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quinta-feira, 23 de maio de 2013

BC Musical - coreografia! (Diário da Mirys)

A BC musical de hoje é com o tema: coreografia! Pra mim????????????????? Jura, Dani Moreno????????????

E então que eu, mesmo com pressa, mesmo com um zilhão de coisas pra fazer, mesmo ocupadérrima... NÃO PODIA deixar as minhas coreografias preferidas de fora dessa! Assisti, assisto e assistirei pra sempre (me inspira!):



FOOTLOSE! Preciso achar pra comprar esse filme... (video aqui e música aqui)



DIRTY DANCING! Amooooo! (vídeo aqui e música aqui)



FLASHDANCE! Em homenagem a outra Dani... (vídeo aqui e música aqui)

E você, gosta de dançar coreografado o que???

PS: pra quem gosta de blogagem coletiva, na semana que vem tem MAMARAZZI WEEK! Não perca!!!

quinta-feira, 9 de maio de 2013

BC Musical - você escolhe o ritmo! (Diário da Mirys)

Falou em ritmo, pra mim, falou em DANÇA! E, na semana do dia das mães, nada mais justo do que eu participar desta BC musical com as músicas preferidas pra dançar com as crianças!!!

Minha dança preferida com a Nina? Fácil! Michael Buble (absurdamente bom!) com "save the last dance for me"!



Minha música preferida pra dançar (se é que pulo é considerado dança...) com o Guigo? "Vamo pulá", by Sandy & Junior. Porque infância tem que ter música de infância, né?



Não resisti e lembrei de um ritmo óóóóótimo pra dançar... lembra desse???? "Dançando lambada!" Eu arrasava nas pistas, com a minha irmã mais nova (porém, mais forte). A gente girava, rodopiava, dobrava no meio, era sensacional! Lila, obrigada por ter feito parte da minha adolescência! ;)



Mas, se eu tivesse que escolher só um ritmo... agora... daqueles que dão saudades... que te tiram da cadeira na hora... que te fazem querer "viver" a música... eu TENHO QUE falar do tango ("por una cabeza")! Porque eu estou com uma saudade maluca de dançar tango, no meio das ruas de Buenos Aires, com o H, de novo!...



Quer participar desta BC musical, também? Vai aqui!
Quer participar da nossa BC sobre as mães? Escreva sua listinha "10 Coisas que Aprendi com a Minha Mãe" e mande o link pra nós!

E, amanhã, tem projetinho, aqui no Diário! Pra você ver sua vida de um jeito mais bonito e colorido! Vem com a gente: projeto 10 on 10!

Boa quinta-feira, people!

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Hora H 20 - o tipo de cara que eu queria pra mim (Diário da Mirys)


No sábado, dia seguinte à viagem do H à minha cidade, eu também evitei a nossa conversa ao vivo, pois já tinha um compromisso marcado, em outro lugar. Nada sério, nada que se pudesse chamar, assim, de um “compromisso”... mas eu tinha marcado de ir ouvir música e beliscar alguma coisa, com a minha prima, na cidade dela. Programa delicioso para nós três (eu + Guigo + Nina), em pleno sabadão! Um amigo do Guigo (filho de uma amiga nossa) também ia. A Nina adora um sambinha (e estava começando a ensaiar os primeiros passos “evoluídos”, como ela mesma diz). Não fazia sentido desmarcar. E nós fomos!

Lugar bacana, gente feliz, comida boa, amigos divertidos, tu-do-de-bom! E, no meio de tanta gente, tinha um casal dançando, lá no cantinho esquerdo. Tudo bem, tudo bem que eles estavam no maior clima “love is in the air”, olhando um pro outro, cantando, beijando. Tuuuuuuuuuuuudoooooooo bem. Normal. Até que a menina resolveu assistir ao grupo de música e virou pra frente... e eles protagonizaram uma cena que me deixou arrasada. A menina via o show e o namorado beijava o cabelo dela, alisava o braço dela, cheirava o cabelo dela e sorria. Feliz. 100% interessado nela. Não tinha nada de apelativo ali, nem de exagero, nem de grandes beijos proibidos para menores de 18 anos. Tinha ternura, tinha envolvimento, tinha uma vontade absurda e transparente de estar junto dela, de ser dela. E eu adoro essa coisa de “pertencer”...

