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quinta-feira, 13 de junho de 2013

Festa MineCraft - convite e presente social! (Diário do Guigo)

A mamãe tinha pensado em fazer um convite com foto. Uma foto minha de um lado, com uma camiseta verde (porque as cores do minecraft são verde, marrom e preta), e a outra metade da foto seria preta, com o texto em marrom bem claro. Sóóóóó que ela tentou muito, durante uma longa hora, que eu fizesse a "pose" que ela tinha imaginado. Eu fiz mil outras, mas não fiz "aquela". E quando ela foi olhar as fotos, "frustrada" porque achava que nenhuma serviria, percebeu que eu tinha feito vários cliques legais, que eram muito mais A MINHA CARA, e que ela teria trabalho pra escolher uma pro convite. Não escolheu! Trocou a ideia do convite que estava na cabeça dela e ficamos assim:



E, pro presente social, foi só inverter o lado e pronto!



O que? Você não sabe o que é o "PRESENTE SOCIAL"? Você ainda não adotou a ideia nas suas festas?
Pois então, o presente social é uma forma de educar a solidariedade brincando. Porque, geralmente, nas nossas festas de aniversário, a gente ganha muuuita coisa nova, né? Tantas roupas, sapatos e brinquedos, que nem temos onde guardar. Por outro lado, tem crianças por aí que não tem o suficiente de roupas e sapatos, que não tem nenhum brinquedo ou livro, que não tem família, nem quem festas de aniversário! Então, por que não dividir o que você tem com quem não tem nada???

Nas nossas festas de aniversário, a gente escolhe algo que "tenha a ver" com o tema, pra brincadeira ficar divertida (e fácil de lembrar) pra todo mundo! Podem ser livros (na festa da Bela e da Fera, por exemplo, que tem tudo a ver com biblioteca), material escolar (na festa do Carrossel), sabonetes e esponjas (na festa do Bob Esponja, claro!). Daí, a gente coloca um recadinho no nosso convite dizendo pros convidados também trazerem suas roupas, sapatos, brinquedos, etc que não usem mais, pra gente fazer uma doação POR TODO MUNDO. Se a gente pedir por coisas novas (tipo lápis de cor, cadernos, sabonetes), a gente até coloca no recado que o convidado não precisa trazer presente pro aniversariante, mas só o presente social (que é pra todo mundo poder participar).

E, no final da festa, a gente vai no orfanato, no asilo, no hospital da nossa cidade e faz a doação de todas as coisas arrecadadas na festa + saquinhos de guloseimas (afinal, não existe festa sem doce, né?). A mamãe nunca vai sozinha: sempre leva o aniversariante junto e outras crianças que queiram participar (porque a ideia é educar para a solidariedade). Eu pro-me-to pra vocês que a gente NUNCA saiu triste depois de uma doação dessas! Nunca reclamamos de dividir nossos presentes e doces. Acho que a gente já pegou o "espírito da coisa"...

Quer ideias de convites com pedido de "presente social"? Aqui tem:
PRESENTE SOCIAL - pedido de brinquedos
PRESENTE SOCIAL - pedido de material escolar

E aqui está o MODELO DO CONVITE DO MINECRAFT se você quiser aproveitar!



quinta-feira, 6 de junho de 2013

Festa MineCraft - as inspirações! (Diário do Guigo)

Minha mãe anda maluca pelo Instagram... tá com a ideia toda trabalhada em fazer bordinhas redondas nas fotos, usar cores "apagadas" (vintage), totalmente zen... e eu venho com a proposta que quero uma festa do MINECRAFT!!! Kkkk. Agora, lá vai ela, correndo, pesquisar aqui e ali o que é que tem pronto do tema. Resposta (pra variar): n-a-d-a!!!



Só que a minha mãe é brasileira e não desiste nunca!!! Então... apelou pras festas americanas (rsrsrs) e achou esse monte de inspirações legais!

Pra quem não joga MineCraft e não sabe o que é: nem vale muito a pena explicar porque vocês não vão conseguir entender COMO um monte de desenhos quadrados, de homens que vivem nas épocas antigas (e constroem suas próprias casas, matam sua própria comida, fazem sua própria roupa, criam suas vacas para leite, etc), que vem em vários tons de verde e preto, que lutam contra zumbis pra se proteger, podem ser interessantes... Deixa pra lá.
Pra quem JOGA MineCraft: É DA HORA, NÉ?????


