terça-feira, 12 de abril de 2011

Surtei 2 - a vergonha (Diário da Mirys)

Eu avisei... eu avisei... a minha casa NÃO está bonita! Ou eu não teria surtado!!! Não que esteja, assim, um esculacho geral, com paredes pela metade, sofá rasgado, etc. Também, nem tanto, né gente???

Para alguns pode parecer que ela está só meio "vazia", sem charme, sem cor. Mas, se vocês repararem beeeeeeem nos detalhes, vão perceber o que me aflige!!! E eu cansei de me dar a desculpa de que ela é alugada e que "por isso" não valeria a pena cuidar dela. Mas eu sou do tipo de inquilina que prefere entregar a casa MELHOR do que a recebeu. Porque, gente, sou EU que moro lá, não é não????

Começo pela sala (como diria o sábio Jack = vamos por partes!). Contexto: tinha uma persiana dessas comuns, verticais, que devia ser bege (mas estava tão suja e manchada que, ontem mesmo, eu liguei para uma empresa vir tirar e levar pra limpar. Afê!). A janela é assim mesmo, esquisita. Era uma janela daquelas comuns= 2 folhas fixas (as de fora) e 2 móveis (as de dentro). Maaaaaas, o proprietário criou um 3o quarto na casa e, para isso, avançou a parede da sala por 1 metro... deixando a abençoada bem no meio da janela! Yupi!!! Agora, tenho 1 folha fixa fixa (da direita), 1 folha móvel móvel (do meio) e 1 folha móvel que não se mexe mais. E o quarto do Guigo ganhou uma janela...

(não vou falar mais porque agora vou mostrar as fotos e vou procurar um buraco para enterrar minha cabeça de vergonha... fui!)

HHHHHHHHHHHHEEEEEEEEEEEEEEEEELLLLLLLLLLLLLPPPPPPPPPPPPPPPPPPP!!!!!!!!!!!!

segunda-feira, 11 de abril de 2011

SURTEI!!!!!! (Diário da Mirys)

Não sei se foram as 3 mudanças em poucos meses ou se eu sou desorganizada, mesmo. Não sei se foi a saudade do Fer ou minha total acomodação em não organizar papéis e coisas. Não sei se foi o novo cotidiano de mãe-sozinha + dona de casa + provedora + responsável + trabalhadora + blogueira.

Também não consigo dizer se é minha paixão por decoração, por coisas esteticamente agradáveis. Não sei dizer se foi o blog da Ly ou se foi a casa da Amanda (liiiiiiinda de ver e viver) que me deixou assim...

Só sei que eu surtei! Hoje eu surtei!!! Eu quero uma casa arrumada, linda, organizada, com a cara da minha nova família. E quero pra ontem! Já comecei encomendando um tapete lindão... Há!

Quero as coisas das crianças organizadas assim:

Quero minha parede da sala com algo parecido com isso:

Ou pode ser também, parecida com isso (mas considerando que meus móveis são pretos):

Quero minhas fotos expostas assim (de adianta ser fotógrafa se eu mesma não curtir???), numa espécie de vernisage particular:

E você, tem ideias para me dar???? Tem????

OBS: à noite, farei fotos da minha casa atual (vergoooonha), para vocês (se horrorizarem!) entenderem melhor o drama e me ajudarem. Bjos, bençãos e muito obrigada pelos pitacos e sugestões que eu sei que vão vir...

domingo, 10 de abril de 2011

Embrace the camera!!! (Diário da Mirys)

Lembra do projeto "10 on 10"???? Aquele onde você deve, no dia 10, fazer 10 fotos de 10 horas consecutivas do seu dia e postar pra gente???

Vantagem nossa: descobrimos como foi o seu dia, curtimos com você e ainda admiramos novas fotos e novos pontos de vista.

Vantagem de quem posta: você vê seu dia de uma maneira totalmente diferente, mais bonita e colorida, porque você PROCURA pelo lado bonito da vida, automaticamente, quando precisa registrá-la nas fotos!

Viu que boa ideia????

Nosso "10 on 10" de abril ficou assim...











Começando o dia em Jacareí, almoçando em Campinas (num aniversário de 101 anos!!!), visitando primos queridos em Valinhos, pegando 2 chuvas de granizo na estrada, participando de um batizado em Jaú e jantando no melhor estilo familhão, não ficou muito difícil conseguir 10 fotos pra hoje e mostrar como foi o nosso dia!

Bjos e bençãos.
Mirys + Guigo + Nina

Neste mês, ELES ADERIRAM!!!! Mais alguém?

Os 3 mosqueteiros - março/2011
Nana - do procurando amigos virtuais

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Maternidade Real - Mãe pode querer ser outra coisa além de... mãe??? (Blogagem Coletiva)

No começo era mais difícil. Desde a gestação, tinha muita gente com expectativas por perto: "- Miiiiiiireeeeeeeeees do céééééu, você vai virar mãe!!! MÃE!!!! Tá ligada???". Consequência direta de ser a primeira gestação da minha família (netos), da família do Fer (netos), do círculo de amigos, de tudo. Em todos os nossos contatos, a gente estava "disparado na liderança", como o Guigo diz hoje (será que é por isso que ele gosta taaaaanto de corrida??? Será???).

Então, todo mundo queria curtir com a gente. E o pessoal mais velho falava MUITÍSSIMO na minha cabeça (desculpem-me, "mais velhos"). Até com Maria (siiiim, a de Jesus) eu fui comparada! Porque ser mãe "é algo sagrado", porque você é "iluminada", porque isso e porque aquilo. E todo mundo dizia que minha vida ia mudar horrores, que eu iria viver para ele, que eu ia ser ABSOLUTAMENTE APAIXONADA POR ELE DESDE O PRIMEIRO MOMENTO, que agora eu iria ser só "a mãe do Guilherme". Nem nome eu teria mais...

Poxa pessoal: pega leve!!!

Euzinha, no meio de tudo aquilo não me achava nenhum supra-sumo da humanidade, nem mais abençoada, mais iluminada, mais culta, mais nada do que ninguém. Eu só era eu. Com um serzinho dentro de mim. Quando alguém vinha e me recitava toda a cartilhinária de como eu estaria "mais próxima do céu e da santidade", agora, eu brincava com uma amiga mais nova que estivesse do lado: "- Eu não acho nada disso. Eu não sinto nada assim. Nada místico do tipo óóóóóhhhhh tem um ser vivente dentro de mim e eu sou seus olhos e ouvidos ´aqui fora´. Eu só acho MUITO LEGAL!!! Acho muito legal pensar que vou ter um filho, senti-lo mexer, ver os ponteiros da balança (finalmente) mudarem. Nâo é legal??? Não é??? Eu sinto as coisas de um jeito, sei lá, mais simples..."

