terça-feira, 4 de setembro de 2012

Refletindo (Diário da Mirys)




Alegria te mantém doce...

Desafios te mantém forte!...

Tristezas te mantém humano...

Falhas te mantém humilde...

Conquistas te mantém reluzente!



Acho que tenho um pouco de tudo isso.... E você?

C´est fini! (Diário da Mirys)

Como dizia minha avó (saudades...): "acabou-se o que era doce!". É o fim das férias.

Voltei! Cheia de novidades, de histórias (assim, com H na frente, que é pra ficar claro que é coisa de vida REAL), de planos, de sonhos, de imagens lindas na cabeça. MORRENDO DE SAUDADES desse cantinho e das conversas diárias com vocês!!!!

Preparados???

Bjos e bençãos.
Mirys

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

TIME OFF!

Amores do meu Brasil varonil (e de outras partes deliciosas do mundo, que eu tanto amo!):

DESCULPEM o sumiço, mas estou de férias! E não tenho muita internet por aqui!!!!
Estou viajando e, em breve, muito breve, volto pra "levar todos vocês comigo nessa viagem". E em muitas outras viagens (pra quem está aguardando a continuação da saga "Hora H"!!!!


Bjos e bençãos.
Curtam muito por aí (que eu estou adorando aqui)!
Mirys - Miro - Miroca - etc e tal

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Festa do Bayblade - presente social (Diário do Guigo)

Como vocês sabem, há anos, a gente faz assim: nas nossas festas de aniversário a gente "dispensa" o presente, mas pede para os amigos trazerem algo para doação. É o nosso "presente social"!

Nessa minha festa de 8 anos não foi diferente.

Como o presente social sempre tem algo a ver com o tema da festa (e a festa foi do BayBlade, um brinquedo em forma de peão, lembram?), então nós pedimos... brinquedos!!!!!

E muitos amigos trouxeram brinquedos usados. E outros amigos trouxeram brinquedos NOVINHOS para doação, embrulhados para presente, até! A mãmi ficou comovida...

Então, nós arrecadamos todas as coisas que ganhamos + um monte de brinquedos nossos (usados, mas em bom estado e com todas as peças) e fomos levar lá no orfanato de Jaú.

Fazer mais feliz e divertido o dia de crianças que não tem NEM família!

Presente Social: adote você também esta ideia!!!

Pra te inspirar:
Presente social - Guigo 7 anos - festa do Bob Esponja
Presente social - Guigo 6 anos - festa do Ratatuille
Presente social - Nina 5 anos - festa da Barbie
Presente social - Nina 4 anos - festa da Bela e da Fera

Hora H 3 - mundos diferentes (Diário da Mirys)

Pra vocês entenderem direitinho essa história, é preciso voltar no tempo, só uns poucos aninhos, quando eu tinha, tipo... 15 anos! Há! Coisa pouca...

Mas, naquela época, eu já conhecia o H (claro, disse que o conhecia desde pequenininha), só que a gente tinha uns 3 a 4 anos de diferença de idade. O que, em plena adolescência, parecem ser 30 ou 40 anos. A gente não tinha nada, nada, nada, nadica de nada em comum!

O cara era o sonho de consumo de namorado de um monte de amigas minhas: com 18 / 19 anos (só isso JÁ seria o suficiente para muitas meninas de 15!), moreno, nem tão alto nem tão baixo, culto, descolado, tinha uma moto dele, líder de várias turmas, namorador (não sei porque isso encanta meninas novinhas). E piloto de avião! Afê! Era muita coisa pra uma pessoa só! E eu cansei de responder “não” pras minhas amigas: “Mirys, eu sei que você não tem amizade com ele, mas me consegue o telefone?”, “Mirys, eu sei que vocês nem se conversam, mas ele é da sua igreja! Descobre se tem namorada?”, “Mirys, tudo bem que vocês nunca conversaram, mas vai lá e consegue informações sobre ele pra mim?”. E a minha resposta básica era: “O H????? Você está paquerando o H???? Você só pode estar de brincadeira comigo...”

Eu já vivia num mundo COMPLETAMENTE DIFERENTE do dele. Era mais nova, não era nada fashion (qualquer moleton, camiseta grande e rabo de cavalo eram comuns nos meus trajes), não era descolada, nem tinha ideia do que ia fazer na faculdade, não dirigia nada, era magra demais (pros meus padrões). E não tinha e não gostava de quem tinha muitos namorados. Naquela época, eu estava com o namorado # 4, aquele meio maluquinho, que era totalmente apaixonado por mim e inconsequente. E eu achava o máximo aquela intensidade toda!