(inspiração daqui)


(inspiração daqui)


(inspiração daqui)


(inspiração daqui)


(inspiração daqui e receita daqui)


(inspiração daqui)


(inspiração daqui)


(inspiração daqui e daqui)


(inspiração daqui)


(inspiração daqui)


(inspiração daqui)


(inspiração daqui)

Ah! Conforme a minha mãe for criando a festa, a gente volta aqui e vai colocando as dicas, tá?
CONVITE MINECRAFT
DECORAÇÃO MINECRAFT
MESA DE BOLO MINECRAFT
LEMBRANCINHAS MINECRAFT
PRESENTE SOCIAL MINECRAFT

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Volta às aulas 2013 (Diário da Nina)

Quem estuda na nossa classe já sabe: vira e mexe, tem pic-nic lá em casa! A gente amaaaaaaa ter os amigos por perto pra brincar!



Mas a gente gosta das coisas feitas com carinho! Então, a MãMi sempre prepara convites especiais e uma decoração que tenha a ver com o tema! Como ela adora palavras e nós descobrimos as "bandeirinhas" super usadas pelos americanos, ficou fácil! A frase "VOLTA ÀS AULAS" foi pra parede e pra beirada da mesa!!! E todo mundo se divertiu fazendo fotos por lá! (é super legal usar esse recurso porque fica fácil de lembrar quando você tirou cada foto! Elas ficam "temáticas"... rsrsr).









Nas paredes, recadinhos de "Ler é uma diversão!", "Eu <3 você!", "Amigos de classe"...



Os meninos jogaram botão. As meninas se empolgaram com o pictureka!





No final, enquanto as meninas escreviam bilhetinhos de carinho e "boa volta às aulas" para as professoras...







os meninos transformaram a mesa de botão em arena bayblade!!!! Eles adoraram!!!!!



Se você quiser copiar as cores da nossa decoração, aqui tem os dois modelos: é só colar numa folha de word e escrever as letras que quiser por cima!





Boa volta à escola, pessoal!



quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Festa do Carrossel - presente social!!! (Diário da Nina)



Quem acompanha a gente já sabe: nas nossas festas de aniversário sempre tem o presente social!



Funciona assim: como a gente já tem muitos brinquedos, roupas e sapatos, porque graças a Deus fomos abençoados com pais, tios e avós que trabalham e gostam de nos paparicar, no nosso aniversário, a gente coloca um bilhetinho no convite dispensando o presente, mas pedindo pro convidado trazer, se ele quiser, um presente para doação! Para aquelas crianças que não têm pais, nem tios, nem avós, nem brinquedos, nem roupas, nem sapatos, nem...nada!



O "presente social" tem sempre a ver com o tema da festa, que é pra ficar mais legal! Então, na minha festa do Carrossel (que é uma escola), nós pedimos material escolar!



E a gente sempre pede algo mais barato, que não vá doer no bolso de ninguém (porque a gente acredita que presente - social ou não - é PRESENTE, vem de GRAÇA, não vale pedir, não vale exigir. Dá quem pode e quem quer). A gente pede só uma coisa, mas os nossos amigos INCRÍVEIS trazem muuuuuuitaaaaaas doações!!!



Na nossa festinha, tem uma caixa especial para as doações (porque, no final das contas, nossos tios e avós são bárbaros e trazem um presentinho para nós e mais um para doação!!!).



Daí, depois da festa, a MãMi e a criançada (sempre tem mais criança que ajuda) separam, embalam, arrumam tudo bem bonito! Afinal, é social, mas é presente, né? Pra criança!!! Então, tem que ficar bem lindo!



No dia seguinte, nós, os mosqueteiros, vamos até o local das doações (orfanatos, asilos, abrigos da nossa cidade - depende da doação que pedimos) e levamos os presentes!



Ansiosíssimos, esperamos a porta ou o portão se abrir...



E chega a parte preferida da mamãe: ouvir o aniversariante explicar pra atendente que é o seu aniversário e que ele pediu o presente social para as crianças que precisam mais do que eles. E quase sempre, a gente ouve a pergunta: "mas e você, não ficou triste, sem presentes?" E a gente sempre responde que está feliz em dividir! Porque aquelas crianças não tem família e NÓS TEMOS! E fim.