Mágicas e iluminações à parte, eis que o Guigo nasceu. E, sim, ele era lindo. Sim, ele era amarrotado (nasceu de cesárea porque precisou, pois tentamos o normal). Sim, ele estava todo sujo. Sim, o Fernando flutuava tanto que eu precisei amarrar uma cordinha no pé dele e a outra ponta no pé da cama, ou ele sairia pela janela voando. Mas, não... eu não estava "absoluta e irreversivelmente apaixonada" por aquele serzinho, naquele primeiro momento. ÔH, ÔH!!! A PREVISÃO FALHOU!!!! SERÁ QUE ISSO QUER DIZER QUE SEREI UMA MÁ MÃE????

Desde o começo teve muita (pensa em muuuuitaaaa) gente por perto de nós. Eu gostava disso. O Fer não. Ele ficou ciumento e vivia dizendo "o filho é nosso, Miriane. Ninguém tem que dar banho, trocar, fazer arrotar, colocar pra dormir. É NOSSA responsabilidade!". Tudo bem, era mesmo. Ninguém "tinha que" fazer nada. Mas muita gente queria! E era difícil convercer o pai da criança disso... O problema era na hora do choro. Se o Guigo fizesse "nhãm", pronto! Para o Fer isso era um sinal CLARÍSSIMO de que o menino estava com fome e eu tinha que amamentar. Graças a Deus que eu tive um filho bem bonzinho, pois ele mamava bem, dormia muito e chorava raramente. Mas quando o pobre abria a boca: "- Miriane, ele deve estar com fome!", "- Mas, Fernando... ele mamou há 40 minutos! Por 40 minutos! Impossível ele estar com fome...", "- O que mais poderia ser, Miriane? Agora, se você não quer alimentar o nosso filho...". Afê!!!!

OBS: mães de primeira viagem, não se assustem!!!! É MUITO NORMAL você (e o maridão) ficarem diferentes, nos primeiros dias ou nas primeiras semanas. As coisas não são novidade só para o bebê, mas para vocês também. E você, mãezinha, que já vai estar passando por alterações hormonais, então... a coisa vira "uó". Então, respira, aguenta firme, que todo o mau humor vai passar e vocês vão se ajeitar, de novo. Mas, no começo, é assim: ele te chama pelo seu nome inteiro e vice-versa. Sinal de braveza!...

Voltando: eu ficava bravíssima!!! Na minha cabeça, o Guigo poderia estar sujo, estar cansado, estar com sono, estar querendo se comunicar, estar descobrindo novas funções do corpinho dele (tipo falar "nhãm"). Enfim: eu tinha um milhão de outros motivos para o pequeno estar se manifestando SEM SER a necessidade de leite (que eu tinha acabado de fornecer). Na sequência, vinha a culpa: será que eu estou tão cansada que eu "não quero" amamentar meu filho agora??? Eu não queria viver "em função do" Guigo. Eu queria viver COM o Guigo. ÔH, ÔH!!! A PREVISÃO FALHOU!!!! SERÁ QUE ISSO QUER DIZER QUE SEREI UMA MÁ MÃE????

Daí que nos mudamos para o interior (que SP é linda, ótima, suprema, etc, mas não é lugar pra ninguém crescer SE os pais tiverem outra opção viável). Em termos, a lance de ser mãe ficou mais fácil. E eu era mãe. 100%. Nunca tivemos babé (até o acidente). Até os 11 meses quando dei um piti e me senti "emburrecendo"!... Eu não estudava mais, não trabalhava mais, só falava de fraldas / papinhas / frutinhas / brinquedos infantis. Socorro!!! Será que ainda existia vida inteligente dentro de mim? Vergonha... E, de novo, eu não quis ser só mãe... E voltei pro mercado de trabalho. Apesar de conciliar clientes, audiências, roupa, comida, mamadeiras, declarações de imposto de renda, muita gente (inclusive eu) me perguntava se eu não preveriria ficar só com o meu filho... ÔH, ÔH!!! A PREVISÃO FALHOU!!!! SERÁ QUE ISSO QUER DIZER QUE SEREI UMA MÁ MÃE????

E eis que as crianças vão pra escola! E adoram!!! E eu adoro (porque eu sou louca por crianças). E eu conhecia todos os amiguinhos dos meus pequenos. E sempre tinha criança em casa pra brincar. E muitas mães deixavam os dela comigo, à tarde (que eu ficava em casa), para poderem fazer coisas de gente adulta (tipo ir no médico, fazer mercado, buscar documentos). E todos me conheciam pelo meu nome. Eu virei a "Tia Mirys" da galerinha. E amava, amava, amava!!!!!! Até hoje, somos convidados para festinha de váááários amiguinhos que ficaram na nossa cidade natal e os convites vem assim: Guigo, Nina e Tia Mirys! Eu tô lá!!!! Eu não perdi meu nome... ÔH, ÔH!!! A PREVISÃO FALHOU!!!! SERÁ QUE ISSO QUER DIZER QUE SEREI UMA MÁ MÃE????

A coisa piorava quando EU era quem precisava sair (pra fazer mercado, ir no médico, comprar roupa para as crianças, pagar contas). Um pouco pela culpa de não ficar com eles (Guigo e Nina) tanto quanto eu "deveria" e outro pouco porque a resposta que eu ouvia quando pedia ajuda para certas pessoas era "se não tem outro jeito... deixa eles aqui...": eu levava os dois coitados para todo lugar!!!! A Nina já cantou (e encantou) na fila do banco. O Guigo já foi motivo de piedade alheia por estar lindo e loiro (entendam: mega branco!!!) andando sob o sol. Mas eles iam comigo!!!

Acho que era aquela vozinha interna que ficava me cobrando coisas como: "eles são SEUS filhos! Você tem que cuidar deles! Você tem que ficar com eles!!! Você já trabalha de manhã e à noite, não pode ficar com os dois, pelo menos, à tarde??? Bela mãe você é...". Resultando que, até hoje, fico com o filho de quem precisar, pelo tempo que precisar e vou achar o máximo!!! Mas, eu pedir para outras pessoas ficarem com os meus... ah... é raro!!! Eu acho que vamos atrapalhar, que eles vão dar trabalho, que a pessoa só vai aceitar por educação, enfim. Vai que eu ouça um outro: "se não tem outro jeito...". Tenho sérios problemas com isso (#@$pronto!Falei!).