A vida passou, ele cresceu e foi voar em outros ares. Eu cresci e fui pras faculdades (lembram que eu fiz duas ao mesmo tempo). Eu casei, eu tive filhos, eu voltei pra minha cidade e eu o encontrei o H na igreja, de novo, de volta pra “cidade natal”, também. Mesmo assim, a gente, que nunca teve nada em comum, não se misturou. É claro que, depois dos 30 anos de idade, a diferença de quatro que nós tínhamos não significava quase nada. Mas, a vida tinha reservado caminhos muito distintos pra nós. Em comum, apenas voltamos a frequentar a mesma igreja.

No dia seguinte ao que eu fiquei viúva, ele foi lá no velório. Conversou comigo. Se colocou à disposição. Foi amigo. Mas tanta gente tinha estado por lá... e eu estava tão absorta em mim mesma... que se ele mesmo não tivesse me contado isso, anos depois, eu não me lembraria. Sinceramente.

Ficamos mais um ano e meio sem nos falar, habitando em mundos diferentes (mas, não mais opostos), até o dia em que ele me chamou pra conversar no facebook.

Cenas do próximo capítulo aqui.

Festa do BayBlade Express (Diário do Guigo)

Você tem pouco tempo e já marcou uma festinha com as crianças da escola, para o seu filho??? Aprenda com a gente como fazer uma festa express!!! Escolha o tema (pra gente, foi BayBlade). Separe coisas nas cores do tema da festa, compre docinhos, asse um bolo, encomende salgadinhos. Chegando em casa... vai ser dada a largada! Go, go, go, go, gooooooooooo!!!!!!!!!

6:25hs a cozinha só tinha sacolas (a festa era às 7hs da noite)

E as roupas escolhidas ainda estavam em cima da cama.

Lembrancinhas express e coloridas? Um pacote de pipoca doce + um pacote de pirulitos psicodélicos + colantes bacanas (a mamãe fez estes, do bayblade, especialmente para o meu níver) resolvem o problema!

Um pedaço de TNT da cor da festa pra fazer uma faixa bem radical para a parede! (compre mais dois pedaços, de cores contrastantes, para fazer a toalha de mesa)

Alguma coisa do tema, pra "encher" a mesa (a mamãe resolveu usar minha arena de bays, novinha, para encher de doces! Meus amigos amaram!)

TU-DO vai pra cima da mesa: doces, lembrancinhas, brigadeiros, bolo, bebidas, salgadinhos... (Vocês repararam nos brigadeiros de colher? Mais fáceis e rápidos de preparar - a gente que fez! - colocados em colheres coloridas, com granulado de outra cor. Sucesso!!)

E a faixa, feita por você, vai pra parede, pra todo mundo entrar no clima!

Pra facilitar a sua vida (e não ter que ficar explicando pra cada criança o que que é cada comida), escreva! A gente adora não depender dos adultos....

Saquinhos com o nome de cada convidado, escritos pelo aniversariante, para cada um encher com os docinhos que quisesse levar.

Amigos + brinquedos + muita animação + uma mãe disposta a aprontar com a gente: uma festa divertida e perfeita!!! Todo mundo amou!

LET IT RIP!!!

Hora H 2 - láááááá atrás (Diário da Mirys)

Essa série de post bem poderia se chamar “enquanto isso”, porque essas coisas foram acontecendo, na vida de outra pessoa, enquanto eu estava na fase “interlúdio”. Mas, não ficaria condizente com o final da história.... Por isso, ela vai nomeada de Hora H. Porque foi a MINHA hora. Aquela importante. E porque “H” é uma letra cheia de significado pra mim. Vocês vão entender....

Em julho do ano passado, quando já tinha se passado mais de um ano e meio do acidente que tinha me deixado viúva, eu resolvi voltar a ser e viver a Miriane. Deixar de ser só a mãe do Guilherme e da Helena, a filha, nora, irmã, prima, amiga. Eu queria ter vida além da minha família e da minha casa. Minha família (incluída, aqui, a família de coração) tinha sido bárbara comigo, durante todo o período pior do luto, quando eu me vi com duas crianças pequenas pra criar sozinha, com mudanças de emprego, de casa, de cidade, de vida pra fazer. Eles tinham sido BÁRBAROS, em todos os sentidos, com letras garrafais! Mas, por motivos óbvios, eles não iam preencher algumas áreas da minha vida, que eu sentia que precisa tirar da geladeira.

Eu precisava voltar a sair com amigas solteiras, conversar, rir, dançar, olhar pessoas ao meu redor. Eu precisava jogar a plaquinha de “CUIDADO: VIÚVA BRAVA” longe e tentar ser “só” a Mirys. Conhecer novas pessoas. Conhecer novos lugares. Abrir possibilidades. Criar novas lembranças. Mas essa era uma missão beeeeem difícil porque todas as minhas irmãs estavam casadas, nessa altura do campeonato, e a maioria das minhas amigas também tinha mais de 35 anos e também já eram casadas (ou namoravam há séculos). Ou seja, achar gente bonita, elegante, sincera E SOLTEIRA pra me fazer companhia, num sábado, à noite, era uma missão quase impossível!

