sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Mamarazzi Week - quinta (janeiro / 2012)

1 foto por dia, durante uma semana. Com uma MÃE aparecendo na foto (e não só por trás das câmeras)! Pode publicar tudo na sexta (ou no sábado, se a sua semana começou depois) ou uma foto por dia. Você escolhe! O principal é entrar na brincadeira e deixar recordações de "mães e filhos" para sempre registradas!!!

PS: desculpem-me... fiz as fotos de terça e quarta, mas levei as crianças E a câmera pra casa da vó e a esqueci por lá (a câmera!!!). Então... na sexta, eu pego a abençoada e publico tudo, tá?

PS2: foto feita pelo meu pai, com o seu celular, minutos antes do cinema com os netos. Quem não quer um avô desses?????? Paizinho, obrigada!!! Ah, eu estou na foto: na mão das crianças, na foto 3x4 que eu faço COM eles, todo ano, no início das aulas.

Quer participar da MAMARAZZI WEEK, você também? Vem com a gente! (e deixa o seu link aqui, pra gente ir conferir suas fotinhos!)

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Era uma vez 23 - Dançando pela cozinha (Diário da Mirys)

Depois de uns 2 meses, eu não aguentava mais esconder aquele segredo! É muito difícil estar feliz PRA CARAMBA e ficar disfarçando pra todo mundo!!!

Então, numa noite, aproveitei que meus pais tinham ido viajar e minha avó estava em casa cuidando da trupe (éramos 8 filhos, naquela época) e resolvi contar pra ela. Afinal, ela adorava o Fer! Ela iria entender. Era o meu único amigo que ela chamava pelo nome certo de forma consciente (todos os outros eram "Rodrigos" - tudo bem, eu tinha 3 amigos Rodrigo, mas ela nunca se lembrava quem era quem e chamava todo mundo de Rodrigo. Mas meus amigos a adoravam, do mesmo jeito! Rsrs - leiam os comentários aqui).

Quando contei pra ela, ela me pegou e saiu dançando comigo pela cozinha! Como fazia desde que eu era pequenininha: ela sempre dançava com os netos! Em momentos de dançar e em momentos, digamos, "peculiares". Minha avó era assim, uma figurinha!!!

Só que eu expliquei que a gente estava namorando escondido, o que andavam falando por aí, que eu estava preocupada e ela, um furacão como sempre, já foi dizendo: "Deixa comigo! EU conto pro seu pai! Ele vai ter que me ouvir!" E ele ouvia mesmo (ôh mãe bravinha que ele tinha!...).

Quando o Fer "entrou pra família", sua timidez aflorou ainda mais! Imaginem um garoto introvertido, acostumado com uma família de 2 irmãos, com poucos amigos, de repente, é catapultado para uma turma de OITO MULHERES, todas bem falantes, um pai extrovertido e brincalhão (mas com a maior cara de bravo!), um irmão que reinava absoluto entre as mulheres, numa casa onde sempre tinha uma população flutuante absurda!!! Coitado... ficou perdido... Se ele ficasse com sede, tinha que "prever" que ia querer água uma meia hora antes, porque era a maior lenga-lenga:

"Mirys, quero água, por favor."
"Pega lá! Fica à vontade."
"Mirys, mas eu não quero abrir a geladeira dos seus pais..."
"Peraí, Fer (terminava o meu assunto com alguma irmã - SEMPRE tinha algum assunto rolando naquela casa)... Vamos lá."
Levantávamos, íamos até a cozinha, eu abria a geladeira, pegava a garrafa d´àgua e colocava na frente dele.
"Mirys... eu preciso de um copo..."
"Ah, Fer! Pega lá! Tá naquele armário! Você já sabe"
Ele respirava, reunia coragem e "com licença, eu vou abrir o armário, Dona Mirtes (minha mãe)".

Ele só não era mega tímido com a minha avó! Aliás, eles se adoravam! Era mútuo (por isso me senti "viúva", de novo, quando ela se foi...). Como eu morava com a minha avó, durante a semana, pra fazer faculdade, ele ficava mais à vontade.

A ligação deles era tanta que, quando a gente fez um ano de namoro, ELA viu no jornal que ia ter show da Marisa Monte, em Bauru. E ela sabia que nós éramos dois estudantes "durangos kid" total! Então, ela foi lá, comprou os ingressos e, no dia certinho, ela nos chamou pra almoçar na casa dela. Fez um almoço especial, pra nós 2, para comemorar e nos deu os ingressos de presente. Meu primeiro show!!! (PS: falem a verdade se eu não tinha a vó mais descolada do mundo???)

Foi meu primeiro show de alguém, assim, famoso... porque eu já tinha assistido algumas apresentações da banda do Fer e... afê! Por que algumas meninas não se controlam na frente do palco, heim???????? Mas isso é história pra amanhã...

Cenas do próximo capítulo aqui.

Mafalda (Diário da Mirys)

Meus pequenos ainda estão na fase de serem loucos pela Mônica e sua turma! Tudo bem! Eu também sou fui apaixonada por eles, lendo historinhas onde quer que estivesse!

Mas, quando eles crescerem um pouquinho, eu pretendo apresentá-los a uma outra menininha, que meu pai me apresentou: a Mafalda! Com um humor sensacional e uma visão política de tudo, ela é incrível!!! (PS: quer me ver feliz no meu próximo aniversário? Esse livro aí ao lado me faria beeeeeeem feliz! Rsrsr).

