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quinta-feira, 2 de maio de 2013

BC Musical - a minha letra!!! (Diário da Mirys)



Posso confessar: a-do-ro minha inicial!!! Por muuuuuitas razões. Vou contar uma história real e rápida.

Era uma vez um menino lindo chamado Miguel, que conheceu uma menina linda chamada Margarida (bibi Flor, pra nós). Eles se casaram, tiveram 10 filhos e viveram felizes pra sempre! Detalhe: todos os filhos tinham nomes começados por M (de Miguel e de Margarida). Um dia, a filha deles #5, chamada Mirtes, uma menina linda, conheceu um menino lindo chamado... José Getulio! Nada a ver com o "M" da família...

Nessa altura do campeonato, alguns irmãos da menina Mirtes já tinham se casado e tido filhos. E os sobrinhos tinham nomes começados por "M"!

Só que, na família do José Getulio, havia uma outra tradição: a sua mãe, Maria (olha o "M" aí, gente), tinha se casado com o José Antônio e tido quatro filhos, todos homens. José Roberto, José Getulio, José Haroldo e José Cláudio. Como conciliar as tradições familiares????

Quando a menina Mirtes e o menino JG tiveram seu primeiro filhote era, na verdade, uma filhota (eu!!!!). E eles tornaram a matemática que parecia impossível ("M" + "José" no 1o nome + uma menina) em algo fantástico: numa nova tradição! Eles perceberam que "Antônio", assim como "Roberto", "Getulio", "Haroldo" e "Cláudio" tinham 7 letras... e que todos os sobrenomes do menino e da menina tinham 7 letras... e decidiram que fariam homenagem à uma família com o "M" e à outra família com as 7 letras! Daí, viemos todos nós:

Miriane
Marilia
Matheus
Maiyara
Martina
Myrthes
Marjory
Mayanne
Melanie
Murillo

10 filhos. Todos com "M". Todos com 7 letras. Todos com taaaanta coisa e tanta história em comum. Todos tão diferentes!
Porque a letra "M" é assim: eclética! E "M", na música (que também começa com "m"), também existe pra todos os gostos! Pra quem quer ser romântico, pra quem quer dançar, pra quem é jovem, pra quem é mais maduro, pra quem gosta de português, pra quem se entende com inglês... escolha a sua e divirta-se!!!

My girl (Smokey Robinson)
My way (Frank Sinatra)
Monte castelo (Legião Urbana)
Meu erro (Paralamas do Sucesso)
My immortal (Evanescence)
Metade (Oswaldo Montenegro)
Me abraça (Ivete Sangalo)
My all (Mariah Carey)
Mania de você (Rita Lee)
Moves like Jagger (Marron 5)
My way (Elvis Presley - se você preferir a voz dele)
Minha vida (Rita Lee - adaptando The Beatles)
My happy ending (Avril Lavigne)
More than words (Extreme - uma das minhas preferidas. Sempre!)
Melhor metade (Jorge e Mateus)


Quer mais músicas começadas pela inicial? Na blogagem coletiva, lá no Moça de Familia, tem!



PS: na verdade, a última música se chama "Duas Metades", mas eu sempre chamo de "Melhor Metade". Eu sei... eu sei... eu sei que é sertaneja e que existe um certo preconceito com o gênero. Mas, FOCA! Presta atenção na letra! É linda!!! H, essa é pra você - minha melhor metade (3 Ms pra você).

quinta-feira, 21 de março de 2013

O melhor remédio pra dor (Diário da Mirys)



Nessa última semana, uma amiga querida perdeu seu filhinho de 3 meses para uma pneumonia... Ontem, seria aniversário de 92 anos da minha avó, se ela não tivesse nos deixado há um ano e pouquinho... E eu parei e pensei, várias vezes, durante os últimos dias, que eu queria falar alguma coisa pra minha amiga, pro meu pai, pros meus tios - mas eu não sei o que falar. Qual palavra vai trazer conforto. Qual "dica de sobrevivência sem alguém importante na sua história pessoal" poderia ser de alguma ajuda. Simplesmente não sei...

Porque eu nunca estive no lugar deles. Eu nunca perdi um filho pequeno pelo qual eu era totalmente responsável (pouca coisa se faz sozinho, com meses de idade). Graças a tudo, minha mãe continua por aqui - loira e linda. Então, eu não sei o que eles sentem e não quero fingir que eu sei...