E, numa noite qualquer, eu entrei no facebook (que eu nunca usava) e decidi atualizar a página do blog. Eu estava tentando usar meu tempo livre (ou seja, TODAS as noites da semana) com algo mais meu. Depois de escrever várias coisas no Diário e de postá-las no face, eu desconectei e reconectei. Na MINHA página. Fiquei uns 5 minutos e já ia sair, quando abriu aquela famosa janelinha na parte debaixo da tela do meu computador: “oi Mirys! Tudo bem? Há quanto tempo?”

Pois é... era muito tempo mesmo!!!

Conversamos um pouquinho naquele papo de “e aí, como vai a vida?”. Nada de importante. Nada de especial. Mas foi uma delícia conversar com ele porque, na verdade, a gente nunca tinha con-ver-sa-do antes. A gente se conhecia desde criança (eu com uns 2 anos, ele com uns 5) porque fazíamos parte da mesma igreja, as famílias eram amigas, coisa e tal. Mas uma diferença de quase quatro anos de idade, quando você é criança, adolescente ou está no começo da juventude é uma ENORME DIFERENÇA. Os assuntos são outros, os interesses são diversos, as conversas são diferentes. E a gente não se gostava, nem se desgostava. A gente, simplesmente, não tinha muito contato. Sabíamos tudo quer era importante da vida um do outro, por frequentarmos os mesmos lugares. Mas nunca tínhamos batido um papo assim, bacana, despreocupado, divertido.

Terminamos a conversa, mais de uma hora depois, com o clássico: “a gente se fala”. Mas, a gente não se falou... E o tempo passou.

Cenas do próximo capítulo aqui.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Hora H 1 - o pedido (Diário da Mirys)

Quando a gente espera, a vida pode nos surpreender.

E algo inesperado pode surgir de onde você menos imagina.

Tornando algo que era, até então, inimaginável, numa possibilidade.

Foi isso que aconteceu....



Cenas do próximo capítulo aqui.

Exploradores de Dinossauros!!! (Diário do Guigo)

Se tem uma coisa que a mamãe adora é diversão inteligente. Que faz a gente pensar, que faz se mexer, que faz descobrir, que faz aprender.

E nós fomos lanchar no Bob´s e eles tinham essa promoção incrível para crianças! Nós achamos que, até, já acabou... mas como a ideia é bacana e dá pra fazer em casa, resolvemos dividir com vocês, de qualquer jeito. Vai que alguma tia prendada se empolgue, pra lembrancinha de aniversário....

Você ganha uma caixinha assim. Dentro, um bloquinho de gesso, um palitinho pra raspar e um pincel pequeno.
E você raspa....
Raspa....
Raspa...
Se concentra bem...
E descobre, depois de váááários minutos, qual era o seu brinquedo!
Nada de ganhou, brincou 5 minutos, deixou de lado! Não senhor!!! Nesse, a gente ficou a tarde inteira porque primeiro tivemos a expectativa de imaginar QUAL dinossauro estaria enterrado ali, depois tivemos o trabalho de raspar tudo (tentando preservar a parte de baixo, para levar pra escola, explicar o que são os fósseis), depois brincamos a valer com as descobertas, depois teve um mega banho pra limpar toda a sujeira!

Mas valeu a pena!!!

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Interlúdio 21 - acompanhada... (Diário da Mirys)

Acabei, sem querer, voltando a ser a Miriane que eu sempre fui: de relacionamentos. Porque, no final das contas, aquele combinado de ser “só a pausa” um do outro, de se ver “quando desse”, não deu muito certo... A gente acabava se encontrando todo final de semana, o tempo todo.

As crianças começaram a se acostumar com o nome e a presença dele.
Minha família foi apresentada pra ele.
Já rolava uma interação.

Mas, nós estávamos firmes naquela decisão de “não sermos nada de concreto”. Complicado... Porque eu sou uma pessoa que GOSTA de se relacionar, que gosta de estar presente, que gosta de estar por perto, que gosta de pertencer. E, naquele relacionamento, eu não tinha nada daquilo. Só que eu ainda estava tão confusa, eu ainda me sentia casada por inúmeras vezes, que eu ia tocando o barco assim, sem reclamar, nem cobrar nada.

Até que o relacionamento começou a ficar complexo e confuso demais. Ele tinha ciúmes de mim – uma pessoa com quem ele não queria ter nada. Eu falava com ele todos os dias – uma pessoa com quem eu não queria ter nada. Os amigos dele me identificavam como “a namorada”, mas ele não. Os meus amigos esperavam por ele nos eventos, como se namorado fosse, mas eu dizia que não. Quão longe pode ir um relacionamento que é assim: tão diferente, na teoria e na prática?

