz ou se é só um alívio? Bom, é preciso tempo...

Quando completou um ano eu estava aqui, eu revi os amigos, eu fui à Igreja lotada para missa em homenagem a ele, eu sofri aquela dor de novo e chorei muito. Passado isso, ainda há altos e baixos e ainda há essas faltas, mas o que eu percebo é que vai ficando mais leve. O que antes te derrubava na cama e que causava lágrimas de soluçar e amanhecer com rosto inchado; agora já derruba umas lágrimas apenas. Ainda dói e talvez doa e seja incompreensível e pesado pra sempre. Ainda é triste, ainda é a tragédia que foi e nunca mais a vida será do jeito que era.

Acho que o mais importante é perceber a força que se tem e que é essa mesma força que moverá cada um de nós, que perdemos entes tão queridos, para algo bom, algo que valerá a pena, algo que trará, não a substituição daquilo que perdemos, mas apenas e tão somente uma nova razão de ser, uma nova forma de amar. O Woltony disse recentemente que não consegue achar que o que tem hoje é melhor do que o que perdeu. Eu também não consigo. Mas quem sabe, lá na frente, a gente consiga dizer que a balança se equilibrou e que, muito embora a vida tenha mudado todos os nossos planos, a gente encontrou um jeito de ser tão feliz quanto foi. A história que tivemos será para sempre um lindo capítulo da nossa história, mas outros virão. Tenho certeza de que sim!

Beijos, querida!

Marcele

Simone disse...

Queridos, realmente nos nossos corações não há um divisor de águas... infelizmente, ou, sei, feliz "mente"!!! Bom seria se assim fosse... (ou não) assim poderíamos deixar tudo o que ficou para trás e começar uma nova fase, inteiros, completos!!! Mas, sei que isso não acontece na realidade...
Querem saber de uma coisa, que bom!!!! Chato seria se o que ficou para trás acabasse ali, naquele momento, sem memória, sem nostalgias... Que bom que o que passou pode nos acompanhar pro resto de nossas vidas... Que possa ter sido motivo de orgulho ou de aprendizado!!!
Espero que assim seja sempre... com memórias boas ou não tão boas assim... mas que continuem fazendo parte de uma fase de nossas vidas!!!
Lembro sempre, com muita saudade, do Fer... e sinto que ele está num lugar calmo, tranquilo... aquele lugar que merecem os justos e puros de coração!!!
Que Deus continue lembrando de nós aqui, nesse lugar não tão calmo, nem tão tranquilo!!!
Amo vocês para sempre!!!
Prima Simone...

Simone disse...

Queridos, realmente nos nossos corações não há um divisor de águas... infelizmente, ou, sei, feliz "mente"!!! Bom seria se assim fosse... (ou não) assim poderíamos deixar tudo o que ficou para trás e começar uma nova fase, inteiros, completos!!! Mas, sei que isso não acontece na realidade...
Querem saber de uma coisa, que bom!!!! Chato seria se o que ficou para trás acabasse ali, naquele momento, sem memória, sem nostalgias... Que bom que o que passou pode nos acompanhar pro resto de nossas vidas... Que possa ter sido motivo de orgulho ou de aprendizado!!!
Espero que assim seja sempre... com memórias boas ou não tão boas assim... mas que continuem fazendo parte de uma fase de nossas vidas!!!
Lembro sempre, com muita saudade, do Fer... e sinto que ele está num lugar calmo, tranquilo... aquele lugar que merecem os justos e puros de coração!!!
Que Deus continue lembrando de nós aqui, nesse lugar não tão calmo, nem tão tranquilo!!!
Amo vocês para sempre!!!
Prima Simone...

Liliane Arend disse...

Um dia, lá no futuro, seus filhos lerão suas palavras e sentirão muito mais orgulho da mãe que eles têm!

Um beijo no seu coração
Li
londrescomfilhos.blogspot.com

ANA disse...

Ei Mirys,olha eu aqui de novo!NAo posso deixar de comentar,tudo que a Marcele falou e´muito verdadeiro,e´como se ela tivesse lendo minha alma.Concordo em tudo!Mas,hoje tbem ja estou bem melhor do que no final do ano!E Hoje talvez a frase que tenha mais sentido p mim e´;Nada como o tempo!bj e bom f de semana p os 3 mosqueteiros

Mari Hart disse...

Querida, não canso de te admirar. Sabe aquela coisa repetitiva, mas que não cansamos?! Então! Vc é incríve, sua força e sua luz são únicos! Me arrepiei com cada linha que vc escreveu, mas dessa vez eu não chorei como costumo fazer qdo leio alguns posts seus. Vi uma outra mulher nesse post!

Obrigada por sempre compartilhar suas emocões e experiências. Vc é uma lição!

Bjo grande!

Ludmilla disse...

Vc perguntou no seu mural se alguém viu o tempo passar. Um ano? Puxa, Mi...Mas eu vi sim. Vi o tempo passar doído depois do acidente do Fer.. Eu o vi passar nos seus olhos distantes, nas suas lágrimas insistentes durante o louvor, na sua dor quase audível , e até mesmo quando vc passava "esvoaçante" fingindo alegria. Vi o tempo passar, a despeito da sua dor. Mas vi mais do que isso: vi uma jovem forte, testemunha viva de um Deus Consolador, e que sabe que de uma forma ou de outra verá no rostinho de seus filhos sua luta transformada em vitória! Go ahead, amiga. Mesmo porque, sei que VOCÊ jamais vai parar nem desistir. E quer saber? Acho mesmo que Deus deve estar muito orgulhoso de toda essa garra e fidelidade. Um abraço cheio de carinho.

keilatu disse...

