domingo, 20 de março de 2011

Era uma vez 4 - Intensidade (Diário da Mirys)


Acho importante deixar registradas aqui algumas coisinhas, que talvez expliquem alguns "depois" para vocês. Coisas que aconteceram comigo e que fizeram assim, intensa. E me fizeram apaixonada (quase dependente) dessa intensidade toda na minha vida.


Coisinha 1
Pixar muros pode ser horrível! Sem noção. Falta de respeito. Absurdo. FAlta de civilidade. Etc. Etc.

Mas quando você é beeem novinha (não vou falar a idade, senão entrego o ser!), é o dia do seu aniversário, e você chega de madrugada na aula e vê o muro branquinho, da frente do colégio, com uma declaração IMEEEEENSAAAAA de amor pra você, com seu apelido (que é pra não ter dúvida alguma, apesar de você reconhecer na hora a letra), ali escancarado, aquela enorme frase dizendo que você é amada... ah, meu bem! As convenções sociais e o politicamente correto vão pro espaço!!!! Tem um sorriso que se instala no seu rosto e não vai embora de jeito nenhum!!!

(na verdade, o sorriso volta, ainda hoje, anos e anos depois, só de lembrar daquela sensação...).


Coisinha 2
Você já teve namorado que subiu em cima de mesa, mandou fazer banner, convocou amigos para pagar mico, ops fazer serenata, pra dizer que te amava? Então... eu já! E confesso que adorei cada um das coisas.

Teve até uma vez que ele fingiu não lembrar que era nosso aniversário de namoro e, depois de eu estar beeeeeeeeeeeem brava, me pegou no colo e me deu um dos beijos mais demorados da minha vida. Em público. Com direito a rodinha em volta e bateção de palmas no final. Vergonhaaaa.... Vergonha, hoje. Na época, com muito vento na cabeça (que é o que se tem antes dos 20 e poucos), eu achei o máximo!


Coisinha 3
Uma vez, voltei de uma semana na praia, com a família e descobri que meu namorado tinha ficado com outra menina. Horrorosa. Me senti mais feia do que ela, claro! Pequena. Minúscula.

Quando o encontrei, ele mesmo veio me contar. Super arrependido. Nem sabia que eu já sabia (D.: thanks amiga!!!). E pediu desculpas, etc e tal. E chorou. E me ligou por madrugadas e madrugadas seguidas. E implorou. E eu voltei.

Ah!... A volta após a briga!... Que sensação deliciosa.

Mas a menina ligou na casa dele. E eu estava por lá. E ele me jurava que não queria nada com ela. E eu não sabia se acreditava ou não. Então, ele me deu um telefone e pegou numa extensão. E conversou com a menina e repetiu que não queria nada com ela, que me amava e tal. E ela disse que "não se importava em ser a outra" (hello????? Eu tô na extensão, amiga!!!). Mas, ele foi firme e fez uma das maiores declarações de amor "por tabela" que eu já ouvi (era o mínimo, né?).

OBS: eu perdoei. Voltamos. Mas, ele saiu com essa menina e com muitas outras, depois dessa. Até o dia em que eu descobri e desisti, de vez. Não sem muito choro, muito drama, muito pedido de perdão. Mas, tem gente que não se emenda na vida...

Coisinha 4
Essa é feliz. E curtinha!

Um dia, meu namorado foi pra praia com a família dele. E me ligava todo dia falando que não aguentava de saudade. E eu naquela "-Ah, tá. Claro."

Até que ele resolveu me "provar" que não vivia longe de mim. Me ligou e disse: "- Tô indo te ver! Me espera!". E chegou em menos de 3 horas. PS: a praia era a 6 horas de distância da minha cidade!!! Nem quero pensar em quanto ele e o amigo - que também tinha deixado a namorada em Jaú - correram na estrada. Quando vi, ele tinha me ligado de casa e já me esperava com velas e flores e presentinhos! Uhuuu!

OBS: Tania Mara, se você ler isso, vai saber e-xa-ta-men-te do que eu estou falando!


Coisinha 5
A melhor e mais inesquecível.

Certa noite, briguei com o namorado. Briguei feio. Porque comigo era tudo assim: intenso. Se estava bem, estava MUITO-SUPER-MEGA-MAXI-ULTRA-BEM. Se estava mal... meus amigos... eu chorava, e sofria, e ficava péssima. Nunca fui maldosa ou desrespeitosa com os outros. A coisa era comigo mesma. Eu sofria pra burro!

Mas o tal namorado estava arrependido da bobeira que tinha feito e queria consertar o estrago. Ele me queria de volta (ai, ai...). E eu não cedia de jeito nenhum! Sabem aquela de que gato escaldado tem medo de água quente? Então... era isso!

Ele me ligou e pediu e implorou até umas 2 da manhã, quando minha mãe perdeu a paciencia e me mandou desligar o telefone. Desliguei. Mas não dormi. Não conseguia.

Umas seis da matina, resolvo ir pra cozinha, preparar o café para ir pra escola e, no meio do corredor escuro... trombo com a minha mãe, com uma vassoura e um saco de lixo na mão. "-Miriane! Volte pra cama! Está muito cedo!". Logo ela que sempre reclamava que eu demorava pra acordar... AÍ TEM!!!!

Ela foi pra garagem de casa e eu fui atrás. E ela me mandando de volta para o quarto. Mas eu fiz que fiz que cheguei na garagem... ou deveria dizer jardim? Tínhamos uma garagem para 2 carros, em casa (já éramos uma família de pai + mãe + 8 filhinhos, naquela época) e ela estava COMPLETAMENTE COBERTA DE FLORES! Os carros, inclusive. Flores de todos os tipos, cores, cheiros. Flores pra mim. Flores para pedir desculpas!

Minha mãe já tinha conseguido varrer um pedacinho, mas eu foquei no resto. No colorido. No cheiro incrível. Nos bilhetes de "eu te amo" que estavam misturados às flores. E aquela foi uma das cenas mais marcantes da minha vida, até hoje!

PS1: é claro que eu voltei com o namorado! "Óbiviou"!!!

PS2: e pensar que minha mãe ia tirar aquela visão da minha vida pra sempre!!! Sinceramente... Quando vocês forem mães, por mais estapafúrdia que seja a coisa que tenha acontecido na sua casa, se for uma demonstração de amor pela sua filha, DEIXE LÁ! Ela merece ver!!!

Cenas do próximo capítulo aqui
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sábado, 19 de março de 2011

Era uma vez 3 - O namorado n. 3 (Diário da Mirys)


Eu prometi contar como tinha terminado com o namorado número 3, não tinha? Vamos lá...

