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domingo, 7 de agosto de 2011

Amamentar - dicas de uma mãe de primeira viagem (Diário da Mirys)

Dizem por aí que essa é a semana da amamentação (de 01 a 07 de agosto). Não fui conferir e nem precisava... Já faz tempo que eu queria falar sobre isso, por aqui!

Quando ficamos grávidas (ou mesmo antes) ouvimos mil histórias sobre amamentação: dói, "murcha o seio", é lindo, é essencialmente-estritamente-imperiosamente-necessário-e-você-TEM-QUE-conseguir, aumenta os laços entre a mãe e o bebê, é o melhor alimento do mundo... e por aí vai! Como todo assunto muito falado (por gente que entende e por gente que só quer dar um pitaco), acabam surgindo coisas irreais, no meio de tanta informação boa e verdadeira.

Eu tive um grande diferencial nas minhas gravidezes: minha irmã mais próxima (já contei que tenho 9 irmãos???) é pediatra! PERFEITO, certo? Certo! Certíssimo!!! Apesar dela não ter filhos, ainda, ela cuida dos filhos de muita gente, estudou sobre o assunto, entende de criança. E é minha irmã!!! Então, ficou perfeito, mesmo!!! Mas, o melhor dado sobre a L. eu não contei: ela é sensata! Super razoável! Ela te ouve e leva em consideração a sua experiência prática. Assim, ficou mais fácil pra todo mundo...

O Guigo eu amamentei desde o comecinho até um ano e 2 meses. Como (quase) toda mãe de 1a viagem, eu estava SUPER ANSIOSA com esse momento. E a primeira tentativa foi um desastre! Imaginem a cena: você coberta apenas com uma camisolinha ri-di-cu-la (vamos combinar que as roupas de hospital são ridículas e, ainda por cima, tem uma abertura, digamos, refrescante, na parte de trás, que te deixam completamente exposta!), num quarto de hospital, com pai + mãe + sogra + marido + enfermeira + enfermeira #2 + um monte de amigos esperando do lado de fora do quarto e entra o bebê! Ah... o bebê... tão lindo, tão fofinho, tão cute-cute, aquele pedacinho de gente entra no quarto, nos braços da enfermeira #3, depois de horasssssssss (intermináveis) de separação para os banhos de luz e tudo o mais que se segue após uma cesárea...

E você está naquele momento lindo de amor, coraçoesinhos voando pelos ares, toda terna e maternal... Quando alguém coloca o bebê nos seus braços, desce a sua camisola (opa!!!), expõe seu seio (opa #2!!!) e diz: "vamos lá. Hora de amamentar. Eu vou te ajudar." E pega aquela cabecinha linda e minúscula que você acabou de trazer ao mundo e... gira-pra-cá-gira-pra-lá, enfia o dedo na boquinha dele para ela abrir e tenta "rosquear" o pobre ser ao bico do seu seio, dizendo coisas que, até 9 meses atrás, você não costumava comentar sobre você mesma (tipo o tamanho, a cor, o formato, as granulações ou falta delas de parte do seu corpo!!!). Socorro!!!!!

Você, que até então levou uma vidinha calma, serena e tranquila, expunha a sua intimidade (física e emocional) até onde VOCÊ queria, só tinha deixado certas pessoas tocarem seu corpo, de repente se vê num momento surreal: acabou de ser cortada, costurada, furada, medida por muitas pessoas que você nunca tinha visto na vida (com exceção da sua médica G.O.) e passa para a próxima sessão de apalpa, abre, aperta, mede, segura o seu corpo, com outras pessoas que você nunca tinha visto na vida (as enfermeiras), num show particular para pessoas que você já tinha visto mas que nunca tinham TE visto, dessa maneira, antes. #PELOAMOR!!! O pior é que você está deitada numa cama, com alguns tubinhos entrando e saindo de você (gente, que coisa estranha e constrangedora é uma sonda???? Heim?????), com todo amor do MUNDO praquela pessoinha que está ali e toda a vergonha do MUNDO daquelas pessoonas que estão ali, também.

Alguém me salva?????

