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quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Hora H 22 - Quando você tem medo do desconhecido, tem sempre alguém que te leva pela mão (Diário da Mirys)

E chegou o final de semana, de novo. Será que agora, finalmente, nós iríamos conversar? Será que, finalmente, eu ia ouvir o pedido de namoro ao vivo e tomar uma decisão? Porque, até então, todas as nossas conversas e todas as declarações dele tinham sido por textos. Torpedos... e-mails... bilhetes... mas eu fugia de uma conversa cara a cara. E ele esperava o “meu momento certo”.

Mas o sábado passou, eu encontrei uma desculpa plausível, e não o vi. No domingo, quando eu não teria como escapar... eu escapei! Na saída da igreja ele pediu pra conversar comigo e eu disse que tinha coisas para arrumar, pois iria para um curso, em São Paulo, na semana seguinte. Coisa de trabalho, coisa importante, coisa que não dava para ele argumentar “resolva depois, por favor”. E eu fui embora. Na verdade, eu não tinha só a mala para arrumar... eu tinha a MINHA CABEÇA para colocar em ordem!

Fui pra Sampa, de madrugada, pensando um milhão de coisas, dentro do ônibus. Por que eu insistia no que não era pra ser? Por que eu não aceitava o que estava tão explicito, na minha frente? Por que eu orava e pedia por alguém que fosse louco por mim e, quando isso acontecia, eu ficava esperando alguém gritar “pegadinha!”? Por que eu achava tão impossível assim o H se interessar por mim? Por que eu achava que, na verdade, beeeem lá no fundo, ele não me queria tanto assim e que quando ele percebesse que eu era um “pacote completo” (eu + Guigo + Nina + neuras de viúva + família minha super presente + família do Fer + gato + cachorro + papagaio), ele ia sair correndo? Bom, pelo menos, eu ia ter uma semana pra pensar...

Melhor do que tempo, em Sampa eu tinha AMIGOS!!!! Muitos e queridos amigos!!! Com quem eu poderia conversar sobre as possibilidades, ver minha vida com outros olhos, colocar tudo sob um novo prisma! E foi exatamente o que aconteceu...

Entre uma pizza e outra, uma garrafa de vinho, anéis de cebola, passeios em livrarias (amoooooooooo livrarias em São Paulo), uma batida de pernas na 25 (pra comprar lembrancinhas pras crianças – eu faço isso SEMPRE que viajo. Eu trago nem que seja um lápis novo, só pra dizer, com algo concreto, “eu me lembrei de você”)...eu fui conversando, conversando, conversando. Contei os últimos meses para os amigos mais íntimos, falei sobre as minhas questões internas, sobre as minhas orações, sobre as reações das crianças, sobre tudo!

E, na última noite em Sampa, eu fui visitar meu primo (aquele músico, que me convidou pra ver os shows dele), a esposa dele e o filhinho, ainda na barriga dela. Falamos sobre crianças, dietas, choro de bebê, noites insones (pouquíssimas, no meu caso, graças a Deus!), relacionamento pós filho e todo esse mundo novo da maternidade / paternidade que começava pra eles. E entramos no “meu assunto”. E eu descobri que além de tooooodas as “neuras” que eu tinha com relação ao H, eu ainda tinha umas “neurinhas” com relação à profissão dele. Porque, sabe como é né? Piloto de avião... toda aquela fantasia no imaginário coletivo... uma vida muito diferente... uniformes... todo mundo viajando e conhecendo e vivendo em outros cantos... Como que uma pessoa assim ia se encaixar na minha vida “normal”, de casa, filhos, trabalho, conversas no final da tarde do tipo “oi, como foi o seu dia?”???

