
Amores, permitam-me mais um parênteses! É que falei que tinha muitas turmas nas faculdades, mas só contei como era a turma que tinha o Fer. E vários dos meus amigos daquela época estão, agora, lendo esse blog.
E tenho histórias divertidíssimas para contar deles!!! E eles vão se lembrar de muitas outras mais (porque minha memória não é lá essas coisas)!!! E vocês vão rir! Então, acho que é um preço justo por uma pausinha, né?
Minha classe de direito, assim como minha classe de jornalismo (assim como quase todas as classes de qualquer faculdade, eu imagino), era bem heterogênea. Tinha nerd, tinha bagunceiro, tinha estudioso, tinha as meninas-arrasa-quarteirão, tinha os carinhas do Centro Estudantil, tinha os filósofos, tinha os avoados, tinha os mais velhos com seus sábios conselhos. Durante um bom tempo, se eu não estivesse com a turma do Fer, eu estava com a... galera do truco. Vamos chamá-los assim e não citar nomes porque, hoje, todo mundo virou "gente importante" no mundo e seria ridículo alguém ir para uma audiência e ter um ataque de risos na frente do juiz! Imagina a pessoa tentando explicar: "-Sabe o que é, Excelência? É que eu li no blog da Mirys que Vossa Excelência tomou um NOOOOOVE na testa, numa tarde de terça-feira, que até perdeu o rumo!". KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK
Mas, a galera do truco era espetacular. Tinham 3 meninas e 3 meninos. Tinha o "Cop" (único que tinha apelido)! Que saudade dele! Tinha um de lindíssimos olhos claros que... ai, ai... Mas eu tinha namorado! Lembram? Mas a pessoa mais chegada a mim, naquela turma, era uma menina que não tinha nada a ver comigo! Sério! Qualquer um que olhasse diria: "-Essas duas não têm nada a ver!". Eu não disse?
Só que ela era ótima! Engraçadérrima!!!! Desbocada que só ela (e eu não suportava palavrão). Adepta da noite (e eu proibida de sair por pai e namorado). Falante, cheia de amigos, cozinheira de mão cheia!!! Ainda me lembro de um dia que nos convidou para almoçar na casa dela. Eu cheguei mais cedo e me ofereci para ajudar.
"-Tá, Mirys. Descasca essas batatas."
E, 10 minutos depois, eu ainda na primeira batata, sendo que mais da metade dela estava junto com a casca, no lixo.
"- Ôh, Mirys! Você não sabe nem descascar uma batata, mulher????"
Poxa... eu não sabia... Mas, pratiquei desde então e, hoje, B., se você quiser vir jantar em casa, eu prometo fazer um cardápio todo batatal só pra te agradar! E guardo as cascas para provar que não tem nem um tiquinho de batatas nelas!!!!
Como todos os grandes amigos de faculdade do mundo, a vida nos afastou no "depois". Ficamos anos e anos e anos sem nos ver. Mas, como todos grandes amigos que merecem esse título, nos encontramos quase uma década depois, num domingo. E ela disse: "Mirys!!! É você mesma!!!! Vou me casar e queria demais te encontrar e te entregar o convite!!! Você vai, né?" "-Claro que vou, B.! Até sem convite formal! Deixa eu pegar minha agenda para marcar. Quando é o casório?" "- No próximo sábado!".
Eu fui. Na verdade, nós fomos (eu e o Fer e o Guigo bebê). E nunca mais paramos de nos falar, desde então, apesar das duas já terem mudado de cidades e ficado fisicamente distantes, de novo.
Voltando à faculdade, eu tinha a turma de jornalismo, também. Que quase não conheceu o Fer (os mundos de jornalismo e de direito eram em universos paralelos naquela época. Imagino que hoje ainda seja assim...). Mas que vibrava com cada história dramática e movimentada do namorado número 4. As meninas moravam todas juntas (na verdade, só umas 7, mas eu tinha a impressão de que eram todas porque todo mundo se reunia naquele apertamento).
Quando eu estava com elas, eu estava mais no meu normal: um mundo falante (jornalista tem que falar pelos cotovelos, né?), com roupas largadas, amigos alternativos, evitando os salgados da cantina e jantando miojo em casa, para economizar. Dura e deliciosa essa vida de estudante de jornalismo!
Também fiquei anos luz sem ver todo mundo. Mas, quando eu morava em São Paulo, encontrei por acaso um amigo que tinha feito as duas faculdades comigo. E ele tinha os e-mails de alguns. Eu tinha de outros. E combinamos uma festa em casa. Só que a casa dele era mais fácil pra todo mundo chegar e nós mudamos a festa pra lá. E assim, um ligando ou mandando e-mail "para quem você tivesse na sua lista", conseguimos reunir umas 20 pessoas da turma na casa dele! Sorte que era na Avenida Paulista porque a festa foi tão animada e demos tanta risada que a filhinha de uma das meninas quase nasceu naquela noite (nasceu 2 ou 3 dias depois, eu acho)!!!
Se você faz parte de lá ou de cá, se é meu colega de faculdade, se tem o contato de alguém daquela época, please, please, please, faça um sinal de fumaça porque eu quero muito ter o contato de todos vocês, de novo!
Voltando... a viagem, outras pessoas.
Cenas do proximo capítulo aqui