E chegou janeiro. E, junto dele, mais um “aniversário” do acidente. E tudo fica tão confuso perto dessas datas... Até que, na véspera, eu conversei com o moço: não dava pra gente continuar como estávamos. Porque passar o dia 23 de janeiro acompanhada já seria “esquisito” (porque todos os primeiros acontecimentos, de qualquer coisa, depois de uma viuvez, são esquisitos). Passar o dia 23 de janeiro “ficando” com alguém que não queria FICAR comigo, era insuportável. Porque eu lembrava do Fer e da loucura que ele tinha por mim. Como eu poderia me satisfazer com menos do que aquilo?... Por que eu tinha que aceitar ter tão pouco envolvimento...

Assim, aconteceu o inevitável. Chegamos naquele ponto em que seria confuso, complicado, difícil, assustador, mas que a gente teria que decidir: ficamos juntos (e organizamos nossa vida, INCLUSIVE na cabeça das crianças) ou continuamos sozinhos. Ele escolheu voar solo. Eu escolhi aceitar.

Pois a vida já tinha provado pra mim que eu conseguia sobreviver. A tudo. E nada seria mais difícil do que o que eu já tinha passado. O mais importante, naquele momento, era respeitar a decisão de cada um e ficar tranquila com isso... Afinal, a vida era curta demais, boa demais, ampla demais, para se perder tempo reclamando.

Afinal, pra isso servem as pausas: pra você respirar, ter um tempo pra se reorganizar, levar a vida em stand by, ser feliz, recarregar as baterias e estar preparado para qualquer outra coisa que venha. Ele tinha sido muito importante pra mim, pra tudo isso. Mas se não queria ficar é porque não era isso que era pra acontecer...

Eu voltei pra “casa”, voltei pro meu casulo, voltei a viver em torno das crianças, durante uns dias. Afinal, era uma forma legítima de proteção, que eu já tinha usado antes: quando a SUA versão da vida está insuportável, mude o foco! E eu foquei no Guigo e na Nina. Mas mal sabia eu que já tinha uma surpresa me esperando, depois da próxima esquina....

Cenas do próximo capítulo aqui

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Interlúdio 20 - a primeira crise (Diário da Mirys)

Enquanto eu estava com aquele que não me conhecia de antes, do jeitinho que eu tinha exigido, eu não estava em paz. Porque conhecer as qualidades de alguém é simples, é bom, é interessante. Mas só quando se conhece e se aprende a conviver com os defeitos de outra pessoa é que se constroe um relacionamento de verdade. E se fica em paz...

Pra complicar mais, toda vez que eu ia me encontrar com o brasileiro que tinha me beijado, ou quando eu voltava de algum encontro, eu tinha que passar na frente (ou ao lado) do cemitério da cidade. Na primeira vez em que isso aconteceu, eu percebi que eu ainda não tinha muito controle sobre mim: eu passei pelo cemitério, me lembrei que tinha estado conversando + beijando outra pessoa que não meu marido, e me senti culpada. Tão culpada que eu fui chorando até chegar do outro lado da cidade, na casa dos meus pais. Na segunda vez, a mesma coisa. Na terceira vez, a mesma coisa. Na quarta vez em que eu passei em frente ao cemitério, era de dia, e eu entrei. Fui lá e “contei” pro Fer que eu estava saindo com alguém. E saí de lá tão confusa...

Mas o tempo passou e eu estava determinada a levar aquelas “saídas” adiante. Eu precisava virar essa página, eu precisava me aceitar de novo, eu precisava aceitar a minha condição: de solteira, de livre, de mulher (e não só mãe). Com o tempo, a convivência aumentou, o choro diminuiu, o fato de me relacionar com outra pessoa ficou mais leve.

Tudo ia bem, até um dia em que nós estávamos sozinhos e começou a tocar uma música que eu ouvia com o Fer. A letra era em inglês, mas eu entendia inglês. E a letra falava sobre alguém que não queria perder um segundo ao lado da pessoa escolhida porque cada segundo era precioso e não voltaria. Eu sabia daquilo, eu tinha certeza, aquela era a minha vida! E eu misturei tudo e comecei a chorar. Incontrolavelmente...

Eu chorei de soluçar, sem conseguir controlar nada, e o moço ficou lá, tentando me consolar, sem saber o que fazer. Ele percebeu que eu chorava por causa da música e por causa do Fer. Ele percebeu que era mais forte do que eu. Então, ele me abraçou e disse que não tinha problema...

E eu surtei! Como assim “não tem problema”??? Eu estou com alguém e choro por causa de outro alguém e “não tem problema”??? Tudo bem que o Fernando já tinha morrido e ninguém podia fazer nada a respeito... O mais racional seria dizer mesmo que não tinha problema e esperar minha crise passar. Mas EU não estava racional e briguei feio com ele! Eu achava um absurdo completo eu estar com um cara, chorando por causa de outro cara, e ele me dizer que “estava tudo bem”... Eu esperava um ataque de ciúmes, eu esperava frieza, eu esperava revolta do tipo ‘eu estou aqui com você e você pensando/lembrando de outro???’. Mas eu não esperava compreensão... Porque compreensão, pra mim, naquele momento, era traduzida como falta de interesse.