Quando lidamos com a perda, na ânsia de FALAR alguma coisa, acabamos falando alguma bobagem do tipo "eu SEI o que você está sentindo e eu acho que você deveria...", completando a frase com alguma fórmula mágica pra vida. Só que a vida não é assim. Não é simples. Não é matemática onde "eu + chocolate ou viagem ou rios de choro ou pessoa nova = - dor". Quem dera!...

Relacionamentos humanos são muito particulares e só conhece a dinâmica (e a falta que se faz) quem fez parte dele. Só quem apertou os nós do "nós" é que pode entender. E não é porque eu passei por um tipo de perda (viuvez) que eu tenho autoridade pra falar sobre o sofrimento alheio...

Nessas horas, só nos cabe "estar lá", pra compartilhar a dor. Seja ao vivo, seja por sms, seja por cartinha, seja num telefonema, seja num bolo enviado no meio da tarde. Apenas deixe aquele que sofre saber que você está lá, caso ele precise de algo.

Pra qualquer tipo de dor, o melhor remédio ainda é o carinho!

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Ensina-me (Diário da Mirys)

"ENSINA-NOS A CONTAR OS NOSSOS DIAS, PARA QUE ALCANCEMOS CORAÇÃO SÁBIO!"

Salmos 90:12



Mais uma avó minha faleceu... a mãe da minha mãe, desta vez... E a frase do Guigo de que "queria chegar em casa (casa dos meus pais) e ir correndo dar um beijo na vovó Linda (minha mãe) porque o coração dela devia estar pequenininho" só me fez pensar que, um dia, ele também vai estar na mesma situação que eu estou agora... e eu quero que ele tenha a avó exemplo que eu tenho agora... que a relação deles tenha sido tão gostosa, tão carinhosa, tão recheada a bolos e chás e bolachinhas como a minha relação foi com a minha avó Margarida, nesses últimos anos... Porque é isso que faz a nossa vida: as relações que temos com as pessoas que estão ao nosso redor.

Aquela paz que excede todo o entendimento está em mim, de novo. Uma Flor foi enfeitar o céu. Mas a tristeza invade o meu coração e vem dividir espaço com tanta alegria que habita normalmente por aqui. Então, estou gerenciando as coisas, tá?... Volto daqui a pouquinho...

Bjos e bençãos.
SEMPRE!
Mirys

PS: se tiver um tempinho, leia o texto sobre a paz, acima. Porque eu quero ser na sua vida o que a minha vó Flor e o meu avô foram na minha (e nas vidas de tanta gente).

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Lobo mau light! (Diário do Guigo)

(POST DE 2005 OU 2006, ESCRITO QUANDO EU TINHA 1 ANO E 1/2. MAS A MAMÃE CONTINUA A MESMA... E EU? EU FIQUEI, MESMO, LIGHT! RSRS)

É... em época de comida light, bebida light e até de político light, minha mãe descobriu que ela conta estórias lights, para mim. E eu A-DO-RO esstórias!!! Gosto de “ler” meus livros, de ouvir um CD de contos, de ouvir esstórias para dormir, de inventar estórias com pedrinhas (elas sempre dão um bom castelo, uma sobre a outra) ou com carrinhos ou com bichinhos. Aqui em casa, todo mundo “fala”, como se fosse em uma estorinha: os meus bichos de pelúcia, a minha coleção interminável (e amadíssima!) de carrinhos, o meu cadeirão, as panelas da mamis, os jogos do papis, tudo mesmo!

Com minha mania de estorinha, a mamis ficava inventando algumas o tempo todo. E, num desses momentos (mais precisamente, na minha primeira viagem sozinho com a mamis, aquela em que nós fomos para Mogi, com meus avós), quando a mamãe contava a estória da Chapeuzinho Vermelho, a vovó virou para o banco de trás do carro e falou para a mamis: “-Que estória é essa? Seu lobo mau é vegetariano? Preciso ouvir como você conta estas estórias para que ele não estranhe quando eu resolver contar uma do “jeito normal”....”

