quinta-feira, 19 de agosto de 2010

As coisas boas da vida! (Diário da Mirys)


Se você parar pra pensar, um pouquinho, vai ver que tem muitas coisas legais que acontecem com você, todo santo dia, e você nem percebeu. Às vezes, a gente está tão preocupado com certas coisas, tão focado em "reclamar" e em se sentir injustiçado, que o dia passa e puf... vai embora. E as coisas boas (que certamente estiveram por lá) vão com ele!

Então, se aproprie das coisas e momentos bons que Deus reservou para você. Todos os dias!

Se possível, "vá além" e agradeça!!! Mas se você "só" reconhecer que eles estão por ali e der atenção, já estará valendo!

Não quero falar aqui daqueles pequenos milagres do cotidiano do tipo "você está respirando", "seus filhos não estão doentes, no hospital", "seu emprego continua seu", etc, etc. Quero falar de coisas um pouquinho mais concretas e "diferentes", para tornar seu processo de reconhecimento e agradecimento mais simples.


Comer, por exemplo, é uma das boas coisas da vida! Não é ótimo quando você não precisa engolir um PF (arroz, feijão,bife e salada, um em cima do outro, tudo misturado), em 5 segundos, e voltar correndo pro serviço? Na Price (meu antigo emprego), por exemplo, de sexta, a gente tinha um ritual: ia todo mundo junto comer comida japonesa. Aprendi (e muito!!!!) com aquele pessoal sobre a riqueza dessa culinária, as novas experiências de sabores, o chá quente na saída. Foi lá que criei o meu ritual particular de comida japonesa: para eu sentir que estou comendo meeeeesmo jap food, preciso chorar! Fazer o quê? Preciso chorar, senão não sinto que comi sushis e sashimis. Então, faço meu molhinho especial com shoyo, gengibre (delííííícia) e raiz forte. Bastante. Como e choro. E fico tão feliz!!!!!

Aqueles almoços tinham o mesmo tempo de duração dos outros feitos nos demais dias da semana. Mas, eram "especiais". Por que? Porque a gente se importava com eles, esperava por eles, os via como uma coisa boa da vida. Então, era muito mais uma questão de atitude nossa em relação àquele momento do que o almoço, em si. Já comi em diversos outros restaurantes japoneses (por vezes, com pressa, sem apreciar o momento bom), já ingeri diversas outras porções de carboidratos-proteínas-vitaminas: então, não era só uma questão de comer ou se alimentar. Nem de comer aquela comida. Era uma questão de apreciar aqueles almoços. (PS: pessoal da Pw, que saudade de vocês!!!).


Ontem, mesmo, fui jantar com as crianças no shopping. O plano inicial era ir só tomar um café, mas.... Duas amigas queridas foram junto conosco. Comi uma DELICIOSA salada de carpaccio e aproveitei o momento. Saboreei cada garfada (ando muito influenciada pelo filme Rattatouille. Quem não viu, não perca!!!!!!!). Uma das meninas ficou numa dúvida terrível: massa ou jap? Jap ou massa? Pegou o que estava com mais vontade na hora. E ficou feliz! Outra não jantou, mas pediu um dos chocolates quentes mais bonitos que eu já vi! Com espuma, fumacinha saindo (tá um frio aqui...), bolachinha e tudo o mais.

E ficamos horas conversando sobre a vida, lembrando de umas viagens, planejando outras tantas. Simplesmente delicioso!!!

Me lembrei que viajar é outra das coisas boas da vida. Tudo bem... eu sei que não dá para viajar sempre. Ás vezes, não dá para viajar para longe. Mas, não importa. Viaje para pertinho, viaje para a casa de algum amigo ou parente, viaje com um livro! Mas, aproveite essa que é uma das melhores coisas da vida!!!

No mínimo, no mínimo, você vai ter ótimas lembranças para depois. Mesmo que a viagem seja um desastre, leve na esportiva e ria de você mesmo. E fique com a lembrança de algo divertido.

E as lembranças são mais bons exemplos de momentos bons dessa nossa existência! Pense numa coisa boa que te aconteceu, num lugar que você adorou ter ido... Viu? Você sorriu!!!

Bjos e bençãos.

PS2: hoje, antes de sair de casa correndo (porque perdi hora), voltei para pegar um brinco, no quarto, e a Helena dormia, sorrindo. Cheguei um minuto MAIS atrasada, mas não perdi aquele momento bom da minha vida! Faça suas escolhas!!! Passe batido (e reclamando) ou curta (e agradeça)!

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Eu morri também... (Diário da Mirys)


Há algum tempo atrás, quando ainda morava em Ituverava e ia (3hs) e voltava (mais 3hs) todo final de semana para Jaú, dirigindo, eu tive a deliciosa companhia da Melina, por diversas vezes. A Mel (como - acho que só eu - eu insisto em chamá-la) também tem um grande amor: o Fer. O Fer dela! Claro...

Então, a gente tava no meio da estrada e o celular dela tocava. "-Oi Fer". Com tanto carinho. Nem que fosse pra discutir, depois. Mas o primeiro "oi Fer" era carregado daquilo que ela sentia de verdade. E eu, secretamente, morria de inveja (boa!) dela, mesmo quando eles discutiam (o que era raríssimo, diga-se de passagem).