PS: a gente sempre FEZ nossas próprias festas, incluindo os convites. Então, era simples colocar a mensagem do presente social. Mas, neste ano, a vovó fez uma festa pra gente, num buffet... e a outra vovó comprou convites prontos! E agora??? Pra não ficar sem o "presente social", nós adaptamos!!! Imprimimos o recado do "presente social" naquelas folhas adesivas inteiras (que a gente usa pra fazer as bandeirinhas dos docinhos, lembram?), recortamos e colamos atrás dos convites prontos. Deu certinho!!!



E aí? Você também vai adotar o "presente social" nas suas festas e dividir suas bençãos, daqui pra frente???



segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Hora H 19 - Se Maomé não vai à montanha... (Diário da Mirys)



Sexta-feira. Depois de 150 torpedos trocados durante o dia.

H – “E aí, Mirys, que horas você vem pra Jaú?”
Eu – “Sabe o que que é... eu não vou...”
H – “Não vem? Mas você SEMPRE vem. Aconteceu alguma coisa?...”
Eu – “É que a minha amiga vizinha está precisando de ajuda com a festinha do filho, então eu sou im-pres-cin-dí-vel! Você entende, né? Não vou pra Jaú pra ajudar a fazer a tal festinha.”

Tudo bem que eu vivia ajudando minhas amigas com festas dos filhos e ADORO uma decoração “faça você mesmo”, com aquele ar de festa de antigamente, da MINHA época de criança! Se dá pra fazer em casa e ficar lindo, original e barato, é a minha cara!!! Mas... naquele final de semana? Ele já tinha pedido tantas vezes pra conversar comigo e eu ia ajudar a fazer a decoração da tal festinha bem naquele final de semana???

H – “Ah... tá... mas você vai ficar na casa dela até muito tarde? E as crianças?”
Eu – “Meu irmão vai estar por aqui, à noite. E a minha amiga tem outros compromissos, depois das 20hs. Então, eu vou organizar tudo pra festinha, lá de casa, mesmo.”

Desculpas, desculpas, desculpas. Como eu não ia conseguir conversar com o H e manter o olhar no dele, como eu não ia aguentar OUVIR todas aquelas coisas que ele já tinha me escrito, como eu não sabia como gerenciar tudo aquilo, como eu estava na maior confusão interna e não sabia o que sentia ou o que queria pra mim... eu achei mais justo com todo mundo não tomar nenhuma posição. Não fui nem pra cá, nem pra lá. Mas, eu podia ter pedido um tempo pro mundo, podia ter puxado a cordinha e pedido pra descer do ônibus dos relacionamentos. Mas não... eu fugi. Não tem outra palavra...

Fato é que eu morria de medo do H tentar me beijar. #prontofalei! Porque ele não era um estranho, porque ele me conhecia, porque frequentávamos os mesmos lugares, porque ele era diferente de todos os outros caras que eu já tinha beijado (em tantos aspectos), porque eu nunca tinha me imaginado nessa situação com ele, porque...

H – “Mirys, você demora muito pra organizar o que precisa?”
Eu – “Imagina! Adoro festa de criança e estou super acostumada! Mas, não vai dar pra arrumar tudo E ir pra Jaú. Não vai. A gente conversa em outra hora que eu possa ir praí, tá?”
H – “Mirys, mas e se EU for pra sua cidade? Você ficaria brava?”

Como eu não tinha pensado nisso?????? Não adiantava EU não ir pra jaú! Ele era maior de idade e vacinado, tinha habilitação e carro, estava ultra acostumado com viagens... Não adiantava eu não ir pra Jaú porque ELE PODERIA VIR PRA CÁ!

Eu – “Ah... não... não vai dar... porque... tem as crianças e não consigo uma babá, assim, rapidinho.”
H – “Mas você disse que o seu irmão estaria aí. Ele não pode ficar sozinho com as crianças por uma hora, pra gente conversar?”
Eu – “Ah... não... não vai dar... porque... sabe... eu vou estar muito cansada. Exausta! Exaurida! Sem forças! Não vou aguentar sair!”
H – “Tudo bem.”