Pois é... estávamos namorando há um ano, eu e o namorado número 3, mas não dava mais. A balança estava muito pensa pro lado dele, eu não queria nada além de amizade, ele se apaixonando cada vez mais... resolvi que seria melhor me afastar, um pouco. Conversamos e terminamos. Simples assim. Normal.

SEEEEEEE ele não continuasse apaixonado.
SEEEEEEEEEEEEE eu não fosse uma bocó, molenga, que não sabe dizer "não" e pronto. Hoje eu sei. Na época, eu era um desastre! Eu não fiquei mais com ele, não (lembram que eu contei que ou eu namoro ou não tenho nada?), mas aceitava conversar todas as vezes em que ele pedia para conversar. E ouvia. E falava. E tentava explicar que era melhor para ele mesmo, daquele jeito. Mas... sempre tinha mais um pedido para mais uma conversa...

Eu mudei de escola (3o colegial) e de turma. Então, não me encontrava mais com ele e com toda a turma, todo dia. Quando queria ver as meninas, marcava com elas. E o namorado número 3 começou a ir em casa, para conversar comigo (e tentar me convencer a voltar).

Só que, nessa altura do campeonato, meses após o término, o namorado número 4 (aquele do selinho), que ainda não era namorado, já estava na área. Ciumentíssimo! E enorme (lembram que eu contei que ele tinha 2m de altura? Pois é... esqueci de mencionar que pesava 102kg! E eu 51kg! Ou seja, o cara era imenso!). E, por tudo isso, assustador para os outros pretendentes. Como eu era a melhor amiga do pretendente a namorado número 4, eu conhecia muuuuitooooo bem o moçoilo para saber que ele poderia causar problemas para o meu (agora ex) namorado número 3. Então, tentava evitar as conversas com ele.

Mas, um dia, ele insistiu tanto, tanto, tanto, que eu cedi e disse para ele vir na minha casa, para conversarmos (e eu tentar convencê-lo, mais uma vez, de que não valia a pena ficarmos juntos). Ele foi. No seu carro lindo e limpo. E parou na porta de casa. Plenas 2 horas da tarde. Eu entrei no carro e ficamos conversando ali mesmo, normais, em plena luz do dia.

E, no meio de uma frase do tipo: "-Fulano, você é muito legal, mas eu não te mereço..." ouvi um "BUM!". Segundos depois, outro "BUM". Seguido de um "PLOFT". Parecia um bombardeio ali perto (beeeem perto, do tipo em cima da nossa cabeça), só que começou a ficar colorido! No meio de tanto "BUM", "PLOFT", "SQUASH", "BANG", "POFT", "BAM", nós começamos a ver o vidro do carro mudar de cor... verde (abacate), laranja, amarelo (ovo), vermelho (melancia)...

É que perto da minha casa tinha uma imensa quitanda, tipo um CEASA. E as frutas e verduras não vendidas e não vendáveis iam para um enorme cesto de lixo, ali na frente. O que aconteceu foi que meu (pretendente a) namorado número 4 passou em frente da minha casa, me viu no carro conversando com o ex, ficou morrendo de ciúmes, parou no primeiro lugar que encontrou (o CEASA), pegou a primeira coisa que encontrou (frutas podres ou molengas, do lixo), foi para o outro lado da rua da minha casa e começou a atirar o lixo sobre a concorrência. LI-TE-RAL-MEN-TE!!!

E foi assim que o namorado número 3 nunca mais apareceu!

(fecha o parênteses)

Cenas do próximo capítulo aqui
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Era uma vez 2 - O namorado n. 2 (Diário da Mirys)

Abrindo um parênteses para não deixar vocês no ar depois da cosquinha que eu fiz.

Seguinte: namorado número 2 era tudo aquilo que eu escrevi no post anterior. Ou não era, melhor dizendo. Pelo menos, não comigo. Eu lá, bobinha, com 15 anos, arrastando o munnnnndo por causa dele e ele se achando a última bolacha do pacote. Também pudera! Eu mesma levantava a bola dele e dava um "saque jornada nas estrelas" (lembram disso? Notinha 1, abaixo). Pois é...

E estávamos lá: eu, apaixonadérrima, achando o moço tuuuuudo de bom nessa vida; e ele, nem tchuns. Para mim, estávamos namorando e eu era o que uma namorada deveria ser: vinha correndo se ele chamasse, comprava presentinhos, mandava bilhetes, era fiel, não saia de casa sem ele, etc, etc, etc. Como, para ele, a gente não estava namorando... ele não era nada disso! E assim foi até que eu não aguentei mais e terminei o namoro (que namoro??? Namoro de 1 só???).

Ainda vi o abençoado ser muitas vezes nas minhas andanças por Jaú e ainda recebi umas ligações e visitas dele quando fui pra faculdade (daí, eu tinha ficado "importante" e mais interessante, né people?). Confesso que desmanchava por dentro, mas não dava bandeira, nem abria espaço. Vai que ele falasse que não queria nada comigo???? Nem pensar! Como diz minha inteligentíssima mãezinha, tem coisas que é melhor não perguntar e não ficar sabendo do que perguntar e não gostar da resposta!

E sempre fiquei na dúvida se o cara tinha algum interesse em mim ou não (se era só eu que tinha interesse pelos dois). Ele fazia graça, etc e tal, mas... nunca tinha sido direto do tipo "estou a fim de você". E eu fingia de morta.


O golpe de misericórdia veio quando, anos e anos depois (e eu já nem lembrava da existência dele e minha paixonite adolescente já estava 100% ultrapassada), eu marquei o casamento. E ele leu os proclamas no jornal. Cidade pequena é fogo!!! Então, dias (pouquíssimos dias) antes do casamento, eu recebo uma cartinha dele. Entregue em mãos (como ele me achou???). Que me foi entregue com o seguinte recado (vindo da boca dele): "- Seria um desperdício você se casar porque você é muita coisa pra ficar com uma pessoa só... Tó (a carta). Se você mudar de ideia, estarei por aqui."

Ego da Miriane 1.000.000.000.000 X 0 Ego do namorado n. 2

Ponto pra mim! Demorou, mas abalou!!!

Notinha 1: Jornada nas estrelas: um tipo específico de saque por baixo, em que a bola é acertada de forma a atingir grandes alturas (em torno 25 metros). O aumento no raio da parábola descrito pela trajetória faz com que a bola desça quase em linha reta, e em velocidades da ordem de 70 km/h. Popularizado na década de 1980 pela equipe brasileira, especialmente pelo ex-jogador Bernard Rajzman, ele hoje é considerado ultrapassado, e já não é mais empregado em competições internacionais. Fonte: wikipedia / voleibol

Cenas do próximo capítulo aqui
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Estatísticas! (Diário da Mirys)

É oficial: estou viciada!!!