Pra salvar a minha ilustre e pensante cabecinha, a Vã, mulher do meu primo era... comissária de bordo! Ela também vivia aquela vida do H (de um jeito diferente, mas vivia! Muito mais próxima do “mundo dele” do que do meu), ela viajava, ela estava sempre arrumada, ela usava uniforme, ela convivia com pilotos! Aquela fantasia toda era a vida dela!!! E ela me apresentou, direitinho, o que era real e o que era só fruto da imaginação (fértil) coletiva. E meu primo estava casado com ela, vivendo um relacionamento estável e feliz (tudo bem que músicos também não têm nada de vida normal, nada de rotina, nada de brincar de casinha como pessoas ordinárias como eu! Eles também fazem parte do imaginário da juventude de qualquer um, com uma vida sem ritmo, sem rotinas, sem 7 dias no mesmo lugar, cheia de aventuras. Mas, mesmo assim, ele me serviu de parâmetro). Se dava certo pra eles, também poderia dar certo pra mim!!! Tudo era uma questão de tentar e dos DOIS estarem beeeeem a fim de fazer aquele relacionamento dar certo!

Só faltava o improvável dia da minha “conversa ao vivo” com o H, para eu discutir certas coisas, apresentar meus medos, ouvir o que ele tinha pra dizer, para poder ponderar o MEU caso! Porém, no final de semana que se aproximava seria o feriado de carnaval e eu ai, como todos os anos, para uma estância com a minha família. Um retiro evangélico. Um lugar delicioso, calmo, tranquilo, com programação para as crianças o dia todo, onde eu poderia ficar a sós comigo mesma, traçar planos, tomar decisões. Um lugar onde eu poderia encontrar amigos, inclusive os da minha própria igreja de Jaú (que eu via todo domingo, mas com quem eu não conseguia conviver).

Aquela não tinha sido minha primeira opção, mas as crianças insistiram tanto, meus pais fizeram programações, meus irmãos todos iam (e eu adoro passar tempo com eles), que eu decidi passar o carnaval assim, quietinha, montando frase a frase, na minha cabeça, a conversa que eu teria com o H, na oooooutra semana. Mal sabia eu que as coisas sairiam bem diferente do que eu tinha planejado...

Cenas do próximo capítulo aqui.

sábado, 17 de dezembro de 2011

Férias... em São Paulo! (Diário do Guigo)

Eu nasci em Sampa. Em plena Avenida Paulista (na maternidade, tá, gente!?). Então, sou paulista, paulistano, são paulino e tenho todas as outras ligações que você possa imaginar com essa cidade enorme, confusa e maluca!

A mãmi ama esse lugar (apesar de detestar os congestionamentos - que eu adoro, porque tem muitos carros diferentes!) e nós deixamos muitos amigos por aqui. Por isso... resolvemos vir passar FÉRIAS EM SÃO PAULO!!!!!

Tudo bem que a gente está em Sampa e tudo por aqui é meio complicado... mas férias são férias! E nós temos muitos planos!!!!! Conhecer a Pinacoteca, o Zoológico, o Aquário, o Museu do Ipiranga, o Simba Safari, o Butantã, ver a decoração da avenida onde eu nasci, comprar comidas diferentes no Mercadão. Em 5 dias! kkkkkkkk

Mas, a MELHOR PARTE, pra mim e pra Nina (e acho que pra mãmi, também), é rever os amigos!!! Muitos amigos!!!! Do trabalho da mamãe, do trabalho do papai, da banda antiga, da vida...
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sábado, 11 de dezembro de 2004

Aventuras em Sampa - parte II (Diário do Guigo)

Olá todo mundo!!!



Tinha tanta coisa para falar na mensagem de ontem que a mamis resolveu deixar um pouquinho para hoje (para não cansar ninguém... cansamos?). É que eu tenho evoluído muito e conhecido muitas pessoas importantes, então não dá para deixar de comentar, né?



No final de semana da tia Ci e do tio Jú, eu fui um bom menino e fiz uma boa ação (e a minha mamis quase esquece de contar... se não fosse a tia Carla, viu?!): liberei a mamis por uma manhã toda para ela ir executar um projeto social com a tia Cá, numa escola infantil em uma favela, em Sampa. E eu fiquei em “casa”, com o papis e a tia Bê (e 200 ml de leite... foi aquele sufoco, para variar...).