Não sei bem o porquê, mas, um belo dia, durante a viagem, ela começou a me contar da história dela com o Fer dela. Foi uma delícia para mim! Juro!!!!! TEm gente que poderia achar isso meio "mórbido", triste, "transferência de situações" ou qualquer loucura dessas. Eu só achava lindo! Acho LINDÍSSIMAS HISTÓRIAS DE AMOR (Bell, me lembrei taaanto de você ao escrever essa frase!...). E a história deles era assim: de amor. Com encontros e desencontros, detalhes que faziam toda a diferença, momentos de paixonite total e de braveza, saudades marcantes (afinal, eles moram em estados diferentes!!!) e reencontros emocionantes! Claro que não vou contar nenhum episódio aqui porque essa história pertence a eles dois e não a mim. Então, se vocês quiserem saber, vão ter que perguntar a ela (ou esperar ela postar um comentário!).

Mas fato é que cada coisinha que a Mel me contava da história dela, me lembrava a minha com o meu Fer. Ás vezes, porque a gente tinha passado por coisas bem parecidas (beeeeem antes, pois a Mel tem 3 anos de relacionamento... eu tinha 15!), às vezes, porque eu já fazia o final do capítulo da história dela na minha cabeça e era surpreendida por um desfecho que não tinha pensado, às vezes, porque... sim. Simplesmente porque sim. É paizinho... essa frase é válida, em alguns momentos da vida ("-porque sim não é resposta, mocinha!"). O resultado era que eu me lembrava da minha história. O nome dos participantes... talvez... sei lá...

E, numa tarde dessas, no meio do caminho, eu falei algo para a Mel que, só naquela hora, eu percebi que era verdade: não foi só o Fer que morreu. Eu morri também. Pelo menos, uma parte de mim...

Tinham coisas minhas que SÓ ELE sabia. Assim como tinham as dele...
Tinham vontades minhas que SÓ ELE entendia. Assim como tinham as dele...
Tinham histórias minhas que SÓ ELE tinha passado junto...
Tinham bobagens que eu fiz que SÓ ELE tinha presenciado...
Tinham acertos, também, que SÓ ELE tinha visto...
Tinham neuras que SÓ ELE tinha escutado...
Tinham defeitos que SÓ ELE conhecia...

Então, é isso. Quando alguém te fala, num altar, que os dois vão ser um, creia! Pode até ser que vocês façam coisas separadas, tenham interesses divergentes, frequentes lugares diferentes, de vez em quando. Essa frase não quer dizer que você será grudada na outra pessoa. Só quer dizer que, agora, a HISTÓRIA de vocês vai ser escrita assim: em conjunto. Que alguém vai te conhecer (ou, pelo menos, deveria) tanto que você vai ser capaz de se comunicar com o olhar. Que vocês vão virar uma equipe: e ela não é feita de atletas todos iguais, mas complementares, que vão se conhecer ao máximo para que essa equipe seja a melhor possível (desculpe-me, benzinho... sei que você não gostava muito quando eu falava que éramos um time... mas, agora, eu penso mais ainda assim! E viva o nosso time!). Que aquela conversa supostamente banal do tipo "como foi o seu dia" vai, aos pouquinhos, escrever a história de vocês.


Assim, quando alguém que faz parte de você desse jeito morre, ele não morre sozinho. Você morre junto. Pelo menos, uma parte de você....

Miss you so much...

Diário do Guigo - escrito por ele!

no começo, tudo era escuro.
então, Deus fez a luz.
depois, Deus fez o céu, a terra e o mar.
ele colocou luzes no ceu - o sol para iluminar o dia e a lua e as estrelas para iluminarem a noite.


Cansei! E quero ir no banheiro!
Mãmi, você pode vir comigo?

PS: gente, é difícil e demorado esse negócio de digitar! Preciso praticar mais! (essa parte foi digitada pela minha mãmi)

PS1: minha tia Elis! A professora que me iniciou nas leituras e me ensinou letra cursiva! Saudades! Um beijo, tia Elis!!!

Texto da Helena - DE VERDADE


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Foi Tupã, foi Tupã, foi Tupã
Foi Tabajaaaaará
Foi Tabajara na terra de Tupã
Tem papagaio, arara, maracanã,
Todas as aves do céu quem nos deu foi Tupã
Foi Tupã......

OBS: não basta ser blogueira, tem que escrever!!!! A mãmi teve que sair da frente e me deixar escrever o MEU texto! depois, pedi para ela escrever a música que me veio na cabeça! kkkkk

Bjos e bençãos

A dor que dói mais (crònica de Martha Medeiros)

Trancar o dedo numa porta dói.
Bater com o queixo no chão dói.
Torcer o tornozelo dói.
Um tapa, um soco, um pontapé, dóem.
Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua, dói cólica, cárie e pedra no rim. Mas o que mais dói é saudade.

Saudade de um irmão que mora longe.
Saudade de uma cachoeira da infância.
Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais.
Saudade do pai que já morreu.
Saudade de um amigo imaginário que nunca existiu.
Saudade de uma cidade.
Saudade da gente mesmo, quando se tinha mais audácia e menos cabelos brancos. Dóem essas saudades todas.
Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama.

Saudade da pele, do cheiro, dos beijos.
Saudade da presença, e até da ausência consentida.
Você podia ficar na sala e ele no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá.
Você podia ir para o aeroporto e ele para o dentista, mas sabiam-se onde.
Você podia ficar o dia sem vê-lo, ele o dia sem vê-la, mas sabiam-se amanhã.
Mas quando o amor de um acaba, ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter.

Saudade é não saber.
Não saber mais se ele continua se gripando no inverno.
Não saber mais se ela continua clareando o cabelo.
Não saber se ele ainda usa a camisa que você deu.
Não saber se ela foi na consulta com o dermatologista como prometeu.
Não saber se ele tem comido frango de padaria, se ela tem assistido as aulas de inglês, se ele aprendeu a entrar na Internet, se ela aprendeu a estacionar entre dois carros, se ele continua fumando Carlton, se ela continua preferindo Pepsi, se ele continua sorrindo, se ela continua dançando, se ele continua pescando, se ela continua lhe amando.