Nesse abençoado blog tem uma pagininha chamada "estatísticas". Depois que eu descobri o caminho das pedras... não consigo mais vir pra cá sem entrar ali e ficar comparando os números.

"-Hummmm... ontem tivemos 221 visitas... hoje estamos com 189... dá pra chegar nos 221 até o final do dia."

E, no dia seguinte:

"- Uau! Passamos o limite, ontem! Uau! 243 visitas. E hoje já estamos com 201!!!"

E, no dia seguinte:

"- Caçamba: 348 visitas ontem!!! Vai ser duro bater esse..." e começo a ficar triste (é um sinal claro da dependência...).

Será que já criaram um EA (estatisqueiros anônimos)??? Ou pode ser público, mesmo! POrque eu sou viciada e assumo!!! Aliás, falando nisso... estamos com 99 seguidores! Quem será que vai ser o 100o????

Once upon a time 3 - Boyfriend #3 (Diary of Mirys)

I promised to tell you how I´d broken up with boyfriend number 3, didn´t I? Let´s see...

Well ... We (me and boyfriend #3) were dating for almost year but it was worthless. The balance was very heavy to his side: while I wanted nothing more than friendship, he is falling more and more in love with me ... I decided it would be better off, somewhat. So we talked and ended the relationship. Simple like that. Pretty much normal.

IIIIFFFFFFFF he´nt remained in love.
IIIIIFFFFFFFFF I was not a softie and easy to convince one, who can not say "no" and stick at it. Now I know. At the time I was a disaster! I was not dating him anymore, nor having casual encounters with him (remember I told you I do not this kind of things?), but I accepted to talk every time he asked me to talk to him. And listened. And talked. And tried to explain that it was the best for him. But ... he always had one more request for a conversation ...

I changed schools (at the third year of juniro high). So, I was no longer with him and the whole old group every day. When I wanted to see the girls, I get out with them. As we could not meet by chance at school anymore the boyfriend #3 started to go at my home and talk to me (and try to convince me to come back).

The only problem was that, at that time of my life, months after the #3rd broke up, the wannabe boyfriend #4 (that one about the little kiss at the bus), was already in the area. Super jealous! And huge (remember I told you he was more than 78 inches tall? Yeah ... forgot to mention that he weighed 225 pounds! And I weighed 112 pounds! Point taken, the guy was huge!). And because of his size, wannabe boyfriend #4 was frightening for the other claimants. And as I was the best friend of the wannabe #4 guy, I knew him so very well to know he could cause problems for my (now ex) boyfriend #3. So, I tried to avoid conversations with #3 (for his own safety).

But one day he insisted so very much that I gave in and told him to come to my house to talk (and I try to convince him, once again, that was not worth being together). He went there in his clean and beautiful car. And stopped at the door. 2p.m. sharp. I got in the car and we´ve talked there, in broad daylight.

In the middle of a sentence like: "-John Doe, you're pretty cool, but I do not deserve you ..." I heard a "BOOM!". Seconds later, another "BOOM." Followed by a "PLOFT". It looked like there was a bombing nearby (verrrrry close, like on top of our heads). A colorful bombing thoug! In the midst of such "BUM", "ploft", "SQUASH", "BANG", "Poft," "BAM", we begin to see the car window changing colors ... green (avocado), orange, yellow (egg), red (watermelon) ...

Near to my house there was a huge public grocery store. And fruits and vegetables unsold and unsaleable went to a huge trash can, right there in front of the store. What happened was that my (wannabe) boyfriend #4 passed in front of my house and he saw the car with me inside talking to the former boyfriend. Dying of jealousy, he stopped in the first place we found (the grocery store), grabbed the first thing found (or flimsy rotten fruit, garbage) went to a nearby space (across the street in from my house) and started throwing trash on the competition. Literally!

And so boyfriend #3 never appeared again!

(Closes the parenthesis)

Once upon a time 2 - The boyfriend # 2 (Diary of Mirys)


Opening a parentheses to not let you be curious after the things I´ve said...

Let´s establish some points: boyfriend number 2 was all that I wrote in a previous post. Or better saying: he was not everything I told you. At least, not with me. And I was there, all naive, 15y.o., dragging the worlllllllldddddddd because of him and he felt like he was the last cookie in the package (the most wanted one). With my help! I myself lifted the ball and gave it a "rape star trek" (remember that? A little note, below). Well ...

And there we were: me, super in love, thinking the boy was everything that was the good in this life, and he didn´t giving me any thoughts. To me, we were dating and I was what a girlfriend should be: if he called I runned towards him, I bought gifts, I send him notes, I was faithful, I do not leave home without him, etc, etc, etc.. Seing things from his perspective, we were not dating ... he was nothing of that! And so it went until I could not take over and putted an end to that dating thing (dating?? Courtship of only one ??? I was really silly).

Of course, I still saw the guy many times in my walks in Jau (my parents city) and I still received some calls and visits from him when I went to college (hence, I had become "important" and more interesting, people!). I confess that I was burning inside but I did not show that, no even open some space to he to enter. What if he told me he wanted nothing with me?? No way! To much risk! As my very intelligent mother say: some things are better not to be asken and not knowing than to be asked and you do not like the answer!

And I was always in doubt if the guy had some interest in me or not (if I was interested in us for the both of us). He was making fun, running around, etc. but he had never been direct like "I'm into you." And I pretended he was not there.

The coup de grace came when, after years and years (and I already forgot of his existence and my teenage crush was already 100% ended), I seted up my wedding. And he read about it in the newspaper. Small town's difficult to hide things! Then, days (few days) before the wedding, I get a little letter from him. Hand in hand (how did he find me???). Plus: he delivered the following message (coming from his mouth): "- would be wasteful to the world if you do get marry because you are too good to stay with one person only ... Here (he gave me the letter). If you change your mind, I am around here. "

Miriane´s Ego 1,000,000,000,000 X 0 boyfriend #2

Point for me! Late, but struck!

A little note: Star Trek: a specific type of drawing down in volleyball. The ball is right in order to achieve great heights (about 25 meters). The increase in the radius of the parabola described by the trajectory makes the ball almost straight down, and at speeds of 70 km / h. Popularized in the 1980s by the Brazilian team, especially by former player Bernard Rajzman, he is now considered outdated and is no longer playing in international competitions. Source: wikipedia / volleyball

sexta-feira, 18 de março de 2011

Era uma vez 1 - Oi. Muito prazer! (Diário da Mirys)

Eu cheguei na faculdade com 17 anos recém completados. Uma bebê, eu sei! E não sabia nada de nada, naquela época. Sinceramente, acho que foi melhor assim...

Só tinha tido 4 namorados (nada de "ficar" com ninguém. Nunca fui disso).