Eu queria aquilo tudo pra mim! Aquela ternura, aqueles beijos no cabelo, aquele abraço sem segundas intenções e sem pressa, aquele envolvimento, aquele carinho todo, aquele querer bem! Quem, em sã consciência, não ia querer???

Muita gente me dizia que eu já tinha tido a minha cota de “par perfeito”, nessa vida... outros me diziam que isso não existia mais... eu já tinha tentado começar um novo relacionamento para ver se ia dar nisso, no final, mas não tinha conseguido nem o começo... em resumo: parecia, mesmo, impossível de acontecer pra mim!

Mas eu sou teimosa e eu entrei na “fila dos relacionamentos intensos, apaixonados, envolventes, completos”, de novo. Fui lá, sem um pingo de vergonha na cara, peguei a senha e esperei a minha vez!!! “Deus, SE e QUANDO o senhor quiser, eu quero alguém assim. Meu. Alguém que me seja fiel, que ame as crianças e que seja LOUCO por mim. Só. Pra mim, já está bom. Mas, se não for pra ser assim, eu não quero nem me interessar pela pessoa... por favor, só me deixe perceber quem for feito pra ficar.”

À noite, eu estava meio pensativa. Lembrando das cenas dos beijos e cheiros no cabelo, e no sorriso do rosto do tal namorado. Não estava pra muita conversa. Mas o H mandou um torpedo, eu respondi, e nós começamos a conversar. E ele percebeu que eu não estava bem...

“Mirys, eu estou numa situação muito difícil. Eu já te falei mais do que devia, por mensagens de texto, mas nós ainda não conseguimos conversar. Você sempre foge... e eu sempre vou atrás. Eu esperei tanto tempo pra te falar tudo isso, mas não teve o efeito que eu queria. E eu não sei o que fazer. Eu, que sempre tive controle da situação, não sei o que fazer. Se eu continuo a te procurar e pedir pra te ver, corro o risco de ser considerado o cara mais chato e inoportuno do mundo. Se eu me afasto e te dou um tempo pra decidir e fazer as coisas no seu ‘timing’, corro o risco de você achar que eu não queria tanto assim ou que eu me desinteressei. Corro o risco de te perder.”

Ele tinha razão. PRINCIPALMENTE NAQUELE DIA, ele tinha razão. Se ele se afastasse, mesmo que pelo motivo mais ilustre e bem intencionado do mundo, eu IA achar que ele não queria tanto assim. Eu ia... Porque eu estava secretamente pedindo por alguém que me quisesse ALÉM do possível, além do básico, além do “vamos passar uma noite agradável juntos”. Eu queria alguém que me quisesse, de verdade...

Mas, certas coisas, a gente não fala. Quem quiser ficar, tem que perceber...

Cenas do próximo capítulo aqui.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Hora H 6 - Keep the eye contact! (Diário da Mirys)


Estávamos em agosto de 2011, eu era viúva desde janeiro de 2010, e desde então, eu nunca mais tinha namorado com ninguém. Nem namoro de um dia ou uma noite! Os meses tinham se passado e eu tinha cuidado das crianças, mantido a família o mais próxima possível, curtido meus amigos e seus filhos, tentado ser uma boa mãe / filha / irmã / amiga / madrinha / etc e tal.

Eu não era esposa, namorada, noiva, sainte, ficante, caso, nada! De ninguém! E não ser alguma coisa, de alguém, depois daqueles meses todos, tinha começado a me incomodar. E eu achei, em maio ou junho de 2011, que era hora de começar a abrir algumas gavetas. Mas como isso era difícil!!!

Como eu tinha perdido toda a prática nesse negócio de sair, olhar, ser olhada, criar relacionamentos, eu decidi começar pela estaca zero e fiz o que achava que deveria fazer: pedi! Eu orava e orava, apresentando pra Deus todo o "curriculum" da pessoa que eu queria pra mim. Mas sempre terminava com o "SE e QUANDO" Ele quisesse... e como é duro esperar por esse "se" e esse "quando"...

Ainda ia demorar algum tempo pra eu ter a minha crise final, lá do outro lado do mundo, chegar na beira do abismo e falar: "tá! Agora vai!". E, como eu disse que essa saga poderia se chamar "Enquanto Isso", ao invés de "Hora H", tenho que dizer que ENQUANTO eu estava nas minhas crises de "ninguém me ama, ninguém me quer", o H estava por perto e, naquele sábado, tinha nos chamado pra dançar! Eu e a M, minha amiga. Ela aceitou! De cara! E eu pensei "por que não?". E fomos!