Saudade é não saber.
Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.

Saudade é não querer saber.
Não querer saber se ele está com outra, se ela está feliz, se ele está mais magro, se ela está mais bela.
Saudade é nunca mais querer saber de quem se ama... e ainda assim, DOER.

Martha Medeiros

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Enquanto a pior fase passa.... (Diário da Mirys)

Comentei com algumas pessoas muito queridas e próximas (esse tipo de conversa tem que ser ao vivo!) que uma das partes mais difíceis para mim era não ter parâmetros pra seguir. Nunca fiquei viúva antes. Não conheço ninguém que tenha ficado nessa mesma situação (35 anos, dois filhos pequenos, mudança de cidade...). Só minhas avós e a dele... mas os tempos eram outros, as idades delas eram outras, os problemas com os filhos (já criados) eram outros... tudo muito diferente. Então, não conta, né?

Eu estava no meu problema... sozinha! Sem nem uma dicazinha...
PS: espero, um dia, ajudar alguém com esse blog! Na verdade, espero SINCERAMENTE nunca ajudar ninguém porque ninguém mais vai passar por isso! Sério... NINGUÉM merece... Mas, se alguém passar e precisar de mim, estarei aqui...

Voltando à história, uma grande (e nova) amiga me fez um enorme favor e me apresentou a um outro blog, de uma outra viúva (não tão nova quanto eu, mas que passava mais ou menos pela mesma fase), caso recentíssimo (ela ainda está na fase dos 3 meses... eu já estou beirando o sétimo...). Mas ler aqueles depoimentos me ajudou muito! (chama-se "aviuvaverde.wordpress.com" ) Saber que não sou a única, escolhida a dedo, perdida por esse mundo!

Fora a Dani, só a Thaty (amo você! Mega saudade!) que tinha me ajudado com isso (talvez, sem querer), me apresentando ao diário virtual de um pai viúvo com uma bebezinha (para quem sabe inglês, vale a dica! "www.mattlogelin.com" ).

Então, hoje, escrevendo um comentário para essa outra viúva nova (ou verde, como ela criativamente se chama), percebi que não tinha compartilhado algo muito importante com vocês, meus queridos amigos!

Um dia tive uma conversa muito franca com a minha sogra (que é mãe, tinha um outro relacionamento com o Fer, estava lá na hora do acidente, é mais velha, tem um outro tipo de vida... ou seja, tudo muito diferente!) e disse algo pra ela que, às vezes, tenho que repetir para mim mesma:

-você não precisa sofrer mais do que o que já está sofrendo! O que estamos passando já é ruim o suficiente, a gente não precisa ficar cutucando isso o tempo todo, com medo de esquecer. Não vamos esquecer!


Para minha sogra, era muito importante lembrar "fisicamente" do Fer. Então, ela encheu a casa de fotos dele, ouvia músicas que ele gostava, fazendo coisas que ele gostava... só para lembrar. Eu, por outro lado, tentei manter a sanidade (até pelas crianças) e a "distância" das coisas que me faziam mal (não dele!). Fotos não me incomodavam. Nem roupas. Mas perfumes, sim! Não podia sentir os cheiros dos deles ou dos meus, que me lembrava dele ou do que ele falava ("-amor, adoro esse!" "-amor, esse não é muito bom pra hoje..."). Então, escondi os perfumes! Esperava, com isso, me poupar!

Acho que você não precisa jogar tudo fora, vender a casa, nunca mais voltar, rasgar fotos, distribuir CDs que você também gosta, esvaziar os vidros de perfumes na pia (caríssimos... tinham uns que ele tinha começado a usar na semana anterior, quando os ganhou da minha mãe, e ATÉ ESSES tinham uma história para mim!!!)... só precisa se poupar, enquanto a pior fase passa... por você ou pelas crianças! Pode escolher!


DEPOIS, você pensa no que vai fazer com tudo isso + as coisas dele + um milhão de detalhes da sua vida que você nem percebia mas ele estava lá! AGORA, você precisa ficar bem e deixar seus filhos bem. E uma maneira de fazer isso é guardando as coisas difíceis para pensar nelas mais tarde. Nas coisas, não no Fer. Ele sempre vai estar lá. Mas as coisas não precisam estar, como uma faca bem afiada, rodando pra lá e pra cá, dentro de você, o dia todo...
Focus, baby!

Então, decidi guardar o que me incomodava, para pensar sobre isso mais tarde. Quando der. Quando doer menos para mim...

PS: a-d-o-r-a-v-a essa carinha de bravo...
Miss you, baby...

domingo, 15 de agosto de 2010

Um mundo todo novo... das PALAVRAS!!! (Diário do Guigo)

Amigos, eu estou gostanto MEEEEESMO dessa coisa de ler! Após pouquíssimos meses que eu descobri que podia fazer isso, eu já me sinto "super experiente" em leituras e até desafio a mãmi: "-vamos ver se você sabe ler o que está escrito ali! Eu já li! Fale o que está escrito para eu ver se você acerta!". Mas, ela sempre acerta....

Nesse sábado, que nós ficamos na casa nova, só nós três, nós "metralhamos" a mãmi com livros. Contamos histórias para dormir, na sexta, histórias quando acordamos, no sábado, histórias (muitas!!!) com a Maria Clara (do tio Emanuel e da tia Adriana!) no sábado à noite, enquanto a mãmi esperava a pizza, histórias para dormir, no sábado. É incrível!!! A gente não se cansa!!! E agora, como EU leio, eu dizia: "-mãmi, eu leio os títulos!" ou a gente dividia (1 página pra mim e 1 pra ela, se o livro fosse pequeno).