Eu precisei esperar quase um mês para entender que o que tinha acontecido naquela noite era estranho e difícil e complexo e inesperado e confuso e absurdo... pra nós dois.

Cenas do próximo capítulo aqui

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Interlúdio 19 - a pausa (Diário da Mirys)

Naquela manhã, depois do “recomeço” no Brasil, eu tinha um sorriso no rosto, de uma criança que ganha o doce que ela estava esperando por muito tempo... Eu não esperava que me ligassem, aparecessem na minha porta com botões de rosa, saíssem fazendo declarações de amor pra mim. Mas eu tinha dado um grande passo, na descoberta de mim mesma. Eu tinha provado pra mim mesma que era possível e que, um dia, quando eu estivesse pronta, alguém que realmente me quisesse poderia aparecer...

Só que eu estava errada e, horas depois, ele me ligou. Falei tantos “nãos” praquele moço, logo de cara, que eu não sei nem se EU MESMA teria insistido em mim. Mas ele insistiu. E nos vimos, de novo.

Eu pensei com os meus botões: “vou fazer como a minha amiga C. Vou falar tudo, logo de cara. A pessoa só fica se quiser muito! E claro que ele não vai querer muito, tendo ficado comigo só uma vez. Ele vai se assustar com esse bla-bla-bla de sou viúva, tenho filhos, etc e tal. É isso. Vou fazer assim.” Sem perceber, eu continuava a me boicotar. Eu estava uma confusão completa e quem quer que aparecesse, nessa fase, ia acabar suportando situações nada comuns em relacionamentos normais...

Mas, nós nos encontramos e conversamos sobre coisas banais e agradáveis. Quando eu contei a história da viuvez, ele só perguntou se eu queria falar sobre o assunto. Eu respondi que não. Ele perguntou se eu estava bem. Eu respondi que sim. Ficamos instantaneamente amigos. E combinamos de nos encontramos de novo, de um jeito meio ligth, do tipo “a gente vai se falando”. Nada com dia e hora marcado. Aquela coisa meio ao acaso...

Eu: “Mas, eu não quero namorar. Não quero relacionamento. Não quero nada público. Eu não estou preparada.”
Ele: “Tudo bem, Mirys. Eu também não quero. Só quero continuar conhecendo você.”
Eu: “Então, a gente faz assim: se vê quando der e quiser.”

E pensei alto: “Isso vai ser uma deliciosa pausa na minha realidade...”
Ele sorriu.
Então, ficamos assim: ele seria a minha pausa e eu seria a dele.

Cenas do próximo capítulo aqui

domingo, 29 de julho de 2012

Interlúdio 18 - indecisão (Diário da Mirys)

Voltei da viagem com as energias recarregadas, cheia de pensamento positivo na cabeça, realmente disposta a me dar uma segunda chance. E uma terceira. E uma quarta. Quem sabe? Eu, que sempre fui de “relacionamentos”, de repente, estava com o maior medo de me envolver. Eu queria, sim, sair com alguém, encontrar alguém + conversar + beijar, mas me relacionar, assim, no sentido verdadeiro da palavra, eu dizia que eu não queria, não! Eu estava bem consciente e não ia esperar que alguém me ligasse no dia seguinte. Eu já me preparei pra não me frustrar.

Talvez eu tivesse o medo estúpido de que a próxima pessoa morresse, também. Ridículo, eu sei. Irracional, também. Mas eu pensei tantas e tantas coisas sem sentido pra maioria da população normal, enquanto atravessava essa fase de viuvez, que um pensamento maluco a mais, um a menos, não faria muita diferença. Talvez eu não estivesse preparada para envolver as crianças, a minha família, a família do Fer, com uma nova história. Talvez (certeza!) eu ainda me sentisse casada e pessoas casadas não namoram! Nem deveriam encontrar + conversar + beijar outras pessoas, também!!! Mas eu me sentiria “menos infiel” se não namorasse....

Por isso voltei disposta a mudar de ares, sair todo final de semana, ser observada, observar. Pessoas diferentes. Uma vida mais descompromissada. Mas, eu tinha minha listinha de exigências (que eu tinha passado até pra Deus, nas minhas orações, lembram?) e algumas das mais importantes eram:

• Que a nova pessoa não me conhecesse de antes, não conhecesse o Fer, não soubesse da minha história de vida. Já imaginaram como seria ir num barzinho, ouvir uma música, (eu) lembrar do Fer, pensar (“poxa... o Fer gostava/não gostava dessa música”) e ouvir a pessoa com quem eu saia falar “poxa... o Fer gostava/não gostava dessa música...”??? Não ia dar! Mesmo que a pessoa não falasse, eu tinha a impressão de que sempre iria achar que ela estava PENSANDO exatamente naquilo e não me falava por dó / ciúmes. Enfim, não me conhecer era pré-requisito;

• Que a nova pessoa não tivesse uma história de vida, também. Claro que, com 36 anos, eu não ia encontrar alguém que nuuuunca tivesse beijado, antes. Claro que não! Mas, eu podia achar alguém que não tivesse ex, filhos, fosse viúvo, nem nada forte e marcante assim. De “histórias tristes e pesadas” bastava a minha!