O 1o foi mágico! Comecei a namorá-lo com 13 anos (eu! Ele tinha 17) e só fomos dar nosso primeiro beijo no dia 14 de novembro, ou seja, após meu aniversário de 14 anos! Bem como papai pedia. Atrasei ao máximo! Mas, quando foi, foi! Todo mundo diz que o primeiro beijo é um desastre, que você não sabe o que fazer, nem o cara, etc... Eu dei sorte! Meu primeiro namorado era muito mais velho, ou seja, super adulto (cof! cof!), e meu primeiro beijo foi exatamente tudo o que eu tinha sonhado. Resultado: fiquei com a cabeça nas nuvens por muuuuitoooo tempo depois. E adotei como lema de vida a frase: "o importante é beijar na boca e ser feliz!". NÃO RIAM!!!! Era super profundo, pra mim, na época!!! Galera, lembrem que eu só tinha 14 anos!!!!!!!!! Fiquei mais ou menos um ano com esse mocinho (contando desde o começo que a gente dizia que namorava, mas só andava de mãos dadas).

O 2o foi uma paixonite louca. Onde eu estava com a minha cabeça????? O cara não tinha nada a ver comigo, não queria nada comigo, mas eu arrastava um booooonde do tamanho do mundo por ele. Afê! Tem gente que é besta, não? Um belo dia (depois que eu já tinha até mandado rosas na casa do cara!!!), ele resolveu "se rebaixar" a mim e nós ficamos juntos. Foi perfeito! Lindo, lindo, lindo. Nós estávamos, finalmente, namorando!!!! Eu fiquei tão em êxtase que nem percebi que era só pra mim que nós estávamos namorando! Ele não estava nem aí pra paçoca! Sério!!! Nós namoramos (do tipo "só eu namorei") por um ano. Até que terminei (oi?????) a relação. E arrastei correntes pelo cara por mais um século!... (vai entender o ser que habita o meu corpo...). OBS: um dia, dei o troco! Mas, isso fica pra outra história!

O 3o namorado foi um cara bacaninha que estava muito mais interessado em mim do que eu nele. Sabe aquele caso clássico de uma turma que tem 5 meninas e 5 meninos e todos os outros 8 estão envolvidos amorosamente, menos VOCÊ e um menino???? Então, foi isso. Era meu primeiro namorado que tinha carro, que me levava e me trazia, que tinha conversado com meus pais, que trabalhava, que me dava presentes. Fui muito, mas muito bem tratada, naqueles dias. E era uma delícia sairmos todos juntos, com a turma. O duro era quando ficávamos só nós dois. Ele gostava mais de mim do que o inverso e quando a balança pende demais para um dos lados, o relacionamento não flui. Foi terrível terminar com ele... mas o namorado seguinte deu uma ajudinha (detalhes engraçadíssimos num próximo post).

O 4o namorado eu chamava de "irmão", de tão próximos que éramos. Do tipo "melhores amigos", sabem??? Eu tinha ajudado o pobre e pequeno ser (ele tem 2m de altura!!!!) a ficar com as 2 primeiras namoradinhas da vida dele, eu era a amigona, entenderam? Até que um belo dia, num ônibus, na volta de uma viagem com a turma toda, eu pedi para dormir no banco inteiro (siiiim! Ele teria que se mudar para um banco bem na frente e no barulho! Boazinha eu, não?). Mas, as pernas dele não cabiam em nenhum outro espaço que não fosse naquele último banco, mais afastado. E ele sugeriu que eu dormisse no colo dele, mesmo. E eu topei (ele era meu IRMÃO!!! Foco, povo!!! Foco!!!!). Então, que, no meio da minha dormida, ele me deu um selinho e eu acordei assustada. OQUEQUETÁACONTECENDOAQUIIIIIIII???? Rolou declaração e altas confissões, mas eu não conseguia ver o cara de outro jeito que não fosse meu irmão. Afinal, melhor amigo é 1/2 irmão, mesmo, não é?

Só que o cara era insistente... E foi em casa, e conversou comigo na igreja, e mandou amigos falarem comigo, e pediu, e pediu, e pediu. Uma bela tarde, na porta da minha casa, eu resolvo falar: "-Tá bom. Vamos tentar." Onde eu estava com a cabeça nessa hora??????????????????????? (quando vocês souberem da história toda, vão entender minha pergunta). Mas, fato é que nos beijamos e... foi horrível! Sim, terrível!!! Mas, tão, tão, tão terrível que eu apelei e disse: "- Ok... isso não foi legal... vamos fazer assim... posso de beijar do jeito que meu ex me beijava e a gente vê se dá certo? Aí, você me diz o que achou...". (Meninos que me lêem: se algum dia, alguma louca, ops menina, falar uma coisa indecente dessas pra vocês, corram!!! Corram pra bem longe!!!! Fecha o parênteses). Apesar do beijo dar super certo com meu ex, com aquele novo pretendente a namorado não deu nada certo, na 1a tentativa. Nem na 2a, nem na 3a. Mas, dizem que a prática leva à perfeição, não é mesmo? Só vou dizer isso, então: perfeito! Anos e anos de prática depois, ele ainda detém a medalhe de "o melhor beijo da minha vida"! Afê! Melhor nem lembrar.... Fiquei com ele por 5 anos, até quase acabar as 2 faculdades.

Sim, eu, no auge da minha sabedoria, digo, dos meus 17 anos, decidi que seria uma boa ideia começar duas faculdades ao mesmo tempo! Direito, de manhã, e jornalismo, à noite. E como eu era uma mocinha cheia de pretensões na vida, ainda encaixei mais uns cursinhos de inglês e francês e dança, em todas as tardes livres!

O primeiro dia de aula na faculdade foi clássico: um monte de veteranos, aula de apresentação, muito pedido de moedinhas nos semáforos, bebedeira geral com os veteranos, depois, num dos barzinhos mais famosos da cidade. E que, no meio disso tudo, voltei pra casa. Cheia de sonhos, de planos, de expectativas pro futuro. Voltei de circular porque não dirigia (nem poderia), na época. Vinha sentada no fundão, assoviando para a vida! "É bonita, é bonita e é bonita". E alguém perguntou:

"- Você também é da FAC, não?"
Eu olho pro lado e tem um mocinho, também de 17 anos, magrinho magrinho, sentado do meu lado, que eu ACHAVA que tinha visto lá na classe. Ele não era enorme (como meu namorado). Não era lindíssimo. Não era líder de nada. Não chamava a atenção. Era bem tímido, na verdade. Mas, deu a sorte de que eu não era!!! Pelo contrário, sempre falei pelos cotovelos! E como estava mega namorando o moço número 4 (acima), na fase "tudo-de-bom-que-a-vida-tem-pra-oferecer", super apaixonada, comecei a conversar com o mocinho do ônibus. Zero problemas à vista! Bicho, como eu. Perdidinho, como eu. Magrinho e moreno, como eu. E desceu no mesmo ponto que eu, pois minha avó (lembram que eu morava com a minha avó?) e a tia dele, onde ele morava, ficavam perto. Na esquina da minha casa, eu ia virar e ele ia continuar ladeira acima, em direção à casa dele:

"- Então, tchau. Até amanhã."
"- Até amanhã."
"- Ah! Eu sou a Mirys."
"- Muito prazer. Eu sou o Fernando."