Ele percebeu que era enrolação! Ele percebeu a minha voz tremida, as minhas desculpas esfarrapadas, a minha indecisão. Mas ele também percebia que eu não parava de falar com ele por torpedos, que eu gostava de ter contato, que eu estava, tipo assim, perdida. Decidido como ele só, deu uma cartada final:

H – “Mirys, eu VOU pra sua cidade. Se você puder e quiser sair pra conversar comigo, ao vivo, ótimo! Se não der, tudo bem. Ficamos nos falando por torpedos, a noite inteira, porque a gente já ia fazer isso mesmo. Mas eu não quero sair em Jaú e quero estar por perto de você, CASO você consiga me ver, ok? Sem nenhuma obrigação, eu só vou estar por aí.”

Nããããããããããooooooooooooo! Eu fiquei ansiosíssima com a possibilidade dele vir, mas parei e pensei um pouquinho: pra que? Pra que ele ia gastar cartucho com uma pessoa que só “fugia” dele? Pra que ele ia se dispor a sair da casinha dele, dirigir por uma hora, pra ficar com alguém que estaria fazendo convitinhos de aniversário de criança? Pra que ele viria até aqui, onde ele não conhecia ninguém, se tinha vários amigos dispostos a curtir a sexta, à noite, em Jaú? Pra que ele ia ter todo esse trabalho só pra conversar comigo, se, lá na cidade dele, ele conseguiria ficar com várias garotas que estavam muito mais acessíveis (eu era amiga dele, esqueceram? Eu sabia desse tipo de coisa!)? É claro que era um blefe...

Mas, umas 20:30hs, meu celular apitou. Ti-ri-ri! Mensagem! Era dele.

H - “Estou na sua cidade. Alguma sugestão de um restaurante pra onde eu possa ir, comer algo bacana e conversar com você por celular?”
Eu – “Você não está aqui... não é possível...”
H – “Estou, sim. Na rua X. Tem um McDonalds na minha direita e...”
Eu – “Não é possível!!! Por que você veio?”
H – “Mas, eu disse que viria. Eu não queria sair em Jaú e não queria ficar em casa. Eu queria conversar com você. Ao vivo ou por celular. Então, só vim ficar mais perto de você, caso eu tenha sorte e você resolva sair.”
Eu – “Mas, H, eu FALEI que não ia sair! Agora eu me sinto pressionada...”
H – “Não, Mirys. Eu não vim pressionar você! Você me avisou que não sairia. E não tem problema nenhum se não sair. Eu sabia dos riscos e fiz minha escolha: eu só queria estar mais perto. Sem pressão, ok?”

E nós passamos a noite toda no celular, perdido entre torpedos e respostas. Eu conheci alguns lugares na minha própria cidade através das descrições dele. Lugares que eu nunca tinha ido porque... sabem... eu sou mãe, tenho 2 pequenos em casa, não saio à noite... e todo aquele bla-bla-bla que vocês já conhecem! Mas, através dele, eu fui. E passeei um pouquinho!

Mais de duas horas da manhã, ele resolveu voltar pra Jaú. “Me avisa quando chegar lá, H. É que eu fico preocupada com estradas...” (por motivos óbvios). “Tudo bem, Mirys. Mas isso não é uma coisa mais de namorado, não?...”

Era. Era, sim. Isso e o fato de eu ter falado que precisava arrumar um “apelido” pra ele, porque não dava pra ficar falando (escrevendo) o nome todo dele, toda hora. Ele tem um nome compriiido, que não fica muito legal com apelidos. Como a gente sempre se falava em inglês e como, em inglês, é muito comum chamar as pessoas pelas iniciais, eu decidi: “Já sei, a partir de agora, quando a gente conversar, vou te chamar de H. É o meu apelido pra você, tá?” “Sem problema algum, Mirys. Também vou arrumar um apelido pra você. Mas... isso não é coisa de namorados, não?...”

Cenas do próximo capítulo aqui.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Hora H 13 - sozinha em pleno reveillon (Diário da Mirys)

Tenho que confessar que eu não levei aquele pedido de casamento a sério. Claro que não! Tudo bem que um monte de gente pode achar que era "óbvio" que ele estava a fim de mim há tempos, que era "óbvio" que ele dava vários sinais, que era "óbvio" que ele só não se declarava pra mim porque sabia que eu estava vendo outra pessoa... mas, pra mim, não era óbvio. Nada disso era tão cristalino e transparente assim... Porque eu vivo num mundo à parte, eu não "vejo" certas coisas nas pessoas, porque em nenhum momento ele tinha dito "Mirys, eu estou a fim de você" (issooooooooo seria óbvio), porque nós éramos amigos! A-mi-gos!

