Antes de voltar da Alemanha pro Brasil, eu preciso dar uma paradinha rápida na Espanha, pra explicar uma coisa importante, que me ajudou a mudar de pensamento. Vocês me acompanham?
Um mês antes de casar com o Fernando, eu morava/trabalhava/estudava na França e ele tinha ido me buscar. Na viagem de volta, nós passamos em Barcelona e adoramos o lugar. Viemos pro Brasil, nos casamos, as crianças nasceram, ele morreu. O sonho de voltar pra Paris e Barcelona, adiado por 12 anos, não ia mais se realizar. Pelo menos, não COM o Fer.
Quando fez um ano do acidente, eu tirei férias e levei as crianças pra viajar, pra longe do tumulto, das celebrações fúnebres. E nós acabamos indo pra Barcelona, visitar minha irmã que, agora, morava por lá. Enquanto estive por lá, eu passei e conversei muito com meu cunhado D.
Menos de um ano depois, por causa do casamento da minha prima com um alemão, lá estava eu, de novo, na Europa! Pra quem esperou por 12 anos, poder voltar pra lá, duas vezes, em 9 meses, era o máximo!!! E era aniversário do meu cunhado. Então, eu fiz questão absoluta de terminar a viagem em Barcelona, pra poder comemorar com os dois. Seriam só dois dias, mas dois dias em Barcelona são DOIS DIAS EM BARCELONA! E eu fui.
Cheguei na manhã da sexta e fui embora na tarde do sábado. Com uma comemoração de aniversário no meio do caminho, é claro que não ia dar tempo de fazer nenhum programa turístico... E tudo o que deu pra fazer foi passear, de vespa, com o meu cunhado, por uma horinha. E nós passamos pelo zoo, que o Guigo tinha amado; e vimos a padaria que a Nina tinha gostado; e fomos em frente do monumento onde as crianças tinham tirado foto; e relembramos aqueles dias bons da viagem anterior. E meu cunhado (amo, amo, amo!!!) observou algo tão óbvio que eu não sei como não tinha percebido antes:
D – “Mirys, você reparou que, na outra vez, você só dizia ‘estive aqui com o Fer’, ‘o Fer gostou disso’, ‘o Fer não gostou daquilo’....e, agora, você fala ‘o Guigo gostou disso’, ‘a Nina gostou daquilo’?”
Eu – “É...é que, antes, eu só tinha a viagem com o Fer, pra lembrar. Agora, eu tenho outra.”
D – “Mirys, então, eu acho que é disso que você precisa, na vida, de uma maneira geral: novas lembranças!”
E a partir daquela conversa eu decidi que se alguma coisa me incomodava ou se eu lembrava demais do Fernando com ela... eu ia viver novas experiências e criar novas lembranças pra mim mesma! Porque a vida precisa de 2as chances. Simples e brilhante, não?
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domingo, 29 de julho de 2012
sábado, 28 de julho de 2012
Interlúdio 16 - a sua atitude muda a reação das pessoas (Diário da Mirys)
Depois de ver partir aquela pessoa com quem eu prometi passar o resto dos meus dias, depois de ficar sozinha por quase dois anos, depois de já ter chorado e orado tudo o que eu podia, eu enfim conseguia ver aquilo que o resto do mundo falava pra mim: eu era muito nova pra que minha vida acabasse ali, naquele acidente, junto com o Fer. Eu ainda teria mais coisas, viajaria pra outros lugares, veria novas paisagens, gostaria de outras pessoas. Enfim, eu continuaria a viver. Apesar de.
E eu comecei a fazer li-te-ral-men-te as três primeiras coisas da lista acima: entrei num trem, sozinha, de noite, em Hagen (Alemanha) e acordei em Praga (República Tcheca). Me apaixonei por Viena. Vi o castelo da Cinderela. E Barcelona (e a minha irmã) me aguardava, pra fechar com chave de ouro aquela viagem de 2 semanas que mudaria a minha vida.
Eu, que nunca tinha “ficado” com alguém, na minha vida, tinha ido pro outro lado do mundo e beijado um alemão! Ora, ora, vejam só!... Eu pensava nisso e gargalhava, sozinha, dentro de todos os trens que eu tomei!!!!
Aquele moço não era perfeito no momento só porque ele era totalmente diferente do Fernando. Não, ele tinha um plus: ele morava em outro continente e eu nunca mais iria vê-lo! Então, eu tinha o direito de errar. Errar feio, se preciso fosse. Eu podia beijar errado, falar bobagem, não ser a melhor companhia do mundo que TUDO BEM. Eu não ia vê-lo mais... Mas acho que não fiz nada disso. Porque, na manhã seguinte, já recebi um torpedo dele. E mais outro. E mais outro. E fui passeando, na Europa, trocando torpedos com um alemão. Enquanto eu andava sob a chuva de Praga, ele visitava amigos em Hagen. Enquanto eu me encantava com Viena, ele palestrava em uma faculdade. Enquanto eu chorava, na frente do castelo da Cinderela, no sul da Alemanha, ele trabalhava pra terminar um projeto. E, dentre muitos torpedos, ele me mandou um assim: “adoraria tomar um café com você em Stgd”.
Ele morava em Stgd, uma cidade grande, no sul da Alemanha também, mas umas três horas de trem de onde eu estava. E eu fui pra estação comprar a passagem pro próximo destino. Eu podia conhecer o leste da Suiça, antes de partir pra Barcelona.... ou ir pra Stgd, e partir pra Barcelona de lá. E como eu acho que passar pela vida sem emoções (saudáveis e que não trazem prejuízo pra ninguém) é uma COMPLETA BOBAGEM, eu comprei a passagem pra Stgd! Eu não ia avisá-lo, é óbvio! Não queria que ele se sentisse na obrigação de me acompanhar, na “cidade dele”. Eu ia visitar a cidade! Mas, se desse certo....
Meu último torpedo com ele tinha sido na noite anterior. Eu tinha parado numa cidadezinha, no meio do caminho, e já estava no trem, pra segunda metade da viagem, quando ele me mandou uma mensagem: “estamos na loucura pra entregar esse projeto. Desculpa não te ligar antes. Como está? Onde está?”. ONDE está! Ele tinha perguntado ONDE eu estava. Bom sinal, aquele.... Respondi que estava no trem, saindo da tal cidadezinha. “E aí, senhorita insone, qual a próxima parada?”. Eu falei sobre o insone e não falei sobre a parada. Eu NÃO queria que ele fizesse nada por obrigação e eu ACHAVA que ele ia se sentir assim, se eu falasse de Stgd. “Mas, me conta, qual o próximo museu que você vai ver?”. E eu falei o nome de um dos museus da cidade dele. “Você está vindo pra Stgd?????” Eu comecei a escrever que sim, mas que ele não precisava se preocupar e bla-bla-bla, quando chegou outro torpedo (só eu sei o quanto eu gastei de torpedos Brasil/Europa, naquela viagem) “A que horas você chega? Em qual plataforma? Eu VOU te buscar.” Simples assim.... jogando todas as minhas neuras ao vento e ainda abanando, que era pra não deixar dúvida....