Então, você ouve na sua cabeça tudo aquilo que aprendeu nas aulas do "cursinho de gestantes": mantenha a calma, fique tranquila ou o leite não "desce", relaxe para amamentar senão o bebê sente, segure docemente a criança, ouça música para ajudar a criar o clima... Cadê a música??? Cadê o "docemente" (se alguém está dobrando o seu braço e dizendo "você tem que ficar assim. Vou colocar o bebê aqui, agora")???? Cadê a tranquilidade com todo mundo no seu quarto assistindo a sua incompetência em alimentar seu próprio filho??? Cadê a mãe relaxada, quando alguém está virando a cabeça do seu pequeno (que não sabe se defender), para lá e para cá, e pressionando o pobre contra o seu corpo????

Mas, nessa hora, no meu caso, dois super-heróis entraram em ação!!! Meu super marido colocou pra fora do quarto todo mundo (todo mundo! Até meu pai, médico, acostumadíssimo a ver pessoas "como elas vieram ao mundo"... mas que não ME via daquele jeito, desde que eu tinha uns 12 anos! Então, desculpa, tá gente, pelo meu puritanismo, mas eu não ficava a vontade... Fazer o que???). Só ficaram ele e a minha irmã. E foi a hora da segunda super-heroína entrar em ação. Sem me fazer de robozinho ("dobre o braço, suba o corpo, vire para a esquerda numa medida de 15o"), nem transformar meu bebê num Michael Jackson precoce (virando sua cabeça em posições dignas de um contorcionista), ela só me orientou. Ela falava e eu fazia. Com calma. Tranquila. E o MAIS IMPORTANTE: ela me disse que, se o Guigo não mamasse daquela vez, TUDO BEM!!!! Porque as crianças nascem com uma "reservinha de gordura / energia" e podem ficar, em geral, até 70 horas sem mamar que ninguém morre de fome! (as palavras, leigas, são minhas, tá?). Como isso tranquiliza uma mãe?????

Porque, gente, no fundo, a coisa é toda muito simples: segure seu bebê nos braços, coloque a boquinha dele perto da fonte, ajude-o a entender o que se passa e... pronto! O resto, o bebê faz sozinho (por instinto, ele começa a sugar).

Doeu? Sim. Por uns 5 ou 6 dias.
Fiquei cortada (rachada)? Sim. Por uns 5 ou 6 dias.
É um ato de amor? Sim. Depois de um tempinho (quando a ficha cai), você começa a sentir um amor incrível por aquela pessoinha e esse momento de vocês dois é ÚNICO!!!
Aumenta o vínculo entre mãe e filho? Não sei. Eu tenho laços muito estreitos com o Guigo, hoje, mas conheço algumas mães que não amamentaram e que também têm laços fortíssimos com seus pequenos.
Quanto mais você amamenta, mais leite tem? Sim. No meu caso, pelo menos. É a estimulação - você manda um recado pro seu corpo do tipo "pode mandar que os fregueses estão consumindo! Sai mais uma porçãozinha!".

Ou seja, como quase tudo na vida, é uma questão de tempo! Você precisa de tempo para se acostumar, para que seus hormônios voltem pro lugar deles (isso merece um post próprio), para se tornar mãe e ter atitudes e jeitos de mãe. Ninguém nasce sabendo! E o bebê também precisa de tempo. Imaginem que, poucas horas atrás, ele nem respirava!!! De repente, ele sai de um lugar e entra em outro, onde ele descobre que tem ar, ele aprende a chorar, ele se estica e não encontra nada (dentro de você, ele SEMPRE encostava em alguma coisa quando se esticava). Quase nada no corpinho dele funcionava daquele jeito, até horas atrás! Vias respiratórias, braços, pernas, sistema digestivo (também merece um post à parte - cólicas e chororôs), pele (frio e/ou calor), olhos (luz / imagens ou vultos)... e você quer que ele acerte mamar de primeira????? E você quer que VOCÊ acerte amamentar de primeira????

Então, que me desculpem as pessoas que trabalham nos hospitais (clap, clap, clap - meu sincero reconhecimento pelo trabalho importantíssimo que todos vocês fazem), mas não era normal PRA MIM ter meu corpo assim exposto. Não era normal PRA MIM ser apalpada, amassada, ajeitada, lavada e etc por mulheres que eu nunca vi na vida. Não era normal PRA MIM ficar no ângulo XYZ que seria a posição mais confortável (oi???) para amamentação. Eu não era mãe. Eu nunca tinha sido mãe, antes. Nunca tinha amamentado. Para mim, tudo aquilo era uma grande novidade!!!!! Eu sei que para vocês é normal ver pessoas com camisolas quase transparentes, completamente descabeladas, com bafo e olheiras, deitadas em camas; é normal verificar se o leite já "desceu" apertando o bico do seio de alguém (dói, viu? Só pra constar...); é normal, mais prático e mais rápido pegar no corpo de alguém e colocar as costas na posição correta, o braço na posição correta, o seio na posição correta; é normal. É rotineiro. É cotidiano. Enche a paciência falar 1.000 vezes as mesmas coisas para 1.000 mães diferentes, por dia. Mas, PARA MIM, aquele era um momento único. Não é o meu trabalho, não é o meu cotidiano, não era a minha realidade até aquele instante. Então... um pouquinho de paciência comigo (e com as outras mães de 1a viagem), por favor???....