Eles (que estavam no mesmo carro) me seguiram até em casa, eu guardei o meu carro, entrei no carro dele e fomos, os 3, passear pela graaaaaaande Jaú. Me senti vivendo num mundo "à parte". Para onde quer que eu olhasse, eu não conhecia ninguém!!! Ou, se conhecesse, era algo do tipo: "nossa! A fulana! Ela estudou com a minha irmã (10 anos mais nova!!!!!), no pré primário!". Pois bem, a fulana do pré primário era, hoje, uma menina linda, de uns 20 e poucos anos, com aqueles cabelos / corpo / rosto / atitude que só as pessoas de 20 e poucos anos têm. E isso me lembrava que eu, EUZINHA, já tinha mais de 30!!! Aff... E como, na minha cabeça, NINGUÉM OLHAVA PRA MIM, eu devia estar com 30 anos...e um bagaço!

Eu olhava no espelho e me via igual. Não tinha engordado, nem emagrecido. O cabelo continuava lindo, leve e solto. As mesmas roupas de sempre me serviam. Nem uma ruguinha. Só a olheira (essa abençoada) é que tinha aparecido... mas nada que um corretivo não resolvesse. Em síntese, o espelho me dizia que eu NÃO estava tão mal assim. Mas eu tinha certeza de que ele mentia pra mim!!! Ah, espelho, seu danadinho!... Tentando me enganar, é?

Quando a gente estava chegando no estacionamento, eu louca pra entrar e dançar até não poder mais (há anooooos eu não fazia isso!), a M reclamou que estava "com uma imensa dor no pé, insuportável mesmo, e precisava ir pra casa naquele momento". Eu e o H insistimos, dissemos que ela não tinha falado nada disso antes... mas ela quis porque quis ir pra casa. E nós fomos levá-la. Depois que ela desceu, o H perguntou: "e a gente, Mirys? Nós vamos?". E lá fui eu sabotar a minha noite, de novo... "H, não vai ficar chato você sair só comigo pra dançar?... Sei lá... Todo mundo conhece todo mundo em cidade pequena... Nós nunca saímos juntos, antes, e alguém pode imaginar coisas..." Mas ele me interrompeu e salvou minha noite: "Mirys, nós somos AMIGOS! E eu não tenho problema nenhum em sair pra dançar com uma AMIGA. Então, por mim, não tem nada de complicado. Se você não quiser sair por você, eu entendo e te levo pra casa. Mas, por mim, a gente tinha falado que ia dançar, a gente vai dançar. Com a M ou sem. Zero neuras, tá bom?"

Eu respondi "tá bom". Se ele estava tão tranquilo assim, eu também deveria ficar. Até porque, nunca tinha havido absolutamente nada entre a gente. Nem uma paquera, nem uma conversa "torta", nem um olhar dúbio. Nada. Éramos amigos! E as pessoas podem sair pra dançar com os seus amigos, não podem?

E nós dançamos, e conversamos, e ouvimos uma banda ótima, e... eu passei a noite "em branco", de novo! Ninguém, ninguém mesmo nem olhou pra mim!!! Ninguém passou do meu lado e "esbarrou" na minha mão. Ninguém veio me perguntar "de onde me conhecia". Ninguém me seguiu até o bar. Nada. Zero. Niente. Minha vida amorosa estava tão seca quanto o deserto do Saara, sob o sol do meio dia. O único que tinha chego perto de mim foi o H, que, quando queria falar comigo, vinha falar no meu ouvido, só por causa da altura da música do lugar... Pra não deixar a minha moral ir parar no dedão do pé, eu fingia que estava bem e fazia piadinhas de mim mesma pras amigas. E ia que ia!!!

Depois de uma certa hora, decidimos ir embora. Ele pagou a conta, nós fomos por carro e finalmente conseguimos conversar, fora do barulho ensurdecedor.

H: "Mirys, hoje eu descobri. Eu sei qual é o repelente que você usa."