Quando eu o encontrei, na estação, ele usava blazer e jeans... e tênis verdes! Juro! Comecei a reparar no pé de todo mundo por lá e isso era bem normal – usar tênis e voltar pra casa andando, depois do trabalho. Então, tanto fazia a cor, porque não era pra combinar, mesmo... Deixamos minha mala num depósito e ele me disse “vem, quero te mostrar umas coisas”. E lá fui eu, conhecer o centro histórico de uma cidade que tinha vivido as guerras mundiais, a reforma da igreja, etc e tal, acompanhada de um arquiteto!!! Um arquiteto legítimo e local!!! Pra quem é apaixonada por história, como eu, conhecer todos aqueles prédios e praças, com alguém que entende porque tal telhado é assim, porque tal fachada é assado, como era antes e como ficou depois, foi um deleite! Gastamos horas e horas andando, conversando, trocando ideias sobre costumes, países, gostos. Quando falávamos sobre temperatura (eu adoro o frio, mas m-o-r-r-o de frio, no menor ventinho – e estava um ventão), passou por nós uma menina linda, com uma saia minúscula. “Viu? Eu não sei como vocês conseguem! Eu jamais poderia usar uma saia daquela com um frio desses...” “Que saia?” “Daquela menina, que passou por nós, agora.” “Que menina?”. Dá pra não se sentir linda e única, do lado de um cara com uma atitude dessas?
“Está com fome?” E ele me levou pra um restaurante ótimo, num bairro alto da cidade. Escolheu uma mesa perto da parede, me sentou e se sentou na minha frente. No meu campo de visão, toooodo o restaurante africano e todas as pessoas que estavam lá. No campo de visão dele, só eu. E tomamos vinho, e jantamos, e conversamos mais. Em nenhum momento a gente tinha falado da gente ou ele tinha tentado alguma coisa, mas ele já tinha deixado bem claro que estava comigo. Naquele momento, eu não estava mais sozinha...
Quando pegamos a mala no depósito, caminhamos, pelo meio de um parque. “Não é perigoso? Já é mais de meia-noite!...” Pra minha sorte, na Alemanha, não era perigoso. E, no meio do caminho, ele parou na minha frente, segurou no meu rosto e disse: “é uma pena que você more do outro lado do mundo...”. E me beijou.
Naqueles dias, eu entendi que, se uma parte minha tinha morrido junto com o Fer, ainda tinha uma outra parte que tinha ficado. Que eu ainda estava viva... que eu ainda era notada... que eu ainda poderia ser desejada (no melhor sentido da palavra) por outro alguém... Que aquela estória de só existir uma tampa pra cada panela não é 100% verdade. Algumas tampas não vão te servir de jeito nenhum. São grandes demais, pequenas demais, priorizam outras coisas. Mas, não é possível que, num mundo tão imenso desses, só existisse uma pessoa pra mim, que ela morasse exatamente na mesma cidade que eu e que, se ela morresse (ou me deixasse por qualquer outro motivo), eu estaria fadada a ficar sozinha para sempre e sempre...
Depois de uma semana que eu estava no Brasil, eu recebi QUATRO propostas para sair / jantar de novas pessoas + UMA proposta de um ex-namorado. Tudo o que não tinha acontecido em quase dois anos, acontecia, agora, tudo junto, em uma semana! E eu parei pra prestar atenção que eu estava me arrumando mais, depois da Alemanha; me cuidando mais; saindo mais; sorrindo (sinceramente) mais. E que o que eu sentia por dentro fazia toda a diferença no que as pessoas viam por fora! Ou eu comecei a olhar mais para o lado... sei lá! Só sei que a MINHA ATITUDE de decidir recomeçar, até brigando comigo mesma se preciso fosse, fez toda a diferença....
Cenas do próximo capítulo aqui
E eu comecei a fazer li-te-ral-men-te as três primeiras coisas da lista acima: entrei num trem, sozinha, de noite, em Hagen (Alemanha) e acordei em Praga (República Tcheca). Me apaixonei por Viena. Vi o castelo da Cinderela. E Barcelona (e a minha irmã) me aguardava, pra fechar com chave de ouro aquela viagem de 2 semanas que mudaria a minha vida.
Eu, que nunca tinha “ficado” com alguém, na minha vida, tinha ido pro outro lado do mundo e beijado um alemão! Ora, ora, vejam só!... Eu pensava nisso e gargalhava, sozinha, dentro de todos os trens que eu tomei!!!!
Aquele moço não era perfeito no momento só porque ele era totalmente diferente do Fernando. Não, ele tinha um plus: ele morava em outro continente e eu nunca mais iria vê-lo! Então, eu tinha o direito de errar. Errar feio, se preciso fosse. Eu podia beijar errado, falar bobagem, não ser a melhor companhia do mundo que TUDO BEM. Eu não ia vê-lo mais... Mas acho que não fiz nada disso. Porque, na manhã seguinte, já recebi um torpedo dele. E mais outro. E mais outro. E fui passeando, na Europa, trocando torpedos com um alemão. Enquanto eu andava sob a chuva de Praga, ele visitava amigos em Hagen. Enquanto eu me encantava com Viena, ele palestrava em uma faculdade. Enquanto eu chorava, na frente do castelo da Cinderela, no sul da Alemanha, ele trabalhava pra terminar um projeto. E, dentre muitos torpedos, ele me mandou um assim: “adoraria tomar um café com você em Stgd”.
Ele morava em Stgd, uma cidade grande, no sul da Alemanha também, mas umas três horas de trem de onde eu estava. E eu fui pra estação comprar a passagem pro próximo destino. Eu podia conhecer o leste da Suiça, antes de partir pra Barcelona.... ou ir pra Stgd, e partir pra Barcelona de lá. E como eu acho que passar pela vida sem emoções (saudáveis e que não trazem prejuízo pra ninguém) é uma COMPLETA BOBAGEM, eu comprei a passagem pra Stgd! Eu não ia avisá-lo, é óbvio! Não queria que ele se sentisse na obrigação de me acompanhar, na “cidade dele”. Eu ia visitar a cidade! Mas, se desse certo....
Meu último torpedo com ele tinha sido na noite anterior. Eu tinha parado numa cidadezinha, no meio do caminho, e já estava no trem, pra segunda metade da viagem, quando ele me mandou uma mensagem: “estamos na loucura pra entregar esse projeto. Desculpa não te ligar antes. Como está? Onde está?”. ONDE está! Ele tinha perguntado ONDE eu estava. Bom sinal, aquele.... Respondi que estava no trem, saindo da tal cidadezinha. “E aí, senhorita insone, qual a próxima parada?”. Eu falei sobre o insone e não falei sobre a parada. Eu NÃO queria que ele fizesse nada por obrigação e eu ACHAVA que ele ia se sentir assim, se eu falasse de Stgd. “Mas, me conta, qual o próximo museu que você vai ver?”. E eu falei o nome de um dos museus da cidade dele. “Você está vindo pra Stgd?????” Eu comecei a escrever que sim, mas que ele não precisava se preocupar e bla-bla-bla, quando chegou outro torpedo (só eu sei o quanto eu gastei de torpedos Brasil/Europa, naquela viagem) “A que horas você chega? Em qual plataforma? Eu VOU te buscar.” Simples assim.... jogando todas as minhas neuras ao vento e ainda abanando, que era pra não deixar dúvida....