Se a coisa já era toda complicada quando o super pai (siiiiim, o Fer melhorou MUITO depois!!!) por aqui, dando banho, providenciando janta (pizza! Mas, que seja!), fazendo atividades (que deixavam o quintal todo pintado. Mas, que seja!), levando para almoçar quando eu tinha audiência (no Mc. Mas, que seja!), vocês podem imaginar, agora, livre-leve-e-solta (ou seja, VIÚVA) com duas crianças para gerenciar?????!!!!!!! Só me resta ser mãe, mesmo???? Mas eu só estou na casa dos 30 ainda!!!! E se eu não quiser ser só mãe deles? ÔH, ÔH!!! A PREVISÃO FALHOU!!!! SERÁ QUE ISSO QUER DIZER QUE SEREI UMA MÁ MÃE????


E se eu quiser sair com uma amiga para conversar (chorar, chorar e chorar)?
E se eu quiser tomar um café na casa de alguém?
E se eu quiser frequentar a academia?
E se eu quiser assistir um filme no cinema?
E se eu quiser um fim de semana livre de desenhos animados, coca-cola e suquinhos, atividades infantis e brincadeiras de "que bicho é esse" dentro do carro?
E se eu quiser sair pra dançar?
Eu posso??? Posso???
Isso não vai significar que eu sou uma péssima mãe???

Porque a voz baixinha, aqui no meu ombro, continua a sussurrar: "- Tá bom, Miriane, você está com e para eles durante a semana toda. Mas, você não fica COM eles. Você gerencia. Você leva e traz da escola, decide o almoço, compra todas as necessidades, marca dentista, ajuda na tarefa, coordena o banho enquanto prepara a janta. Mas, isso não é reeeeeeeeeealmeeeeeeeeeeente ficar com eles, é?"

Aí, alguém me diz: passar a semana toda pertinho, contar histórias para dormir, limpar o banheiro às 23hs porque alguém vomitou por todo lado (sim, aconteceu ontem...), garantir café/almoço/janta, falar 1.304.503 vezes para eles dizerem porfavor/comlicença/obrigado(a), levar e buscar na escola, criar um penteado novo por dia para a mocinha ir pra escola... isso já conta alguns pontos???? Não ganharei o troféu de PIOR MÃE do mundo por, às vezes, querer ser outra coisa além de mãe deles???

"Quem já passou por esse dilema põe o dedo aqui, que já vai fechar..."

Tem muita gente participando também!

Carol - começou aqui a ideia
Cele - amiga, parceira de dor e de felicidade!!!
Mari - a mãe polvo
Li - minha amiga mãe importada!
Pri - mãe poetisa de duas!!! Show, Pri!
Sarah - mãe do Bento
Carol Garcia - que viaja e faz a gente viajar junto!!!
Karen - diretamente da Alemanha
Iza - roteiro baby
Gabriela - e suas 3 meninas lindas!
Carol - mother love database
Sandra - mãe do Elias
Camila - mãe de três e blogueira de mão CHEIA!
Ingrid - com a family around!
Ana - com balde, areia, balanço e muita coisa pra falar
Andrea - mãe 24 horas
Kelly - com seu diário de bordo
Lolo - Little girl, big attitude!
Lu - mãe da Juju que não dorme
Naiara - BIG diva!!!
Grazi - mãe de menino
Li - diversão em família
Cleide - mãe da linda Helô
Sylvia - mãe orgulhosa da Gabrielly
Ana - mãe dos gêmeos Henry e Enzo
Mariana - mãe dos trigêmeos Mathias, Carolina e Guilherme (yeeee! Outro Gui!)
Renata - do "vieste na hora exata"

Uau!!! Vou ter muita leitura pro final de semana...

Observação importantíssima: um tempo depois de o Guigo nascer (ele foi o 1o), eu fiquei, sim, ABSOLUTAMENTE E IRREVERSÍVELMENTE APAIXONADA POR ELE!!!! Assim, tudo em garrafais, enfatizando, repetindo o "mente", porque é assim mesmo que eu sinto. Pela Nina, a mesma coisa. Não me perguntem "quando" a coisa mudou, quando eu comecei a me sentir assim... não sei. Talvez umas 2 semanas depois dele nascer... talvez dois dias... Mas o fato é que eu não vivo sem ele, nem sem ela (se eu puder opinar, né Deus?!). E peço licença à Li para imitá-la: Filhos, a mamãe ama vocês dois demais da conta!!!!! Recadinho público e irreversível, como meu amor!...

PS: (Diário da Mirys)

PS1: muito, muito, muito obrigada por todas as mensagens de força, de alegria, de puxões de orelha que eu recebi, ontem. Vocês entupiram minha caixa de e-mails com respostas ao post "um ano depois" e eu devo confessar que amei isso. Num mundo tão frio, onde as pessoas pensam cada vez mais em si e em suas coisas e problemas (vide a tragédia do RJ, ontem...), foi muito bom me sentir querida, lida, confortada e doutrinada por todos vocês! Do fundo do meu coração, OBRIGADA!!!

PS2: os comentários deste blog, antes de serem publicados, são enviados ao meu e-mail para moderação. Por isso, vocês "entupiram minha caixa de e-mails". Além dos inúmeros e-mails mesmo que eu recebi, "por fora".

PS3: na última semana, o blog teve uma média de 500 acessos por dia!!! Posso dizer que eu tô mega feliz???? Deixa, vai?.... E se eu contar pra vocês que o número de acessos do último mês ultrapassou a casa dos 10.000. Dez mil!!! Em um mês!!!! Agora eu posso dizer que eu tô mega feliz????? Obrigada eternamente aos que estão aí do outro lado, lendo, interagindo, dando pitacos na nossa vida e nos ajudando a nos transformar em seres humanos melhores! Bjos e bençãos, muitas bençãos, a todos!!!

PS4: eu tô bem, pessoal... pelo menos, eu tô da melhor maneira que eu poderia estar. Tudo bem que o "aniversário" de primeiro ano foi aquela confusão e frustração toda que eu contei, aqui. Mas, quando chegou em fevereiro, eu nem vi o dia 23 passar. Eu sabia que ele estava ali, mas não me incomodava mais. Então, é verdade (se alguém te disser isso, acredite!): vai passar. Tudo na vida passa!!! O 1o ano é meio marcante, traz consigo um milhão de primeiras experiências onde a ausência é muito presente. Mas ele também tem só 365 dias. Ele acaba!!! Respira e vai!!!