Naquela época, eu não podia ver o quão errada eu estava. E essas eram as minhas exigências! Por isso, quando voltei da viagem e, uma semana depois, tinha 5 pessoas querendo se encontrar comigo, eu me senti... frustrada! Porque todas, t-o-d-a-s elas eram pessoas amigas de ANTES. Todas conheciam o Fernando, tinham acompanhado minha história. Todas tinham suas próprias histórias de vida: fortes e marcantes e complicadas. E eu descartei qualquer possibilidade, logo de cara!

Eu achava que, agora, com a minha mudança de atitude, eu encontraria zilhões de caras por aí. Mas... eu sou muito boa na teoria e péssima na prática! Eu não saia nos finais de semanas (tenho várias desculpas, tá?), eu continuava vivendo em torno das crianças e das famílias, eu era a própria definição do Chico Buarque “todo dia ela faz tudo sempre igual”. Como, COMO eu esperava que uma pessoa nova fosse aparecer se eu só circulava onde já me conheciam??? Sou uma lástima...

E num sábado, fui trabalhar, com fotos, para uma família que eu amo. Festa ótima, gente amiga, "trabalho" que eu amo. E eu ainda podia comer, dançar e comemorar, entre uma foto e outra, pois eu também era convidada da festa. Mas, às 6hs da manhã, chegou a hora de ir embora.

Foi quando a única pessoa que eu não conhecia na festa (e, consequentemente, não me conhecia) veio falar comigo. Que eu era muito bacana. Que eu era simpática (ôh sina!). Que ele estava impressionado de conhecer uma menina que gostasse (e conhecesse) Beatles e Legião. Que ele tinha me olhado a noite inteira. E pediu pra me beijar... e eu disse um sonoro “NÃO”.

Nos milésimos de segundos seguintes, eu vi um filminho da minha vida passar por mim: me vi namorando o Fer, me vi casando, me vi fazendo planos de “pra sempre”, me vi sentada na beira da estrada no dia do acidente, me vi viúva e chorosa, me vi orando pedindo pra não ficar mais sozinha, me vi recebendo CINCO contatos de meninos diferentes, me vi falando pra Deus “ah, esses eu não quero porque eles já me conhecem...quero alguém diferente”, e me vi falando “não” pra pessoa “diferente” que estava bem ali, na minha frente. Eu me senti completamente ridícula, mas posso afirmar, com uns 98% de certeza, de que eu me virei pra ele e disse: “olha, volta... que eu mudei de ideia”. Talvez tenha dito... talvez não...

Mas ele voltou e ficou comigo, até umas 8hs da manhã. E eu voltei pra casa leve. Eu tinha beijado alguém. No Brasil. Em Jaú! Alguém tão dentro dos meus padrões (ou seja, fisicamente parecido com o Fernando), mas que desconhecia totalmente esse fato. Ou o Fer. Ou a minha história. Alguém pra quem eu era só uma garota que ele tinha acabado de conhecer e que podia ser que ele nunca mais visse...

Cenas do próximo capítulo aqui

Interlúdio 17 - crie novas lembranças (Diário da Mirys)

Antes de voltar da Alemanha pro Brasil, eu preciso dar uma paradinha rápida na Espanha, pra explicar uma coisa importante, que me ajudou a mudar de pensamento. Vocês me acompanham?

Um mês antes de casar com o Fernando, eu morava/trabalhava/estudava na França e ele tinha ido me buscar. Na viagem de volta, nós passamos em Barcelona e adoramos o lugar. Viemos pro Brasil, nos casamos, as crianças nasceram, ele morreu. O sonho de voltar pra Paris e Barcelona, adiado por 12 anos, não ia mais se realizar. Pelo menos, não COM o Fer.

Quando fez um ano do acidente, eu tirei férias e levei as crianças pra viajar, pra longe do tumulto, das celebrações fúnebres. E nós acabamos indo pra Barcelona, visitar minha irmã que, agora, morava por lá. Enquanto estive por lá, eu passei e conversei muito com meu cunhado D.

Menos de um ano depois, por causa do casamento da minha prima com um alemão, lá estava eu, de novo, na Europa! Pra quem esperou por 12 anos, poder voltar pra lá, duas vezes, em 9 meses, era o máximo!!! E era aniversário do meu cunhado. Então, eu fiz questão absoluta de terminar a viagem em Barcelona, pra poder comemorar com os dois. Seriam só dois dias, mas dois dias em Barcelona são DOIS DIAS EM BARCELONA! E eu fui.