É que na Chapeuzinho Vermelho da mamãe, versão light, o lobo mau não mata ninguém. Nem come. Ele só quer saber da cesta de docinhos!!! Ah! E o caçador também não atira no lobo. Na verdade, até a vovó fazer essa pequena observação, o caçador da mamis não tinha nem arma!!! Era só ele aparecer e o lobo... vupt! Como dizia a mamis: “aí, o lobo, que morre de medo do caçador, vupt, saiu correndo”.

Quem estiver se perguntando: “e como vocês tiram a vovó de dentro da barriga do lobo, se o caçador não o mata?”, pode ficar tranquilo. Na versão light, o lobo não come a vovozinha, ela a joga dentro do guarda-roupa (“blam”) e fecha a porta (“plá”). Depois que o caçador entra na casa da vovó (e o lobo sai correndo), fica fácil encontrar a vovozinha... é só abrir o guarda-roupas!!!!

Acho que a mamis gosta de ver o lado bom (ou, pelo menos, “menos mau”) das coisas e das pessoas... e quer que eu seja assim também. Talvez, ela faça isso, mesmo inconscientemente! Afinal, para que ter medo de certos animais ou pessoas, se todas eles podem ser (pelo menos, na teoria) bons sujeitos????

Bjos e bençãos

Guigo + Helena + Caramelo + mamis + papis

PS: agora precisamos acabar esse diário e entrar na internet, pois eu já estou aqui do lado da mamis, pedindo há uns 10 minutos: “mamãe, eu quero um pouquinho de messenger!”. DURMA COM UM BARULHO DESSES!!!

sábado, 17 de março de 2012

Saudades.... (Diário da Mirys)

Saudades... hoje, meu dia se resume a isso. Eu sei que tem festa em outros lugares. Eu sei que alguns celebram novos inícios. Eu sei que a vida segue seu curso, quer eu goste disso ou não. Eu sei porque eu vivo esse momento, junto com um monte de gente querida, em festa, e estou genuinamente feliz por todos eles. Mas, quando eu ouvi “hoje, dia 17 de março...”, confesso que meu coração não prestou atenção em muitas outras coisas. Nas mais lindas, nas mais felizes, nas mais importantes, que aconteciam ao meu redor. Ele só se lembrou que esse seria o dia dela... mas ela não está mais aqui. Então, eu nos vi comendo torradas e colocando as novidades da faculdade em dia; andando no opala branco por toda Bauru; dançando em qualquer lugar, de qualquer jeito, com qualquer música; fazendo planos de viagens que nunca aconteceram (eu não mostrei a Europa pra ela, nem ela me mostrou a NY dela); dando um beijo de despedida, na testa, toda vez que saia da casa dela. Eu lembrei do sorriso, do cheiro, do jeito de chamar meu nome. E um sorriso veio pro meu rosto: porque ela viveu bem, ela amou e foi amada, ela viajou, conheceu, se maravilhou, leu, contou, cantou, dançou, fez gente feliz ao redor dela. Eu só queria chegar aos 90 anos, assim...

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Mãe suuuuuuper divertida! (Diário do Guigo)

Nós tivemos um mês e meio de férias (acaba amanhã!). A mamãe teve 20 dias! E aqui, na nossa cidade, não tem mais ninguém pra ficar com a gente... o resto da nossa família mora no circuito Jaú / Bauru.

A mãmi trabalha oito horas por dia, mas a nossa ajudante só fica com a gente por 5 horas, porque no resto do tempo, a gente vai pra escola. Então, durante o ano está tudo resolvido. Mas... e nas férias?????

"Simples", você pode dizer, "é só levar as crianças para a casa das avós!". A mamãe também pensou assim. Claro que pensou!!! Ela passou vários dias de férias na casa da avó dela, em Bauru, aprontando todas com os primos, guardando recordações pro resto da vida! Ela amava, amava, amava!!! Então, por que não nos levar pra casa de uma das avós e solucionar o problema de não ter quem ficar com a gente (eu e a Nina), durante o dia útil, enquanto ela trabalha?

Porque EU não quero!!!!