Tem gente que diz pra mãmi que ela "perde" tempo com tanta historinha. Que ela devia aproveitar melhor o tempo dela: organizar a casa, ler um livro pra ELA, assistir a filmes, responder e-mails, dormir, etc. Mas ela acha SUPER PRECIOSO esse momento da história! Desde que a gente era minúsculo (palavra nova que usamos muito)!

Ela acha que amor por livros se passa desde cedo! Ela ainda se lembra das histórias que o vovô contava (lendo ou inventando) para ela, quando era pequena. E assim nós vamos aprendendo palavras novas, a falar português direitinho, a ter imaginação, aprendendo fatos e histórias verdadeiras. Histórias nos levam a mundos diferentes dos nossos, super interessantes, sejam reais ou não!

Até inglês a gente já aprendeu (um pouco) pelas historinhas da hora de dormir. A mãmi cansou de contar a mesma história, "trinta vezes", todas as noites (porque criança é assim: quando gosta, só quer aquela!!!). Então resolveu evoluir. Conta a história a 1a vez, normal: "era uma vez, um leão e um tatu que viviam na grande floresta". Na 2a, ela já evoluia: "era uma vez, um lion e um armadillo que viviam na grande floresta". E o resto da história ia toda com o leão sendo chamado de "lion" e o tatu de "armadillo". Uns dias depois, ela já contava a versão com os nomes em inglês, na 1a vez. Na 2a, já dizia: "once upon a time, there was a lion and an armadillo que viviam na grande floresta!". Daí, ela ficava nessa versão, por uns dias, e evoluia de novo!

E pra que a gente percebesse que livros são legais mesmo, lá na casa de Jaú, a mãmi colocava um colchão no meio das nossas camas, lia alto uma história para cada um (3 = uma minha, uma da Nina e uma escolhida por ela), nos dava um beijinho de boa noite, fazia orações e... ficava lá, deitadinha, lendo um dos livros dela, até a gente dormir e ela sair, de mansinho, do quarto (para levar um lanchinho pro pápa que estava no quarto da frente, lendo pro mestrado).

Então, devido a todo esse histórico, eu achei o máximo poder ler e saio lendo TUDO por aí! Placa de carro, outdoor, embalagem de pasta de dentes, capas de livros, tudo mesmo! O problema é que na nossa igreja, todo o roteiro do culto é transmitido no datashow e eu ficava lendo alto: "lo-u-vo-rrrrrr e a-do-ra-ção" (daí falava rápido "louvoreadoração!"), "me-n-sa-ge-m" ("mensagem!"), e a mãmi ficava "shuuu, shuuuu", explicando pacientemente que, na igreja, nós temos que falar baixinho. Mas, eu estava deslumbrado e lia tudo alto, mesmo! Ora, EU SEI LER!!!!! E isso é um grande acontecimento!!!

Mas, agora, que eu já leio super tranquilo, não fico mais falando as coisas alto. Eu me comporto. Só que hoje, no culto, teve uma hora de "oração silenciosa" e, depois de um tempinho, apareceu no telão "oração audível". Eu li, baixinho, virei pra mãmi que estava no banco de trás e perguntei (em alto e bom tom!!!!): "ôh, mãmi, o que que é oração au-dí-vel? Tá escrito lá, olha!"

sábado, 14 de agosto de 2010

Fortes e corajosos!!! (Diário da Nina)


Oi galera!

O final de semana chegou e nós... ficamos por aqui! A mãmi queria curtir a casa nova, nós dois, brincar com a gente, cozinhar, levar pra passear, receber nossas primeiras visitas (êh!!!! Tio Emanuel, tia Adriana, Afonso e Maria Clara - minha nova "melhor amiga"!!!).

E ela tinha também que... levar a gente pra tomar vacina!!! Como era dia de campanha da gotinha, ela começou a nos preparar, dizendo que quem se comportasse direitinho, não chorasse, e abrisse bem a boca pra enfermeira, iria poder escolher uma coisa. Nós dois escolhemos, juntos, "-almoço no Mc!!!".

A mãmi topou (até porque ela JÁ sabia que a gente não ia tomar só a gotinha... a gente precisava da segunda dose da H1N1 - aquela contra a gripe perigosa - que era de injeção!!!).

No sábado de manhã, acordamos, lemos muuuuuitaaaas histórias, deitados na cama da mãmi, debaixo do cobertor, tomando os leites (o meu, sempre quente; o do Guigo, sempre gelado). Depois, fomos para o jardim do prédio e jogamos "tênis" com raquetes de frescoball (pois o Guigo precisa praticar!). Felizes e contentes nos arrumamos e fomos "tomar a gotinha" e, depois, para o Mc!!!! Yupi!!!!!

Chegamos no postinho e eu disse: "-mãmi, vou gastar meu estoque de choro - buá, buá, buá. Pronto, mãmi. Agora, não choro mais!". A mãmi apresentou as carteirinhas, a moça mandou a gente sentar e pingou DUAS gotinhas na minha boca (me senti tão adulta!!! A mãmi tinha dito que seria só uma!) e... quase vacinou o Guigo também, mas a outra enfermeira disse correndo: "o menino, não! Ele já fez 6 anos!".

Daí, ela devolveu as carteirinhas pra mãmi e mandou a gente ir pro final do corredor. Mãmi foi, pegou uma senha para cada um ("-eu já sou grande! Quero minha senha! Eu tomei DUAS gotinhas!") e ficamos brincando esperando o tempo passar. A mãmi ia fazendo uma festa com tudo. Dizendo que todo mundo queria ver a nossa carteirinha, se estava tudo em ordem, que agora a gente estava numa cidade nova, com enfermeiras novas, postinho novo, a gente precisa se apresentar!