E a minha dica para vocês que vão se arriscar nessa nova e deliciosa aventura de serem mães: tenham paciência com vocês mesmas!!! Respirem, tomem muito líquido e dêem tempo ao tempo. Não se esqueçam da dica precioso: o bebê pode ficar até 70 hs sem mamar que não morre de fome. Isso acalma MUITO as mães...

OBS: esse NÃO É um artigo médico. Por favor, discuta com o seu ginecologista e com o seu pediatra sobre os procedimentos que seriam mais adequados no SEU caso, ok?

terça-feira, 27 de julho de 2010

Pediatras: como viver sem eles??? (Diário da Nina)


Gente: hoje é o "dia do pediatra"!

Como não deu pra comprar um presentinho pra tia Lila, nem vê-la, neste ano, a mãmi decidiu deixar uma homenagem aqui.

TIA LILA, A GENTE TE AMA!!!!!!!!!!!!!!!

Sim, pessoal, a gente não vive sem ela. E, se viver, vive com menos alegria, mais preocupações, menos entusiasmo, mais "neuroses". É... porque a mãmi não sabe de tudo (apesar de várias amigas delas acharem que ela sabe t-u-d-i-n-h-o sobre bebês, crianças e afins). Só que eu vou te contar um segredinho: ela cola! Cola da tia Lila!!!

Algumas coisas a mãmi aprendeu de ler. Outras, muitas outras, ela aprendeu de conversar com a tia Lila! Amamentação, banho, sono, cólicas, crescimento de crianças, a história do mel (lembra tia???), etc, etc, etc.

A tia Lila diz que é uma "troca" boa, que ela também aprendeu com a minha mãmi e que leva essas coisas para o consultório. Diz até que começou a fazer "combinados" com os pacientes por causa dos "combinados" da mãmi com a gente!

Mas agora, tia, a mãmi está aqui, sussurando pra mim, que não é troca coisa nenhuma, que ela sempre está na vantagem, que ela recebe muito mais do que te ajuda! Então, quis te agradecer em público por todos os telefonemas atendidos, as noites de sono interrompidas com telefonemas dela, as festas das quais você saiu para "dar um pulinho" em casa para ver como estávamos, os compromissos nos quais você chegou atrasada para "checar" se estava tudo bem conosco. Por isso e por muitas outras coisas: NOSSO MUITO OBRIGADA!!!!

Nono, tio Bida, tia Paty, tio Johnny, tia Helen, tia Carolina e todos os outros pediatras (nem que seja só por uns minutos) que conhecemos: Deus abençõe vocês!!!

Bjos

OBS: a história do mel é o seguinte - um dia, quando eu tinha uns 6 ou 7 meses (ou seja, MUITO cedo), eu parei de mamar. A mãmi me virava do avesso e eu não queria saber de mamar. Ficamos quase uma semana assim: a mãmi tentando e eu só pegando a mamadeira. E a mãmi se sentindo péssima, menos mãe, errada em alguma coisa... Afinal, o Guigo tinha mamado até os 15 meses!!! Daí, numa tarde, a mãmi ligou pra tia Lila, mega mal (do tipo "-A Helena não me ama mais!". Como mães são dramáticas!!! Êh hormônios...). E a minha tia teve a brilhante idéia de colocar um pouquinho de açucar na mami, que eu ia começar a mamar por causa do docinho, mas, quem sabe, eu continuasse. Tinha uma paciente que tinha feito isso e dado certo. Mas, a minha tia alertou que não conhecia outra maluca que tivesse feito a mesma coisa. Não custava tentar, não é mesmo? Só que a minha mãmi quase não consome açucar (então, não tinha em casa). Além do mais, ela ficou imaginando aquele monte de grãosinhos caindo por todos os lados... Daí... plim!!!!! A mãmi resolveu tentar com MEL!!! E eu mamei!!! Na primeira semana, só mamava com mel. Se percebia que não tinha, parava! Mas, na semana seguinte, eu já tinha acostumado a mamar de novo e ia sem mel mesmo. E mamei até mais de um ano!!! Resultado: eu fiquei fortinha, a mãmi ficou hidratada e feliz, e a tia Lila ganhou uma nova versão para contar para toooodas as pacientes!

sábado, 4 de setembro de 2004

A 13a mensagem do Gui (Diário do Guigo)

Olá pessoal!