Adoro minhas avós, elas sempre me levam em lugares legais, comprar comidas que crianças adoram, me dão presentes, me deixam ver TV até tarde e jogar muuuitooooo video-game! Não se enganem: elas são legais! Mas, toda vez que a mãmi tenta nos levar pra casa delas, eu reclamo e peço pra ficar:

"- Mãmi, eu não quero ir. Quero ficar aqui!!! Com você!!! Pode levar a Nina se ela quiser, porque EU QUERO FICAR COM VOCÊ! VOCÊ É A MÃE MAIS DIVERTIDA QUE EU TENHO!"

PS: na primeira vez que eu falei isso, a mamãe caiu na gargalhada! "a mãe mais divertida que eu tenho"... Ela riu! Muito! Mas, agora, eu já aprendi a reforçar a ideia e digo que acho que ela é muito, muito, muito mega divertida! E quero ficar aqui. E tenho dito!

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Era uma vez 23 - Dançando pela cozinha (Diário da Mirys)

Depois de uns 2 meses, eu não aguentava mais esconder aquele segredo! É muito difícil estar feliz PRA CARAMBA e ficar disfarçando pra todo mundo!!!

Então, numa noite, aproveitei que meus pais tinham ido viajar e minha avó estava em casa cuidando da trupe (éramos 8 filhos, naquela época) e resolvi contar pra ela. Afinal, ela adorava o Fer! Ela iria entender. Era o meu único amigo que ela chamava pelo nome certo de forma consciente (todos os outros eram "Rodrigos" - tudo bem, eu tinha 3 amigos Rodrigo, mas ela nunca se lembrava quem era quem e chamava todo mundo de Rodrigo. Mas meus amigos a adoravam, do mesmo jeito! Rsrs - leiam os comentários aqui).

Quando contei pra ela, ela me pegou e saiu dançando comigo pela cozinha! Como fazia desde que eu era pequenininha: ela sempre dançava com os netos! Em momentos de dançar e em momentos, digamos, "peculiares". Minha avó era assim, uma figurinha!!!

Só que eu expliquei que a gente estava namorando escondido, o que andavam falando por aí, que eu estava preocupada e ela, um furacão como sempre, já foi dizendo: "Deixa comigo! EU conto pro seu pai! Ele vai ter que me ouvir!" E ele ouvia mesmo (ôh mãe bravinha que ele tinha!...).

Quando o Fer "entrou pra família", sua timidez aflorou ainda mais! Imaginem um garoto introvertido, acostumado com uma família de 2 irmãos, com poucos amigos, de repente, é catapultado para uma turma de OITO MULHERES, todas bem falantes, um pai extrovertido e brincalhão (mas com a maior cara de bravo!), um irmão que reinava absoluto entre as mulheres, numa casa onde sempre tinha uma população flutuante absurda!!! Coitado... ficou perdido... Se ele ficasse com sede, tinha que "prever" que ia querer água uma meia hora antes, porque era a maior lenga-lenga:

"Mirys, quero água, por favor."
"Pega lá! Fica à vontade."
"Mirys, mas eu não quero abrir a geladeira dos seus pais..."
"Peraí, Fer (terminava o meu assunto com alguma irmã - SEMPRE tinha algum assunto rolando naquela casa)... Vamos lá."
Levantávamos, íamos até a cozinha, eu abria a geladeira, pegava a garrafa d´àgua e colocava na frente dele.
"Mirys... eu preciso de um copo..."
"Ah, Fer! Pega lá! Tá naquele armário! Você já sabe"
Ele respirava, reunia coragem e "com licença, eu vou abrir o armário, Dona Mirtes (minha mãe)".

Ele só não era mega tímido com a minha avó! Aliás, eles se adoravam! Era mútuo (por isso me senti "viúva", de novo, quando ela se foi...). Como eu morava com a minha avó, durante a semana, pra fazer faculdade, ele ficava mais à vontade.

A ligação deles era tanta que, quando a gente fez um ano de namoro, ELA viu no jornal que ia ter show da Marisa Monte, em Bauru. E ela sabia que nós éramos dois estudantes "durangos kid" total! Então, ela foi lá, comprou os ingressos e, no dia certinho, ela nos chamou pra almoçar na casa dela. Fez um almoço especial, pra nós 2, para comemorar e nos deu os ingressos de presente. Meu primeiro show!!! (PS: falem a verdade se eu não tinha a vó mais descolada do mundo???)