Ainda acha que eu sou ingênua demais, lentinha demais??? Que tudo aquilo não era muuuuito surreal pra ser verdade??? Ok. Então, vamos lá: levante a mão quem já foi num barzinho com um amigo e recebeu um pedido para se casar e se mudar para as Filipinas! Vamos... levantem as mãos... não sejam tímidos... Vamos, pessoal! Quem aqui já passou por isso??? Heim??? Heim??? Heim??? Ninguém?... rsrsrsrs

Mas, na verdade verdadeira, eu acho que o maior motivo pelo qual eu não "via" tudo aquilo acontecendo do meu lado era porque eu ainda estava traumatizada. Eu ainda me sentia viúva (o que já era um grande progresso! Após quase dois anos, eu não me sentia mais casada, eu me sentia, finalmente, viúva). Eu ainda achava que o amor não era mais possível, plausível ou óbvio pra mim. Eu achava que nunca mais alguém fosse querer ficar comigo, do tipo "querer de verdade"... nem a pessoa com quem eu estava saindo queria! Me diz como pensar de outro jeito se todos os fatos ao redor te levam a pensar assim?

Mas, naquele fim de ano, essa situação começou a me incomodar. Algumas coisas mudaram de estado e eu comecei a repensar aquele meu brilhante plano de "não namorar" ninguém. As crianças conheceram e começaram a se envolver emocionalmente com o moço com quem eu saia. Ele acabou participando de uma festividade nossa e foi apresentado pra toda a minha família. Ele frequentou alguns eventos comigo. A gente acabou se beijando em público (não perto das crianças. Nunca aconteceu perto das crianças porque a gente nunca se assumiu e eu achava descabido a "mãe do Guigo e da Nina" beijar um "amigo", enquanto as mães dos amiguinhos do Guigo e da Nina só beijavam os PAIS dos amiguinhos do Guigo e da Nina. Seria uma discrepância muito grande para se explicar.). Ele foi apresentado para quase todos os meus amigos, jantou na casa de uns, foi em festas na casa de outros, conversou com mais alguns em restaurantes. E eu na vida dele? Nada. Eu conhecia os amigos da balada (porque a gente encontrava com eles) e só. Não conheci pai, mãe, irmã, irmão, sobrinho, amigo de infância, nada. Eu "não podia" ser apresentada pra ninguém, ainda. Eu entrava escondida, eu saia disfarçada. Eu só conhecia os amigos dele com os quais a gente se encontrava, à noite, quando saíamos. Pessoal sensacional, aquele! Galera super alto astral, talentosíssima, que me tratava muito bem QUANDO me via. Eles apostavam muito na gente e viviam se referindo à mim como "a namorada", mas ele logo corrigia "a gente não tá namorando". E aquilo, em alto e bom tom, é meio chato de ouvir...

Enquanto isso, o H estava trabalhando. Muito!!! Alucinadamente!!! Mas vivia me mandando torpedos e mantendo contato por e-mail. Nada comprometedor, tudo tranquilo. Vez ou outra, ele perguntava "e o namorado?". E eu explicava que ainda estava com o moço, sem muitos detalhes. Eu perguntava de alguma mulher na vida dele e ele não tinha nenhuma. E a vida seguia...

Até que chegou o reveillon de 2011/2012! Eu estava em "mini-férias" desde um pouquinho antes do Natal e andava curtindo muito as crianças, viajando um pouquinho, descansando um montão, vendo e revendo um tanto enorme de gente que eu amo. Como qualquer pessoa normal, eu usei o final do ano para rever tudo o que tinha me acontecido, o que ainda estava acontecendo comigo e fazer planos para o ano seguinte. Normal, não é? Normal e delicioso, até que você percebe que está fazendo planos sozinha. Eu podia programar viagens com as crianças, colocar os dois no carro e ir. Eu podia programar ler x livros, compra-los e começar. Eu podia programar (pela milésima vez) começar um curso de italiano, encontrar um professor e mandar bala. Mas eu não podia programar "tentar um relacionamento de verdade" sozinha... Sabe aquela máxima: quando um não quer, dois não brigam? Pois é...