Tudo bem com vocês? Conosco está tudo MUITO bem!!!

Nesta mensagem a mamis resolveu inovar. Não sei se vocês repararam, mas esta é a mensagem número 13 e muita gente acha que esse número dá azar e esse tipo de coisa. Como a mamis não acredita nestas coisas e, além disso, acha esse número super legal, ela resolveu mandar uma mensagem especial: não contaremos sobre a minha rotina (paramos no meu 3º final de semana no interior), mas sobre os detalhes que a mamis mais gostou em mim, até agora.

É lógico que nós temos que começar falando da “cara de pensador” (da qual ela já falou para ½ mundo!!!). O que acontece é o seguinte: quando eu acabo de mamar e tenho que fazer um “burp” para ela, eu fico em pé, encostado no corpo dela... aí, eu coloco uma mãozinha em cima da outra e apoio o meu queixo na mão de cima. E fico lá, olhando para ela e piscando. Ela AMA esta cara!!!!

Quando eu quero variar ou quando estou desmaiado de sono e não consigo segurar minha própria cabeça, eu coloco os braços para cima e “enterro” a cara no peito dela... aí, eu fico fazendo carinho no pescoço dela, por um tempinho. Falem a verdade: dá para não gostar desta situação???? Heim???? Heim???

Outro momento muito importante é a hora de acordar. Os casais amigos até já tiraram sarro da cara do meu papis, dizendo que eu não puxei para o lado dele nisso porque acordo no maior bom humor! Todas as noites do último mês, eu tenho dormido de barriga para baixo. Quando eu acordo, fico “treinando” (como diz a tia Mel) um pouquinho, com a cabeça para lá e para cá, até alguém vir me pegar. Quando me viram de barriga para cima, eu abro o maior sorrisão e começo o falatório. É claro que isso dura, no máximo, uns 20 minutos, depois eu quero mamar (e abro o berreiro, até que alguém perceba o meu problema). Afinal, estive dormindo nas últimas 10hs! Haja, né?

Um momento especial no meu dia é a hora do banho. A-do-ro uma água!!! Fico um tempão conversando com a pessoa que estiver me dando banho, todo alegre. Amigos (homens), mirem-se no exemplo do meu pai: quase todo dia, é ele quem me dá banho!!! E já falou para todo mundo que ele adora a experiência. Rola a maior confraternização pai e filho, sabem? A mamis diz que isso é muito importante para ele e para mim, então ela incentiva para caramba!

E para encorajar as amigas: mulheres, atenção! A mamis engordou 10kg, na gravidez, e já tinha perdido 9kg, no primeiro mês!!! E não venham me dizer que “isso só aconteceu porque ela come que nem passarinho”, porque, no momento, isso não é verdade! Ela tem comido como uma pessoa normal, bem mais do que o normal dela, afinal tem que me amamentar vááárias vezes por dia. E ela diz que tem a impressão que eu sugo todas as forças dela... Desculpa, tá mamis, mas só assim eu vou crescer fortão!

Falando em crescer, depois de amanhã terei mais uma consulta com a Dra. Marilia (minha tia Maris – mas a mamis falou que, no hospital, ela é a Dra. Marilia) e escrevo de novo para contar dos meus progressos.

Bjinho de nariz para todos vocês.

Beibo Gui

sábado, 21 de agosto de 2004

Primeiras vezes... (Diário do Guigo)


Olá pessoas que nós amamos!!!

Como vão vocês? Esperamos que bem!

Sei que as últimas mensagens não foram tão emocionantes quanto à da “saga da barata”. Mas, também, ficava difícil de concorrer... Mas, atenção! Vem aí as novas aventuras de Guilherme, no interior!!! Muitas coisas vão acontecer!!! Preparem-se e lá vamos nós!