Não conhece? Fiz uma pequena seleção pra você, abaixo! Espero que você se vicie, assim como eu!!! Se as imagens estiverem pequenas, é só clicar sobre elas, que dá pra ler direitinho, tá?










Me conta aí, viciou????
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quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Melhor do que 1... (Diário da Mirys)

Eu tenho muitos irmãos. Isso todo mundo já sabe. A maioria é feita de meninas! Somos 8 garotas e 2 garotos, lá na casa dos meus pais. É engraçado o tipo de relacionamento que você cria com pessoas que são 2, 6, 8, 10, 11, 13, 21 anos mais novas do que você (sou a mais velha! Eca!) e logo, logo, vão estar passando por onde você passa, hoje...

Uma das minhas irmãs mora muuuuito longe de mim. Longe demais, pro meu gosto! Ela só está perdoada porque encontrou o italiano mais bacana do planeta para casar com ela!

De vez em quando, ela vem pra cá. De vez em quando, um de nós vai pra lá. Da última vez, alguns integrantes da família brasileira é que foram pra Europa. E voltaram com presentes. A gente tem essa mania desde sempre (desde que meu pai começou a sair para congressos e toda santa vez voltava com uma lembrancinha da viagem, só pra dizer que tinha lembrado de nós). Não precisa ser nada grande ou caro: é só para comprovar que aquele que ficou em casa, na verdade, também viajou, no coração de quem foi!

Da última vez, minha irmã exportada me mandou uma caixa cheia de coisinhas que eu gosto: cremes de cabelo (amooooo!!!), cremes de corpo, cremes de rosto, perfume.

O que poderia ser melhor do que isso????? O que????

Só dois disso!

Eba! Eu tinha DOIS pacotes para receber, no Brasil (o segundo veio com revistas francesas - ai, ai, roupas novas e chocolates). Com licença que eu vou ali, "viajar" um pouquinho, e já volto! E volto linda e cheirosa! Há!

PS: Bê - love you! Je t´aime! Ou amo você, assim, em português, mesmo!

Como diz "eu também" em inglês? (Diário do Guigo)

Ontem, eu sugeri: "mãmi, vamos fazer uma coisa louca, como a gente faz nas sextas-feiras? Vamos jogar os colchões aqui e dormir na sala????". Surpreendetemente, ela topou. Na hora!
Hoje, de manhã, na hora dela sair pro trabalho, eu acordei.
Guigo: "Good morning, mommy!" (bom dia, mamãe)
Mãmi: "Morning, sweety!" (bom dia, querido)

Beijo de mãe na cabeça, um cafunezinho e ela disse:
Mãmi: "Tô indo, filhote. I love you so very much!" (eu te amo muitíssimo)
Guigo: "mãmi, como que diz 'eu também', em inglês, mesmo?"
Mãmi: "Me too!"
Guigo: "I love me too!"

Eu disse 'eu me amo também', quando queria dizer 'eu TE amo, também'. Mas ela entendeu pela minha cara!...

CrazyJoy - Azul da cor do mar (Diário da Mirys)

É gente... acho que as criadoras originais do "CrazyJoy" estão de férias!!! Enquanto elas não nos dão a palavra pra ser traduzida em foto (esse é o desafio! Bacana, né?), a gente vai escolhendo as tais palavras, por aqui.

E, na semana passada, a gente escolheu a frase "azul da cor do mar" para ser transformada em fotografia.

Não tinha mar... mas tinha piscina. E um menininho que eu adoro!!!
Gostou? Participa com a gente, na próxima semana! Pegue as dicas de fotografia, na sexta-feira, e a palavra do desafio. Bons cliques!
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terça-feira, 24 de janeiro de 2012

A despedida... (Diário da Mirys)

Domingo, 24 de janeiro de 2010.

Depois de um tempo lá, sentada, ela resolveu que tinha que fazer alguma coisa. Ele tinha ido, mas outros tinham ficado. E podiam precisar dela. Seu pai e o marido da sua irmã (também médico) tinham ido ficar com o Fer. E ela foi cuidar de sua sogra. Estava preocupada com a pressão dela, com o coração, com o estado emocional, com tudo! E estava certa: sua sogra realmente precisava de ajuda. Foi até um enfermeiro ou médico da ambulância e explicou a situação. Ele disse que nada podia fazer, que eles teriam que esperar, por sabe lá quanto tempo, até uma próxima ambulância chegar, pois nenhuma das 5 que lá estavam podiam socorrer aquela senhora, naquela hora... Esperaram, a ambulância chegou, mas só poderia levar duas pessoas: sua sogra e o irmão dele foram os escolhidos. Pois ela achava que estava bem. E sua irmã, mais uma médica, poderia leva-la pro hospital... Quanta sorte ter tantos médicos na família...

No caminho, completamente em transe, ela começou a se lembrar de algumas pessoas que precisavam ser avisadas: seu sogro (meus sais, como falar isso pra ele?!), amigos mais chegados, irmãos, seu chefe/amigo...pegou o celular e ligou uma vez para cada pessoa. Com quem conseguiu falar, falou.

No hospital, pediu para ser a última a ser examinada, pois achava que estava "normal". E estava. Não precisou de remédios, calmantes, controladores de pressão, anti-depressivos, nada. Nada... E ela ficou tão brava com ela mesma!!! Não conseguia chorar, não precisava de médicos, não tinha se alterado em nada. Como? Como, com uma notícia daquelas, ela não se alterara??? Como, como, como...

Chegou a duvidar do seu amor. Da sua sensibilidade. Da sua preocupação com o outro. Da sua maternidade. Da sua humanidade, mesmo!