Quando eu o encontrei, na estação, ele usava blazer e jeans... e tênis verdes! Juro! Comecei a reparar no pé de todo mundo por lá e isso era bem normal – usar tênis e voltar pra casa andando, depois do trabalho. Então, tanto fazia a cor, porque não era pra combinar, mesmo... Deixamos minha mala num depósito e ele me disse “vem, quero te mostrar umas coisas”. E lá fui eu, conhecer o centro histórico de uma cidade que tinha vivido as guerras mundiais, a reforma da igreja, etc e tal, acompanhada de um arquiteto!!! Um arquiteto legítimo e local!!! Pra quem é apaixonada por história, como eu, conhecer todos aqueles prédios e praças, com alguém que entende porque tal telhado é assim, porque tal fachada é assado, como era antes e como ficou depois, foi um deleite! Gastamos horas e horas andando, conversando, trocando ideias sobre costumes, países, gostos. Quando falávamos sobre temperatura (eu adoro o frio, mas m-o-r-r-o de frio, no menor ventinho – e estava um ventão), passou por nós uma menina linda, com uma saia minúscula. “Viu? Eu não sei como vocês conseguem! Eu jamais poderia usar uma saia daquela com um frio desses...” “Que saia?” “Daquela menina, que passou por nós, agora.” “Que menina?”. Dá pra não se sentir linda e única, do lado de um cara com uma atitude dessas?
“Está com fome?” E ele me levou pra um restaurante ótimo, num bairro alto da cidade. Escolheu uma mesa perto da parede, me sentou e se sentou na minha frente. No meu campo de visão, toooodo o restaurante africano e todas as pessoas que estavam lá. No campo de visão dele, só eu. E tomamos vinho, e jantamos, e conversamos mais. Em nenhum momento a gente tinha falado da gente ou ele tinha tentado alguma coisa, mas ele já tinha deixado bem claro que estava comigo. Naquele momento, eu não estava mais sozinha...
Quando pegamos a mala no depósito, caminhamos, pelo meio de um parque. “Não é perigoso? Já é mais de meia-noite!...” Pra minha sorte, na Alemanha, não era perigoso. E, no meio do caminho, ele parou na minha frente, segurou no meu rosto e disse: “é uma pena que você more do outro lado do mundo...”. E me beijou.
Naqueles dias, eu entendi que, se uma parte minha tinha morrido junto com o Fer, ainda tinha uma outra parte que tinha ficado. Que eu ainda estava viva... que eu ainda era notada... que eu ainda poderia ser desejada (no melhor sentido da palavra) por outro alguém... Que aquela estória de só existir uma tampa pra cada panela não é 100% verdade. Algumas tampas não vão te servir de jeito nenhum. São grandes demais, pequenas demais, priorizam outras coisas. Mas, não é possível que, num mundo tão imenso desses, só existisse uma pessoa pra mim, que ela morasse exatamente na mesma cidade que eu e que, se ela morresse (ou me deixasse por qualquer outro motivo), eu estaria fadada a ficar sozinha para sempre e sempre...
Depois de uma semana que eu estava no Brasil, eu recebi QUATRO propostas para sair / jantar de novas pessoas + UMA proposta de um ex-namorado. Tudo o que não tinha acontecido em quase dois anos, acontecia, agora, tudo junto, em uma semana! E eu parei pra prestar atenção que eu estava me arrumando mais, depois da Alemanha; me cuidando mais; saindo mais; sorrindo (sinceramente) mais. E que o que eu sentia por dentro fazia toda a diferença no que as pessoas viam por fora! Ou eu comecei a olhar mais para o lado... sei lá! Só sei que a MINHA ATITUDE de decidir recomeçar, até brigando comigo mesma se preciso fosse, fez toda a diferença....
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sexta-feira, 27 de julho de 2012
Interlúdio 15 - eu, finalmente, me encontrei... comigo! (Diário da Mirys)
(Se prepara que essa é longa. Mas vale a pena!!!)
Em 30 dias, terminei meus trabalhos pendentes, arrumei malas, guardei dinheiro, renovei passaporte, organizei casa + crianças + escola + carro, e parti para o aeroporto internacional de Guarulhos!!! Da última vez que eu tinha estado lá, tinha ido chorando (muito por dentro, só um pouquinho por fora). Eu ia realizar o meu plano com o Fernando de levar as crianças para ver a cidade onde eu tinha morado (Paris)... mas eu ia realizar sozinha. Tudo o que foi dele, comigo, foi a certidão de óbito, o boletim de ocorrência e o nome dele na certidão de nascimento dos pequenos. Sem essa “companhia agradável”, eu não podia tirar meus filhos do País e leva-los pra passear. Vou te contar, viu? Ninguém merece....
Mas, agora, eu voava sozinha!!!!
Por um lado, eu estava petrificada! Eu sempre amei viajar. De avião, então!!! Tem coisa mais gostosa do que dormir num lugar e acordar em outro, cheio de expectativas pra ver paisagens diferentes, comer comidas diferentes, ouvir línguas diferentes??? Mas... viajar sozinha era um RISCO GRANDE DEMAIS e eu tinha aprendido a não correr NENHUM RISCO, nos anos de viuvez. COM as crianças, eu ia pra qualquer lugar! Se algo acontecesse, estaríamos juntos. Mas SEM as crianças... E se eu não voltasse? Eles já não tinham pai! Eu não queria correr nenhum risco de deixa-los sem mãe, também... (desculpem a neura, mas quando você fica viúva com 35 anos, você tem neuras inexplicáveis para pessoas normais...)
Por outro lado, era a primeira vez que eu ficava sozinha, totalmente, desde o acidente! 20 meses depois, longos 600 e tantos dias, eu ia ficar, finalmente, sem ninguém conhecido por perto! Podia chorar, podia rir, podia dançar no meio da rua e ninguém ia falar “que absurdo, ela chorando desse tanto depois de tanto tempo” ou “que absurdo, ela rindo desse tanto depois de tão pouco tempo”... Era a minha chance de ser SÓ a Miriane. Não a mãe do Guilherme. Não a mãe da Helena. Não a filha do médico ou da regente do coral. Não... lá eu seria só eu mesma! Eu podia me apresentar como Miriane, a advogada, mas também poderia ser Miroca - a prima da noiva, Miriane – a advogada, Mi – a brasileira (claro que ninguém ia conseguir falar Mi-ri-a-ne, assim certinho, na Alemanha) ou como Mirys – a fotógrafa! Se eu quisesse mudar até o meu nome, eu podia!!! Eu podia me apresentar como Laura, Carol, Luísa, Ana, Ernestina que NINGUÉM iria saber. Ah.... o doce gosto da liberdade....
Chegando em solo alemão, sã e salva (e livre da 1ª parte das minhas neuras de morrer no vôo – porque ainda teria a volta), eu só pensei na parte boa! Desci do avião conversando com um grego super simpático (que estava indo CASAR com uma alemã! Foca, people! Foca! Eu não ia beijar o primeiro que aparecesse no avião! Kkk) e a minha trupe já me esperava, com flores, papel com meu nome e muitos gritinhos. “Quem é esse?????”
Eu teria duas semanas na Europa: uma semana com a minha família, conhecendo a Alemanha; no sábado, o casamento; dali eu partia sozinha, para uma viagem minha comigo mesma. A primeira semana foi incrível, vi lugares bárbaros, me apaixonei por um país que nunca tinha pensado em conhecer (tem alguns flashes da viagem aqui, aqui, aqui e aqui). Falei horrooooooores em inglês (amo!), tirei inúmeras fotos (eu e meus tios brincamos de ter um curso de fotografia, “ao vivo”, durante as viagens, porque eles já acompanhavam as “dicas de fotografia” aqui do blog. Muito fofo, esse meu povo!). Mas quase não vi homens morenos na Alemanha.... e os loiros que me desculpem (gosto é gosto e não se discute), mas são os morenos que me atraem. E eu nem lembrei dessa parte minha, que continuava escondidinha láááá no fundo do baú...
