sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Hora H 8 - Mais do mesmo (Diário da Mirys)

Era agosto, de 2011. Depois daquele show de rock´n roll, algumas coisas mudaram. Ou melhor... voltaram pra como eram antes. Porque é duro superar uma noite boa daquelas e os meus programas aos finais de semana, na minha cidade, começaram a ser "fraquinhos". Como a imensa maioria dos meus amigos é casada, era difícil encontrar gente que estivesse na mesma sintonia que eu, pra sair comigo. Gente que quisesse fazer o mesmo tipo de programa... E eu achava super natural (bom até!) isso: se você está casado (ou namorando) e a pessoa com quem você está é realmente a pessoa certa, vocês se bastam! Vocês até saem por aí, fazem programas, mas o melhor da noite, mesmo, é na hora em que ficam só vocês dois. Aí, num determinado ponto da noite, eram "dois pra lá", "dois pra cá" e eu... sobrando!

Fora isso, na sexta-feira, de manhã, meu celular começava a tocar: "Mirys, vocês não vem pra Jaú? É aniversário da fulana e a gente vai fazer uma festinha!", "Mirys, vocês não vem pra Bauru? Mas é que o fulano que nuuuuunca vem, está aqui, doido pra ver as crianças!", "Mirys, vocês vem hoje a noite, né? Porque a gente já encomendou as pizzas!", "Mirys, estamos esperando vocês hoje porque --- (coloque aqui qualquer coisa não muito grave) aconteceu e nós pre-ci-sa-mos de vocês aqui!". Ah! Como é bom se sentir imprescindível.... rsrsrs

Então, a vida foi que foi, os dias passaram, os finais de semana se repetiram e... eu voltei para o circuito Jaú / Bauru (ou seja, casa dos pais / casa dos sogros). Lá, também, era quase todo mundo casado. Lá também, eu não tinha companhia solteira pra sair. Mas, lá, eu tinha um monte de gente que eu amava e que nos amava. E tinha o cemitério, onde eu podia ir chorar sozinha, se eu quisesse, sem que as crianças nem percebessem que eu tinha saído de casa (porque a casa dos meus pais tem taaaanta gente que eles nem notam se eu estou ou não por lá).

Nessa época, o H também sumiu. Acho que cansou de ouvir os meus "nãos"... porque eu nunca conseguia sair com ele. Eu sempre ia pro interior com alguma programação já feita pra mim.

Naquela época, eu estava no ápice da minha crise de solidão...
Naquela época, nós enfrentávamos um problema de saúde bem complicado em casa...
Naquela época, o dia dos pais se aproximava e ele sempre me assustava um pouco...
Naquela época, eu escrevi muito, chorei muito, orei muito...
Naquela época, nós diminuímos o ritmo da vida um bocadinho...
Naquela época, eu ajudei a organizar um casamento lindo de dois amigos lindos...(a mensagem da mãe da noiva, no chá de cozinha, foi uma das coisas mais emocionantes que eu já ouvi!)
Naquela época, eu recebi um telefonema de uma prima querida, mas distante. Ela morava na Irlanda. Ela namorava um alemão. Ela ia se casar com ele. Na Alemanha! E ela precisava de mim. Ah... como é bom ser necessária!!! Na verdade, o simples fato de PENSAR que alguém precisava de mim era um poderoso "girador de cabeças em outra direção": eu parava de pensar em mim, nas coisas que eu queria, nas que me faziam falta, e me jogava nos "problemas" dos outros! Acho que se uma amiga de Fortaleza, do Rio ou de Blumenau me ligasse, naquela época, me dizendo que tinha quebrado a unha, eu tinha procurado a primeira passagem de avião, comprado o esmalte mais lindo, o conjunto de alicate e tesourinha mais descolado, e saído correndo para resolver a emergência! Questão de sobrevivência, people...

Pensar na solidão quando você está sozinha dói DEMAIS!

E lá fui eu preparar minhas malas pra ir pra Alemanha, ser tradutora de casamentos! Por que, vamos combinar, quem mais, no mundo inteeeeeeiroooooo poderia traduzir um casamento do inglês para o português??? Quem, quem, quem?????

E agosto passou assim: o H aqui, tentando outras possibilidades... e eu me preparando pra ir para bem longe, pra tentar outras possibilidades...

Cenas do próximo capítulo aqui.

7 comentários:

Anônimo disse...

Mirys, nunca comentei aqui. Mas sou sua fã. Adoro!!!!! Estou aqui na torcida pela sua felicidade, não só a sua como a sua família tb.
Bom final de semana.
Rosanny - Maceió - Al

Turquezza disse...

Sempre seguindo sua vida ....
na maior torcida para sua felicidade plena!
Comento pouco mas leio tudo.
Beijos querida.

lili disse...

Esse suspense está me matando.Por favor, pega um atalho

Alice Mânica disse...

Agora estou começando a juntar cronologicamente as histórias... não tinha conseguido situar a viagem da Alemanha com a Hora H...

Thais Markevich disse...

Estou adorando,que legal!!!! Bjo, bjo!!!

Renata Marques disse...

Só rindo mesmo, quem poderia arrumar um programa desses, ser tradutora de casamentos em inglês na Alemanha? Soa a desculpa esfarrapada, folhetim, tudo menos vida real, rsrsrs. Ainda bem que você escreve isso em plena sanidade mental, quando ficar velhinha e contar para os netos eles vão achar que são devaneios de idosa, nem você vai acreditar nessas aventuras! Mas taí o blog para provar.

Sheila Mendes disse...

Oi Mirys, tudo bem?
Que saudade de passar por aqui e ver como vcs estão.
Fico feliz em saber que estão todos bem e que vc está seguindo o seu caminho em busca da sua felicidade.
Bjos.

Ps. tb estou aqui tentando juntar as histórias, rsrs.