Lembrou de seus pequenos e pediu que a levassem pra casa de sua mãe. Nem precisou virar a esquina para já perceber a quantidade de carros estacionados em toda a rua. Passava da meia-noite e muitos amigos estavam lá... Com os olhos, buscou sua mãe, a abraçou e só ouviu: "obrigada, filha. Obrigada por ser obediente ao seu marido...". A mãe dela sabia: sabia que, se ela tivesse ido junto, ela também estaria socorrendo as pessoas, ela também correria riscos, ela também estaria em perigo. E ela pediu para ir junto com ele. 4 vezes. E ele disse não. E ela obedeceu.

Não falou com mais ninguém e entrou para ver seus pequenos, que assistiam um filminho na sala, com um de seus tios. Achou melhor só olha-los pelo vidro e não atrapalha-los. Logo dormiriam. E não precisavam dormir com uma notícia daquelas. Eles só tinham 5 e 3 anos... Como se dá uma notícia dessa a crianças tão pequenas? Contar tudo, naquela hora, parecia a pior opção. Ela resolveu gerenciar sua dor, organizar o que precisasse ser organizado, chorar se conseguisse, e contar tudo no dia seguinte.

Entregou seu celular e o celular dele para uma das suas irmãs. E pediu para avisar todos os meninos das listas. Porque ela tinha amigas grávidas e/ou com bebês em casa. Não se dá uma notícia dessas, nesse horário, para mulheres grávidas, não é? Mas, os amigos precisavam ser avisados... muitos moravam longe e precisariam viajar logo cedo, no dia seguinte, se quisessem se despedir.

Quando todos foram embora, ela deitou na sala, mas não conseguiu dormir. Ela se sentia minúscula: nem dormir, conseguia! Como meia hora podia transformar vidas... pra sempre... irremediavelmente...

Mas, o sol nasceu. E esse foi o único pensamento que ela se lembra de ter tido, depois de ter entregue os celulares e virar um "zumbi", que cumprimentava amigos, recebia abraços, falava coisas, mas nada disso era consciente. "O sol nasceu. De novo. E vai nascer amanhã. E depois de amanhã... E depois de depois de amanhã..."

O telefone tocou e como ela era a única pessoa acordada, atendeu. Era da funerária. Perguntando se o caixão ficaria aberto ou fechado. Então, a ficha dela caiu... Aberto, por favor. Ela precisava se despedir... Acordou seu pai e fez um pedido tão absurdo, daqueles que só se faz para os pais, mesmo, quando você tem certeza de que é muito amada e vai ser compreendida: pediu que ele levantasse (depois de ter passado a noite quase toda no IML) e fosse pra funerária, enfaixasse o que precisasse ser enfaixado, arrumasse o que precisasse ser arrumado, para que o caixão ficasse aberto. E seu pai foi...

Era domingo. Com um sol lindo e pacífico, daqueles típicos de domingo, quando só se espera a vida passar tranquila. Daqueles que te convidam pra ir na igreja, que envolvem deliciosos almoços de família que terminam em sorvete, que são propícios para uma tarde na beira da piscina. Mas, tudo aquilo que era tão comum em todos os outros domingos, não aconteceria nesse.

Ela foi pro velório acompanhada de alguns queridos. As crianças ainda dormiam. Ela pediu para entrar na sala sozinha e assim aconteceu. Eles conversaram, só os dois, pela última vez. E ela prometeu cuidar das pessoas que eram queridas para ele, no lugar dele, do melhor jeito que ela conseguisse. Porque, na vida, é só isso que importa: as pessoas. E, naquele momento, isso era ainda mais claro!...

Abriu as portas. Dividiu com os outros o seu amor. Abraçou muitos. Consolou vários. Até mesmo lhe perguntaram, pessoas amigas da família dele (que não a conheciam bem), mais de uma vez, quem era a viúva. Pois ela não parecia se encaixar no perfil... Cuidou e foi cuidada. Quando soube que as crianças tinham acordado, fez uma reunião de família para saber o que fazer e como contar. Pai, mãe, irmã, irmão, cunhados.

De repente, no meio daquele turbilhão de emoções, onde ela se sentia como alguém que assiste um filme e fica torcendo pra mocinha se dar bem no final, ela saiu da sala - quando voltou, leu o nome dele na porta... e o seu, logo abaixo "deixa viúva a Sra. Miriane..."

E chorou. E se contorceu de dor. E se curvou. E chorou um daqueles choros incontroláveis que dão a sensação de que vão durar pra sempre...

Viúva. Viúva... Agora ela era viúva. Com 35 anos de idade: viúva. Mãe de uma criança de 3 anos: viúva. A mais velha de vários irmãos tão novos: viúva. Alegre, alto-astral, positiva, "poliana" até: viúva. Não combinava! Simplesmente, não combinava!!!! Não combinava...

Ela nem sabe quando parou de chorar ou quem a levantou do chão onde o seu corpo se curvou e ficou. Só se lembra que toda vez que lia aquela placa, o choro voltava, incontrolável, entorpecedor, até a cabeça latejar, faltar ar nos pulmões, o corpo desistir...

Dentro da sala, ela cantava. Pra ele. Ela conversava. Ela sorria. Fora da sala, em frente àquela placa, ela não existia. Era só dor!...

Até que fizeram sua última caminhada juntos. E choveu... E parecia filme... E ela foi pra casa dos seus pais (que foi pra onde a levaram, pois ela não tinha condições de pensar) e começou a viver o resto de sua vida...