E na sexta, dia do casamento civil, eu tinha um vestido lindo novo alemão (baratérrimo, da C&A de lá) pra usar, tinha tempo pra me arrumar (não tinha que vestir duas crianças), tinha um ar leve. E lá fomos nós pro cartório. A moça que ia fazer a tradução pro inglês, ficou na mesa, ao lado do cartorário, que falava em alemão. Eu fiquei do lado dos meus tios, pra traduzir pro português. Qual era o problema? Eu já tinha ido em váááários casamentos DEPOIS de ter ficado viúva. Eu aguentava, eu sabia. Então, o alemão falava, a alemã falava (em inglês) e eu falava. Lindo. Tranquilo. Sussa. Até que... chegou naquela abençoada parte do “pra sempre”, do “todos os dias da vida”, do “até que a morte os separe”. Eu engoli em seco....
Era verdade, eu já tinha ido a um monte de casamentos. Mas eu SEMPRE me entretinha com outras coisas, quando chegava nessa parte. Eu cuidava das crianças, eu ensinava o Guigo a fazer uma foto das velas acessas nos arranjos, eu arrumava o cabelo da Nina, eu saia de mim. Só que, agora, eu tinha que traduzir o casamento! Eu tinha que ouvir e entender, em inglês, e falar e entender, de novo, em português. Eu tinha que prestar atenção DUAS VEZES em cada uma daquelas frases das quais eu tanto fugia!!! E eu tinha que fazer tudo isso sorrindo, para que ninguém pensasse que eu não estava feliz pela minha prima. Porque eu estava feliz por ela. Muito feliz! Mas eu estava destroçada, por mim mesma.... E o esforço para se conciliar duas coisas tão intensas e tão diferentes era muito grande!
Acabada a cerimônia, nós fomos almoçar e eu sinto que eu só consegui voltar a respirar umas 5hs da tarde, quando tudo já se encerrava e todos começavam a se preparar para o dia seguinte (cerimônia religiosa e festa). Eu fui caminhando com os meus tios, da casa dos pais do noivo até a casa onde estávamos hospedados, peguei minha bolsa e saí: “gente, vou no correio e já volto!”. Não tinha mais correio naquela hora... todo mundo sabia disso...
Então, eu vaguei sem rumo por uma hora, talvez duas. Eu andava e andava, numa cidade minúscula de 3 mil habitantes (se tiver!), evitando uma meia dúzia de ruas, onde estavam as casas que poderiam ter pessoas que me conhecessem. Eu chorei até não poder mais! Eu senti tudo de novo, ali. Eu revi um filme. Eu chorei e orei e pedi muuuuito por aquele casamento e pelo casamento de todo mundo que eu conhecia. Que ninguém mais passasse por aquilo que eu passava! Porque era triste demais, difícil demais, intenso demais....
Quando eu voltei pra casa, minha tia (que também tinha ficado viúva, um ano antes de mim), me pegou pela mão e disse: “vamos comigo? Porque EU quero dar uma volta.” Ela era alguém que me entendia, que sofria a mesma dor, que vivia o mesmo dilema, que estava na mesma situação. E foi tão reconfortante conversar com alguém que me entendesse 100%...
Nós duas andamos por mais umas horas, até as pernas não aguentarem. E chegamos a seguinte conclusão: chega! Já tinha dado! Já tinha sido tempo suficiente pra mim! Eu tinha cuidado das crianças, do trabalho, da casa, dos meus sogros, tinha dedicado tempo aos meus irmãos, aos meus amigos, ao voluntariado...era tempo de cuidar DE MIM! E de namorar, de novo. Ela sabia que eu não sabia nem como começar, que eu não conseguia manter um olhar, que eu não conseguia responder a uma investida, que eu não tinha o menor ânimo de me arrumar e sair. Mas, me incentivou a PRATICAR! Eu decidi que aquela ia ser a minha palavra de ordem, dali pra frente: praticar!!!! Eu ia olhar, mesmo que desse vontade de chorar. Eu ia conversar, mesmo que me sentisse culpada (porque me sentia casada). Ninguém ia saber o que eu tinha por dentro se eu estivesse sorrindo por fora. Então, eu ia responder recados, aceitar convites, sair de casa. Eu IA. E ponto final!
Mas é incrível o que pouco tempo e minha personalidade fazem comigo... na manhã seguinte, eu já estava COMPLETAMENTE envolvida com o casamento religioso. Eu só me preocupava em fotografar a noiva, a família, os preparativos, em fazer o buque (verde e amarelo – lindo!!!), em organizar as lembrancinhas “brasileiras”, em traduzir conversas alheias, em ajudar todo mundo em qualquer coisa que eles me pedissem. E pensava: “amanhã, às 6hs da manhã, eu tenho um trem pra Praga! Só eu! Então, A PARTIR DE AMANHÃ, a nova Miriane começará!...” E lá fui eu, no meio de microfones, balões, fotos e cartões para os noivos, curtir o casamento.
Às 4 e pouco da manhã, quando a festa já tinha acabado, os noivos já tinham ido, só haviam no salão umas 6 ou 7 pessoas. Exatamente 7, na verdade. Dois casais alemães, duas irlandesas e um alemão. E eu. Exausta. E ainda tinha que recolher as lembrancinhas que tinham sobrado. As irlandesas foram embora. Os casais foram dormir. O alemão ficou me ajudando. E eu constatei que EU ERA UMA LÁSTIMA COMO MULHER, mesmo!!!! Precisei esperar todas as outras almas viventes ao redor irem embora para perceber que o moço alemão estava ali, olhando pra mim, conversando comigo até o fim da festa, ajudando a recolher pacotinhos vermelhos e não era só pra ser gentil (até porque os alemães não são, assim, os mais gentis da Terra)!!!!! Afe...
Eu morri de medo, eu travei, eu comecei a falar bobagens em inglês, a ter um sotaque absurdo, a rir (de nervosa). E ele lá, impassível, como todo bom alemão. Só me ajudando. Me acompanhou (carregando a caixa com as coisas) até a porta do quarto. E... nada! Então, eu bati na porta, para minha tia abrir (eu dividia o quarto com ela), e ela não veio. E o moço se aproximou. Deixou a caixa no chão. Arrumou meu cabelo. E eu só pensei: “que bom – ele é loiro, de cabelo meio comprido e liso, do meu tamanho no máximo. Ele é diferente do Fer. Ele tem a voz diferente, o cheiro diferente, tudo diferente.” Porque era pra ser assim, mesmo, diferente!!!! Pra eu não criar expectativa nenhuma pra hora de abrir os olhos....
E então... minha tia abriu a porta!
“Oi Mirys. Desculpa. Esperou muito?”
E ela abriu os olhos direito e viu o moço ali, comigo.
“AhMiryseutovoltandodormir.Entrequandoquiser” (leia tudo rápido porque ela falou assim mesmo, encostou a porta e saiu)
Ele sorriu, sem entender nada (a gente falou português).
Eu sorri, entendendo tudo. Dele, da minha tia, de mim mesma.