Foi meu primeiro show de alguém, assim, famoso... porque eu já tinha assistido algumas apresentações da banda do Fer e... afê! Por que algumas meninas não se controlam na frente do palco, heim???????? Mas isso é história pra amanhã...

Cenas do próximo capítulo aqui.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Acostumada... (Diário da Mirys)

Eu sei... eu sei... a grande maioria das coisas na vida só são difíceis, complicadas, intransponíveis da primeira vez. É porque você não sabe por onde começar, não sabe o que fazer, não sabe como reagir...

Nas próximas vezes, você fica craque. Ou deveria. Não dizem que a prática leva à perfeição?... Na vez seguinte em que você passa pela mesmíssima experiência (ou alguma muito parecida), você já sabe qual é o primeiro passo, já sabe como continuar, já conhece o desafio, já é senhora de si.

Ontem, perdi mais um pouco da minha história. Mais uma parceira de dança. Mais alguém que fazia meu telefone tocar várias vezes na semana. Mais uma conhecedora da minha comida preferida, da minha bebida preferida, da minha cor preferida. Mais alguém que tinha colorido minha vida e me ensinado tanta coisa, me mostrado um mundo tão maior do que a minha casa. Mais outro alguém com quem dividi um teto por anos e anos...

Ontem, minha avó faleceu.
E eu deveria saber como agir.
Deveria estar acostumada.
Mas não estou...

terça-feira, 17 de maio de 2011

Está aberta a temporada de aniversários!!! (Diário do Guigo)

Gente: meu aniversário está chegando!!!
Não entendeu? MEU ANIVERSÁRIO ESTÁ CHEGANDO!!!

Lá em casa a gente A-M-A dias de aniversário, festas de aniversário, convites de aniversário, bagunças de aniversário, tudo, tudinho que seja relacionado com aniversário!!!

Só que, neste ano, a mãmi está numa dúvida terrível: eu pedi uma festa num buffet daqui da cidade, com os amigos da escola. Então, ela se programou para a tal festinha (que terá que rolar na terça-feira posterior à data - único dia disponível) e para um churrasquinho na casa da vó Mirtes (que eu também pedi) só para a "família" (um monte de queridos, tios, avós, primos, filhos dos primos, amigos que viraram tios, amigos que viraram primos, etc...).

Daí que a mãmi me chegou com tudo pronto:
"- Pronto, filhote! Sua festa vai ser no XXXOOOXXX! No dia 21, terça-feira, tá? Todos seus amigos da escola vão poder ir..."
Nem deixei ela terminar:
"- Mas meu aniversário é no sábado, mãmi. SÁ-BA-DO! Não na terça!"
"- Eu sei, filhinho, mas o buffet só tinha espaço na terça..."
"- Então, a gente faz na casa da vó Mirtes, mesmo."
"- Nós vamos fazer lá. Um churrasco. No sábado, lembra? Com a família."
"- Não, mãmi, a gente faz a festa lá, mesmo. Não quero mais o XXXOOOXXX"
"- Mas, filho, daí seus amigos dessa cidade não vão poder ir..."
"- Vão sim, mãmi. Eu converso com a mãe deles. FAz na vovó!"

Oh céus! Como fazer uma festa de criança na vovó, duas semanas antes do casamento da tia J.????? Quem conhece a vovó Mirtes sabe que ela se envolve 150% com as festas - sejam de casamento ou de aniversário. Ela vai ficar estafada!!!

E agora, galera? O que a gente faz?

(quer nos deixar felizes? Compartilhe esse post! É só clicar nos botões aí abaixo)
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sexta-feira, 13 de maio de 2011

And I love her! (Diário da Nina)

"-eu AMO ela"

segunda-feira, 21 de março de 2011

Café pro Nono (Diário do Guigo)


Agora, dei pra acordar cedo, mesmo nos finais de semana. Só não acordo junto com a mãmi se fiquei brincando até muito tarde, no dia anterior. Senão... 7 e pouco, eu estou lá! Ela levanta, eu levanto.

E na casa do Nono ele tem uma tradição: ele acorda mais cedo do que todo mundo, faz o café e leva um copinho de café lá no quarto, para a minha Vó. Todo dia! Todo dia, mesmo!