(PS: quer ler a parte feliz desta história? Está aqui, na série "era uma vez")

No ano passado... (Diário da Mirys)

No ano passado, deu certo. Neste, não consegui nem chegar no parque de diversões de uma cidade próxima da nossa (que chuva é essa, galera???!!!). Mas, tudo bem... A vida dá voltas! Ela sempre dá!!!
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Mamarazzi Week - segunda (janeiro / 2012)

1 foto por dia, durante uma semana
Tem que ter uma MÃE aparecendo na foto!
Lembranças para o resto da vida!!!

Quer participar? Vem com a gente! Para entender melhor, clique aqui.
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segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

A história do acidente

Jaú, 23 de janeiro de 2010.

Eles acordaram cedo, naquele sábado, como de costume. Tinham visitas da família dele em casa. Ficaram na cama por umas horas, ainda... se beijando, se abraçando, se observando, matando as saudades, colocando a conversa em dia. Ela morava em outra cidade, há um mês, por causa do novo trabalho, e ele ficava na cidade antiga. Só se viam à partir das sextas, à noite, até o domingo, à tarde.

Mas isso iria mudar: eles tinham ido pra cidade nova juntos, na semana anterior, para procurar uma casa. Aproveitaram as férias das crianças e as deixaram com a avó. E tiveram sua "semana de namorados"... Resolveram a vida: entregaram trabalhos atrasados, programaram projetos da igreja, alugaram a tal casa, matricularam as crianças numa escola próxima. Voltaram pra casa com sensação de dever cumprido. Conversando. Eles conversavam sempre. Sobre tudo! Sempre tinha sido assim: não eram só marido e mulher, eram melhores amigos.

Naquele sábado, estavam felizes e animados. A mudança sairia na próxima quarta. Era hora de despedir da cidade antiga e seguir para novos projetos. Agora, seriam só eles 4: pai, mãe, filho e filha. No lugar deles, na familia deles, no ritmo deles, na vida deles.

Então, ele quis comemorar! O que era estranho porque ela era "a social" e ele era "o reservado". Mas, ele sugeriu que se convidasse toda a família dela (que morava na cidade antiga, onde eles ainda estavam) para almoçar na casa deles, com a família dele, que já estava lá. O cardápio já estava decidido: comida chinesa pra todos - comida japonesa para ela, ele e o pai dela.

E assim se fez. Convidaram todo mundo. Pais, mães, irmãos, irmãs, cunhados, sobrinho. Quase todo mundo foi... E passaram uma tarde ótima! Brincaram, conversaram, comeram, fizeram competição de video-game, os netos ganharam historinhas contadas pelo avô, deitados na rede. Até resolveram que seria um bom dia para a estréia do brinquedo novo (de Natal) do filho: um helicóptero. E todos os meninos foram para a praça, que ficava na frente da casa, para colocar o helicóptero pra voar. Na última hora, a filha resolveu ir também, no meio daquele monte de meninos. Depois de um tempão, voltaram. E a menininha disse: "hoje é o dia mais feliz da minha vida!"

Realmente, era um dia muito muito bom. Tão bom que eles ficaram "almoçando" até às 8hs da noite. Quando ele decidiu que era hora de levar sua mãe e seu irmão de volta pra cidade deles, que ficava a poucos quilometros de distância. Trocou de roupas, deixou a roupa confortável e velhinha pendurada atrás da porta, pois voltaria muito rápido e aquela era sua vestimenta predileta para ficar em casa. Em meia hora, deixaria seus parentes na casa deles. E mais meia hora, estaria de volta. Pronto pra colocar suas roupas confortáveis, de novo, e aproveitar o restinho da noite de sábado.

Ela quis ir junto. Estava com saudades, pois eles tinham passado a semana toda separados! E eles estavam no esquema "namorados", naqueles dias: como só se viam de final de semana, ficavam grudados o tempo todo! Ela pediu várias vezes para acompanha-lo. Com as crianças. Sem as crianças. Se fossem só os 2, poderiam parar em algum lugar para namorar, na volta. Ele insistia para que ela ficasse. Ela já tinha viajado na sexta e viajaria, de novo, no domingo. "Fique Mirys. Vá pra casa da sua mãe, com as crianças, pra não ficar sozinha. Daqui a pouquinho eu já volto e passo por lá pegar vocês."

Quando ele deu um selinho nela para avisar que estava partindo (eles tinham essa coisa entre eles: nunca ir, chegar ou dormir sem um beijo. Por menor que fosse), ela fez o comentário tonto mais importante da vida dela: "Fer... você não escovou os dentes depois do almoço, escovou?" Coisa que só a intimidade de 11 anos de casamento permitia. "Ai, Mirys! Você encana com cada coisa, viu?.." Minutos depois, voltou na cozinha, para se despedir de quem estava lá - e dela, pela segunda vez. "Pronto. Escovei os dentes. Satisfeita?" "Ainda não. Agora, você me dá um beijo decente!.." E se beijaram como deveria sempre ser. E ele partiu.

Meia hora depois, na casa dos pais dela, o filho tomava banho e a filha assistia algum desenho pra crianças de 3 anos, abraçada na mãe. Quando o avô - pai dela - desceu correndo as escadas, falando muito alto pelo celular. Ele nunca fazia isso... era uma das pessoas mais calmas, e alegres, e tranquilas, e sensatas que ela conhecia. Até que ela ouviu o nome da sogra sendo falado. E disse pra sua mãe que devia ter acontecido alguma coisa... ela deixaria sua filhinha ali, seu filhinho no banho, e iria acompanhar seu pai, aonde quer que ele estivesse indo. Procuraram por outros adultos para acompanha-los, mas não encontraram. Pegaram o carro e foram pra estrada.