O plano da mãmi deu certo... até os 47min do segundo tempo. Quando a criança anterior a nós entrou (uma menina de uns 8/9/10 anos), ela gritava TAAAAAANTO, que dava pra ouvir, mesmo com as portas fechadas. Todas as crianças do corredor começaram a ficar assustadas... E ela gritava e gritava. Saiu da sala batendo (????) no pai, mesmo estando no colo dele, e berrando no ouvido do pobre ser. O Guigo, com a maior cara de assustado, lançou: "-mãmi, a gotinha dói tanto assim? Eu vou ter que tomar dessa que dói?" "-filhote, eu não sei o que a gente vai precisar tomar... vamos esperar pra ver, conversar com as novas enfermeiras que vão cuidar da gente, está bem?" "-está bem, mãmi (ela A-D-O-R-A quando ele fala está bem!). Acho que aquela menina só estava com saudades da mãe dela, mesmo, viu Helena..." Meu irmão não é o máximo?

Só que a gente entrou na sala, super comportados, distribuindo bons dias para todas, contando que éramos novos na cidade, tãããão gentis, que a enfermeira chefe chamou minha mãe de lado, abaixou a voz e, quase pedindo desculpas por ferir crianças tão meigas, disse: "-ai (juro, ela suspirou!!!), olha, o Guilherme precisa da H1N1, da de febre amarela e de XXX (a mãmi não se lembra) que ficou faltando, lá no postinho onde vocês iam. Já a sua menina, vai precisar da H1N1 e de mais uma. Tudo bem?" Tudo bem????? Tudo bem????? Alguém já viu uma enfermeira perguntar isso para uma mãe???? FINÍSSIMO ESSE NOSSO NOVO POSTINHO!

Para o nosso azar, a mãmi respondeu: "-se tem que fazer, vamos lá." Então, chamou o Guigo e começou a conversar com ele. Explicar. Claaaaaaaaaaaro que ele não queria saber de injeção nenhuma!!!!! Mas, foi. Um lord, esse menino. Sentou no colo da mãmi, a abraçou, ela segurou um bracinho dele com a mão esquerda, cobriu o rosto dele com a mão direita, começou a cantar uma música bem baixinho e, ele chorando, tomou a abençoada agulhada. Depois disse, chorando: "-tudo bem, mãmi. Nesse braço tudo bem." E a mãmi teve que dar a má notícia de que tinha outra... Ele chorou mais! Ela explicava que era só o susto, que não doía depois (lembra da 1a?), que era só a picadinha. Mas ele não queria, claro. Porém, alguma criança ganha uma discussão nessa hora??????

Ele tomou a segunda picada, tudo igual (mãmi segurando e cantando, enfermeira chateadíssima de picar uma criança tão fofutcha, eu chorando e querendo protegê-lo, outras enfermeiras admirando). Tudo igual, só que do outro lado. E ele sacou um: "tudo bem, mãmi. tudo bem. Nesse braço E nesse braço, tudo bem." E ela disse que teria mais uma, desta vez, no bumbum. Ele se encostou nela e não queria virar! Então, ela disse: "-Guigo, olhe pra mim. A mãmi não mente, não é? Se eu falo que a enfermeira não vai aplicar a vacina, agora, ela não vai! Pode olhar pra mim!" (o que ele não sabia era que a enfermeira tinha falado para a mãmi "pode conversar com ele, que eu espero", por mímica labial. Daí, ele concordou e virou pra enfermeira: "-tia, mas vai doer?" E ela respondeu: "-meu lindo, sua mãe disse que adulto não mente, então a tia não vai mentir pra você. Você vai sentir uma picadinha, mas é só isso, tá? A mamãe vai te segurar para você não se virar e se machucar"... Pobre Guigo...

Daí, foi a minha vez. Tudo igual. Dos dois lados. Conversa, explica, segura, vira o nosso rostinho e canta... Como a mãmi se impressiona se ELA olhar, ela não deixa a gente ver. Vai saber... Só que, na segunda vez que ela fez isso comigo, acho que o estoque de músicas acabou e ela só ficou cantarolando: "-eu te amo, eu te amo, eu te amo...". Quando percebeu, as outras enfermeiras estavam todas olhando pra ela. Acho que pensaram que ela era louquinha, louquinha, coitada! Ela lá, maltratando a pobre filha, indefesa, de 3 anos, com 16 kilos e cantando "eu te amo"! Mas, a mãmi sabe que eu entendi...

Acabado todo o processo, as enfermeiras (TODAS!) nos elogiaram e ficaram conversando conosco. Realmente, a gente só chorou do susto. Aplicou, a gente parou de chorar. Acho que era mais medo, mesmo...

Daí, do nada, eu virei pra mãmi e perguntei: "-mãmi. A gente se comportou, não foi? A gente pode ganhar brinquedo E sorvete, no Mc, hoje?" (é que a mãmi diz pra gente escolher OU promoção com brinquedo OU sorvete de casquinha, pra gente aprender a controlar o dinheirinho). Ela disse: "-claro, filhota!!!". E todas as enfermeiras disseram, em coro: "eu também quero!". Será que era o Mc ou uma mãmi maluquinha como a nossa?????

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Sonhei com você!!!!! (Diário da Mirys)


Que bom: sonhei com o Fer, de novo... Não que se possa dizer que 4 sonhos em 6 meses seja algo, assim, digno de comemoração! Mas, pelo menos, eu o vi, mais uma vez. E esse foi muito melhor do que os outros: foi o primeiro onde eu ganhei um beijo!