Aquilo começou a me entristecer, mas eu já tinha passado por coisa muito pior. INFINITAMENTE PIOR! Então, eu resolvi fazer o que eu tinha aprendido nesse tempo todo: seguir sorrindo, fazer de conta que não era comigo, que não incomodava e tocar o barco. Fingir que eu estava feliz com taaaaanta vontade que, numa hora, até eu mesma iria acreditar. Simples assim.

E na noite do reveillon, enquanto os meus irmãos tinham programas super sensacionais pra fazer, a casa de muitos casais amigos pra visitar (quase todos os meus irmãos já estavam casados, 2 anos depois do acidente. Lembra que eu falei que deu urgência em tudo mundo? Então, todo mundo se casou e, agora, saiam com outros casais), viagens pra fazer, eu tinha... nada! Pelo menos assim, nada de especial. Nada de emocional. Claro que eu tinha as duas crianças, claro! Claro que eu visitaria minha avozinha e curtiria (sem saber) o meu último reveillon com ela, claro! Claro que eu ajudaria nas compras e elaboração das comidas, claro! Mas, enquanto minha tia cortava tomates e recebia beijinhos eventuais do marido (mega carinhoso), ao meu lado, eu... cortava tomates. E só! Sem beijo, sem abraço, sem aperto de mão, tipo aquela criança que brinca de "salada de frutas", mas nunca é a escolhida e volta pra casa sem nada...

A noite chegou, nós jantamos na casa de uma tia, um pouco mais cedo do que o tradicional (por causa da minha avó). Meus irmãos jantaram conosco e partiram para outras casas (dos sogros, dos amigos, etc e tal). A meia noite chegou e os filhos da minha tia foram para uma mega festa, num clube da cidade. Quando eu percebi era, no máximo, meia noite e quinze e eu estava no meu sensacional reveillon, ao lado de (casais!!!) parentes da minha tia + minha avó + meu tio especial + umas 6 crianças. E fim. Deixei as crianças brincarem até uma da manhã e achei que já tinha ultrapassado todos os meus limites, peguei os dois e fui pra casa dos meus pais, coloca-los pra dormir. Sentei na frente da TV e comecei a procurar um filme porque eu me recusava a dormir naquele horário!!! Começou a chover forte, muito forte lá fora. E quando eu ia começar a chorar, minha mãe apareceu na porta da sala. Engoli. "Oi mãezinha" "Filha, e as crianças?" "Já estão deitadas. Eles estavam exaustos." "Você não vai dormir?" "Não tô com sono, mãe. Vou ver um filme." Ela me deu um beijo e foi pro quarto. Talvez fosse chorar por mim, também... porque deve ser triste, muito triste, você ver a sua filha mais velha (de 10!!!), que é super social, que adora estar em meio às pessoas, naquela situação... Nem a minha nona irmã ficou sem programação. Eu fiquei.

Mas, antes que eu começasse a chorar, o celular tocou: "Mirys?" Era o H. Ele já tinha me mandado um torpedo de "feliz ano novo". Eu já tinha respondido. Éramos amigos, afinal das contas.

"E aí, Mirys, onde você está?"
"Estou na casa da minha mãe..."
"NÃO ACREDITO! Fazendo o que??? Você não foi pra lugar nenhum?"
"Fui, sim. Jantei na tia C, mas ficou tarde, as crianças ficaram cansadas e eu vim colocá-los pra dormir..."
"E eles já dormiram? Tem mais alguém em casa pra ficar com eles?"
"Sim. Meus pais também estão aqui."
"Então, eu vou te buscar para você vir na festa em que eu estou. Você conhece todo mundo, aqui, e o pessoal vai adorar te ver!"
"Mas, H... eu já estou trocada (mentira!), eu ia ver um filme na TV..."
"Mirys, você NÃO VAI passar a noite de reveillon sozinha! A festa é aqui na esquina da casa dos seus pais. Você quer que eu vá te buscar ou você vem?"
"Eu não sei..."
"Mirys, se você não vier, eu vou te buscar. E vou ficar na porta da sua casa até você sair."
"Mas está chovendo..."
"E com chuva ou sem chuva você não vai ficar sozinha. Tô indo te buscar! Tchau!"
"Peraí, H! Pode deixar que eu vou. Vou pegar um casaco do meu pai e eu vou praí, tá?"
"Ok. Vou te esperar no portão, pra você não ter que tocar a campainha e ficar na chuva..."