OIE ...LINDO ESTOU ACOMPANHANDO SUA HISTORIA VC ESCREVE TÃO BEM PARECE QUE ESTOU VIVENDO COM VC A SUA DOR....REZO SEMPRE POR VCS KEILA,TUE AGORA BEATRIZ

Juliana Eid disse...

Mirys, querida,
Também estou passando por esse período de luto e sei muito bem o que sente. Nessa situação toda, percebi que uma das coisas mais difíceis é que, para quem perde alguém, TUDO muda, e no entando o mundo continua andando como sempre existiu. Em determinadas situações PRECISAMOS agir como se nada tivesse acontecido - meu Deus, como é difícil! Só que nem sempre isso é possível. E jamais devemos nos culpar ou nos cobrar por atitudes ou sentimentos diferentes. A morte é e sempre será uma agressão, e não somos obrigados a 'engolir' isso da noite para o dia. Um ano é pouco tempo para aceitarmos a ausência de uma vida. Somos feitos à imagem e semelhança de Deus, que é eterno, então sempre teremos a eternidade dentro de nós. Então jamais se cobre por ter atitudes ou sentimentos diferentes diante da saudade só porque se passou um ano. Isso não significa que não devemos tentar amenizar a dor - aliás, isso deve acontecer diariamente, senão a gente fica louca. Mas viva e aja somente de acordo com o que você pode. Cobrar-se demais é uma agressão tão grande quanto a própria perda. Deus sabe das nossas limitações, sonda nossos corações, e nos cobrirá com Sua graça, que sempre nos bastará, nos será suficiente. Não quero parecer pessimista. É que eu tenho CERTEZA de que tudo o que você sente é porque a vida do Fer valeu a pena.
Um beijo grande, com todo o carinho, respeito e admiração que tenho por você.
Juliana Eid

Adelaide disse...

Já senti muitas dores de separação, essa não, por isso não vou dizer que sinto muito. Apenas vou dizer o que falei a minha irmã, quando ela sentiu essa dor que te aflinge agora: "Agradeça a Deus por ele ter permitido que você o tivesse em sua vida por um periodo."
E é o que todos nós temos feito, agradecido e lembrado dos momentos felizes, agora sem dor, apenas saudades. Você verá que em seus dias também terá os momentos de saudade, onde a dor não mais terá espaço. Quem reinará será a felicidade.
Afinal é dificil desistir da vida esperada (futura) e buscar a vida que simplesmente está lá fora seguindo esperando por você.
Muita Luz e paz
Abraços

O Divã Dellas disse...

Só posso dizer (de novo) que admiro você. Admiro Marcele e a força que as move.
Que Deus continue assim: segurando vcs fortemente pelas mãos.
Cinthya
http://odivaadellas.blogspot.com

por Rapha C.M. disse...

Não vou te dizer nada.... Apenas te dar o meu sorriso, de uma simples desconhecida, mas que de longe e no anonimato torce e deseja tudo de bom na vida dessa família de "4" (sim, vcs continuam sendo 4)!
Um BJ!
=)

Sheila Mendes disse...

Oi Mirys,
Você passou no meu blog e deixou tantos comentários carinhosos que eu vim aqui retribuí-los. Querendo conhecer um pouco mais sobre você encontrei esse post que conta um pouco de tudo o que vcs passaram.
Sinceramente, não tenho palavras pra te dizer, só imagino que essa dor deve ser enorme. Peço a Deus que ELe, continue cuidando de vocês, consolando e cuidando do seu coração.
Beijos.

Debby disse...

Oi Mirys
Estou começando a fazer parte do "seu blog" e estou adorando...mas estou saindo de uma espécie de luto de mim mesma que nem eu mesma sei explicar mas sinto ser um luto. Perdi um irmão quando ele tinha 22 anos.. e tenho um ultra-mega-power-melhor amigo como eu o chamo. Que é o ser mais especial de toda minha vida.
SOu mãe do Tiago e do João Victor, com 16 e com 1 ano e 4 meses respectivamente e já fui esposa, e espero ser de novo um dia rsrs
Beijinhos azuis na alma
Debby :)

Fernanda Reali disse...

Nuito duro, muito triste, mas muito educativo ler isso. A gente aprende a valoriar mais o que tem quando vê uma perda e aprende com a dor do outro a relativizar as nossas dores.

Muito obrigada pela visitinha e pelas palavras deste blo.

beijooooo

Vivi Manzur disse...

Mirys, entrei no seu blog por acaso e me deparei com essa história, enchi os olhos de lágrimas, senti no meu peito a dor e o medo.
Sou mae de 3 crianças e nao sei viver sem meu Luiz, perdi minha mae num acidente, antes de me casar, antes de engravidar , antes de tudo que foi realmente marcante na minha vida.
As vezes choro, era só ela e eu, as vezes sofro, as vezes dou graças a Deus, mas nao entendo, e sei que nao vou entender, morro de saudades...fico triste pela falta de uma avó de verdade, pq minha sogra nem aparece!
Mas é assim dia apos dia..
me perdoa tocar nas feridas seus filhos sao lindos, parabens, obrigada por dividir.
bjos
vivi

Micha Descontrolada disse...

Deus sempre providenciando tdo pra acontecer da melhor maneira possível, dentro de uma situação tão difícil...e acho lindo o modo como vc escreve, nos faz viver esse momento junto com vcs.

Beijossssssss
┌──»ʍi૮ђα ツ