Eu fiquei roxa, azul, amarelo, verde limão, rosa caqui e comecei a procurar o primeiro buraco no chão para me enterrar como avestruz e não sair mais dali até o domingo, à noite!!! A piadinha do repelente era pras MENINAS!!! Com "A" no final da palavra!!! Era só pra descontrair pras amigas e não ter que ouvir todo um tratado dos "porques" de eu não estar saindo com ninguém... Eu sabia que fazia algo de errado, mas não sabia o que era e, honestamente, não sei se estava preparada pra saber. Mas o H não se importou e continou:

H: "O seu repelente, Mirys, é o "eye contact". Você não olha! Você não mantém o olhar! Vários caras passaram do seu lado, hoje, e teriam ficado com você SE VOCÊ TIVESSE OLHADO PRO LADO! Mas você só via a banda, em cima do palco. Você parecia anestesiada. Mais de um passou e quase, mas quase mesmo te beijou. Mas você nem percebeu... percebeu?"

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Foi assim que eu me senti. Em branco! Passada! Em alfa! O tempo parou e eu só conseguia pensar: "eu NÃO sou feia! Eu NÃO estou com olheiras terríveis, cabelo desgranhado e magra demais! Eu NÃO sou desinteressante! EU EXISTO! As pessoas olham pra mim! PRA MIM!!! Eu só estou fazendo um pequeno erro... só um!... Eu não olho!..."

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E, naquele branco, com a cabeça girando de tantas ideias juntas, eu só sei que o H. me levou pra casa. Parou na porta. Desligou o carro. Se ajeitou no banco e continuou a conversar comigo. "Mirys, você precisa olhar para as pessoas. E, se alguém te olhar, você tem que manter isso! Keep eye contact."

"H, desculpa, tá tarde, as crianças estão sozinhas (hello???? Na casa dos meus pais, com 12 pessoas, nunca, ninguém está sozinho!), meu pai pode estar preocupado, amanhã tem igreja, eu preciso entrar. Beijo. Tchau." (leia tudo CORRENDO porque foi assim que eu falei). Falei, pulei do carro, abri e fechei o portão de casa com uma rapidez impressionante e entrei. Repetindo meu novo lema: "keep eye contact! keep eye contact!" e me perguntando por que cargas d´água EU não tinha percebido isso antes??????

Enquanto isso, lá no carro, ficava um moço completamente desnorteado, acostumado a ter total domínio sobre sua vida emocional (lembram-se das minhas amigas, que eu contei aqui?), sozinho, sem entender nada do que estava acontecendo. Algumas mosquinhas me contaram, depois, que ele queria ter me beijado naquela noite. Que ele olhou pra mim. Mas, eu não olhei de volta.... eu nem percebi!...

Cenas do próximo capítulo aqui.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Era uma vez 23 - Dançando pela cozinha (Diário da Mirys)

Depois de uns 2 meses, eu não aguentava mais esconder aquele segredo! É muito difícil estar feliz PRA CARAMBA e ficar disfarçando pra todo mundo!!!

Então, numa noite, aproveitei que meus pais tinham ido viajar e minha avó estava em casa cuidando da trupe (éramos 8 filhos, naquela época) e resolvi contar pra ela. Afinal, ela adorava o Fer! Ela iria entender. Era o meu único amigo que ela chamava pelo nome certo de forma consciente (todos os outros eram "Rodrigos" - tudo bem, eu tinha 3 amigos Rodrigo, mas ela nunca se lembrava quem era quem e chamava todo mundo de Rodrigo. Mas meus amigos a adoravam, do mesmo jeito! Rsrs - leiam os comentários aqui).

Quando contei pra ela, ela me pegou e saiu dançando comigo pela cozinha! Como fazia desde que eu era pequenininha: ela sempre dançava com os netos! Em momentos de dançar e em momentos, digamos, "peculiares". Minha avó era assim, uma figurinha!!!

Só que eu expliquei que a gente estava namorando escondido, o que andavam falando por aí, que eu estava preocupada e ela, um furacão como sempre, já foi dizendo: "Deixa comigo! EU conto pro seu pai! Ele vai ter que me ouvir!" E ele ouvia mesmo (ôh mãe bravinha que ele tinha!...).