A minha mãe tomou um susto quando eu entrei no quarto dela, dei um beijo e avisei onde ia. "Mas agora, filha?" Antes tarde do que nunca, não é??? Peguei um casaco do meu pai (que ficou enorme e me protegia inteira) e fui. Cheguei com o cabelo um pouco molhado na festa, mas fui. Cheguei atrasada na festa, mas fui. Cheguei tão empolgada que me esqueci de cumprimentar todo mundo (e eu, realmente, conhecia todo mundo), mas fui. Acho que eu iria até se estivesse chovendo granizo e eu tivesse que atravessar a cidade à pé!

Agora, eu não estava mais sozinha! Eu tinha amigos ao redor (casais, tudo bem, mas o H não estava de casal), tinha música ao vivo (muitos dos meus amigos tocam algum instrumento e eu A-DO-RO isso), tinha comida típica de ano novo (sou louca por castanhas e damascos - e isso tinha aos montes), tinha um monte de gente de branco, tinha vinho frisante, tinha... VIDA! E aquilo me fazia tão bem!!!

Fiquei por lá até umas 4hs da manhã, quando o povo começou a ir embora. E, na hora de sair, eu fui me despedir de todo mundo, beijei a irmã do H, o cunhado dele, alguns amigos em comum... e, de repente, eu ouço sem querer uma conversa do H e da irmã dele: "Quer dizer, então, que eu vou ser cunhada da Miriane? Quem diria..."

COMO ASSIM???????
Naquela hora, as fichas que não tinham caído até então... despencaram!!!! Foram caindo dentro da minha cabeça feito uma trovoada, fazendo um barulho ensurdecedor! Eu, cunhada de alguém???? Eu, cunhada da irmã do H que SÓ TEM ELE DE IRMÃO??? Eu, alvo de interesse do H a ponto da irmã dele saber??? Eu???? Eu????? Era uma informação muito importante para ser gerenciada e eu estava... bem... em choque! Feito alguém que tem 15 anos e nunca beijou na vida, sabe? Só que eu tinha 37... E já sabia como funcionavam essas coisas! Pra você ser cunhada de alguém, você tem que ser namorada/noiva/esposa de outro alguém!!! Porque "saintes" não tem cunhadas. "Ficantes" não tem relações familiares. E eu estava sendo chamada de "cunhada"!!!

Eu só me lembrei de quantas e quantas vezes eu tinha dito para diversas pessoas "Quem? O H? IMAGINA que ele está interessado em mim! Que absurdo! Somos só amigos! Nunca tivemos nada!". E a gente nunca tinha tido nada, mesmo. Zero. Nem uma olhadinha, nem uma palavra torta, nem nada. Até o dia em que ele revelou o antídoto do meu repelente. Até lá, a gente era menos do que amigo, até. A gente só se conhecia. Como as coisas podiam ter mudado tanto?????

Cenas do próximo capítulo aqui.

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segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Festa do Carrossel (ou Festa da Escola) - os detalhes!!! (Diário da Nina)

Pessoal, lembram que, no dia do meu aniversário, a gente fez uma festa em casa, com o tema que eu tinha escolhido: a novela Carrossel? Pois bem... no final das contas, uma das minhas avós, que mora mais longe, não pode vir... e ela pediu pra mamãe pra fazermos uma segunda festa, num buffet infantil, lá na cidade dela!!!

A mamãe relutou, relutou, pensou, ponderou... a gente NUNCA tinha feito festa em buffet, antes. Era sempre na nossa casa ou na casa de uma das minhas avós. Pra ficar com aquela cara de festinha antiga, sabem? Sem hora pra acabar, com decoração feita pela mãe da aniversariante, com docinhos feitos e enrolados pelas tias. Daquele tipo de festa que começa uma semana antes, com toda a preparação e empolgação, e só termina no dia seguinte (com os docinhos servindo para sobremesa do almoço)! Mas, a mamãe ia viajar e só voltaria uma semana antes do meu aniversário! Talvez... talvez uma festa num buffet, com tudo prontinho, fosse uma boa ideia, desta vez. E ela topou!

Os convites a gente que fez (até porque a gente ia personalizar com o pedido do "presente social") e as lembrancinhas eram por conta da mamãe. O resto era com o pessoal especializado. Pronto! Resolvido!