Taí uma das coisas que a gente não consegue controlar: os sonhos! Tem dias que eu fico pensando, pensando, pensando numa coisa boa, para ver se sonho com ela e... necas! Nadica de nada! Outras vezes você tem um dia de cão, pega alguém bem grosseiro (odeio pessoas grosseiras!) pela sua frente, tudo o que queria era chegar na sua casa, ver sua televisão e ir dormir para "acabar" com o dia e... quando vê, o "ser" irritante está lá, no seu sonho!!! Ri-dí-cu-lo! Mas, fazer o quê? Somos assim...

Já fiquei vááááárias vezes pensando no Fer, antes de dormir, revendo fotos, ouvindo músicas gravadas, vendo filmes "de menina" pra me inspirar e... nada! Durmo. Acordo. E nada dele! No começo isso me incomodava mais. Agora, já estou me habituando...

Mas, confesso que, para quem "ficou pra trás", sonhar com a pessoa que se foi faz um bem danado! Tudo bem, no 3o sono, não me fez nada bem. Mas, nas outras vezes....

No 1o sonho, eu estava numa loja grande, imensa mesmo, dessas de departamentos, na seção de roupas. A loja está vaziíssima, nenhuma pessoinha por lá (nem vendedoras). E eu olhando uns cabides. Quando olhei para o lado esquerdo (duro ser canhota... vc SEMPRE valoriza o seu lado esquerdo! Até nos sonhos!), ele estava na loja, láááá longe, pagando uma conta / compra para a cobradora. Eu pensei: "-vou até lá falar com ele. Não faz sentido vivermos assim, separados! Eu sou louca por esse cara e vou deixá-lo saber disso. Essa separação (na minha cabeça, no sonho, eu tava divorciada, sei lá...) não tem razão de ser!". E me virei para ir em direção ao caixa. Quando olhei para baixo e pensei: "-mas, peraí! não estamos separados. Ele morreu..." E acordei! Assim, sem ouvir voz nenhuma, sem tocar, sem nem mesmo ele olhar pra mim. Acordei e pronto. Tinha acabado.

No 2o sonho, nós estávamos num campo beeeeeem aberto, tipo um gramadão, mesmo. Sabe daqueles que tem um gramado lindo, enorme e verde, daí tem uma rampinha para baixo (de grama, ainda) e outro gramadão reto depois da descidinha? Então, era assim. As crianças estavam correndo e rindo, na parte do gramado de baixo. E ele estava sentado naquela rampa, com as pernas dobradas e os braços abraçando as pernas, como fez tantas e tantas vezes. Ele sorria e contemplava (essa é a palavra exata) as crianças. E eu de fora, só assistindo a cena. Daí, me aproximei dele, ajoelhei atrás dele, o abracei e disse: "-eu estou com muitas saudades de você. Só queria que você soubesse. Eu estou morrendo de saudades de você!..." E comecei a chorar. E acordei. O Guigo e a Nina dormiam do meu lado. Devia ser umas 4 ou 5hs da manhã. E eu chorei um dos choros mais doídos e silenciosos da minha vida!... Estava frio pra burro em Ituverava e as crianças estavam enroladas no cobertor... se eu tentasse sair, elas acordariam... se acordassem, eu não saberia o que dizer para elas... então, não me mexi. Fiquei ali. Chorando e chorando e chorando de soluçar, sem fazer nenhum ruído, por horas!

O 3o sonho eu preferia não ter tido. Vou resumir porque detestei! Odiei, mesmo. Não gostei do sonho, nem de como me senti, depois. Mas, como a gente não controla a cabeça da gente... Naquela noite, tinha tido uma idéia linda para o quarto das crianças e fiquei procurando uma carta, um bilhete, qualquer notinha do Fer onde tivesse escrito "eu te amo", com a letra (de forma!) dele. E sabem quantos eu achei??? Nenhum! Isso mesmo! Nem um mísero papel de bala com nozinho (isso era um código para "um beijo"), nem um guardanapo rascunhado, nada! Procurei por tudo. E tudo que eu lia era "direitos fundamentais na constituição", "exceção de competência" e mais um monte de termos do mestrado. Nem uma notinha de rodapé ou de lateral de página para mim! Droga! Me senti péssima! Depois de 15 anos juntos a gente perdeu aquela coisa do começo de sempre mandar uma mensagenzinha para dizer "gosto de você". Por que????? Voltando à história, fui dormir infeliz. E sonhei que estávamos discutindo porque ele não me amava mais e... tinha me traído! Ridículo, eu sei! Mas eu avisei antes que não controlava meus sonhos... Dormi péssima, acordei pior e fui trabalhar de óculos escuros. A Amanda olhou pra mim e disse: "-noite difícil, né amiga?" Você nem imagina (imaginava!), Amanda! Você nem imagina...

Nesse 4o sonho, não teve parte ruim, nem traição, nem nenhum outra neura da minha cabeça. Era um dia normal, eu fazia coisas normais, eu cheguei num lugar (nossa casa, acho, mas não me lembro), ele estava lá. Eu estava com muitas saudades depois de passar UM DIA longe (áureas épocas...) e ele também. Cheguei. Ele me deu um selinho. Eu olhei para ele e ele me deu um beijo que se podia chamar de beijo. Daqueles ótimos, de quem está com saudades. E ficamos assim, namorando, até que eu acordei (alguém tinha que acabar com o meu barato...). Acho que posso chamar de uma pequena comemoração pelo nosso 10o dia como família nessa casa nova, nessa cidade nova, onde vamos morar por uns loooongos anos.