Eles sabiam que havia tido um acidente, mas o carro da família não estava envolvido. "Parece que foi bem perto de Bauru, Mirys. Na outra ponta da estrada. Tente avisar seu tio, que mora lá, para que ele vá até o local. Ele deve chegar antes da gente.", disse o pai dela. Ela tentou, tentou e tentou e não conseguiu avisar seu tio. Então, ligou para um grande amigo e pediu para que ele fosse até a estrada.

Um carro tinha sido abastecido num posto, no meio da estrada. E, ao invés de andar 400 metros e pegar o primeiro retorno, decidiu voltar, na contramão, por um quilometro, para chegar num distrito que existia no meio do caminho. Só que aquela era uma estrada grande. 2, 3 pistas de cada lado. Canteiro no meio. Pedagiada. Era absurdo alguém pensar em andar na contramão. Mas, aquele motorista pensou... Quando estava a poucos metros da entrada do vilarejo, ele bateu num primeiro carro, e num segundo, e num terceiro. Logo depois, 2 carros pararam no acostamento e os motoristas desceram para ajudar. O primeiro carro que tinha sido acertado só de raspão também conseguiu parar e seu motorista desceu pra ajudar. Um dos carros acertados pegava fogo... e as pessoas não conseguiam sair de dentro do veículo. Então, 3 homens tinham descido de seus próprios carros, levado seus extintores e apagado o fogo.

O marido dela ainda chegou a voltar em seu carro, pediu para seu irmão ligar para o socorro, pois as pessoas estavam feridas. Ele iria voltar para o carro queimado, tentar tirar as pessoas de dentro, junto com aqueles dois outros que estavam ajudando. Foi quando mais um veículo veio... e não viu um acidente daquele tamanho... nem os carros parados no acostamento... no meio de uma subida (depois de uma imensa descida)... e acertou a lateral do carro que estava sendo socorrido, atropelando os 3 homens que estavam salvando aquelas pessoas dentro do veículo.

Voltando para ela. Minutos depois de todo esse ocorrido, ela pegava a mesma estrada, com seu pai. Telefonava loucamente para seus tios, tentando falar com alguém. Porque se ele estivesse ferido e inconsciente, ela queria que tivesse alguém por lá, conhecido, que falasse para ele ficar tranquilo, que o acompanhasse a um hospital, que lhe avisasse que ela já estava chegando. Ela estaria ali! Com ele. É claro que ela estaria ali, com ele. Ela sempre estava com ele, nos últimos 15 anos da vida deles!

Quando passaram o posto policial, ela ligou pra emergência, para ver se tinha alguma informação. Até do lugar exato, pois ela não sabia a quantos quilometros da cidade dos pais dele o acidente tinha ocorrido. Ela só sabia que era mais pra Bauru do que pra Jaú (cidade deles). Ela perguntou pelos feridos e soube que "eram muitos". Ela perguntou por ele e foi informada que "eles não podiam precisar quem era quem no acidente e que tinham ambulâncias de três cidades diferentes socorrendo os feridos". Ela perguntou para qual hospital seria levados e o homem do outro lado da linha ficou mudo. Então, ela perguntou se ele poderia dizer, de maneira geral, qual era a situação daqueles que ele chamava de "vítimas envolvidas". E a resposta que ouviu foi "temos vítimas em todos os estados. Se é que a senhora me entende." Ela entendeu. Desligou. Quis tranquilizar seu pai: "pode ir, paizinho. Que o acidente é perto de Bauru. Mas já tem ambulâncias de 3 cidades por lá. As pessoas vão ser levadas para hospitais de Bauru, mesmo. E o meu amigo já está indo pra lá, ficar com o Fer, até a gente chegar."

Nessa hora, ela não se lembra, mas seu pai disse que ela fez uma oração, em voz alta. "Senhor, eu aceito. Se o senhor me devolver o Fer muito machucado, eu aceito. Se eu tiver que largar meu emprego para cuidar dele, por meses, eu aceito. Se eu tiver um marido sem um braço ou uma perna, eu aceito. Se ele ficar incosciente por meses, eu aceito." Deve ter sido qualquer coisa assim (porque, hoje, dois anos depois, ela não se lembra). Mas ela não incluiu em sua oração, em nenhum momento, a possibilidade de ninguém lhe devolver o seu marido. Isso não era uma opção. Qualquer outra situação, ela resolveria, aceitaria, gerenciaria. Mas, não te-lo mais, nunca mais, nem passou pela cabeça dela.

Quando estavam a quilometros do acidente, no início da descida que antecedia o local, ela já viu o "circo". Carros amassados, lá em cima da subida... carros parados no acostamento ainda com os pisca-alerta ligados... outros carros parados... caminhões bloqueavam o início da subida... ambulâncias... sirenes... gente. Muita gente. Eles pararam o carro do pai dela atrás dos caminhões e sairam correndo. Ela nem se lembra se fecharam o carro, mas ela tem a impressão de que largaram até as portas abertas. Ela avistou seu carro, parado do lado direito, com sua sogra e cunhado do lado de fora. "Paizinho, o senhor vai descobrir para qual hospital levaram o Fer e eu vou ver minha sogra". Afinal, seu pai era médico e era claro que os enfermeiros da ambulância dariam informações melhores a ele do que a uma "outra esposa agitada" que fica perguntando pelo marido, atrapalhando o trabalho deles. E ela conhecia sua sogra e seu cunhado - sabia que devido à idade dela, à doença dele, ao perfil dos dois, eles deviam estar precisando de ajuda, de alguém "forte" que dissesse "deixa que eu resolvo". Como ele fazia. Sempre. Ela queria fazer o papel que era dele, agora.