Cheguei na manhã da sexta e fui embora na tarde do sábado. Com uma comemoração de aniversário no meio do caminho, é claro que não ia dar tempo de fazer nenhum programa turístico... E tudo o que deu pra fazer foi passear, de vespa, com o meu cunhado, por uma horinha. E nós passamos pelo zoo, que o Guigo tinha amado; e vimos a padaria que a Nina tinha gostado; e fomos em frente do monumento onde as crianças tinham tirado foto; e relembramos aqueles dias bons da viagem anterior. E meu cunhado (amo, amo, amo!!!) observou algo tão óbvio que eu não sei como não tinha percebido antes:

D – “Mirys, você reparou que, na outra vez, você só dizia ‘estive aqui com o Fer’, ‘o Fer gostou disso’, ‘o Fer não gostou daquilo’....e, agora, você fala ‘o Guigo gostou disso’, ‘a Nina gostou daquilo’?”
Eu – “É...é que, antes, eu só tinha a viagem com o Fer, pra lembrar. Agora, eu tenho outra.”
D – “Mirys, então, eu acho que é disso que você precisa, na vida, de uma maneira geral: novas lembranças!”

E a partir daquela conversa eu decidi que se alguma coisa me incomodava ou se eu lembrava demais do Fernando com ela... eu ia viver novas experiências e criar novas lembranças pra mim mesma! Porque a vida precisa de 2as chances. Simples e brilhante, não?

Cenas do próximo capítulo aqui

sábado, 28 de julho de 2012

Interlúdio 16 - a sua atitude muda a reação das pessoas (Diário da Mirys)

Depois de ver partir aquela pessoa com quem eu prometi passar o resto dos meus dias, depois de ficar sozinha por quase dois anos, depois de já ter chorado e orado tudo o que eu podia, eu enfim conseguia ver aquilo que o resto do mundo falava pra mim: eu era muito nova pra que minha vida acabasse ali, naquele acidente, junto com o Fer. Eu ainda teria mais coisas, viajaria pra outros lugares, veria novas paisagens, gostaria de outras pessoas. Enfim, eu continuaria a viver. Apesar de.

E eu comecei a fazer li-te-ral-men-te as três primeiras coisas da lista acima: entrei num trem, sozinha, de noite, em Hagen (Alemanha) e acordei em Praga (República Tcheca). Me apaixonei por Viena. Vi o castelo da Cinderela. E Barcelona (e a minha irmã) me aguardava, pra fechar com chave de ouro aquela viagem de 2 semanas que mudaria a minha vida.

Eu, que nunca tinha “ficado” com alguém, na minha vida, tinha ido pro outro lado do mundo e beijado um alemão! Ora, ora, vejam só!... Eu pensava nisso e gargalhava, sozinha, dentro de todos os trens que eu tomei!!!!

Aquele moço não era perfeito no momento só porque ele era totalmente diferente do Fernando. Não, ele tinha um plus: ele morava em outro continente e eu nunca mais iria vê-lo! Então, eu tinha o direito de errar. Errar feio, se preciso fosse. Eu podia beijar errado, falar bobagem, não ser a melhor companhia do mundo que TUDO BEM. Eu não ia vê-lo mais... Mas acho que não fiz nada disso. Porque, na manhã seguinte, já recebi um torpedo dele. E mais outro. E mais outro. E fui passeando, na Europa, trocando torpedos com um alemão. Enquanto eu andava sob a chuva de Praga, ele visitava amigos em Hagen. Enquanto eu me encantava com Viena, ele palestrava em uma faculdade. Enquanto eu chorava, na frente do castelo da Cinderela, no sul da Alemanha, ele trabalhava pra terminar um projeto. E, dentre muitos torpedos, ele me mandou um assim: “adoraria tomar um café com você em Stgd”.

Ele morava em Stgd, uma cidade grande, no sul da Alemanha também, mas umas três horas de trem de onde eu estava. E eu fui pra estação comprar a passagem pro próximo destino. Eu podia conhecer o leste da Suiça, antes de partir pra Barcelona.... ou ir pra Stgd, e partir pra Barcelona de lá. E como eu acho que passar pela vida sem emoções (saudáveis e que não trazem prejuízo pra ninguém) é uma COMPLETA BOBAGEM, eu comprei a passagem pra Stgd! Eu não ia avisá-lo, é óbvio! Não queria que ele se sentisse na obrigação de me acompanhar, na “cidade dele”. Eu ia visitar a cidade! Mas, se desse certo....