E eu fui beijada...
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Em 30 dias, terminei meus trabalhos pendentes, arrumei malas, guardei dinheiro, renovei passaporte, organizei casa + crianças + escola + carro, e parti para o aeroporto internacional de Guarulhos!!! Da última vez que eu tinha estado lá, tinha ido chorando (muito por dentro, só um pouquinho por fora). Eu ia realizar o meu plano com o Fernando de levar as crianças para ver a cidade onde eu tinha morado (Paris)... mas eu ia realizar sozinha. Tudo o que foi dele, comigo, foi a certidão de óbito, o boletim de ocorrência e o nome dele na certidão de nascimento dos pequenos. Sem essa “companhia agradável”, eu não podia tirar meus filhos do País e leva-los pra passear. Vou te contar, viu? Ninguém merece....
Mas, agora, eu voava sozinha!!!!
Por um lado, eu estava petrificada! Eu sempre amei viajar. De avião, então!!! Tem coisa mais gostosa do que dormir num lugar e acordar em outro, cheio de expectativas pra ver paisagens diferentes, comer comidas diferentes, ouvir línguas diferentes??? Mas... viajar sozinha era um RISCO GRANDE DEMAIS e eu tinha aprendido a não correr NENHUM RISCO, nos anos de viuvez. COM as crianças, eu ia pra qualquer lugar! Se algo acontecesse, estaríamos juntos. Mas SEM as crianças... E se eu não voltasse? Eles já não tinham pai! Eu não queria correr nenhum risco de deixa-los sem mãe, também... (desculpem a neura, mas quando você fica viúva com 35 anos, você tem neuras inexplicáveis para pessoas normais...)
Por outro lado, era a primeira vez que eu ficava sozinha, totalmente, desde o acidente! 20 meses depois, longos 600 e tantos dias, eu ia ficar, finalmente, sem ninguém conhecido por perto! Podia chorar, podia rir, podia dançar no meio da rua e ninguém ia falar “que absurdo, ela chorando desse tanto depois de tanto tempo” ou “que absurdo, ela rindo desse tanto depois de tão pouco tempo”... Era a minha chance de ser SÓ a Miriane. Não a mãe do Guilherme. Não a mãe da Helena. Não a filha do médico ou da regente do coral. Não... lá eu seria só eu mesma! Eu podia me apresentar como Miriane, a advogada, mas também poderia ser Miroca - a prima da noiva, Miriane – a advogada, Mi – a brasileira (claro que ninguém ia conseguir falar Mi-ri-a-ne, assim certinho, na Alemanha) ou como Mirys – a fotógrafa! Se eu quisesse mudar até o meu nome, eu podia!!! Eu podia me apresentar como Laura, Carol, Luísa, Ana, Ernestina que NINGUÉM iria saber. Ah.... o doce gosto da liberdade....
Chegando em solo alemão, sã e salva (e livre da 1ª parte das minhas neuras de morrer no vôo – porque ainda teria a volta), eu só pensei na parte boa! Desci do avião conversando com um grego super simpático (que estava indo CASAR com uma alemã! Foca, people! Foca! Eu não ia beijar o primeiro que aparecesse no avião! Kkk) e a minha trupe já me esperava, com flores, papel com meu nome e muitos gritinhos. “Quem é esse?????”
Eu teria duas semanas na Europa: uma semana com a minha família, conhecendo a Alemanha; no sábado, o casamento; dali eu partia sozinha, para uma viagem minha comigo mesma. A primeira semana foi incrível, vi lugares bárbaros, me apaixonei por um país que nunca tinha pensado em conhecer (tem alguns flashes da viagem aqui, aqui, aqui e aqui). Falei horrooooooores em inglês (amo!), tirei inúmeras fotos (eu e meus tios brincamos de ter um curso de fotografia, “ao vivo”, durante as viagens, porque eles já acompanhavam as “dicas de fotografia” aqui do blog. Muito fofo, esse meu povo!). Mas quase não vi homens morenos na Alemanha.... e os loiros que me desculpem (gosto é gosto e não se discute), mas são os morenos que me atraem. E eu nem lembrei dessa parte minha, que continuava escondidinha láááá no fundo do baú...
E na sexta, dia do casamento civil, eu tinha um vestido lindo novo alemão (baratérrimo, da C&A de lá) pra usar, tinha tempo pra me arrumar (não tinha que vestir duas crianças), tinha um ar leve. E lá fomos nós pro cartório. A moça que ia fazer a tradução pro inglês, ficou na mesa, ao lado do cartorário, que falava em alemão. Eu fiquei do lado dos meus tios, pra traduzir pro português. Qual era o problema? Eu já tinha ido em váááários casamentos DEPOIS de ter ficado viúva. Eu aguentava, eu sabia. Então, o alemão falava, a alemã falava (em inglês) e eu falava. Lindo. Tranquilo. Sussa. Até que... chegou naquela abençoada parte do “pra sempre”, do “todos os dias da vida”, do “até que a morte os separe”. Eu engoli em seco....
Era verdade, eu já tinha ido a um monte de casamentos. Mas eu SEMPRE me entretinha com outras coisas, quando chegava nessa parte. Eu cuidava das crianças, eu ensinava o Guigo a fazer uma foto das velas acessas nos arranjos, eu arrumava o cabelo da Nina, eu saia de mim. Só que, agora, eu tinha que traduzir o casamento! Eu tinha que ouvir e entender, em inglês, e falar e entender, de novo, em português. Eu tinha que prestar atenção DUAS VEZES em cada uma daquelas frases das quais eu tanto fugia!!! E eu tinha que fazer tudo isso sorrindo, para que ninguém pensasse que eu não estava feliz pela minha prima. Porque eu estava feliz por ela. Muito feliz! Mas eu estava destroçada, por mim mesma.... E o esforço para se conciliar duas coisas tão intensas e tão diferentes era muito grande!
Acabada a cerimônia, nós fomos almoçar e eu sinto que eu só consegui voltar a respirar umas 5hs da tarde, quando tudo já se encerrava e todos começavam a se preparar para o dia seguinte (cerimônia religiosa e festa). Eu fui caminhando com os meus tios, da casa dos pais do noivo até a casa onde estávamos hospedados, peguei minha bolsa e saí: “gente, vou no correio e já volto!”. Não tinha mais correio naquela hora... todo mundo sabia disso...
Então, eu vaguei sem rumo por uma hora, talvez duas. Eu andava e andava, numa cidade minúscula de 3 mil habitantes (se tiver!), evitando uma meia dúzia de ruas, onde estavam as casas que poderiam ter pessoas que me conhecessem. Eu chorei até não poder mais! Eu senti tudo de novo, ali. Eu revi um filme. Eu chorei e orei e pedi muuuuito por aquele casamento e pelo casamento de todo mundo que eu conhecia. Que ninguém mais passasse por aquilo que eu passava! Porque era triste demais, difícil demais, intenso demais....
Quando eu voltei pra casa, minha tia (que também tinha ficado viúva, um ano antes de mim), me pegou pela mão e disse: “vamos comigo? Porque EU quero dar uma volta.” Ela era alguém que me entendia, que sofria a mesma dor, que vivia o mesmo dilema, que estava na mesma situação. E foi tão reconfortante conversar com alguém que me entendesse 100%...