A mãmi, de vez em quando, quando estamos por lá e ela acorda mais cedo do que o Nono, vai pra cozinha e faz o café. E eu ficava assistindo (porque mexer no fogão, ela não deixa não!!!).

Mas, uns domingos atrás, eu tive uma ideia:

"- Mãmi, você vai fazer o café do Nono?"
"- Sim filhote."
"- Quero fazer com você. Você me explica como se faz café?"
"- Explico, Guigo. Mas, você não pode mexer no fogão... é perigoso..."
"- Não quero mexer no fogão, mãmi. Quero saber fazer o café do Nono. Peraí que eu vou buscar um papel!!" e saí correndo.

Voltei de pedacinho de papel e lápis, na mão, sentei na banqueta e mandei:

"- Mãmi, e aí? Do que a gente vai precisar?"

A partir de então, se a gente dorme no Nono, somos nós dois (eu e a mãmi) que fazemos o café, de manhã. E eu sempre tenho que anotar tudo, de novo, porque alguém tira meu papel / receita da geladeira e joga fora!!! Poxa... Que falta de consideração com um menininho...

OBS: mãmi dita, eu escrevo, ela separa as coisas, eu coloco a água na chaleira e o pó no coador, ela "passa" o café e eu leve DOIS copinhos pro quarto do Nono, na mão, mesmo. Só levo na bandeija, quando resolvo transportar TRÊS copos: um do Nono, um da vovó e um meu, que vou ficar por lá, na cama deles, assistindo ao Discovery Kids. ;)

quinta-feira, 17 de março de 2011

Minha avó! Feliz aniversário!!! (Diário da Mirys)


Hoje uma das minhas avós (ainda tenho as 2! E mais uma do Fer! Yuhuuuu!) faz aniversário. 90 anos! Isso mesmo.

NO-VEN-TI-NHA!!!

Imagina ter nascido em 1921... ter visto uma das grandes guerras (de camarote, mas viu), visto Getulio entrar e sair do poder, visto os Beatles e os Rolling Stones novinhos, ver a Jovem Guarda e achar que eles eram jovens, mesmo! Deve ter sido sensacional! E, se vocês conhecessem a minha vó MLMS (ela sempre assinou assim), iam ver que eu não estou exagerando. Ela deve ter curtido muuuito todas essas coisas. Ela era super modernex!

Totalmente desapegada de coisas materiais, ela emprestava todas suas camisolas de seda e seus vestidos, para virarem lindas roupas de reis e rainhas, nas peças de final de ano ou páscoa (ou qualquer outra reunião familiar onde os netos se juntassem com suas "brilhantes" ideias). Diz a lenda que eu (euzinha! sniff...) estraguei o vestido de noiva dela numa dessas brincadeiras. Eu não me lembro... tomara que não... Fato é que o tal vestido não existe mais!

Ela ficou viúva super cedo (olha quem fala!!!), aos 50 anos, quando meu avô faleceu com câncer. Tocou o barco sozinha, terminou de criar os 4 filhos (homens todos. ôh dó!), viajou horrores, entrou na faculdade da terceira idade, abriu conta na revistaria perto da casa dela e tinha absolutamente todas as revistas semanais!

Quando eu fui fazer faculdade, fui pra cidade dela. E morava com ela. POrque eu fazia uma faculdade de manhã e outra à noite (e mais dois cursos de línguas, às 2as, 3as, 4as e 5as feiras). Como não dava pra ficar indo e voltando para a minha cidade, eu morava com ela (há 60 km de distância dos meus pais). Isso foi uma das melhores coisas que aconteceu para mim e para todos os meus amigos (amigos! Manifestem-se!!! Eu pretendo ler isso para ela, um dia!).

Como a cidade era universitária, tinha muitas repúblicas. E onde tem república, tem bagunça. Onde tem bagunça, tem problema. Onde tem problema, tem polícia. Menos na "república da vó da Mirys" (era assim que os meus amigos chamavam a nossa casa)!!!
Lá nunca ia polícia nenhuma porque todo mundo conhecia minha vó desde pequenininho, tinha sido aluno dela, etc e tal. (e também porque a minha galera maneirava, né? Mas, vou deixar vocês pensando que era só por causa da minha super avó, mesmo).