Obrigada, Fer, por vir me dar as boas-vindas!
Apareça quando quiser!!!

O que eu faço com os planos que eu sonhei?... (Diário da Mirys)

Uma vez, o Fer escreveu uma música que dizia assim: "você fez muitos planos pra nós dois" - e era verdade. Eu tinha feito, mesmo! "Tinha", só naquela época, não! Fiz MUITOS planos para nós (2, 3 ou 4) mesmo e, às vezes, quando estou um pouquinho distraída, ainda faço... Nem que seja só por um segundinho, até voltar pra realidade...


Ainda hoje, eu estava a mil por hora, terminando um relatório. Terminei! Ufa! Mas ainda tinha outros 2 para começar. Então, resolvi me dar uns minutinhos e dar uma olhadinha na UOL. Assim... como quem não quer nada... só fui lendo os tópicos das chamadas... pra distrair. E, de repente, vi uma foto de um mergulho com legenda da "Ilha Maurício". Pensei, assim sem raciocinar, "poxa, será que o Fer não gostaria de ir?". Daí, raciocinei...

E, como um filminho rápido, por mais que eu não quisesse, me vieram à memória as imagens de nós dois, na lua de mel, em Fernando de Noronha (meu 1o e único lugar de mergulho, até hoje). Lembrei que adoramos! Lembrei que as cores eram impressionantes! Lembrei que tinha um tubarão dormindo lá embaixo (que eu não vi, ufa!), que todo mundo só falava dele. Lembrei do barco... lembrei do Fer...


Lembrei, por fim, de váááários outros planos que fizemos do tipo "vamos mergulhar de novo, um dia?" e que nunca mais poderei realizar. Não com ele... O que devo fazer então? Ir sozinha?

Foi difícil começar o outro relatório...

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

1a ida ao cinema daqui... (Diário da Nina)


Gente: cidade nova é tudo de bom, né? Tem mil coisas para descobrir, mil pessoas para conhecer, mil programas totalmente diferentes pra fazer!!! Delícia pura!!!

Ontem, para nos recompensar porque todo mundo está fazendo aS tarefaS (o Guigo tem um monte!!!!) direitinho, comendo direitinho, entrando na escola sem chorar, obedecendo... resolveu fazer um programa diferente: nos levar ao cinema! A-M-A-M-O-S cinema!!!! Então, o programa era diferente porque a gente nunca tinha ido NESSE cinema, DESSE shopping. E melhor: com o João Pedro, a Marina e a tia Dê!!!!!

No meio da tarde, a mãmi ligou pra tia Dê (prima) para ver se ela topava a "loucura": a sessão seria às 17:45hs e a gente sai da escola às 17:40hs! Ela topou na hora (para felicidade geral da nação!!!), mas, muito inteligente que é, disse que ia pegar nossos primos na escola às 17:30hs. "-Assim não fica tão corrido, Mirys..." Esperta essa tia, não?

Sorte a nossa porque, ás 17:25hs, a mãmi estava na porta da nossa escolinha e às 17:32hs estávamos entrando no carro.

Deu tempo certinho de chegarmos no shopping, estacionarmos o carro, corrermos pro cinema, comprarmos os ingressos, irmos ao banheiro, comprarmos a pipoca, pegarmos as almofadas extras (para ficarmos altos!), subirmos muuuuuitoooos degraus (a gente gosta de sentar lá em cima!) e... puf! A luz apagou! Os traillers começaram!!!! Pensou que ir no cinema sozinha com duas crianças era fácil????

E a gente foi dormir feliz!... (umas 22hs da noite! porque ainda tivemos que chegar em casa, tomar banho, jantar, fazer as tarefas e ler a história - que o Guigo lê, então, vai devagarzinho...).

Bjos e bençãos!



Ah! Assistimos "Meu Malvado Favorito" - muito bom!!! Veio bem a calhar para essa fase meio "Angelina Jolie" (fora a boca, as pernas, os olhos claros) da mãmi, de querer adotar crianças sozinha.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

159???? Uau!!!!! (Diário do Guigo)

Oi pessoal!

Na semana passada, minha mãmi resolveu colocar um "hit counter" (contador de acessos) no nosso blog. Pra gente ter uma idéia de quantas pessoas liam as nossas histórias. Porque a mãmi SEMPRE lê as histórias novas e os comentários para nós, e a gente vibra a cada "contato" virtual. Mas, às vezes, não tinha nada (nem história nova porque a mãmi anda trabalhando + adaptando nós 2 na cidade / casa / escola nova, nem comentários que mandassem recadinhos pra nós)...

Então, a mãmi pensou que, talvez, esse contador nos animasse, por ver que algumas pessoas (tios e tias espalhados pelo Brasil) nos lessem...

Qual não foi a nossa surpresa ao ver que, ontem, atingimos 159 acessos!!!!! Antes de uma semana!!!!!

Tudo bem... tudo bem que uns 5 ou 6 são da mãmi, mesmo, quando vai nos mostrar o blog (mesmo para logar, ela passa pela página principal e puf! vai pra contagem). Mas, outras 150 vezes nós fomos lidos por pessoas que NÃO SÃO A MAMÃE!!!!!


Pronto! Animamos, de novo!
Obrigada por alegrarem o começo da nossa 2a semana de cidade nova.

Bjos e bençãos! VALEU!!!

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Big girls don´t cry!... (Diário da Mirys)

I heard this song in a beautiful wedding last Saturday...
And it touched me harder than I wanted it to...