PS5: eu já te disse que eu te amo, hoje, meu amigo / minha amiga???

PS6: AFÊ!!! PROMETO QUE É O ÚLTIMO.
GENTE, A SAGA DO "ERA UMA VEZ" VAI VOLTAR, SIM!!!!! ATENDENDO A INÚMEROS (E DELICIOSOS) PEDIDOS!!! Vocês ainda não sabem das confusões do namoro, do pedido de casamento (liiiiiiiiiiiiiiiiiindoooooooooooooooo!!!!), do casamento, das brigas, das quase separações, das gravidezes... Vixi! Tenho assunto pra caramba, ainda! É que eu achei que vocês estavam cansadinhos... Mas, já que vocês gostaram de rir da minha vida, vamos lá! Segundo o "era uma vez" volta!!!!! (alguém aí já começou a fazer a pipoca??? Eu quero!!!)

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Um ano depois do acidente que mudou a minha vida (Diário da Mirys)

Eu sei: não é hoje. Já foi. Já passou. Dia 23 de janeiro. E eu estava longe, bem longe de casa...

Mas, hoje lendo o post de uma amiga, relembrei minhas sensações, as dúvidas, a insatisfação, a angústia... tudo, de novo. E resolvi escrever. Não estava preparada para escrever quando eu passei pelo 1o aniversário do meu luto. Talvez também não esteja, agora... Mas, pode ser que tenha alguém, aí do outro lado, passando pelo mesmo encerramento de ciclo e se perguntando tudo o que eu me perguntei... Então, pode ser que possa ajudar alguém (e lá vai Deus, mais uma vez, tirar algo de bom do meio dessa história tão triste!... Mas, ainda bem que é assim!).

No dia 23 de janeiro de 2010, eu perdi o Fer. Junto com ele, eu perdi meu rumo, meu amigo, meu norte, meu amante, meu porto seguro, minha referência, meus planos, o pai dos meus filhos. Os dias pareciam longos e sem sentido DEMAIS depois do acidente... parecia que a vida inteira tinha perdido a razão de ser (só porque eu tinha perdido a minha).

No dia 23 de janeiro desse ano, eu estava em Paris. Lugar onde planejamos ir assim que desse (o que a gente sabia que seriam nas minhas primeiras férias, que "coincidiram" de ser em janeiro). 1o lugar do exterior que a gente queria mostrar pras crianças. A "cidade da mamãe". Eu fui. Com as crianças, as malas, os planos, as alegrias e as tristezas. Mas, sem ele...

Naquele dia eu estava cercada de pessoas muito muito muito queridas e compreensivas. Daquelas que só com o olhar já sabem o que você quer ou não quer. "- Tudo bem, Mirys. Você não quer atender o telefone, então, me dá ele aqui". Era verdade: eu não queria. Mas precisava deixar o cel com alguém pois talvez os avós quisessem falar com os pequenos e eu não podia privar nem um lado, nem o outro, desse contato, nesse dia. Então, entreguei meu telefone...

Pra mim foi ótimo estar bem distante nessa data (o que, repito, não foi friamente calculado) porque eu não sabia como iria reagir. A nada! Era a montanha-russa emocional voltando com toda a força.

E se eu ficasse no Brasil e todo mundo lembrasse e todo mundo me ligasse??? Eu ia passar o dia ouvindo "eu sinto muito" (porque não há nada mais que os amigos possam dizer ou fazer... infelizmente) e falando "eu sinto muito também". E ponto. Não ia mudar absolutamente nada na minha situação. Então, seria melhor evitar o desgaste...

Mas, e se eu ficasse no Brasil e ninguém lembrasse (super plausível que ninguém se lembre, após um ano. Afinal, foi a MINHA vida que mudou. A dos meus amigos e queridos continuou normalzinha... graças a Deus!) e ninguém ligasse??? Podia ser que eu tivesse uma crise do tipo "ninguém me ama, ninguém me quer" ou "eu sou a única pessoa infeliz do mundo"...

Indo embora, para bem longe, eu fiz, sem querer, um favor para mim e para os meus amigos. Para mim: eu evitei o stress, a neura, as lembranças, a obrigação de passar no cemitério ver um túmulo com o relevo de um contra-baixo sobre ele. Para os outros: eu evitei o constrangimento. Até quem queria mentir para mim, conseguiu. Se alguém lembrasse dias e dias depois, poderia perfeitamente se sair bem com um "- Mirys, eu lembrei tanto, mas não consegui falar com você. Seu celular não pegava direito em Paris, talvez..." e a fatídica frase "- Eu sinto muito".

Aí, como Deus é muito bom e tem tudo (Ele sim) calculado e planejado, minhas primeiras férias saíram em janeiro. Eu não tinha dinheiro para comprar as 3 passagens, mas aos 47 min do segundo tempo, elas caíram quase R$ 2 mil de preço. E o lugar para ficar que eu não teria, apareceu num e-mail de uma moça que alugava apartamentos (e eu tive que ficar com o único que tinha - que era o único perfeito para mim). Como diz minha tia: "Deuscidências"...

E aí, que o dia 23, em si, passou tranquilo. Longe de tudo e de todos. Só pedi para não ficar em casa, nem para fazer nada marcante (tipo ir pra Disney). Queria um dia bom, um dia leve, um dia tranquilo, um dia feliz mas sem nada de especial. E foi exatamente isso que eu tive. Não chorei. Não sofri. Lembrei? Muito. Deu saudades? Horrores. Mas nada além do que eu já tivesse acostumada.

E no dia 24 veio o baque. Fiquei péssima! E a partir de então, continuei péssima. Destruída por dentro. Só por dentro. Por fora? Fui pra Disney. Brinquei, cantei, pedi autógrafo do Tigrão e do Remy. Peguei avião, comi minhas últimas comidinhas francesas, voltei pra casa.

E então eu percebi que o meu subconsciente continuava a me pregar peças. Eu nunca me pus prazo nenhum. Nunca achei que tinha direito a 365 dias de luto. Ou 180. Ou 3.650. Que eu só poderia querer outra pessoa depois de X tempo. Que eu somente seria a mãe/pai adequada depois de determinado lapso temporal. Eu, conscientemente, não fiz nada disso. Mas acho que minha cabeça fez.