Então, era assim: "-Mirys, vai vir algum amigo seu aqui em casa, hoje?" "-Vai sim, vózinha." "-Então... vou torrar uns amendoins!". E lá ia ela para o fogão. Ela adorava receber gente em casa (para quem eu puxei??????????!!!!!!!!!!!) e sempre esperava meus amigos com comidinhas simples, mas deliciosas. Dizia que não se importava se a gente bebesse (aos 17 anos, isso é o máximo da infração e a gente se sentia o máximo), contanto que a gente comesse e que a gente ficasse por ali, na casa dela! O povo entrava na dela. E todo mundo adorava!!!

Ela tinha um opala (que tinha sido do meu avô, acho, uns 20 anos antes) e levava a galera da faculdade pra todo lado (pobre e sem carteira de habilitação! Ôh vida!). Vivia com o rádio ligado e minhas amigas eram apaixonadas por ela!!!

Meus amigos, ela chamava todos de "Rodrigo". Tudo bem que eu tinha uns 3 rodrigos na turma. Mas, depois de tentar acertar os nomes, umas vezes, ela desistiu e todo mundo virou "Rodrigo".
"- Mirys, enquanto você estava na faculdade, o seu amigo veio aqui e disse para você ligar pra ele." "- Qual amigo, vó?" "- Aquele simpático... o Rodrigo!". Putz!!! E eu saia ligando para todo mundo que achava que pudesse ter passado em casa. Ri-di-cu-lo, mas totalmente adorável.

O único amigo que não era "Rodrigo" era o Fer. Não sei bem o motivo. Talvez por ele ter sido o primeiro amigO que eu fiz na faculdade. Talvez porque ela soubesse ver o futuro. TAlvez... Eles tinham um caso de amor, ela e o Fer, bem antes de eu descobrir que meu amigo poderia virar meu namorado. Ela adorava o jeito dele falar "Dona Maria". E ele adorava tudo nela! Mas eu sempre fui a lentinha da família e fiquei só amiga dele (smack, smack nos dedinhos! Juro!) durante quase toda a faculdade!!! Noutra hora eu conto essa história...

Voltando à minha vó, quando eu contei pra ela que o Fer tinha me pedido em namoro (sem nem um beijinho antes! smack, smack, de novo) e que eu estava pensando em aceitar, ela saiu dançando (mesmo!!!) comigo pela cozinha da casa dos meus pais! Ela gostava mesmo dele!!! Até nos presenteou, no nosso 1o aniversário de namoro, com dois ingressos para o show da Marisa MOnte! Meu primeiro show! Foi fantástico!

3 meses após eu me casar com o Fer, minha avó sofreu 2 AVCs. Teve um. Correram com ela para o hospital. Passou. Voltou pra casa. Teve outro. Todo mundo dizia que ela não iria aguentar, mas a bichinha é danada e está aí, para a felicidade geral da nação, há 12 anos (pós AVC). E ativa! Fez questão de fazer as lembrancinhas de todos os aniversários dos meus 2 pequenos, até cair um tombão, no ano passado, e ficar de cama por meses.

É bem verdade que ela não faz mais a faculdade da 3a idade. Ainda pinta e borda (figurativa e literalmente), mas é com bastante dificuldade. Não dirige mais. Tem todo o lado esquerdo do seu corpo praticamente paralisado. Mas não abre mão de sentar na varanda da casa onde ela mora há uns 50 anos, de falar bom-dia / boa-tarde / boa-noite para todo mundo que passa, de ajudar aos pedintes e lhes contar uma boa história motivacional, de sair pra passear quando consegue (e quando os outros levam).

Ela foi no último casamento da nossa família (minha irmã, há duas semanas). Aguentou sem reclamar 1 hora de viagem de carro (ela mal consegue ficar sentada por meia hora). Estava na cadeira de rodas e assim ficou durante toda a cerimônia. No final, quando estavam nos cumprimentos, meu pai foi buscá-la (e minha mãe buscou a minha outra avozinha) para beijarem os noivos. E ela foi feliz da vida!!! Impressionante a garra e a alegria eternas dessa mulher!!!