Na segunda, fiz minha primeira viagem de carro e a mamis ficou super orgulhosa de mim: entrei no carro, em São Paulo, chorei uns 5 minutinhos e, na saída da Bandeirantes, eu já estava dormindo. Dormi até Jaú!!! Papis e mamis ainda pararam para pegar dinheiro e tomar uma casquinha do Mac, e eu lá, dormindão. Acordei na casa da vóvis! Fiquei acordado até todo mundo chegar em casa (do serviço) e ver minha carinha. Aí, dormi, dormi, tranqüilo. Hoje, eu conheci a tia-avó Agenora, a tia-avó Carmen e a tia Melina. Pelos gritinhos, acho que elas gostaram de mim!

Na terça, a mamis estava esperando que eu tivesse um chilique: afinal, estava numa casa nova, com pessoas novas, num ritmo novo, com uma clima novo (está tão quentinho, aqui no interior!). Mas eu fiquei feliz da vida! Até fiquei brincando, pelado, na cama da mamãe (pela primeira vez). Oh clima bom que tem essa terra... Neste dia, eu conheci a minha tia Dani e a minha priminha Nayla (que, talvez, eu chame de tia, pois ela tem a mesma idade que o meu tio Murillo e a minha tia Mel – 08anos). Elas me acharam lindo, pessoalmente!


Na quarta eu fiz 02 meses!!! Parabéns para mim!!! Hoje, usei um tênis, pela primeira vez. Na verdade, foi uma chuteira vermelha que combinou certinho com a camiseta que eu ganhei da tia Tati e do tio Rob, de Brasília. Fiquei tão adulto! Até a frase da camiseta (em inglês, lógico, afinal sou um adulto) combinou comigo e com o meu dia: “comendo, rindo, este sou eu!”.

Hoje eu fiz uma consulta com a tia Mari e já estou pesando 5.120kg e medindo quase 60cm!!! Vejam só como eu cresci!!! Tia Maris falou que eu já “pulei uma curva” do desenvolvimento e mais um monte de termos em “mediquês”, que eu não entendi direito. Só sei que eu estava na média-baixa das crianças e agora estou na média-média, bem no meinho. Prepare-se tia Maris, eu posso te surpreender e passar para acima da média, em breve!!!

Mamis diz que isso é bem possível, considerando o tanto de leite que eu tomo. Quem mandou ela produzir muito leitinho??? Dá para mim e para os bebês do hospital, com folga! Assim, eu só posso ficar grandão, mesmo!

Na quinta, algo muito importante aconteceu: eu descobri os passarinhos!!! Eu estava chorando bastante e minha mamis resolveu passear comigo pela casa da vóvis. Quando andamos pela garagem, eu ouvi um som diferente, vindo da parede. A mamis acha que eu ainda não vejo direito, então eu não vi os canários do meu avô, mas garante que eu fiquei procurando o som com os olhinhos, virando a cabecinha para um lado e para o outro! E a mamis, ao invés de me ajudar, ficou lá, paradona, assistindo ao meu sacrifício de encontrar o que emitia aquele som e, pior, atrapalhando minha concentração com sua babação: “- ai, que meigo!!! Ai, que meigo!!!”.

Hoje, também, começamos os treinos da cabeça, conforme ordens da minha pediatra: mamis me colocou de barriga para baixo na cama, para que eu tentasse levantar a cabeça. Tentar, eu tentei, mas não deu muito certo, não... Pelo menos, não hoje...

Na sexta, eu conheci a minha primeira bisavó! Para quem não sabe, eu tenho três bisavós: duas da mamis e uma do papis. Mas, só uma – a bisa Ida – mora em Jaú. Assim que o meu tio-avô Miquéias apareceu na casa dela, ela fez com que ele a trouxesse aqui, para me conhecer. Quando ela chegou, eu tinha acabado de mamar e comecei a me espreguiçar (a mamis ADORA esta hora da “preguiceira”...), enquanto a mamis se arrumava. Só que eu acabei antes da mamis e comecei a chorar, pois gosto de um colinho, depois que mamo. Quando eu estava fazendo a minha careta mais feia, a bisa olhou e disse: “-Que lindo!!!”. A mamis disse que se a bisa me achou lindo no meu momento mais feio, então ela vai me achar lindo de qualquer jeito! Sorte minha, né? Agora só faltam duas bisas...

Beijos pessoas!
Nos falamos amanhã.
Fiquem com Deus.

Beibo Gui (e mamis e papis)