Ela chegou, viu que a mãe e o irmão dele não estavam machucados, e os abraçou. Ficaram os três abraçados, encostados no carro, orando (a mãe dele pediu que ela orasse "porque ela sempre era melhor nisso"), quando ela viu seu pai vindo correndo na direção deles. Ele corria! Deviam ser boas notícias, do tipo "vamos, rápido! Ele está no hospital X. Vamos para lá. Se apressem!". Eles abriram o abraço e encostaram os três, no carro, esperando o pai dela chegar. Foi quando, a poucos passos, ele parou de correr. Exausto. Chorando. Então, ela soube...

"O nosso menino se foi". Essas foram as palavras que mudaram a vida dela pra sempre. O pai dela abraçou os três, aquela família que também já era dele. A mãe dele gritava. As pessoas que estavam por ali, ajudando, vieram fazer parte daquele abraço, cheio de palavras de conforto. Mas, ela não conseguia respirar... Tinha muita gente ali, muito abraço, muitas vozes, mas nenhuma era ele, o abraço dele, a voz dele.

Então, ela foi mal educada como nunca tinha sido na vida. Empurrou todo mundo, explicando que não conseguia respirar, e foi se sentar, sozinha, na beirada do asfalto. Ela não conseguia chorar. Não conseguia... Ela não tinha perdido só o ar: tinha perdido o chão, as lágrimas, o sentido. Ela tinha perdido tudo. Tudo...

Foi nessa hora que ela sentiu uma mão no seu ombro. Olhou pra trás e viu seu amigo. Aquele pra quem ela tinha ligado para ele "acompanhar o Fer para o hospital e assegura-lo que ela logo estaria ali".

"G. Você viu? Era o Fer, mesmo?"
"Era, Mirys"
"E... ele ainda está aqui?"
"Está Mirys"
"Eu devo ir lá, ver?"
"Não Mirys. Não..."

E ela não foi.

(Essa história aconteceu há exatos 2 anos. Mas eu não tinha tido coragem de registrá-la, até agora. Parecia que se eu fizesse isso, ela ficaria real. Mas... ela já é real. Ela é real pra mim e pro Guigo e pra Nina há 2 anos. Nenhuma palavra que eu não escrevesse iria mudar isso. Então, resolvi compartilhar. Agora que já assimilei isso como parte da minha vida. Agora que eu ainda não entendo, mas já aceito. Para que outros tomem cuidado na estrada, para que não dirijam na contramão, nem corram, nem se distraiam trocando o som, nem "não vejam" o que acontece na sua frente... Se isso evitar que uma, apenas uma outra família passe por essa perda, já terá valido a pena.)

PS: hoje, estou fora do ar. Esta mensagem foi programada. Não vou responde-la, nem vou autorizar comentários, no dia de hoje. Hoje, o dia é meu e dos meus filhos. De celebrar a minha família LINDA que ainda está aqui. Responderei a todas as mensagens o mais breve possível, mas não hoje. Espero que entendam....

domingo, 22 de janeiro de 2012

Aquele abraço!.. (Diário da Mirys)

Eu sempre fui mais de beijos do que de abraços. Com as crianças eu até faço "ataque de beijos", aqui em casa, e nós saímos rolando. Eles riem e eu dou milhões de beijos estalados.

Mas, aprendi a valorizar um abraço. Eu nunca soube o que falar em velórios... porque não há, mesmo, muita coisa a se dizer. Quando eu não tinha muita intimidade com a familia que ficava, eu dizia "meus pêsames", "eu sinto muito" ou algo do gênero. Mas, quando era um amigo que sofria, eu era mais aberta e assumia que estava perdida: "eu não sei o que te dizer. Só vim te dar um abraço..."

Quando chegou a minha vez de ser "aquela que fica", a que sobrevive, a que vai continuar, eu entendi o poder de um abraço e a força da frase que eu achava tão vaga: "não sei o que dizer - então, só queria te dar um abraço". E eu recebi cada um daqueles abraços! E sobrevivi por meses e meses da força que eles me deram, do calor que eles me passaram, do carinho que eles transmitiram.

Mas, isso já foi há tanto tempo...

Então que, na semana que antecede o Natal, eu fui na casa de uma amiga, que também é professora da minha filha. Ela não estava e a mãe dela (a quem eu chamo carinhosamente de "tia", mas com quem nunca tinha tido maior intimidade) veio abrir a porta. Eu fiz o clássico cumprimento que qualquer um faria: eu a abracei e disse "como vai, tia? Tudo bem?". Só que ela não soltou o abraço. Ficamos assim por uns minutinhos e eu percebi que ela comeou a chorar. Discretamente, mas chorou. Eu nunca soube exatamente o que estava acontecendo com ela, naquele dia, mas percebi que ela precisava de tudo isso que eu, uma vez, tinha recebido com abraços: força, amizade, conforto, carinho, calor.

Eu nem ia dividir essa história por aqui, mas, neste sábado, eu fui levar novos documentos pra minha amiga. Ela não estava em casa, novamente. E a mãe dela me recebeu, novamente. Nos abraçamos, dissemos as palavras amigáveis e comuns de sempre, beijinho, beijinho, tchau, tchau. Mas, quando eu entrei no carro, abri o vidro e acenei pra ela, ouvi: "Mirys, muito obrigada por aquele abraço, naquele dia. Você não sabe como eu precisava dele!... Muito obrigada!"