Nós duas andamos por mais umas horas, até as pernas não aguentarem. E chegamos a seguinte conclusão: chega! Já tinha dado! Já tinha sido tempo suficiente pra mim! Eu tinha cuidado das crianças, do trabalho, da casa, dos meus sogros, tinha dedicado tempo aos meus irmãos, aos meus amigos, ao voluntariado...era tempo de cuidar DE MIM! E de namorar, de novo. Ela sabia que eu não sabia nem como começar, que eu não conseguia manter um olhar, que eu não conseguia responder a uma investida, que eu não tinha o menor ânimo de me arrumar e sair. Mas, me incentivou a PRATICAR! Eu decidi que aquela ia ser a minha palavra de ordem, dali pra frente: praticar!!!! Eu ia olhar, mesmo que desse vontade de chorar. Eu ia conversar, mesmo que me sentisse culpada (porque me sentia casada). Ninguém ia saber o que eu tinha por dentro se eu estivesse sorrindo por fora. Então, eu ia responder recados, aceitar convites, sair de casa. Eu IA. E ponto final!
Mas é incrível o que pouco tempo e minha personalidade fazem comigo... na manhã seguinte, eu já estava COMPLETAMENTE envolvida com o casamento religioso. Eu só me preocupava em fotografar a noiva, a família, os preparativos, em fazer o buque (verde e amarelo – lindo!!!), em organizar as lembrancinhas “brasileiras”, em traduzir conversas alheias, em ajudar todo mundo em qualquer coisa que eles me pedissem. E pensava: “amanhã, às 6hs da manhã, eu tenho um trem pra Praga! Só eu! Então, A PARTIR DE AMANHÃ, a nova Miriane começará!...” E lá fui eu, no meio de microfones, balões, fotos e cartões para os noivos, curtir o casamento.
Às 4 e pouco da manhã, quando a festa já tinha acabado, os noivos já tinham ido, só haviam no salão umas 6 ou 7 pessoas. Exatamente 7, na verdade. Dois casais alemães, duas irlandesas e um alemão. E eu. Exausta. E ainda tinha que recolher as lembrancinhas que tinham sobrado. As irlandesas foram embora. Os casais foram dormir. O alemão ficou me ajudando. E eu constatei que EU ERA UMA LÁSTIMA COMO MULHER, mesmo!!!! Precisei esperar todas as outras almas viventes ao redor irem embora para perceber que o moço alemão estava ali, olhando pra mim, conversando comigo até o fim da festa, ajudando a recolher pacotinhos vermelhos e não era só pra ser gentil (até porque os alemães não são, assim, os mais gentis da Terra)!!!!! Afe...
Eu morri de medo, eu travei, eu comecei a falar bobagens em inglês, a ter um sotaque absurdo, a rir (de nervosa). E ele lá, impassível, como todo bom alemão. Só me ajudando. Me acompanhou (carregando a caixa com as coisas) até a porta do quarto. E... nada! Então, eu bati na porta, para minha tia abrir (eu dividia o quarto com ela), e ela não veio. E o moço se aproximou. Deixou a caixa no chão. Arrumou meu cabelo. E eu só pensei: “que bom – ele é loiro, de cabelo meio comprido e liso, do meu tamanho no máximo. Ele é diferente do Fer. Ele tem a voz diferente, o cheiro diferente, tudo diferente.” Porque era pra ser assim, mesmo, diferente!!!! Pra eu não criar expectativa nenhuma pra hora de abrir os olhos....
E então... minha tia abriu a porta!
“Oi Mirys. Desculpa. Esperou muito?”
E ela abriu os olhos direito e viu o moço ali, comigo.
“AhMiryseutovoltandodormir.Entrequandoquiser” (leia tudo rápido porque ela falou assim mesmo, encostou a porta e saiu)
Ele sorriu, sem entender nada (a gente falou português).
Eu sorri, entendendo tudo. Dele, da minha tia, de mim mesma.
E eu fui beijada...
Cenas do próximo capítulo aqui
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terça-feira, 22 de maio de 2012
Alemanha - estradas (Diário da Mirys)
Algo muito interessante de se fazer na Alemanha é viajar... de carro!!! Na França, eu confesso que preferi andar de trem (você entra mais no clima do país, vai passando pelas diferentes regiões e vendo a paisagem mudar...castelos, girassóis, parreiras de uva, praias, montanhas com neve... ai, ai! Vocês não imaginam que cena LINDA E INESQUECÍVEL é olhar pela janela do trem e ver um "mar amarelo" de girassóis, bem ali, do seu lado! Mas isso fica pra outra sequencia de posts...).
Viajar de carro na Alemanha é uma emoção: porque as estradas estão por toda a parte, são ótimas e, na maior parte do caminho, não há limite de velocidade!!!! Só uma "indicação" para que se ande a 130km/hora! 130, people!!!! Cento e trinta!!!!! Como SUGESTÃO!!!! Logo pra mim, que sou conhecida como "lentinha" pela minha família, porque SEMPRE ando um pouquinho abaixo do limite permitido ou uns 10km abaixo (no mínimo), se estiver com crianças no carro! PS: quando houver um limite a ser respeitado (tipo perto da entrada das cidades), você verá um luminoso indicando a velocidade.
Na verdade, existem dois tipos de estradas na Alemanha:a Autobahn e as secundárias. A Autobahn, que é a principal, corta o país inteiro, é ótima (limpa, organizada, bem sinalizada, com postos e pontos de apoio em toda a sua extensão) e... NÃO É PEDAGIADA!!!! Quem mora em São Paulo e sofre com os pedágios põe o dedo aqui, que já vai fechar!!!
Foi na Autobahn, mais ou menos bem no meio da Alemanha (nós estávamos indo do oeste para o leste - Berlin), que nós encontramos aquele "check point", que foi utilizado quando o país ainda era dividido e as pessoas eram proibidas de transitar de um lado para o outro. Ao lado de um Burger King! Ah... a modernidade...
Como nós viajamos com um alemão legítimo ao volante, eu não sabia direito o caminho, nem olhei mapas, nem nada. Só fui curtindo a paisagem (não tem muito pra se ver, tá?). Fiquei impressionada com a quantidade de placas, indicando as cidades que estavam mais próximas e as maiores cidades do meio do caminho (achei interessante isso porque, aqui no Brasil, a gente só indica as cidades mais próximas, por ordem de proximidade).
E tinha uma placa que eu via muito: Ausfahrt. Depois da 3a ou 4a vez que vi o mesmo nome, pensei "noooooossa, essa deve ser uma cidade imensa, porque tem várias saídas da Autobahn com acesso a ela!". Mais uns kilômetros e lá estava a tal cidade, de novo, sendo indicada. Então, atualizei meu pensamento: "noooooooooossa, esse nome deve ser qualquer coisa tipo "Bom Jesus", que tem uma porção de cidades com o mesmo nome, no Brasil...". Mais uns kilômetros e lá estava a placa, de novo! "Não é possível!!!! Oh povo sem criatividade, esse povo alemão, pra colocar o mesmo nome em 514 cidades!!!!". Fiquei tão indignada que comentei (com delicadeza, é claro). Nosso anfitrião alemão caiu na gargalhada!!! "Mirys, isso nao é nome de cidade! AUSFAHRT quer dizer SAÍDA! É só uma saída da Autobahn, entendeu?". #vergolhatotal
O outro tipo são as "estradas secundárias", aquela que você pega para ir de um pequeno vilarejo a outro, aquelas que são quase que como ramificações da Autobahn. Essas são pequenas (e, ainda assim, não há limite de velocidade na maior parte do caminho! Afe!), estreitas (geralmente, pistas simples), passam no meio de florestas, campos de trigo/milho, não tem acostamento... mas são LINDAS de se ver!!!!