Cenas do próximo capítulo aqui
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Once upon a time 1 - Hi. Nice to meet you (Diary of Mirys)

I started college by the age of 17yo (recently completed). I was a baby, I know! I did not know anything about anything at that time. Honestly, I think it was better that way...

I only had 4 boyfriends (I never "be" with anyone. I had relationships).

The first one was magic! I started to date him when I was 13 years old (he was 17) and just had our first kiss on 14 November, i.e. after my 14th birthday! Dad taught me well. I delaied and wait to the maximun! But when it happened, wow, IT HAPPENED!! Everyone says the first kiss is a disaster, you do not know what to do, neither does the boy, etc ... but I got lucky! My first boyfriend was much older, i.e. super adult (cof! cof!), and my first kiss was exactly what I had dreamed of. Result: I got the head in the clouds for suuuuuuch a long time. And I adopted as a motto the phrase: "the important is kissing on the mouth and being happy." Don´t you laugh!! It was super deep and meaningful, for me, at that time! Guys, remember that I was only 14 y.o.!!!!!!!!! I was dating this boy for more or less a year (counting from the beginning that we would call that a "dating" cause we only walked around hand in hand).

The second was a mad crush. What did I have in my head at that time????? The guy had nothing to do with me, wanted nothing to do with me, but I carried bags the size of the world for him. Humpf! There are people who are so silly, right? One day (after I had sent roses to the house of the guy !!!), he decided to "step down" to my level and we got together. It was perfect! Beautiful, beautiful, beautiful. We were finally dating!! I was so in ecstatic about it that I did not realized that we were dating just for me! Just in my head! He was not in a relationship! Seriously! We dated (like "only I've dated") for a year untill I broke up (hello?????) with him. And I carried chains ´cause of this guy for over a century! ... (Go figure the bizzare being that inhabits my body ...). PS: one day, I paid it back! But that is for another story!

The third boyfriend was a nice and cool guy who was much more interested in me than I was in him. You know that classic case of groups from school that has 5 girls and 5 boys and all the other eight are involved lovingly, unless you and a boy?? So that was the case. My case. It was my first boyfriend who had a car, someone that pick me up and give me lifts, who had talked to my parents, who worked, who gave me gifts. I was very, very well treated in those days. And it was a delight to get out all together, with the group. The hard part was when we were just the two of us. He liked me more than the reverse and when the balance tilts too much to one side, the relationship does not flow. It was terrible breaking up with him ... but my next boyfriend gave me a little help (hilarious details in a forthcoming post).

The 4th boyfriend, I even called him "brother" because we were so close to each other. Like "really best friends", you know? I had helped the poor and small (he is more the 78 inches tall!!!!) guy to stay with his 2 first girlfriends. I was a real friend, do you get it? Until one day, in a bus, coming back from a trip with a bunch of friends, I asked to sleep on the whole bank (yes! He would have to move to a bench foward on the bus, in the middle of the noisy part of it! How cool was I?). But his legs would not fit in any space other than that one where we´re seating - the last seat. And he suggested that I fell asleep in his lap anyway. And I say "ok" (he was like a BROTHER to me! Focus, people! Focus !!!!). So, in the middle of my sleeping time, he gave me a little kiss on the mouth and I woke up scared. WHATTHEH..ISGOINGONHERE?? DeclarationS and confessions rolled high, but I could not see the boy in another way that was not as my brother. After all, best friend's almost a brother, is not it?

But the guy was insistent ... He nocked at my door, and talked to me at church and he asked to his friends to talk to me and asked and asked and asked. One afternoon, in front of my house, I decide to say: "-Yeah. Let's try." Where I was thinking at that time ??????????????????????? (When you know the whole story, you will understand my question). But the fact is that we kissed and... it was horrible! Yes, terrible! But so, so, so terrible that I played not nicely and said "-Ok .. that was not cool ... well ... let´s try this: I'll kiss you like my ex boyfriend used to kiss me and then we see if it works, ok? Then, you tell me what you think ...". (Boys who read me: if one day some crazy girl say such an indecent thing for you, run! Run away!! Run as fast as you can!! Close the parentheses.) Despite the french kiss worked out very well with my ex, with that new wannabe boyfriend nothing tourned out right at the first attempt. Neither the second, nor the third. But, some say that the practice leads to perfection... I'll just say this then: perfect! Years and years of practice later, he still holds the medal for "best kiss of my life!". Humpf! It´s better not remember or think about it.... I dated him for 5 years from junior high until I almost finished two colleges.

Yes, with all the wisdom I have at 17 years old, I decided it would be a good idea to start two colleges at the same time! I did law school in the mornings and journalism in the evenings. And since I was a little girl full of aspirations in life, I still attached some more specialized courses of English and French and dancing in all my free afternoons!

The first day of class at law school was classic: a lot of veterans, classroom presentation, a lot of requesting for pennies at the lights, general drunkenness with veterans at one of the most famous pubs in the city. And in the middle of all this I retourned home. Full of dreams, plans, expectations for the future. I went home by bus because I did not drive (could not) at the time. I was sitting in the back of the bus, whistling for life! "What a wonderful world..." And someone asked me:

"- You are also in the FAC (law school), don´t you?"
I look to my side and there was a boy, about 17, skinny skinny, sitting beside me, someone I thought I had seen before in the class. He was not huge (like my boyfriend). He was not super beautiful. He was not a leader of anything. Not attracted attention. It was pretty shy, actually. But, he was fortunate that I was not! On the contrary, I always talked to anyone who wanna talk to me (even a blue streak)! And because I was dating the huge boy number 4 (above), because I was in the phase "all-in-good-than-life-has-to-offer" in that relationship, I was so in love, so I started talking to the boy on the bus. Zero problems in sight! A begginer like me. A little lost like me. Skinny and brown hair like me. We step out the bus at the same point. I should go to my grandmother´s (remember I lived with my grandmother?) and his shoul go to his aunt, where he lived, who stood near. At the corner of my house, I turned to him (he would continue uphill, toward his house) and said:

"- So bye. See you tomorrow."
"- See you tomorrow. "
"- Oh, I'm Mirys, by the way."
"- Very nice to meet you. I'm Fernando."