Quando o Fer "entrou pra família", sua timidez aflorou ainda mais! Imaginem um garoto introvertido, acostumado com uma família de 2 irmãos, com poucos amigos, de repente, é catapultado para uma turma de OITO MULHERES, todas bem falantes, um pai extrovertido e brincalhão (mas com a maior cara de bravo!), um irmão que reinava absoluto entre as mulheres, numa casa onde sempre tinha uma população flutuante absurda!!! Coitado... ficou perdido... Se ele ficasse com sede, tinha que "prever" que ia querer água uma meia hora antes, porque era a maior lenga-lenga:

"Mirys, quero água, por favor."
"Pega lá! Fica à vontade."
"Mirys, mas eu não quero abrir a geladeira dos seus pais..."
"Peraí, Fer (terminava o meu assunto com alguma irmã - SEMPRE tinha algum assunto rolando naquela casa)... Vamos lá."
Levantávamos, íamos até a cozinha, eu abria a geladeira, pegava a garrafa d´àgua e colocava na frente dele.
"Mirys... eu preciso de um copo..."
"Ah, Fer! Pega lá! Tá naquele armário! Você já sabe"
Ele respirava, reunia coragem e "com licença, eu vou abrir o armário, Dona Mirtes (minha mãe)".

Ele só não era mega tímido com a minha avó! Aliás, eles se adoravam! Era mútuo (por isso me senti "viúva", de novo, quando ela se foi...). Como eu morava com a minha avó, durante a semana, pra fazer faculdade, ele ficava mais à vontade.

A ligação deles era tanta que, quando a gente fez um ano de namoro, ELA viu no jornal que ia ter show da Marisa Monte, em Bauru. E ela sabia que nós éramos dois estudantes "durangos kid" total! Então, ela foi lá, comprou os ingressos e, no dia certinho, ela nos chamou pra almoçar na casa dela. Fez um almoço especial, pra nós 2, para comemorar e nos deu os ingressos de presente. Meu primeiro show!!! (PS: falem a verdade se eu não tinha a vó mais descolada do mundo???)

Foi meu primeiro show de alguém, assim, famoso... porque eu já tinha assistido algumas apresentações da banda do Fer e... afê! Por que algumas meninas não se controlam na frente do palco, heim???????? Mas isso é história pra amanhã...

Cenas do próximo capítulo aqui.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Dança (Diário da Mirys)

Fico ouvindo essas músicas que meu sogro me indicou e fico com uma vontade louca de dançar com o Fer. Saudades, saudades...

Tá bom... eu sei que ele não era nenhum pé de valsa. Nem gostava de dançar, na verdade. Dançava por mim! E não tinha nada melhor do que isso... (paizinho, lembre-se disso quando minha mãe quiser dançar).

Sendo bem bem sincera, o Fer até gostava de dançar, quando a gente era "só melhores amigos". Fomos os melhores amigos (sem absolutamente nada além) por 3 anos e pouco. Jà contei isso? Outra hora eu conto... Mas, naquela época, íamos a algumas baladas e dançavamos a noite toda (o que pra mim significava, no máximo, umas 2 da manhã, mesmo que eu já estivesse na faculdade há 2 ou 3 anos).

Mas dança de casal, daquela que você abraça e esquece... dessa o Fer não gostava, não. Amava as músicas, tocava várias, cantava algumas, inventava outras, mas dançar era raro. Naqueles raros momentos (casamentos, geralmente) em que ele cedia, eu ganhava um parceiro de dança meio atrapalhadinho, lindo, de terno, tentando ter um jogo de cintura que ele não tinha, sempre com um sorriso no rosto (a não ser que eu inventasse de querer "ensiná-lo" ou "liderar" a dança).

Nunca conversávamos. Era só aquele abraçar e esquecer o mundo por uns 3 ou 4 minutos. Talvez, 7 ou 8 minutos se eu desse muita sorte dele topar dançar mais de uma música!

Às vezes, as coisas mais simples e mais gostosas da vida simplesmente passam por nós e nós nem percebemos...


Quero dançar...
Eu topava só a parte do abraçar e esquecer o mundo, mesmo que fosse pra ficar parada. Mas, pra isso, precisa ter intimidade... ou você fica preocupada com a roupa, o passo, o baton que pode encostar na camisa dele, o que ele vai estar pensando, o que os outros vão estar pensando, etc...

Queria alguém que me entendesse só de abraçar e balançar o corpo para lá e para cá, devagarinho...