Por isso, amigos, quando decidirem visitar a Alemanha, não se esqueçam que os caras de lá produzem alguns dos melhores carros do mundo! E te oferecem algumas das melhores estradas do mundo, pra você poder testar tais carros!
PS: se você quiser mais dicas sobre as estradas e sobre a Alemanha, de uma maneira geral, esse blog é excelente: Alemanha: por que não?
segunda-feira, 21 de maio de 2012
Alemanha - liebe (Diário da Mirys)
Liebe significa "amor", em alemão.
E apesar da gente ter uma ideia (errada) de que os alemães são frios, individualistas, nada românticos...(ao contrário de nós, brasileiros)
É só passear um pouquinho pela Alemanha que você descobre que os alemães são bem diferentes!
Eu vi lugares românticos pacas, pessoas andando de mãos dadas nas ruas, uma hospitalidade incrível, gestos de ternura.
"Love is in the air, baby"! Ou como quer que seja que se fale isso em alemão!!!
PS: algo que eu achei SENSACIONAL foi uma tradição de casamento que eles têm. É assim: antes da festa começar, os pais dos noivos distribuem cartões postais para todos os convidados, já endereçados aos noivos. E também distribuem balões cheios de gás helio. Cada convidados escreve seus votos para o novo casal, amarra seu cartão num balão e vai todo mundo pra um lugar aberto. Então, todos juntos soltamos nossos balões pelo ar (é liiiiiiiiiiiiiiiiindo de se ver!) e eles sobrevoam a cidade. Quando o balão cai / desce, a pessoa que encontrar o cartão (qualquer pessoa, galera! TODO MUNDO FAZ E RESPEITA ISSO!) coloca na caixa de correios mais próxima e os noivos, mesmo meses depois do casamento, continuam a receber os cartões que seus convidados escreveram. Não é o máximo???? Eu quero!!!
sexta-feira, 18 de maio de 2012
Alemanha - maçãs (Diário da Mirys)
Dica: se você não gosta de maçãs, não vá pra Alemanha.
Porque é CLARO que eles têm outras mil coisas diferentes para comer...
É CLARO que todo lugar tem opções...
É CLARO que deve existir UM alemão que não goste de maçãs e coma outras coisas...
É CLARO que... é claro... é claro...
Mas, é FATO que você vai encontrar macieiras por todo o seu caminho, suco de maçã em qualquer lanchonete, tortas de maçãs em todas as padarias, inúmeras categorias de maçãs em cada supermercado, mercado, mini-mercado, bolos de maçãs gratuitos como presentes de amigos, sogros, cunhados, até da pessoa de quem você alugou a casa e não tem nada a ver com a sua vida! Fato!!!
Até na bandeira deles tem a cor vermelha, que DEVE significar uma das riquezas nacionais: a maçã. Truco!!! Só pode ser....
Agora, meu amigo, SE VOCÊ GOSTA DE MAÇÃS... se joga!!! A Alemanha é o seu país!!!!!
PS 1: eu não sei pra que (e pra quem!!!!) existe maçã pra vender no mercado se em toda santa rua tem, pelo menos, uma macieira! Ali, paradinha, ao alcance da sua mão, esperando para ser atacada...
PS 2: sabe aquela tradição de você entrar numa igreja de uma cidade turística e trocar uma moedinha por uma velinha??? Na verdade, esse dinheiro vai pra manutenção das igrejas, tá? Então... na Alemanha, dentro da igreja, você troca a moeda por uma MAÇÃ!
Porque é CLARO que eles têm outras mil coisas diferentes para comer...
É CLARO que todo lugar tem opções...
É CLARO que deve existir UM alemão que não goste de maçãs e coma outras coisas...
É CLARO que... é claro... é claro...
Mas, é FATO que você vai encontrar macieiras por todo o seu caminho, suco de maçã em qualquer lanchonete, tortas de maçãs em todas as padarias, inúmeras categorias de maçãs em cada supermercado, mercado, mini-mercado, bolos de maçãs gratuitos como presentes de amigos, sogros, cunhados, até da pessoa de quem você alugou a casa e não tem nada a ver com a sua vida! Fato!!!
Até na bandeira deles tem a cor vermelha, que DEVE significar uma das riquezas nacionais: a maçã. Truco!!! Só pode ser....
Agora, meu amigo, SE VOCÊ GOSTA DE MAÇÃS... se joga!!! A Alemanha é o seu país!!!!!
PS 1: eu não sei pra que (e pra quem!!!!) existe maçã pra vender no mercado se em toda santa rua tem, pelo menos, uma macieira! Ali, paradinha, ao alcance da sua mão, esperando para ser atacada...
PS 2: sabe aquela tradição de você entrar numa igreja de uma cidade turística e trocar uma moedinha por uma velinha??? Na verdade, esse dinheiro vai pra manutenção das igrejas, tá? Então... na Alemanha, dentro da igreja, você troca a moeda por uma MAÇÃ!
quinta-feira, 17 de maio de 2012
Alemanha - Berlin e seu mascote (Diário da Mirys)
Já vimos a parte triste de Berlin (e da história da Alemanha)
Já vimos a parte bonita e alegre de Berlin
Agora, com vocês, algo que você NÃO VAI DEIXAR DE VER EM BERLIN: eles, os ursos!!!!!
Pela rua, em prédios públicos, em praças, em fontes (reparou que no último post tem um ursinho em uma das fontes?). E até em prédios particulares! Quando eu me cansei dos ursos... apareceu uma vaquinha! Só pra descontrair! kkkk
Já vimos a parte bonita e alegre de Berlin
Agora, com vocês, algo que você NÃO VAI DEIXAR DE VER EM BERLIN: eles, os ursos!!!!!
Pela rua, em prédios públicos, em praças, em fontes (reparou que no último post tem um ursinho em uma das fontes?). E até em prédios particulares! Quando eu me cansei dos ursos... apareceu uma vaquinha! Só pra descontrair! kkkk
quarta-feira, 16 de maio de 2012
Alemanha - Berlin: programa legal! (Diário da Mirys)
Ontem, já passeamos um pouco pela Berlin histórica, que conta as partes mais lembradas (e mais tristes) da cidade: o muro que a dividia, o holocausto que viveram os judeus, as guerras que destruíram grandes monumentos, igrejas, casas. Mas, hoje, SEJAM TODOS MUITO BEM VINDOS À BERLIN ATUAL, uma cidade moderna, linda, limpa, segura, bacana, cheia de história (parte boa), monumentos maravilhosos, construções impressionantes, com comidas e bebidas deliciosas. Uma festa, em vários sentidos!!! Entrem na kombi (outdoor de Berlin) que eu dirijo!