The smell of your skin lingers on me now
I need some shelter of my own protection baby
Be with myself in center
Clarity, peace, serenity

I hope you know
That this has nothing to do with you
It's personal, myself and I
We got some straightening out to do
And I'm gonna miss you like a child misses their blanket
But I've gotta to get a move on with my life
It's time to be a big girl now
And big girls don't cry

The path that I'm walking I must go alone
I must take the baby steps 'til I'm full grown
Fairy tales don't always have a happy ending, do they?


So I decided: I´m going to be "THE BEST FATHER EVER IN OBJETIVO´S HISTORY"!!!!!!!

Meu primeiro "Dia dos Pais", na escolinha... (Diário da Mirys)

Pois é... já estamos em agosto...

Foi inevitável e chegamos às comemorações de "Dia dos Pais" na escola nova.

As crianças estão lá, fazendo presentinhos, cartinhas e ensaiando uma apresentação. E eu recebi DOIS bilhetes (por falta de um, que é pra ficar beeeeeem claro que nós estamos em época de comemorar os pais!) dizendo que cada criança poderia levar o pai na escola pra ver a tal apresentação (ensaiada exaustivamente nesta semana) e receber as lembranças.

No nosso caso, disseram que poderia ir um vó, um tio ou "na falta da presença masculina" poderia ir a mãe, mesmo. Tinham que deixar tão claro assim????

Como sei que não é pessoal, tentei relevar. E comecei a conversar com as crianças, na maior "empolgação" (tô ficando boa nisso!): "-e aí, pessoal, quem a gente vai chamar pra ir na escola??? Vai ser tão legal!" E eles, com a cabeça cheia de espuma de shampoo, bem sorridentes, me deram respostas bem diferentes.

A Nina soltou um: "-mãmi, já que você me disse que me empresta seu pai, então, agora ele é meu pai, e eu vou chamar o vovô Nono. E o vovô Almanir!!!", concluiu gritandinho.

Já o Guigo foi diferente. Toda vez que encontramos algo do Fer ele diz (na maior naturalidade, com uma cara séria de quem tá falando sério): "-mãmi, já que o papai morreu, agora o video-game dele pode ficar pra mim, né? Eu vou ser o responsável." "-mãmi, já que o papai morreu, agora a bicicleta dele pode ficar pra mim, né?" "-mãmi, já que o papais morreu, o MP3 dele pode ficar pra mim, né?". Ele fala isso pra tudo que tenha interesse em ficar. E fala com uma carinha beeeem séria e decidida, que é pra eu não poder contrariar. E, como geralmente a Nina não se interessa pelas mesmas coisas que ele, eu respondo: "-tudo bem, filho. Tal coisa pode ficar pra você. Agora, você é o responsável por ela."

Então, na hora do banho de quarta, ele me disse: "-mãmi, agora que o papai morreu, a gente que era dele pode ficar pra você, né? Então, eu vou entregar o meu presente pra você." E começou a combinar com a Helena qual seria o meu novo nome ("pãe", "mai", "pamãe"???), decidindo em conjunto por me chamarem de "pai-e-mãe" mesmo.

Por isso, aqui estou eu: acordei cedíssimo, tomei banho, lavei os cabelos, passei todos os cremes do mundo, fiz escova, chapinha, vesti uma roupa bonita, passei maquiagem (!!!!!?????), escolhi o maior salto do guarda-roupas, coloquei meu colar com a inicial dele (que nunca mais usei) e, me sentindo um pouco menos... abandonada... minúscula... sei lá... vim trabalhar.

O dia vai ser difícil...
Mas ainda tenho todo o final de semana pela frente...

Bjos e bençãos. Mirys

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Guilherme "em crise" (ou seria MÃE do Guilherme em crise???) (Diário da Nina)

Hoje, véspera da festinha de dia dos pais na escola nova, foi a mãmi que nos levou pra escola. Agora, a gente estuda à tarde.

No carro, eu contei TUDO pra mãmi: que estava fazendo lindas lembrancinhas e que iria dar para os avós. E que o Guigo também deveria fazer duas e blá-blá-blá.... (vocês sabem que eu falo, meeeeeeeeeesmooooooo!).

Daí, na porta da escola, dei um beijo na mãmi e entrei. O Guigo “empacou” no carro. Começou com um dramazinho...: “Mãmi, não quero ir.” “Mãmi, posso faltar hoje?” ...

Depois de uns 10 minutos de tentativas “normais” de faze-lo entrar, mãmi teve uma mega insegurança de que ele não estivesse querendo entrar por causa das comemorações, de todo mundo estar fazendo coisas para os respectivos pais, de todos só falarem nesse assunto. Será? Será? Será? Então, ela agachou e conversou com ele “cara-a-cara” (como ela aprendeu na "super nanny"! TV também é cultura!).

“-filho, o que está acontecendo?”

“-mãmi, eu não quero ir na escola, hoje.” (chorando)

“-mas filho, se você não for na escola ,o que você vai fazer?”

“-eu quero ir no Tribunal com você, mãmi. Quero ficar com você.” (chorando)

“-mas filho, você não pode ir no Tribunal comigo. Lá é o meu trabalho. EU tenho que ir pra lá. VOCÊ tem que ir pra escola.”

“-mas mãmi, eu quero ir com você pro tribunal. Eu me comporto. O “tio” João é legal (ex diretor da mãmi, lembram?)! Ele deixa...” (parando de chorar)

E a mãmi teve uma BAITA saudade de Ituverava....

OBS: eu acho, depois de tudo resolvido, que o Guigo só estava com preguiça de ir pra escola, mesmo. Não era nada demais! Como disse a tia Camila, talvez as férias tenham sido MUUUUUUITOOOOO boas!!! Obrigada, vovós!!!