Era uma vez... (Diário da Mirys)

Muita gente me pergunta sobre o acidente. Me pede detalhes. Me questiona "quem", "quando", "onde", "por que", "e o depois". Eu já contei sobre isso aqui (que era o volume de informação que eu acho que eles e eu aguentávamos, no momento). E acho que ainda não estou pronta para falar daquela noite e da semana seguinte. Eu fiz um lapso temporal proposital na história (no blog, ela começou 10 dias após o acidente). Nos textos e na minha cabecinha também. Tem dias que eu quero esquecer...

OBS: pra quem não sabe, as histórias eram escritas muito antes do blog existir e foram recuperadas desde que o Guigo nasceu, com a ajuda de amigas sensacionais!

Mas, tem gente que me pergunta sobre o ANTES! "Como", "onde", "quando", "de que jeito", "o que sentiu", "mas vocês eram só amigos, mesmo"? E sobre isso eu tenho boas histórias pra contar!!!

Ontem, escrevendo sobre minha avó, me lembrei de algumas partes desta história. E decidi que seria bem legal deixá-la registrada aqui, com todos os detalhes e confusões que me parecerem interessantes (gente!!! Meus filhos vão ler isso um dia, não se esqueçam!!!! E eu, a mãe, não quero passar de "divertida" para "louca desvairada"!).

Claro que eu não sei escrever "resumidamente" (Má... so sorry!... mas você diz gostar do que eu escrevo!...). E isso vai virar uma novela virtual, com direito a cenas do próximo capítulo e (tomara, tomara, tomara!!!) muitos comentários dos meus co-produtores (vocês, leitores!) me dizendo o que viria a seguir SE a história fosse deles!

Então, sempre que quiser acompanhar a novelinha, procure pelo ícone "Era uma vez". Pretendo postá-las na ordem e numeradas. Assim, você pode continuar de onde parou!
Que tal???? Vamos nessa????

Bjos e bençãos.
Mirys

Acompanhem aqui como saí disso... (tá bom, tá bom... nem tanto assim! Começaremos quando eu conheci o Fer ou um pouquinho antes, para dar emoção!)

E virei (viramos!) isso...


A história começa aqui
.

Once upon a time... (Diary of Mirys)

Many people keep asking me about the accident. They ask for details. They ask me about "who", "when", "where", "why" and then ". I have told about it here (which was the volume of information I could handle at the moment). And I think I'm still not ready to speak about that night and the following week. I made a time lapse on purpose in the story (the blog started 10 days after the accident). I made a lapse in the texts and also in my little head. Some days I want to forget ...

Note: for those who do not know, our stories were written long before this blog and there were retrieved with the help of sensational friends!

But there are people who ask me about the BEFORE! "How", "where", "when", "in what way ", "what did he feel", "but you were just friends right?". And about that I have good stories to tell!

Yesterday, writing about my grandmother , I remembered some parts of this story. And I decided it would be nice to leave it registered here, with all the details and confusions that seem interesting to me (people!!! My children will read this one day, do not forget about that!! And I, mother, do not want go from "fun" to "mad mad!").

Of course I can not write "briefly" (cousin .. so sorry! ... but you said you like what I write!...). And it will become a virtual soap opera, complete with scenes of the next chapter, and (hopefully, hopefully, hopefully!) many comments of my co-producers (you, readers!) telling me what would follow IF the story was theirs!

Then, whenever you want to follow the soap opera, look for the icon "Once upon a time." I intend to post them in order and numbered. So you can continue where you left off!
How about?? Let´s go??

Kisses and blessings.
Mirys

Follow here as I left it ... (Okay, okay ... not that much in the pass! I will start when I met Fer or a little before - just to thrill you!)
And I turned (we turned!) into that ...

quinta-feira, 17 de março de 2011

Minha avó! Feliz aniversário!!! (Diário da Mirys)


Hoje uma das minhas avós (ainda tenho as 2! E mais uma do Fer! Yuhuuuu!) faz aniversário. 90 anos! Isso mesmo.

NO-VEN-TI-NHA!!!

Imagina ter nascido em 1921... ter visto uma das grandes guerras (de camarote, mas viu), visto Getulio entrar e sair do poder, visto os Beatles e os Rolling Stones novinhos, ver a Jovem Guarda e achar que eles eram jovens, mesmo! Deve ter sido sensacional! E, se vocês conhecessem a minha vó MLMS (ela sempre assinou assim), iam ver que eu não estou exagerando. Ela deve ter curtido muuuito todas essas coisas. Ela era super modernex!

Totalmente desapegada de coisas materiais, ela emprestava todas suas camisolas de seda e seus vestidos, para virarem lindas roupas de reis e rainhas, nas peças de final de ano ou páscoa (ou qualquer outra reunião familiar onde os netos se juntassem com suas "brilhantes" ideias). Diz a lenda que eu (euzinha! sniff...) estraguei o vestido de noiva dela numa dessas brincadeiras. Eu não me lembro... tomara que não... Fato é que o tal vestido não existe mais!

Ela ficou viúva super cedo (olha quem fala!!!), aos 50 anos, quando meu avô faleceu com câncer. Tocou o barco sozinha, terminou de criar os 4 filhos (homens todos. ôh dó!), viajou horrores, entrou na faculdade da terceira idade, abriu conta na revistaria perto da casa dela e tinha absolutamente todas as revistas semanais!

Quando eu fui fazer faculdade, fui pra cidade dela. E morava com ela. POrque eu fazia uma faculdade de manhã e outra à noite (e mais dois cursos de línguas, às 2as, 3as, 4as e 5as feiras). Como não dava pra ficar indo e voltando para a minha cidade, eu morava com ela (há 60 km de distância dos meus pais). Isso foi uma das melhores coisas que aconteceu para mim e para todos os meus amigos (amigos! Manifestem-se!!! Eu pretendo ler isso para ela, um dia!).

Como a cidade era universitária, tinha muitas repúblicas. E onde tem república, tem bagunça. Onde tem bagunça, tem problema. Onde tem problema, tem polícia. Menos na "república da vó da Mirys" (era assim que os meus amigos chamavam a nossa casa)!!!
Lá nunca ia polícia nenhuma porque todo mundo conhecia minha vó desde pequenininho, tinha sido aluno dela, etc e tal. (e também porque a minha galera maneirava, né? Mas, vou deixar vocês pensando que era só por causa da minha super avó, mesmo).

Então, era assim: "-Mirys, vai vir algum amigo seu aqui em casa, hoje?" "-Vai sim, vózinha." "-Então... vou torrar uns amendoins!". E lá ia ela para o fogão. Ela adorava receber gente em casa (para quem eu puxei??????????!!!!!!!!!!!) e sempre esperava meus amigos com comidinhas simples, mas deliciosas. Dizia que não se importava se a gente bebesse (aos 17 anos, isso é o máximo da infração e a gente se sentia o máximo), contanto que a gente comesse e que a gente ficasse por ali, na casa dela! O povo entrava na dela. E todo mundo adorava!!!