Meu ponto é: você nunca sabe quando pode fazer a diferença na vida de outra pessoa, com um gesto tão simples. Então, não economize! Pros seus amigos, pra sua família, pros seus filhos, praqueles que você admira: AQUELE ABRAÇO!

PS: C., este texto foi escrito no dia em que eu gostaria muito de estar do outro lado do país e te dar aquele abraço, amiga! Infelizmente, não consegui... Mas, saiba que pensei em você e sinta-se abraçada, virtualmente. TJ é TJ!

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Dicas de Fotografia #12 e desafio CrazyJoy (Diário da Mirys)

E aí, pessoal??? Muita gente de férias, viajando, curtindo o verãozão??? Eu tô no trabalho (fazer o que, né?), mas, mesmo assim, sempre consigo um tempinho pra fotografar! Porque me relaxa, porque me inspira, porque em desafia, porque me faz ver a vida "através de outras lentes"!

Então, vamos aproveitar esse momento tão gostoso e quentinho do ano, para fazer tudo isso por VOCÊ, também??? As próximas "dicas de fotografia" serão sobre fotos mais específicas - fotos de férias!!! Espero que vocês se divirtam!

DICA DE FOTOGRAFIA # 12 - FÉRIAS NA PRAIA!
Como a praia é um dos lugares mais procurados, nesta época do ano, achei melhor começar por aqui! Como fazer para suas fotos sairem daquele "lugar comum" e deixar todos os amigos de boca aberta???
(daqui Agoosa)

Cuidado com excessos de luz - muita água, muita areia branca, muito sol, muito lugar para refletir a luz! Então, se você não quiser perder suas fotos e não quiser que elas fiquem "sem cor", evite "mirar" para o pedaço mais claro da sua foto (seja a areia ou uma parede branca ou ...). Procure por uma pedra, um animal, uma pessoa, qualquer outra coisa que você queira em sua foto e clique!
(daqui Beaching)

Agora, reflexos do sol e da lua na água do mar são lindos, não são?...
(daqui Digital Photography School)

(daqui Light Stalking)

O dia está cinza na praia???? PERFEITO!!!! Coloque seus tênis (ou suas havaianas) e saia para caminhar! Provavelmente, nesse dia você vai encontrar suas melhores fotos!
(daqui Chesterts Pups)

Como sempre, os melhores horários para fotografar (por causa da luminosidade) são o começo da manhã e o final do dia. Fotos feitas ao meio-dia (ou qualquer outro horário com sol forte) ficam com muitas sombras. Mas... quem sabe uma sombra é justamente o que você quer????
(daqui Digital Photography School)

(daqui New York Institute of Photography)

(daqui Digital Photography School)

Se tudo o que você tem é o horário de almoço para fotografar aquela sua filha / sobrinha liiiiiiinda... providencie óculos escuros para ela! Além de dar um charme na foto, ainda evita que ela fique com olhos apertados e testa toda enrugada! Há!
(daqui Digital Photography School)

Procure pelas cores!!!! Verão, alegria, sol, luz, praia, férias - tem TUDO A VER com cores, não tem não? Então, use e abuse!!!
(daqui Digital Photography School)

(daqui Digital Photography School)

(daqui Coastal Living)

Cuidado com o cenário! Seu filho está lá na areia, brincando ingenuamente com o balde e a pazinha, naquela sunga vermelha cheia de barquinhos desenhados, com a fralda por dentro, o cabelo bagunçado do vento... e você quer guardar essa imagem pra sempre, certo? Você pega sua câmera, clica e, quando vai ver a foto em casa não sente toda aquela emoção de novo... porque tem mais gente na sua foto! Tem um cachorro molhado passando lá atrás, tem uma moça de biquini de menos e celulite demais depois do seu bebê, tem palito de sorvete e latinha de refri na areia. E isso tirou a atenção do seu bebê!!!! O que fazer? Procure um ângulo onde SÓ o seu bebê apareça ou... leve o mocinho para perto da água (e para longe dos ladrões de atenção) e clique ali! Não é simples?
(daqui Make and Takes)

(daqui Digital Photography School)

(daqui Digital Photography School)

Se você conseguir ir para uma praia mais isolada ou num horário bacana, tipo o começo da manhã (considerando o resto do mundo, fora você, quem é que acorda cedo nas férias????), aproveite o vazio da praia para fazer fotos que começam um pouco antes do mar e acrescente interesse à sua imagem!
(daqui Digital Photography School)

(daqui Light Stalking)

Atenção aos detalhes! Uma imagem que poderia passar despercebida (tipo uma conchinha brilhante, mas pequena) pode virar "A" foto da sua viagem!!!
(daqui Digital Photography School)

Existe mais coisa na praia além do mar! Tudo bem, eu sei que o mar é lindo! Mas... que tal fotografar os barcos coloridos? As casinhas de pescadores? A flor que cresce no meio da areia? O sino da igreja daquela cidadezinha antiga???
(daqui ZD Net)

(daqui About Cameras)

(daqui Digital Photography School)

Se der, emoldure sua foto!!! Como a gente já ensinou aqui. Use qualquer elemento que crie uma moldura... Não fica mais legal do que só a foto da água ou da praia???
(daqui Digital Photography School)


Acima de tudo, não se esqueça de proteger e de limpar a sua câmera. Limpe antes de cada foto (porque um grãozinho de areia pode deixar uma bolinha preta bem no meio da sua imagem e te dar o maior trabalho pra tirar, depois, no computador). E proteja a câmera da água, da areia, do sol, etc e tal. Nem precisava ter falado isso, né?