Infelizmente, tem alguns planos que eu fiz com ela, enquanto ainda morava por lá, que eu não vou conseguir cumprir. Eu ia mostrar a Europa pra ela (onde ela nunca foi) e ela ia me mostrar Nova York (onde eu nunca fui). Mas, sempre que eu arrumo 5 segundos na agenda eu corro pra casa dela ou dou uma ligadinha, que é pra lembrá-la que eu a amo muito. Com NY ou sem NY. Não importa.

Não me importa que ela já esteja bem velhinha, que eu tenha que falar gritado, que ela se esqueça no minuto seguinte aquilo que eu acabei de falar. Não tem problema. Eu falo de novo. Eu te amo, vó!

Se precisar eu grito!
EU TE AMO, VÓ!!! MUITO, MUITO, MUITO!!!
FELIZ ANIVERSÁRIO!!!

sua neta - Mirys

domingo, 1 de agosto de 2010

Empolgação de Vó! Eba!!! (Diário da Nina)

Oi pessoal!


Que eu sou "patty" e a mãmi "errou" no meu nome, todo mundo já sabe. Vocês também já estão cientes de que eu A-D-O-R-O ganhar coisas que crianças não gostam: tipo roupas, sapatos, meias, batons, brilhos, glosses (tios, EXISTE diferença! Eu juro!), chapéus, sabonete (até hoje a mãmi não entende essa parte... eu vibro quando ganho um sabonetinho johnsons ou outro que seja cheirosinho e colorido - rosa, de preferência).

Então, eu e as minhas avós formamos uma equipe que ninguém segura!!!!

Como ainda sou a única neta, dos dois lados, dei sorte!!! Todo exagero de vó é meu!!! A mãmi curte comprar coisas de meninos (bonés, gorros, bonés, gorros, bonés... acabou! Como as opções para meninos são tããããão mais escassas!), mas as vovós gostam de brilhos, laços, babados, fitinhas e a mãmi fica tentando "controlar" as duas para não me "estragar" (mãmi, hellooooooo, já nasci "estragada"!).

Na última sexta, dei a maior sorte: mãmi foi ao shopping comprar um DVD de criança pra gente fazer uma sessão cineminha (porque não tinha nada de criança nos cinemas de Bauru. Nada QUE A GENTE, VICIADOS EM CINEMA, NÃO TIVESSE VISTO.) E a vó Dina resolveu ir junto. No caminho das lojas americanas, havia uma C&A. E a vovó quis procurar um vestido pra Mariana, que faria aniversário no sábado. Achamos um lindíssimo pra Mari... e 5 pra mim!!! Mais uma caixa de calcinhas da Barbie (um luxo!), uma bolsinha (essa já vinha com o vestido, mãmi! Nâo vale escrever!!!), um tênis preto (a escola nova que exige... não é minha culpa...). A vovó queria provar, ver como ficava e eu lá, pronta pra qualquer desfile! Claro que QUALQUER AVÓ TERIA MUITO GOSTO DE FAZER A MESMA COISA!!!

E se vocês estão pensando que o pobre Guigo ficou sem nada, não foi beeeemmm assim... ele ganhou um gorro (não falei???) e uma caixa de cuecas da Hot Wheels. Ele, na verdade, queria 3 gorros (um com cada cor de carro), mas a mãmi falou que a gente não tinha ido ao shopping para comprar roupas (e o DVD??? Quem lembra dele???), que ela só tinha "um dinheirinho" pra cada um, então só poderia comprar uma coisa para cada um. Eu escolhi um vestido e o Guigo escolheu o gorro. Só que eu fiquei indecisa entre os vestidos (os 5 eram tão lindos)... com a minha vó Dina. O Guigo ficou indeciso entre os gorros... com a mãmi! Me dei bem!!!


Chegando em casa fiz um outro "desfile" para o Tio Gú (que, segundo a vovó, tinha comprado 2 dos meus vestidos, mas que não tinha nem entrado na loja). Lembra vovô Almanir e vó Mirtes dos desfiles que eu faço no dia seguinte do meu aniversário? Provo TODAS as roupas e saio pela casa, fazendo a mãmi de "arauto" ("Turururuuu-ruruuuu! Com vocês, Helena Segalla, na passarela!").

Bjos e bençãos SUPER FASHIONs!

PS: a primeira foto com uma etiqueta (que eu guardei pro blog, claaaaaaro) foi minha!!!