A mamis acha super importante a gente doar alguma coisa para alguém que precise mais do que nós. Qualquer coisa vale: ela já doou sangue, doa leite, doa seu tempo, doa seu trabalho. Ela me ensina que é muito importante dividir! Que dividir, na verdade, multiplica o bem pelo mundo!!! Que tal todo mundo adotar uma boa causa para “se doar”, no próximo ano? Neste sábado, a mamis foi com a tia Cá numa escolinha, fotografar crianças de 04 a 06 anos. Vocês não imaginam a carinha delas quando puderam entrar nesse mundo de faz de conta, colocar fantasias (de princesas, de palhaços, etc.) e ter seus 15 minutos de “fama”. Para quem tem várias fotos para contar a sua história (tipo eu!), isso é uma coisa normal, mas para aquelas crianças não é! Para elas, é super legal!!! A mamis chegou esgotada, mas diz que valeu a pena – até porque eu fiquei quietinho e bem comportado.



No sábado, ‘a noite, foi o super chique casamento da tia Ci e do tio Jú (como vocês já sabem). Depois, o papis foi tocar no Bar Ministro, no aniversário do tio Barca / Dido, e foi aquele rolo todo (como vocês também já sabem)... A mamis e eu fomos para a cama cedo porque a mamis queria sair de Sampa, no domingo, bem cedinho. Afinal, a tia-avó Mig, o tio-avô Rinaldo, a tia Thais (com um baby na barriga!), o Matheusinho, o tio-avô Marcos e a tia-avó Inês estariam em Jaú, vindos de Goiânia e de Curitiba, respectivamente, e a mamis estava LOUCA para vê-los.



Só que todo mundo acordou tarde (menos a mamis...) e demorou para arrumar suas coisas. Ainda, para ajudar, quando todas as malas já estavam no carro, eu resolvi fazer um super xixi e molhei a minha roupa + a roupa da mamis + a cama da tia Bê!!! Resultado: desce as malas do carro, pega uma troca limpa para mim, pega uma troca limpa para a mamis, troca todo mundo e (finalmente) vamos. Para terminar, eu não aguentei as 3hs e ½ de viagem e quis parar para mamar, em Brotas (uns 70Km de Jaú).



Paramos num posto bem tranquilo e gostoso, na estrada. Enquanto o papis e o tio Gú iam pegar uns sucos, a mamis ficou comigo num banco bem afastado da entrada do restaurante. De repente, apareceu um casal de velhinhos. Quando eles estavam entrando no restaurante, a velhinha olha para a mamis e diz “olha, um bebê! Adoro bebês! Vou lá ver!”. Aí, ela fez que fez para a mamis tirar a fraldinha da minha cara (e do seio dela), para ela me ver. A mamis pensou “deixa de ser neurótica! Ela também é uma mulher e também tem seio...” e tirou a fraldinha. Só que a velhinha se empolgou: “Bem, vem ver! Ele é lindo! Tem até olho azul!”. Peraí!!! O velhinho não é mulher e não tem seio! Mas, o senhorzinho, que estava de costas (acho que em respeito ‘a mamis), falou por cima do ombro “não, pode deixar”. “Vem ver! Ele é lindo, mesmo!”. “Tudo bem, eu acredito em você...” “Mas, vem ver!” “Depois eu vejo...”. Aí, o papis chegou com o suco e a velhinha resolveu ir embora... e a mamis ficou morrendo de rir. Acreditem: a cena foi pitoresca!!!



Chegando em Jaú, só o carro de Curitiba estava na porta da casa da vóvis... e a mamis já estava ficando borocochô porque não iria ver a barriga da tia Thaizoca. Mas, lá na garagem: tcharam!!!! Um carro de Goiânia!!! Eles esperaram!!! Todos!!! E o tio Rinaldo até tinha uma consulta marcada (que tinha sido agendada 20 dias antes!), na segunda, de manhã... Mas, ele disse para a mamis que ele ia demorar bem mais de 20 dias para ter a chance de me conhecer, de novo, e que tinha valido a pena. Não foi lindo???? A mamis amou...



Bjos para todos (um especial para o ou a baby da tia Thais)



Guigo + papis + mamis