Na minha cabeça, bem lá no fundo, acho que eu esperava o dia 23 de janeiro como um grande divisor de águas. Tipo: até aqui foi sofrimento, dor, choro, luta, vazio, saudades, sobrevivência. Depois de completar o 1o ano... ah! Depois disso, tudo voltaria a ser flores e todo o luto teria ficado pra trás. Como se eu ultrapassasse uma linha de chegada. Mas, na vida, não temos linhas de chegada: sempre que terminamos uma fase entramos automaticamente em outra. Antes de ser mãe/depois do bebê nascer; estudante/profissional; filha/esposa. A gente nunca "só" acaba. Sempre tem um depois. Que as pessoas, as coisas, os aprendizados, não se fazem de um dia para o outro. Que tudo se constroi dia após dia e que você tem que passar por cada etapa pacientemente. Só assim se faz o "todo", o completo, o acabado.
E eu precisei cruzar a minha ideia de linha de chegado do 1o ano para perceber que, enquanto eu corri para ultrapassa-la, alguém a afastava de mim.

Não vai ser assim, Miriane. Da noite pro dia. Do preto pro branco. Da dor para a alegria. Ainda terei muitos "cinzas", muitos momentos, muitas nuances, muitos "talvez", no meio do caminho. Até o dia em que eu cruzar a única linha de chegada verdadeira dessa vida - e for morar no céu. Ao lado de todos aqueles que aceitaram a Jesus como seu Salvador pessoal. E eu sei quem eu vou encontrar por lá...

OBS: força amiga!!! Amamos você e estamos aqui para o que der e vier. Aguente firme! Não se esqueça: TJ é sempre TJ! Bjos e bençãos.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Maternidade Real - Blogagem Coletiva

Eita lá que nós vamos participar de outra blogagem coletiva!!!

Desta vez, vai ser sobre "maternidade real". Sobre ser uma mãe imperfeita, sobre a prática ser muuuuito diferente da teoria, sobre o inevitável processo da tentativa x erro (com os nossos filhos! argh!), sobre as confusões e ansiedades do dia a dia.

Sobre eu TENTAR ser a melhor mãe do mundo... mas só conseguir atingir "a melhor mãe que eu POSSO ser"! Com minhas limitações e imperfeições. Com dúvidas e neuras.

Ai, ai... e eu tenho taaaaanto pra falar sobre isso (que dá até vergonha)! Erro tanto, quase sempre... Dá uma insegurança quase que diária...

Por isso, vamos trocar figurinhas, ouvir os palpites dos leitores, pegar algumas dicas e melhorar essa tentativa incansável de ser uma mãe (e um ser humano) melhor!

Quem quiser participar, a ideia veio daqui, mas PODE DEIXAR SEU LINK NO DIÁRIO TAMBÉM QUE A GENTE VAI DIVULGAR TODO MUNDO QUE TIVER PARTICIPANDO!!! O selinho lindo (obrigada super duper Anne!) você pega aqui.

Bjos e bençãos, e até o dia 08 DE ABRIL DE 2011, sexta-feira!

terça-feira, 5 de abril de 2011

Mamarazzi Week - fotos que a gente fez e não publicou

Hi folks! During this week we tried to take pictures of us in many different ways. The only condition to all pictures was mommy SHOULD BE on it!!! So we´d like to share some pics that we took and didn´t post...

Pessoal, nós tentamos, durante toda a semana, fazer fotos nossas de maneiras diferentes. A única condição é que a mamãe tinha que sair nas fotos! Então, aqui vão algumas coisas que a gente fez e não publicou...


PICTURES THAT SOMEONE ELSE TOOK OF US 3
FOTOS QUE OUTROS TIRARAM DE NÓS
PICTURES THAT WE TOOK OF OURSELVES (hands stand up in front of us)
FOTOS QUE NÓS MESMOS TIRAMOS DE NÓS (estendendo a mão na frente do corpo)

PICTURES TAKEN BY BILL (Guigo)
FOTOS QUE O GUIGO FEZ

PICTURES TAKEN BY HELEN (Nina)
FOTOS QUE A NINA FEZ

Did you like it???
Gostaram???

Kisses and blessings.
Bjos e bençãos.

Mirys + Guigo + Nina

Pudim (Marta Medeiros)

Não sei se é mesmo dela... Adorei o texto (apesar de não concordar com algumas partes. Mas tudo bem!) e nem fui buscar referência (pssssssiu... não conte pra ninguém...). Deliciem-se com essa crônica!!!

Não há nada que me deixe mais frustrada do que pedir Pudim de sobremesa, contar os minutos até ele chegar e aí ver o garçom colocar na minha frente um pedacinho minúscula do meu pudim preferido.
Um só.

Quanto mais sofisticado o restaurante, menor a porção da sobremesa. Aí a vontade que dá é de passar numa loja de conveniência, comprar um pudim bem cremoso e saborear em casa com direito a repetir quantas vezes a gente quiser, sem pensar em calorias, boas maneiras ou moderação.

O PUDIM é só um exemplo do que tem sido nosso cotidiano.

A vida anda cheia de meias porções, de prazeres meia-boca, de aventuras pela metade.

A gente sai pra jantar, mas come pouco.
Vai à festa de casamento, mas resiste aos bombons.
Conquista a chamada liberdade sexual, mas tem que fingir que é difícil
(a imensa maioria das mulheres continua com pavor de ser rotulada de 'fácil').
Adora tomar um banho demorado, mas se contém pra não desperdiçar os recursos do planeta.
Quer beijar aquele cara 20 anos mais novo, mas tem medo de fazer papel ridículo.
Tem vontade de ficar em casa vendo um DVD, esparramada no sofá, mas se obriga a ir malhar.
E por aí vai.

Tantos deveres, tanta preocupação em 'acertar', tanto empenho em passar na vida sem pegar recuperação... Aí a vida vai ficando sem tempero, politicamente correta e existencialmente sem-graça, enquanto a gente vai ficando melancolicamente sem tesão...

Às vezes dá vontade de fazer tudo 'errado'.
Deixar de lado a régua, o compasso, a bússola, a balança e os 10 mandamentos.

Ser ridícula, inadequada, incoerente e não estar nem aí pro que dizem e o que pensam a nosso respeito. Recusar prazeres incompletos e meias porções.

Até Santo Agostinho, que foi santo, uma vez se rebelou e disse uma frase mais ou menos assim:
'Deus, dai-me continência e castidade, mas não agora'...