A gente teve pouco tempo por lá, mas se você estiver com o mesmo "problema" (pouco tempo numa cidade lindíssima), NÃO DEIXE DE VISITAR ESSES LUGARES:
DOMO - principal igreja da cidade, cheia de pinturas belíssimas, altares de ouro, túmulos de pessoas importantes que por lá viveram, com móveis todos rebuscados. Um deleite para os olhos! E reserve bastante tempo para o passeio!!! Porque, no Domo de Berlin, você pode explorar não só o andar térreo da igreja, como pode subir e ver os camarotes (onde os mais ricos se sentavam para assistir as missas), os documentos antigos da história do local e até maquetes da construção através dos tempos. E ainda pode subir mais, chegar na parte de fora da cúpula da igreja e ver a cidade de cima. Um espetáculo!!!!! PS: reparem que, na última foto tem um "coração" feito no gramado, por alguém bem paciente e com um carrinho de cortar grama (acho!). Não é pra começar MUITO BEM o seu dia??? Paradinha pra comer na KaDeWe - uma suuuuuuuuper loja de departamentos! Pessoal, preparem-se!!! O lugar é um mundo à parte!!! Tem vários andares, um para cada coisa (roupas, perfumes, coisas de cozinha - quase enlouqueci, móveis, comidas, etc, etc, etc). Com coisas inacreditáveis (tipo uma cafeteira cravejada de diamantes!!!). Você, simplesmente, não sabe para onde olhar, onde ir primeiro, onde ficar mais tempo. É difícil até escolher o que comer!!! Eu, por exemplo, resolvi experimentar uma "cherry coce" (coca-cola de cereja, importada dos Estados Unidos e muito consumida por lá)... detestei! Mega doce!!!! Mas... quando você tem muuuuitas opções, do mundo inteiro, em um só lugar, fica mesmo difícil, não é? A KaDeWe é tão grande, que nós até vimos uma exposição de arte, no piso térreo! Era super legal!!!! Metade da exposição era colorida e metade preto&branco. Os quadros, as esculturas e... até as paredes e o piso entraram na dança! Coisa de quem faz bem feito! Enquanto anda por Berlin, você vê fontes. Muitas fontes! Trezentas mil fontes!!!! Não sei o que eles têm com água, mas eu acho que fontes demais por lá! Rsrsrsrsrs Fomos em outra igreja (eu não me lembro o nome... sorry!!!!!), azul, linda, na frente daquela igreja da torre destruída, que falei ontem, no post anterior sobre Berlin. Apesar de ser uma igreja moderna, eu adorei o jeito que usaram figuras geométricas na arquitetura e disposição de tudo! Além disso, vimos muitas coisas em Berlin "de dentro do carro", pois não dava tempo de parar em tudo que a gente queria (acreditem: é muita coisa!!!!!). Por isso, separem mais do que 2 dias para Berlin, na viagem pra Alemanha, ou vocês vão ter que fazer a mesma coisa que eu fiz... A parte boa é que fica um gostinho de "quero mais" e eu não vejo a hora de voltar! Um excelente final de dia em Berlin se dá na torre 360o! Um abuso de passeio!!!! Você sobre quase 204 metros de altura (em segundos!!! Uma loucura!!!) e vê a cidade de cima, linda, com o por do sol... Daí, a noite vem e você vê Berlin iluminada!!! Nem consigo escolher o que achei mais bonito!!! Fora que, lá em cima, tem um barzinho onde você pode tomar uma legítima cerveja alemã (lembra que tem um zilhão delas???) ou uma coca, conversando e assistindo ao por do sol. A torre fica na praça Alexanderplatz que, por si só, já é linda! E lá eu descobri um relógio "de planetas", que mostra a hora em várias cidades do mundo, ao mesmo tempo. Show!!! E foi isso aí! Fiquei exausta. EXAUSTA! Mas tão feliz que me pergunto: QUANDO DÁ PRA VOLTAR???
A gente teve pouco tempo por lá, mas se você estiver com o mesmo "problema" (pouco tempo numa cidade lindíssima), NÃO DEIXE DE VISITAR ESSES LUGARES:
DOMO - principal igreja da cidade, cheia de pinturas belíssimas, altares de ouro, túmulos de pessoas importantes que por lá viveram, com móveis todos rebuscados. Um deleite para os olhos! E reserve bastante tempo para o passeio!!! Porque, no Domo de Berlin, você pode explorar não só o andar térreo da igreja, como pode subir e ver os camarotes (onde os mais ricos se sentavam para assistir as missas), os documentos antigos da história do local e até maquetes da construção através dos tempos. E ainda pode subir mais, chegar na parte de fora da cúpula da igreja e ver a cidade de cima. Um espetáculo!!!!! PS: reparem que, na última foto tem um "coração" feito no gramado, por alguém bem paciente e com um carrinho de cortar grama (acho!). Não é pra começar MUITO BEM o seu dia??? Paradinha pra comer na KaDeWe - uma suuuuuuuuper loja de departamentos! Pessoal, preparem-se!!! O lugar é um mundo à parte!!! Tem vários andares, um para cada coisa (roupas, perfumes, coisas de cozinha - quase enlouqueci, móveis, comidas, etc, etc, etc). Com coisas inacreditáveis (tipo uma cafeteira cravejada de diamantes!!!). Você, simplesmente, não sabe para onde olhar, onde ir primeiro, onde ficar mais tempo. É difícil até escolher o que comer!!! Eu, por exemplo, resolvi experimentar uma "cherry coce" (coca-cola de cereja, importada dos Estados Unidos e muito consumida por lá)... detestei! Mega doce!!!! Mas... quando você tem muuuuitas opções, do mundo inteiro, em um só lugar, fica mesmo difícil, não é? A KaDeWe é tão grande, que nós até vimos uma exposição de arte, no piso térreo! Era super legal!!!! Metade da exposição era colorida e metade preto&branco. Os quadros, as esculturas e... até as paredes e o piso entraram na dança! Coisa de quem faz bem feito! Enquanto anda por Berlin, você vê fontes. Muitas fontes! Trezentas mil fontes!!!! Não sei o que eles têm com água, mas eu acho que fontes demais por lá! Rsrsrsrsrs Fomos em outra igreja (eu não me lembro o nome... sorry!!!!!), azul, linda, na frente daquela igreja da torre destruída, que falei ontem, no post anterior sobre Berlin. Apesar de ser uma igreja moderna, eu adorei o jeito que usaram figuras geométricas na arquitetura e disposição de tudo! Além disso, vimos muitas coisas em Berlin "de dentro do carro", pois não dava tempo de parar em tudo que a gente queria (acreditem: é muita coisa!!!!!). Por isso, separem mais do que 2 dias para Berlin, na viagem pra Alemanha, ou vocês vão ter que fazer a mesma coisa que eu fiz... A parte boa é que fica um gostinho de "quero mais" e eu não vejo a hora de voltar! Um excelente final de dia em Berlin se dá na torre 360o! Um abuso de passeio!!!! Você sobre quase 204 metros de altura (em segundos!!! Uma loucura!!!) e vê a cidade de cima, linda, com o por do sol... Daí, a noite vem e você vê Berlin iluminada!!! Nem consigo escolher o que achei mais bonito!!! Fora que, lá em cima, tem um barzinho onde você pode tomar uma legítima cerveja alemã (lembra que tem um zilhão delas???) ou uma coca, conversando e assistindo ao por do sol. A torre fica na praça Alexanderplatz que, por si só, já é linda! E lá eu descobri um relógio "de planetas", que mostra a hora em várias cidades do mundo, ao mesmo tempo. Show!!! E foi isso aí! Fiquei exausta. EXAUSTA! Mas tão feliz que me pergunto: QUANDO DÁ PRA VOLTAR???
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