A mamãe viajou... voltou... e, uma semana antes da festinha, nós fomos pra Bauru para acertar os detalhes. Enquanto a mamãe e a vovó conversavam, a dona do buffet foi me mostrar as fotos das decorações para eu escolher a que mais gostasse. 5 minutos depois...

Eu, choramingando: "MãMi... eles NÃO tem a festa do Carrossel!... E eu queria do Carrossel..."
MãMi: "Claro que eles têm, filha! A escola Carrossel é um sucesso!"
Eu: "Não, MãMi... eles NÃO TEM... vai lá ver."
Dona do buffet: "Olha Miriane, eu procurei por toda a cidade, mas ninguém tem esse tema de decoração pra alugar... Será que ela não quer trocar o tema?..."
Eu: "Mas MãMi, a gente já fez os convites do Carrossel!..."

E antes que eu começasse a chorar de verdade, mãmi disse, apontando pra ela e pra vovó: "Filhota, fica tranquila que essa dupla aqui resolve qualquer coisa! A gente faz a festa do Carrossel pra você! E vai ser a PRIMEIRA de toda a cidade!!!" Plim! Fiquei feliz!

A MãMi tinha acabado de fazer minha festinha lá em casa e já tinha buscado inspirações de festas de escola. Usou o que deu certo e acrescentou mais detalhes! Num guardanapo, mesmo, ela desenhou suas ideias de decoração da mesa pra dona do buffet. "Se você quiser, Miriane, a gente faz a mesa de 2 metros, ao invés da de 4 metros. Porque mesa vazia vai ficar feia e vocês não tem os enfeites...". "Não. Pode deixar. Faremos a mesa de 4 metros, mesmo, porque a gente gosta de tirar foto de família inteira e a nossa família NÃO CABE atrás de uma mesa pequena. Eu vou ter coisas para colocar na mesa toda!"

Bolo falso, feito pela tia Yaya, com o meu nome, que a mãmi decorou com... canetinhas!
Meu nome escrito com bexigas ou em bandeirolas, com as cores principais do tema escolhido (que a mamãe a-do-ra palavras! rsrsrs)!
Escola tem tudo a ver com: lousa, lápis, giz, livros, professores! Então, pensamos que uma ótima ideia para a "lembrancinha dos adultos" (sempre tem, nas nossas festas) seriam maçãs!!! Porque adultos são professores da vida! Então, cuidado com o que você ensina por aí...
Na novela, a professora da escola (que, por acaso, também se chama Helena! rsrsr) está doente. Então, a lembrancinha das crianças foi uma caixinha de primeiro socorros com "remédios" para uma vida feliz: papéis e lápis para recadinhos de amor, lista de amigos de oração pra colar na porta do guarda roupas, chocolates, nariz de palhaço pra alegrar o mundo por aí, brinquedinhos porque se divertir cura muitos males!
A tia Márcia (dona do buffet) conseguiu vários potinhos brancos, que usamos pra colocar as maçãs, docinhos, palitos de marshmellow, tantas coisas coloridas!!!
A vovó + um monte de tias e primas se encarregaram dos docinhos!!! Tinham muitos, de muitos tipos, de muitas cores, com muitas caixinhas coloridas, MUITO LINDOS E DELICIOSOS!!! Os tags dos docinhos a MãMi fez com papel A4 adesivo (daqueles de imprimir etiquetas, mas em folha única, sem recortes). Copiou e colou imagens num arquivo word e imprimiu (como ensinamos a fazer nesse post)! Não ficou um mimo???
No final, ficou tudo bem lindo, todo mundo se divertiu, a MãMi ficou orgulhosa, a vovó ficou feliz, a tia Márcia ficou tranquila - DEU TUDO CERTO! E todo mundo foi embora cheio de mimos, doces, bilhetinhos, fotos lindas pra recordar um noite boa!

PS da MãMi: o pessoal do Buffet Fuzuera, de Bauru, foi sensacional! Toparam todas as nossas ideias e ajudaram a criar uma festa linda, do jeitinho que a gente tinha sonhado! Além de servir comidas ótimas, bebidas geladinhas, cuidar das crianças nos brinquedos com carinho... SUPER RECOMENDO!!! Obrigada a todo mundo que participou dessa bagunça deliciosa!