Nós, que não aspiramos à santidade e estamos aqui de passagem, podemos (devemos?) desejar vários pedaços de pudim, bombons de muitos sabores,
vários beijos bem dados, a água batendo sem pressa no corpo, o coração saciado.

Um dia a gente cria juízo.
Um dia.
Não tem que ser agora.

Por isso, garçom, por favor, me traga: um pudim inteiro, um sofá pra eu ver 10 episódios do 'Law and Order', uma caixa de trufas bem macias e o Richard Gere, nu, embrulhado pra presente. OK?
Não necessariamente nessa ordem.

Depois a gente vê como é que faz pra consertar o estrago . .

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Mensagem pra você! (Diário do Guigo)

Nós viajamos o final de semana todo. Desde sexta! Fomos a um casamento, um aniversário, visitamos casas de 3 famílias amigas, conhecemos um parque que a mãmi ia quando pequena.

E, ontem, nós saímos de Sampa (eu adoro ir pra lá!), almoçamos pelo caminho, chegamos em casa às 4 e meia da tarde. A mãmi nem subiu pro apartamento: desceu a gente, deu as recondações para a tia Bia, entregou o cheque para a pizza, entrou no carro e foi cumprir o compromisso dela. Ontem, ela ia cantar com o coral da igreja numa cidade uns 100km de casa. E ela também tinha uma parte da narração pra fazer. E o moviemaker era responsabilidade dela. Então, ela foi.

Bjo em mim, bjo na Nina e pegou a estrada, outra vez.
Nós ficamos, com a expectativa de uma noite de aventuras: só com a babá, com direito a comer pizza, tomar chá gelado, convidar amigo para brincar, sessão cineminha programada.

Quando a mãmi chegou, umas 11hs da noite, encontrou a tia Bia rindo: "- eles acabaram de ir correndo pra cama, Miriane. Eu pedi, conversei, dei banho, mas eles não foram deitar antes." "- Pode deixar, Bia. Pode deixar."

A mãmi passou pela sala e viu um bilhetinho meu em cima do aparador, com o nome dela. Leu, sorriu, e foi para o quarto da Nina. "- Filhota, você ainda está acordada? Fiquei com saudades..."

E eu entrei no quarto.
"- Mãmi, eu também estou acordado! Você viu meu bilhetinho pra você?"
"- Vi filho. Você queria comer a balinha... era isso? Mas agora está tarde..."
"- Não mãmi! Peraí"

Pego o bilhete, volto e estendo a mão pra ela. "- Leia"
"- Mãe aqui tem uma bala pode ser minha, mãe? um beijo." e ela me corrigiu "- Filhote, é 'pode' ser minha que se escreve..."

"- Não mãmi. Dá aqui. É assim ó: mãe, aqui tem uma bala POR ser minha mãe. um beijo." e estendendo a bala, falei "- Tó! Pra você!"
Sorrisão da mãmi. Milhares de beijos. Um milhão de "que lindo, que lindo, que lindo".

Ela ficou tão empolgada que eu mandei outro "peraí", corrigi o texto, enrolei o bilhete num lápis de joaninhas e na bala, e entreguei de novo.
"Mãe aqui tem uma bala e um lápis por ser minha mãe. um beijo. Guilherme (do outro lado da folha)"

E a mãmi (que diz adorar cartas, bilhetes e outras declarações de amor) dormiu feliz!!!!

OBS: hoje, no almoço (que a minha mãe não teve porque tinha que buscar coisas de lanche da escola no mercado), eu preparei outro bilhetinho. Desta vez, com o drops INTEIRO de balas! Há! Tô ficando bom nisso!

Mamarazzi - Friday (Diário da Mirys)

I know, I know... I should have posted this on Friday... I´m sorry!!! I have a quite busy day (weekend, actually). And I think better now than never, right?

I know, I know, these pictures should have a "mommy" on them. They don´t. But who could resist to a ballerina????? I don´t!!! When I saw her like this, I started to take pictures!

Eu sei, eu sei... eu deveria ter postado isso na sexta... desculpem!!! Mas eu tive um dia muito cheio (todo o meu final de semana foi uma loucura!). Então, eu acho que é melhor tarde do que nunca, né?

Eu sei, eu sei, a ideia do projeto era ter a "mãe" nas fotos. E essas fotos não tem a mãe. Mas... quem poderia resistir vendo a Nina arrumada assim??? Eu não consegui!!! Quando eu a vi de bailarina branca, linda linda, eu comecei a tirar fotos!!!
I was driving with one hand and holding the camera on the other hand, clicking, clicking (guys, don´t try that at home!). ´Cause I just have few minutes before she was inside the school. At a traffic light, when I saw the pictures, I saw an "attack"!!!

Eu estava dirigindo com uma mão e segurando a câmera com a outra, clicando, clicando (galera, não tentem fazer isso em casa!). Mas era só porque eu tinha apenas alguns minutos antes de deixá-la na escola. No semáforo, quando eu vi as fotos, eu vi um "ataque"!!!
"- Hey guys! What is that??? How sweet..."
And Helen answered me "- I don´t like... it is not fair... he NEVER ALLOWS me to kiss him..."

"- Ei galera! O que é isso??? Que lindo..."
E a Nina respondeu: "- Eu não acho... não é justo... ele NUNCA me DEIXA beija-lo..."

Era uma vez 18 - Dia 02 de dezembro de 1994 (Diário da Mirys)

É claro que aquela decisão bem bacana e lógica na qual eu cheguei aqui não foi encontrada rapidamente. Nem foi duradoura. Eu pensava assim "vamos apostar e ver no que dá...", mas, no segundo seguinte, eu pensava "é meu 'irmão'!!! Não posso beijar meu 'irmão'!!!" E eu continuava beeeeem confusa.

Os dias seguintes na FAC foram terríveis! A gente se encontrava (óbvio! A gente tinha a mesmíssima turma!), mas não se falava. Se eu tivesse na roda, ele inventava uma desculpa e passava quase batido pela gente. Se ele estivesse na roda, eu sentava beeeem longe dele. Climão! Climão total!!! E ainda assim, com essa "bandeira" toda, minhas amigas continuavam achando que era o Gú quem tinha me mandado o bilhete e que estava interessado em mim. Então, ficavam pedindo para o Fer dar uma força, me convencer a ficar com o irmão dele!!! Quando a gente pensava nisso, anos depois, a gente ria muito!...