Meu último torpedo com ele tinha sido na noite anterior. Eu tinha parado numa cidadezinha, no meio do caminho, e já estava no trem, pra segunda metade da viagem, quando ele me mandou uma mensagem: “estamos na loucura pra entregar esse projeto. Desculpa não te ligar antes. Como está? Onde está?”. ONDE está! Ele tinha perguntado ONDE eu estava. Bom sinal, aquele.... Respondi que estava no trem, saindo da tal cidadezinha. “E aí, senhorita insone, qual a próxima parada?”. Eu falei sobre o insone e não falei sobre a parada. Eu NÃO queria que ele fizesse nada por obrigação e eu ACHAVA que ele ia se sentir assim, se eu falasse de Stgd. “Mas, me conta, qual o próximo museu que você vai ver?”. E eu falei o nome de um dos museus da cidade dele. “Você está vindo pra Stgd?????” Eu comecei a escrever que sim, mas que ele não precisava se preocupar e bla-bla-bla, quando chegou outro torpedo (só eu sei o quanto eu gastei de torpedos Brasil/Europa, naquela viagem) “A que horas você chega? Em qual plataforma? Eu VOU te buscar.” Simples assim.... jogando todas as minhas neuras ao vento e ainda abanando, que era pra não deixar dúvida....

Quando eu o encontrei, na estação, ele usava blazer e jeans... e tênis verdes! Juro! Comecei a reparar no pé de todo mundo por lá e isso era bem normal – usar tênis e voltar pra casa andando, depois do trabalho. Então, tanto fazia a cor, porque não era pra combinar, mesmo... Deixamos minha mala num depósito e ele me disse “vem, quero te mostrar umas coisas”. E lá fui eu, conhecer o centro histórico de uma cidade que tinha vivido as guerras mundiais, a reforma da igreja, etc e tal, acompanhada de um arquiteto!!! Um arquiteto legítimo e local!!! Pra quem é apaixonada por história, como eu, conhecer todos aqueles prédios e praças, com alguém que entende porque tal telhado é assim, porque tal fachada é assado, como era antes e como ficou depois, foi um deleite! Gastamos horas e horas andando, conversando, trocando ideias sobre costumes, países, gostos. Quando falávamos sobre temperatura (eu adoro o frio, mas m-o-r-r-o de frio, no menor ventinho – e estava um ventão), passou por nós uma menina linda, com uma saia minúscula. “Viu? Eu não sei como vocês conseguem! Eu jamais poderia usar uma saia daquela com um frio desses...” “Que saia?” “Daquela menina, que passou por nós, agora.” “Que menina?”. Dá pra não se sentir linda e única, do lado de um cara com uma atitude dessas?

“Está com fome?” E ele me levou pra um restaurante ótimo, num bairro alto da cidade. Escolheu uma mesa perto da parede, me sentou e se sentou na minha frente. No meu campo de visão, toooodo o restaurante africano e todas as pessoas que estavam lá. No campo de visão dele, só eu. E tomamos vinho, e jantamos, e conversamos mais. Em nenhum momento a gente tinha falado da gente ou ele tinha tentado alguma coisa, mas ele já tinha deixado bem claro que estava comigo. Naquele momento, eu não estava mais sozinha...

Quando pegamos a mala no depósito, caminhamos, pelo meio de um parque. “Não é perigoso? Já é mais de meia-noite!...” Pra minha sorte, na Alemanha, não era perigoso. E, no meio do caminho, ele parou na minha frente, segurou no meu rosto e disse: “é uma pena que você more do outro lado do mundo...”. E me beijou.

Naqueles dias, eu entendi que, se uma parte minha tinha morrido junto com o Fer, ainda tinha uma outra parte que tinha ficado. Que eu ainda estava viva... que eu ainda era notada... que eu ainda poderia ser desejada (no melhor sentido da palavra) por outro alguém... Que aquela estória de só existir uma tampa pra cada panela não é 100% verdade. Algumas tampas não vão te servir de jeito nenhum. São grandes demais, pequenas demais, priorizam outras coisas. Mas, não é possível que, num mundo tão imenso desses, só existisse uma pessoa pra mim, que ela morasse exatamente na mesma cidade que eu e que, se ela morresse (ou me deixasse por qualquer outro motivo), eu estaria fadada a ficar sozinha para sempre e sempre...

Depois de uma semana que eu estava no Brasil, eu recebi QUATRO propostas para sair / jantar de novas pessoas + UMA proposta de um ex-namorado. Tudo o que não tinha acontecido em quase dois anos, acontecia, agora, tudo junto, em uma semana! E eu parei pra prestar atenção que eu estava me arrumando mais, depois da Alemanha; me cuidando mais; saindo mais; sorrindo (sinceramente) mais. E que o que eu sentia por dentro fazia toda a diferença no que as pessoas viam por fora! Ou eu comecei a olhar mais para o lado... sei lá! Só sei que a MINHA ATITUDE de decidir recomeçar, até brigando comigo mesma se preciso fosse, fez toda a diferença....

Cenas do próximo capítulo aqui