Ela tinha um opala (que tinha sido do meu avô, acho, uns 20 anos antes) e levava a galera da faculdade pra todo lado (pobre e sem carteira de habilitação! Ôh vida!). Vivia com o rádio ligado e minhas amigas eram apaixonadas por ela!!!

Meus amigos, ela chamava todos de "Rodrigo". Tudo bem que eu tinha uns 3 rodrigos na turma. Mas, depois de tentar acertar os nomes, umas vezes, ela desistiu e todo mundo virou "Rodrigo".
"- Mirys, enquanto você estava na faculdade, o seu amigo veio aqui e disse para você ligar pra ele." "- Qual amigo, vó?" "- Aquele simpático... o Rodrigo!". Putz!!! E eu saia ligando para todo mundo que achava que pudesse ter passado em casa. Ri-di-cu-lo, mas totalmente adorável.

O único amigo que não era "Rodrigo" era o Fer. Não sei bem o motivo. Talvez por ele ter sido o primeiro amigO que eu fiz na faculdade. Talvez porque ela soubesse ver o futuro. TAlvez... Eles tinham um caso de amor, ela e o Fer, bem antes de eu descobrir que meu amigo poderia virar meu namorado. Ela adorava o jeito dele falar "Dona Maria". E ele adorava tudo nela! Mas eu sempre fui a lentinha da família e fiquei só amiga dele (smack, smack nos dedinhos! Juro!) durante quase toda a faculdade!!! Noutra hora eu conto essa história...

Voltando à minha vó, quando eu contei pra ela que o Fer tinha me pedido em namoro (sem nem um beijinho antes! smack, smack, de novo) e que eu estava pensando em aceitar, ela saiu dançando (mesmo!!!) comigo pela cozinha da casa dos meus pais! Ela gostava mesmo dele!!! Até nos presenteou, no nosso 1o aniversário de namoro, com dois ingressos para o show da Marisa MOnte! Meu primeiro show! Foi fantástico!

3 meses após eu me casar com o Fer, minha avó sofreu 2 AVCs. Teve um. Correram com ela para o hospital. Passou. Voltou pra casa. Teve outro. Todo mundo dizia que ela não iria aguentar, mas a bichinha é danada e está aí, para a felicidade geral da nação, há 12 anos (pós AVC). E ativa! Fez questão de fazer as lembrancinhas de todos os aniversários dos meus 2 pequenos, até cair um tombão, no ano passado, e ficar de cama por meses.

É bem verdade que ela não faz mais a faculdade da 3a idade. Ainda pinta e borda (figurativa e literalmente), mas é com bastante dificuldade. Não dirige mais. Tem todo o lado esquerdo do seu corpo praticamente paralisado. Mas não abre mão de sentar na varanda da casa onde ela mora há uns 50 anos, de falar bom-dia / boa-tarde / boa-noite para todo mundo que passa, de ajudar aos pedintes e lhes contar uma boa história motivacional, de sair pra passear quando consegue (e quando os outros levam).

Ela foi no último casamento da nossa família (minha irmã, há duas semanas). Aguentou sem reclamar 1 hora de viagem de carro (ela mal consegue ficar sentada por meia hora). Estava na cadeira de rodas e assim ficou durante toda a cerimônia. No final, quando estavam nos cumprimentos, meu pai foi buscá-la (e minha mãe buscou a minha outra avozinha) para beijarem os noivos. E ela foi feliz da vida!!! Impressionante a garra e a alegria eternas dessa mulher!!!

Infelizmente, tem alguns planos que eu fiz com ela, enquanto ainda morava por lá, que eu não vou conseguir cumprir. Eu ia mostrar a Europa pra ela (onde ela nunca foi) e ela ia me mostrar Nova York (onde eu nunca fui). Mas, sempre que eu arrumo 5 segundos na agenda eu corro pra casa dela ou dou uma ligadinha, que é pra lembrá-la que eu a amo muito. Com NY ou sem NY. Não importa.

Não me importa que ela já esteja bem velhinha, que eu tenha que falar gritado, que ela se esqueça no minuto seguinte aquilo que eu acabei de falar. Não tem problema. Eu falo de novo. Eu te amo, vó!

Se precisar eu grito!
EU TE AMO, VÓ!!! MUITO, MUITO, MUITO!!!
FELIZ ANIVERSÁRIO!!!

sua neta - Mirys

Certidão de Nascimento (Diário do Guigo)

(OBS pra começar: essa aventura também aconteceu há 1 mês, na sexta-feira anterior à minha primeira prova de história. Mas a mamãe não conseguiu escrever...)


Hoje tem mais tarefa de história pra fazer, tudo nos preparando para a prova da semana que vem. A mãmi achou o máximo porque não estamos estudando história do Brasil ou do mundo, mas começamos pela nossa própria história! Como diria o tio D. "fantástico!".

E daí (estou com mania de "e daí"), cada aluno trouxe sua certidão de nascimento pra classe, descobriu onde nasceu, fez pesquisa para saber o significado do seu nome, quem o escolheu, etc.

E daí que, hoje, eu tinha um questionário para responder. Como a mãmi estava atrasada com a janta (e como ela não quer me atrapalhar nas tarefas e deixar que eu tente fazê-las sozinho), ela ficou na cozinha (que é super pertinho) e eu na mesa.

"- Vai lendo alto, filho. Para a mamãe ver se está tudo certo."
"- Tá bem!" (a mãmi adora quando eu falo 'tá bem').

"- Eu sou ______________.", e escrevi (falando alto) "o Guilherme".
"- Nasci no dia ______.", respirava "18 de junho. De que ano mãmi?"
"- Minha mãe é ________." olhei pra ela, sorri, e mandei "a Miriane" (ela já achava que fosse escrever um 'linda, legal, divertida, bacana', mas só escrevi o nome dela, mesmo).

"- Meu pai é __________", escrevi, falando alto, "o Getulio".

Então, a mãmi achou melhor intervir.
"- Não, filhote. Getulio é o MEU pai, lembra? O seu é"
Interrompi "é o Nono, também, mãmi. Eu pedi pra ele, lembra? Agora, ele é o meu pai, também."

A mãmi ficou com uma cara esquisita (ia chorar? ia rir? ia mudar minha resposta?) e me disse: "- Filhote. Tudo bem. Mas daí vai ficar diferente da sua certidão, que está colada ali na outra folha."
"- Mas, mãe..."
"- Então, porque você não faz assim. Coloca o nome do seu pai e do Nono. Se a sua professora perguntar, você explica. Pode ser?"
"- Tá bem, mãmi."