Mas, para nós 2, não havia qualquer dúvida: ele tinha feito a pergunta e eu tinha pedido um tempo pra pensar. Só que eu pensava, pensava, não chegava à conclusão alguma (chegava, sim... e mudava de ideia 1/2 minuto depois! Afê!). E não o rocurava (conforme a gente tinha combinado). Nem ele me procurava. Era mais simples evitar o "assunto"...

Uma semana de enrolação depois (eu era meeeeeesmoooo pré-histórica!), todo mundo foi em casa, de novo. E todo mundo foi embora, de novo. E ficamos só nós dois.

"- Eu vim cobrar a minha resposta..."
"- Então, Fer... sabe como é que é... eu andei pensando... a gente é amigo... e..."
Ficamos nessa lenga-lenga por um século!!! Eu me superava na indecisão a cada minuto! Era incrível!!! Só faltou eu começar a falar do tempo ("tá quente, não?"), da rua ("tanto carro nessa rua, hoje, não?"), da política nacional. Tudo para evitar falar sobre nós!

Eu não parava de pensar e pensar. Que sim e que não. Pensava nos beijos que eu tinha visto, pensava que ele era como um irmão pra mim, pensava que eu gostava muito dele, pensava que muitas amigas minhas gostavam dele também, pensava que ele estava lindo, pensava que a ex namorada dele tinha ciúmes de mim (meus sais!!! Ela estava certa!!!! A gente não tinha nada, mas poderia ter!!!). E eu pensava e pensava... e não decidia nada, nem dava uma resposta pra lá ou pra cá, para o pobre garoto!!!

Ele chegava perto e eu me afastava. Ele chegava perto e eu me afastava. Até que ele chegou perto demais e eu desviei, vi uma cadeira (da minha vó!!! argh!!!) e sentei. Cadeira estreitinha. Só tinha lugar pra um. E não tinha outra cadeira arrastável por ali, que pudesse ser movida, rapidamente, sem fazer barulho em plena madrugada. Só que ele foi mais esperto...

Ele agachou na minha frente (tóim!!!! Saia dessa, agora, Miriane espertinha!), falou alguma coisa (que eu, sinceramente, não me lembro agora o que foi), chegou mais perto e me beijou...

E aquele beijo era ainda mais do que eu achava que seria. A gente se conhecia tanto, que acertou logo de primeira. Aquela velha história do encaixe perfeito, if you know what I mean... E eu só pensando "é... vai dar pra esquecer o ex namorado... ôh se vai!!!".

Quando ele parou de me beijar, eu estava com um sorriso de uma orelha à outra e ele perguntou: "- O que foi? Em que você está pensando, agora, senhorita?" (porque ele SABIA que a minha cabecinha não parava um minuto sequer! Nunca parou!). Claaaaaro que eu não respondi o que eu realmente estava pensando... quero dizer: respondi, sim. Em parte. É verdade que eu pensava que ia dar para esquecer o meu ex, mas eu também pensava:

"- Estou pensando que, agora, a sua namorada vai ter razão pra ter ciúmes de mim."
"- Agora, VOCÊ é a minha namorada..."
E o sorriso voltou pra minha boca. E o beijo também...

OBS: no rádio do carro, ali na garagem, tocava "every breath you take" (letra), na versão da Rita Lee (clipe). Portanto, amigos, não coloquem NUNCA essa música perto de mim, please! Pelo bem da minha sanidade mental!...

Cenas do próximo capítulo aqui

sábado, 2 de abril de 2011

Era uma vez 17 - Tempo (Diário da Mirys)

Vamos voltar um pouquinho para dar sentido nisso tudo...

Ele já estava gostando de mim há uns meses, já tinha me mandado um bilhete in English no dia do meu aniversário, já tinha rolado a minha festa de aniversário no barzinho, com todos os nossos amigos. E nada!!!!

Então, ele foi em casa, animar a festa (tocar violão) como sempre. E nós ficamos por perto um do outro a noite toda, como sempre. E ele foi o último a sair, como sempre. E o irmão dele estava junto com a gente, como sempre. E o fusca dele quebrou, como sempre. E ele voltou em casa, pegar água para arrumar o fusca e a carteira que ele tinha esquecido. Parou na porta, na hora de ir embora, ficou bem perto de mim (do tipo que dá pra sentir a respiração da pessoa, sabem?) e mandou a pergunta que não queria calar: "quer namorar comigo". Sem meias palavras, sem intenções levianas, sem "embromation".

Uma pergunta simples, que merecia uma resposta simples. Mas, eu compliquei...
"- Fer, me dá um tempo? Me dá um tempo pra pensar?..."
"- Tudo bem, Mirys. Quando você decidir, me avisa."
Beijinho na bochecha, pulo no muro da varanda, corrida pela calçada, virada na esquina e puf! Lá estava eu, sozinha, com meus pensamentos.

"ME-DÁ-UM-TEMPO-PRA-PENSAR?????????? MULHER?????!!!!!!! Que tipo de pessoa pré-histórica é você???? Peloamordedeus, Miriane!!!! Não dava para ser piorzinha, não???? Me dá um tempo pra pensar, me dá um tempo pra pensar!!! Afê!!! Vai fazer o que, agora, bonitona????? Fingir que pensou???? Esperar 1, 2, 3 dias??? Esperar 4????? Meus sais, Miriane, caramba... você podia ter sido mais objetiva!!! E, agora, como vai olhar pra ele na FAC??? Como, como, como???? Quer, quer, não quer, puxa a cordinha e pede pra descer! Humpf!!! Vou te contar, heim Miriane, você já foi melhor!..." (essa era eu falando comigo mesma, às 2:30hs daquela madrugada)

Gente, eu surtei! Confesso!!! Mas, era SUPER DIFÍCIL PRA MIM!!! Ele era o meu melhor amigo!!!! Meu melhor amigo!!!! Como eu ia sair e beijar e olhar e namorar alguém que eu tinha como um irmão??? Meus sais!!! Seria isso mesmo: beijar meu irmão! Argh! Inaceitável!!!!! (obs: não que os meus irmãos não sejam dignos de serem namorados. Claro que são! São lindíssimos e muito gente boa. Mas, para OUTRAS meninas, não pra mim! Fui mais clara?).