Quer ler nossas dicas anteriores e tentar aproveitar na sua viagem? Estão aqui: 1a dica, 2a, 3a, 4a, 5a, 6a, 7a, 8a, 9a, 10a e 11a.

Ainda não temos palavra para o desafio CrazyJoy de fotografia, nesta semana. Então... eu vou lançar um desafio por aqui, mesmo! Como na semana passada! E o desafio da semana é "AZUL DA COR DO MAR". Encontre uma foto que traduza essa expressão e mande pra gente!

Bons cliques!!

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

O melhor da vida (Diário da Mirys)

No ano passado, nesse exato dia, a gente estava aqui...


E eu morri de orgulho dos meus 2 "apreciando" um Monet!
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Só 3 palavras! (Diário do Guigo)

Tem uma tia que a gente ama: a tia Lúcia! E tem uma tia que a mãmi admira muito, na criação dos filhos: a tia Lúcia! Ou seja, a mulher é uma unanimidade, aqui em casa!!!

Sempre que a gente vai na casa deles (tem primos! Eba!) ou eles vem na nossa, é lucro na certa. Pra todo mundo! A mãmi tem companhia pro vinho, o pápa tinha companhia pra música, a gente tem diversão com gente da nossa idade, a mãmi ganha dicas extras de como criar filhos sem ficar louca! rsrsrs

Uma vez, quando fomos na casa deles, a mãmi ficou espantada com o ritual da hora de dormir. A tia Lú só avisava: "é hora de cama, meninos...". Eles iam, escovavam os dentes, colocavam pijamas, ela ia no quarto, contava histórias, fazia uma oração, dava um beijo em cada filho e... saia!!!! E dava certo!!!! Com crianças de 5 e 3 anos!!!! Ninguém ficava levantando, e pedindo mãe, e fugindo pra cama dos pais na madrugada. Era simples, era tranquilo, funcionava! No dia seguinte, todo mundo com as energias recarregadas, começavam um novo dia, felizes e descansados!!!!

Então, a mãmi começou a adotar essa tática, na nossa casa (PS: funcionou super bem, até o acidente. Daí, voltamos a querer dormir com a mãmi, dia sim, dia sim não. Hoje, já funciona, de novo).

Na nossa última temporada juntos, a mãmi aprendeu mais uma: depois da história e da oração, a tia Lúcia inventou uma nova regra para os meus primos (hoje, com 8 e 6 anos), que adoram ficar conversando no quarto (que eles dividem). Depois da oração, só podem falar mais três palavras. SÓ TRÊS!!!

Como a gente tem o combinado "casa do fulano, regras do fulano" (depois eu explico essa...) na nossa família, a mãmi virou pra gente e disse:

"Guigo, Nina. Agora não pode mais conversar, tá? Casa da tia Lú, regras da tia Lú. Se precisarem falar alguma coisa, só podem 3 palavras, ok?"

Nós acenamos, concordando (a gente não ia gastar uma palavra a toa, né?)

Quando a mãmi chegou na porta, apagou a luz e saiu com a tia Lú. E eu chamei.

Guigo: "Mãmi?"
Mãmi: "Uhmm?..."
Guigo: "Te amo!"
Nina: "Deu três!!!! (e percebendo que tinha gasto 2 palavras mandou um) Ops!..."
Agora, toda noite a gente dorme com um "te amo", por aqui!...

Muito prazer, Sr. Violão! (Diário da Nina)

Música. Instrumentos musicais. Sonhos e sons (tio R. - saudades!)...

Uma das coisas que mais incomodava a mamãe com o fato do papai ter ido embora é que a gente ia perder a música das nossas vidas. E, por um tempo, a gente perdeu, mesmo. A mãmi não aguentava ouvir notas que ela já conhecia, notas que ela não conhecia, nada... Ela não aguentava música e não aguentava silêncio...

Até que, um dia, eu disse pra ela que sentia falta de canções por perto... porque a gente não tinha mais quem chegasse em casa, pegasse o violão como se fosse normal como trocar o terno por uma camiseta, e ficasse tocando o resto do dia e da noite... quem ligasse o rádio ao mesmo tempo em que acendia as luzes da sala... quem fizesse música pra eu dançar ou como trilha sonora para os joguinhos do Guigo no video game...


E, até ontem, a mãmi pensava seriamente em nos colocar numa escola de música, neste ano, mas morria de medo da reação que ela iria ter quando nos visse tocando um violão, um contrabaixo, uma bateria. E se as mãos se mexessem do mesmo jeito que ele? E se o Guigo fechasse os olhos e balançasse a cabeça igual? E se... e se desse saudades????

Mas, ontem, quando ela chegou na sala, me viu com um violão no colo (literalmente, porque eu não tenho força, ainda, para segura-lo do jeito certo), dedilhando "parabéns à você", super concentrada nas instruções que recebia. E ela parou na porta... deu uma vontade de chorar, mas ela segurou... e ficou só admirando a paisagem. E eu pratiquei, pratiquei, pratiquei e dei um sorriso enorme quando acabei e ela começou a bater palmas. Sorriso daquele tipo que ela gosta!

Não foi o Guigo - fui eu.
Não foi estranho - foi lindo.
Não deu saudades doída - deu paz. E uma sensação boa de que Deus tem um plano maior pra nós e que ela mal pode esperar pelo que vem por aí!...

PS da mãmi: A., eternamente agradecida!...