Peguei a borracha, mirei o caderno, apaguei o ponto final (e a mãmi com cara de ???) e escrevi, falando: "Meu pai é o Getulio e o Fernando."


OBS para dar risada: as próximas perguntas eram "o que me deixa triste é" e "o que me deixa feliz é" e minhas respostas foram:
O que me deixa triste é... minha mãe não ter dinheiro!
O que me deixa feliz é... minha mãe me dar uma surpresa!

Nome (Diário do Guigo)


(OBS pra começar: essa aventura aconteceu há 1 mês, na quinta-feira anterior à minha primeira prova (de história. MINHA história). Mas a mamãe não conseguiu escrever...)


Hoje tem tarefa de história pra fazer. Na semana que vem, tem prova. E sabe o que nós estamos estudando em história??? A nossa própria história! Legal, não?

Cada aluno trouxe sua certidão de nascimento pra classe, descobriu onde nasceu, fez pesquisa para saber o significado do seu nome, etc. Eu fiquei todo orgulhoso contando pra tooooooooooodooooooooooooo mundo que Guilherme quer dizer "protetor"! Fiz a pesquisa do google sozinho (a mãmi só do lado, falando "filho, você tem que ler, pelo menos, três respostas da internet, para confirmar se é isso mesmo. Porque podem ter coisas erradas na internet")! Empolguei e procurei pelo nome da Helena ("luz") e da mãmi também. Mas, "Miriane" é um nome meio inventado e, mesmo que a mãmi me explicasse isso, eu achava que alguém deveria ter posto uma tradução / significado ali, para o nome que o Nono e a vovó tinham escolhido. Mas a única tradução que achamos foi "outro jeito de escrever Maria". O que isso significa???

Mas, hoje, eu tinha uma pesquisa com a mãmi para fazer.

"- Mãmi, quem escolheu o meu nome?"
"- Foi seu pai, filhote."
"- E você sabe porquê ele escolheu esse nome pra mim?"
"- Sim." E a mãmi pensou... pensou... em como me dar aquela informação...

"- O papai e a mamãe tinham um amigo muito, mas muito querido, que se chamava Guilherme, na faculdade. Então, seu nome é igual ao do amigo do papai.", ela tentou.
E eu fiquei olhando com aquela cara de "tá... tipo... e daí?... não tem mais nada?"

E ela tentou me empolgar.
"- O nosso amigo Guilherme era policial."
"- Há! Legal! Vamos ver: 'por que escolheram esse nome para você?'."
E escrevi que era por causa do amigo do papai. POLICIAL.

Essa informação vai arrasar, lá na minha sala!!!

quarta-feira, 16 de março de 2011

Ufa! Hoje compensou!!! (Diário da Mirys)


Plena segundona e eu lá, no maior pique (forçado), com sorrisão no rosto, cabelão amarrado, me matando na academia (uma das melhores coisas que eu fiz no ano). A aula no maior clima, a professora animadíssima, e começa uma música que eu conhecia em outra versão. Na academia, era a versão "vamô-pulá" da música... mas era a mesma letra... a mesma música. Um dia, uns anos atrás, quando a Nina começou a cantar músicas inteiras, se ESSA começasse, ela falava "-Olha mãmae! A nossa música!" porque tinha uma parte que dizia assim "dormir no seu abraço" e ela adorava dormir abraçada!

Mas, não foi da Nina que eu lembrei naquela hora, na academia. "Por que é que tem que ser assim, se o meu desejo não tem fim?... Nem mil alto-falantes vão poder falar por mim! Tô louca pra... deitar no teu abraço, retomar o pedaço que falta no meu coração. Eu não existo longe de você e a solidão é o meu pior castigo..." Sou eu, assim, sem você! Chorei (não consegui evitar), deixei a pobre da professora preocupada e nem dava para me explicar. Adorei ouvir a música e lembrar. Mas, deu saudades...

Ontem, no carro, buscando as crianças para levá-las na escola, começa a tocar uma música no rádio, que eu já conhecia há tempos. Sempre adorei a poesia, a melodia. É Chico Buarque, né? Só que é daquelas músicas que você não ouve há um século, nem se lembra que ela existe e daí, num momento de fraqueza, BAM! O abençoado programador do rádio resolve que seria uma linda terça-feira de céu azul para fazê-la tocar, de novo. A voz era de uma mulher (acho que era essa versão aqui, mas não tenho certeza... acho que reconheceria Ana Carolina!...), mas deu na mesma pra mim.

"Se, ao te conhecer, dei pra sonhar, fiz tantos desvarios, rompi com o mundo, queimei meus navios, me diz pra onde é que ainda posso ir? Se nós, nas travessuras das noites eternas já confundimos tanto as nossas pernas, diz com que pernas eu devo seguir?" Sem comentários...

Daíííííííííí, que hoje, para compensar a minha semana de músicas que me fazem chorar e lembrar, vindo pro trabalho, ouvi uma ó-ti-ma do Cazuza. Cantada pelo Barão Vermelho. Mas, "tantufaz"!!! Aumentei o som e vim cantando!!! Não vou copiar a letra aqui porque meus pais também lêem esse blog (e meu padrinho - acho, e meus tios - originais e de coração, enfim...). Mas, essa maior abandonada aqui tá tentando virar a página e sai cantando: "raspas e restos me interessam!!!! Me interessaaaaaaaaaaaaaaaaaaaam!". Porque migalhas e raspas e restos nunca vem acompanhados de culpa... são só um pedacinho... só pra dar aquele gostinho... só pra não dizer que está sem se alimentar.

OBS: empolguei GERAL com Barão! Acessei minha listinha pessoal e tô cantarolando no trabalho "Solidão amiga do peito me dê tudo que eu tenha por direito! Me diga, me ensina. Ao dormir não sinto medo. Há um sol, existe vida! Me trate com jeito. Eu tenho saída! Eu preciso de alguém pra fugir, sem avisar ninguém..." Lárááááááá

O sonho (Diário da Mirys)


De novo, o mesmo sonho...
Eu converso com alguém.
E me lembro que o Fer está preso.
E digo que eu não fico falando muito disso em casa.
Pra hora em que ele voltar, ficar mais fácil a readaptacão.
Afinal, as criancas são pequenas...

E me lembro que não fui visitá-lo.
Acho que ele deve estar sentindo a minha falta.
Acho que ele deve ter emagrecido, como aconteceu quando eu viajei muito tempo.
Penso: que espécie de esposa eu sou?
Que não vou visitá-lo!
Que não vou dizer que ainda o amo!
Me programo para ir imediatamente e garantir que estou ali, esperando.

E acordo assustada.
Com um nó na garganta.
Um peso no peito.
E as perninhas das criancas em cima de mim.
As 4hs da manhã, elas já "pularam" para a minha cama.
Não dá pra dormir mais...