Essa história toda de melhor amigo é complicada pra todo mundo, não é não? Pela proximidade, pela intimidade que a gente cria é bem provável que alguém, em algum momento, vá se interessar pelo outro. E daí, o dilema está criado. Ficar? Não ficar? Dá um medão de tentar e não dar certo... e daí? Perco meu melhor amigo??? Sim, porque beijar o cara, saber que foi terrível, e continuar suuuuuper amiguinhos no dia seguinte, não dá, né? Qualquer coisa que acontecer depois (tipo ele brigar com a namorada e vir contar pra você), você vai A-U-T-O-M-A-T-I-C-A-M-E-N-T-E falar (ou pensar, se for menos corajosa): "também... com um beijo ruim daquele... é claro que ela ia separar de você, né meu bem?". Afê!!!!

Para mim, foi um MEGA conflito existencial porque o Fer estava realmente interessado, há tempos, porque eu não queria magoar ninguém, porque eu ainda estava um pouco na do ex, porque... E fiquei nesse conflito até que eu cheguei na brilhante conclusão:
1 - se eu NÃO tentar, a gente já NÃO vai voltar a ser como era antes (poxa... o cara tinha se declarado... era ÓBVIO que não seria mais a mesma coisa tranquila de "só amigos"...)
2 - se eu TENTAR e não der certo, a gente NÃO vai voltar a ser como era antes (mas também não voltaríamos se eu não tentasse)
3 - se eu TENTAR e der CERTO, eu saio no lucro: best friend with benefits!

Perdido por perdido... TRUCO!!!!!!!!!!!!

Cenas do próximo capítulo aqui

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Era uma vez 16 - Um cantinho, um violão, esse amor, uma canção... (Diário da Mirys)


Não, amigos... naquela noite não rolou nada!... Nem uma indiretinha, nem um olho no olho que deixasse em dúvida, nem nadica de nada. Era o mega tímido tentando se relacionar com a mega lenta. O resultado não poderia ser bom!...

Mas eu SABIA que era dele aquele bilhetinho em inglês, com a rosa. Então, fiquei confusa! E devagar-quase-parando, sem botar fé nenhuma no meu taco, eu fiquei pensando se tinha lido o que tinha lido, se aquilo não era "só" um bilhete de amigo e eu tinha criado uma grande confusão levando-o para a faculdade e mostrando para todas as meninas. Será??? Será????

E a vida voltou para a sua "normalidade". Ou o mais próximo disso, pelo menos. A gente se encontrava na FAC, depois eu tinha mil outras coisas para estudar, ele ia pro estágio, cada um na sua casa, no seu espaço. Às vezes, nos víamos à noite, nos "quase" finais de semana. Porque, geralmente, aos sábados, eu voltava para a cidade dos meus pais e passava o final de semana todo lá (na expectativa, confesso, de encontrar o ex, sem querer, pela rua... argh! Sabe aquela coisa adolescente de querer encontrar com o ex só para confirmar que a pessoa está imensa de gorda, com espinhas na cara, saindo com a pessoa mais feia do planeta??? Quando isso não acontece dessejeitinho, entããããão, é melhor NÃO encontrar!).

E, na última sexta-feira de novembro daquele ano, o pessoal todo foi em casa. As festas das minhas turmas de faculdades eram sempre em casa. A "república da vó da Mirys". Era onde os vizinhos não reclamavam, onde a polícia não precisava ir, onde tínhamos alguém super experiente e dedicada (minha vó) nos fazendo comidinhas e drinks. Era o máximo! E foi todo mundo para lá!!!

Passamos a noite tocando violão, cantando, jogando truco, jogando conversa fora. Eu já tinha até desencanado do Fer "naquele sentido" e minhas amigas cada vez mais insistiam que o bilhete devia ser do Gú (meu cunhado, depois).

Meia-noite (ou qualquer coisa assim) e todo mundo virou abóbora. Um por um, os amigos foram embora. Até que sobramos eu + Fer + Gú. E tocamos e cantamos mais, e conversamos mais, e ficamos juntos até umas 2hs da manhã. Daí, já tinha dado nosso limite. E os meninos se despediram de mim, entraram no fusca (lembram dele???? que sempre quebrava???) e foram embora.

15 minutos depois...

15 minutos depois (acharam que eu ia deixar pra amanhã, né? Há! Enganei vocês!), alguém pula o muro da varanda e bate na porta.
"- Mirys, eu esqueci minha carteira."

Era o Fer. Ele veio com aquele papinho de "esqueci minha carteira aqui" e "o fusca quebrou há duas quadras daqui e não quer pegar mais", etc. Eu peguei uma garrafa pet de água para ele e ele ia pular o muro de volta para sair correndo pela rua, quando... voltou.
"- A carteira."

Ele não tinha pego a abençoada carteira, que estava na mesinha ao lado da cadeira de balanço da minha vó. Ah, tá então! Ele entrou para pegar a carteira e eu fiquei encostada na parede da porta (ela é de correr), já preparada para fechá-la e ir dormir.

Ele pegou a carteira, veio na minha direção (da porta, na verdade), parou bem na minha frente - entre mim e a porta, e passou a mão no meu cabelo. Era na minha direção que ele estava vindo!!!! Era na minha, mesmo!!!! Não era na direção da porta!!!! Uhuuuu!!!!

Mão no cabelo, olho no olho (quando a timidez permitia), aquele sanduiche parede-eu-ele-porta, e ele manda:
"- Você quer namorar comigo?"

NA LATA!!!!!!! Sem enrolação, sem beijinho antes para ver se rola, sem mil preliminares, sem "vamos ficar e ver no que vai dar", sem maiores delongas. "Miriane, você quer NAMORAR comigo"!!! Assim, direto e reto!!!!

E eu? Eu... (vocês vão saber amanhã! Há! Tô ficando boa nesse negócio de deixar vocês curiosos!).

Cenas do próximo capítulo aqui

I need you now... (Diário da Mirys)

2:30hs da manhã, sem conseguir dormir, blá-blá-blá... vocês já conhecem essa parte. Então, que, finalmente, eu resolvo começar o meu CD de músicas Mirys by Mirys. Eu me devo isso há tanto tempo, mas não sei nem como começar a caçar tudo o que gosto na net (amigos fiéis e internéticos: please, help me!!! Alguém aí não está a fim de me ajudar a gravar um CD de músicas legais para ouvir no carro? PS: o meu rádio não toca MP3... sorry...)

Tentando não bater tanto na mesma tecla de sempre, eu desvio o pensamento. Mas acho que fica pior...

Clipe aqui

And I wonder if I EVER cross your mind...
For me it happens all the time...