terça-feira, 29 de janeiro de 2013

{ 1 + 1 = 6 } Jantar romântico... (Diário da Mirys)



Capítulo 5.

Depois daquele telefonema, eu funcionei no modo FF (fast foward)!!! (leia BEM RÁPIDO, pois foi assim que aconteceu) Liga pra babá, combina, sai do trabalho, pega criança na escola, chega em casa, descarrega carro, coloca os dois no banho, pede uma janta pra eles, toma banho, veste a primeira coisa que encontrar na frente (um vestido preto), salto preto, escova dentes, passa um batom (foi tudo que deu), coloca brinco (eu vivo sem...), pega uma bolsa minúscula (eu precisava levar o celular, mas a minha bolsa amada salve salve é imeeeeeensa), joga o celular dentro, pega elevador, sai correndo pela portaria e...

Ele estava lá!
H.
Aquele H.
Aquele que todas as muitas das minhas amigas paqueraram por anos e eu nunca olhei.
Aquele que frequentava os mesmos lugares que eu, desde sempre, sem nunca notar minha presença.
Aquele com quem eu tinha passado horas ótimas, com uma sintonia incrível!
Mas, agora, ali, em pé, na calçada de casa, olhando pra ele do outro lado da rua, parecia tão... tão... "não meu". Sabe aquela sensação de que "fulano jamaaaaaaaaaaaaais sairia comigo e eu jamaaaaaaaaaaaais sairia com ele"? Não porque algum de nós era desinteressante ou ruim ou... mas, simplesmente, porque nós 2 juntos, antes, era inimaginável. A palavra era essa: inimaginável! Impossível de se prever! Improvável de acontecer! Só que, ali estava ele. Na minha casa. Esperando por mim.

E eu fiz questão de ME lembrar que nós dois, juntos, éramos, assim, "NOSSOS". A conversa fluía, os gostos eram parecidos, a risada vinha fácil, o toque arrepiava. Se eu olhasse pra nós dois, "de fora", eu diria que: "- nãããããã.... nana-nina-não... não combinam...". Mas, se ele olhasse pra nós do MEU ângulo, de dentro, eu sabia que a gente se completava!

Então, ele chegou perto, me deu um selinho, me levou até o carro e disse que iria me levar num restaurante que ele já tinha ido e gostado. Porque ele queria estar lá co-mi-go! Vejam bem... ele estava me levando para conhecer um barzinho na minha própria cidade!!!! Me senti uma adolescente completa, totalmente inexperiente!

Quando, finalmente, nós sentamos e começamos a conversar, a magia se fez, de novo! Aquele H, tão inacessível, era o mesmo H surpreendentemente aberto pra mim, que eu tinha visto no final de semana anterior. Nós rimos, nós comemos, nós nos divertimos, nós jogamos conversa fora, até a hora em que ele resolveu tocar no assunto da vinda dele pra a minha cidade: a temida viagem para Manaus, sem prazo pra voltar...

H - "Mi, a gente vai ter que rever alguns planos... porque eu estava pensando em contar pras crianças, sobre nós, no próximo domingo, quando nós estaríamos todos juntos. Mas, agora, eu vou voar e não sei como vamos fazer isso... Porque eu queria muito poder eu mesmo dar a notícia a eles! Queria ver a carinha deles! Queria tirar qualquer dúvida. Queria celebrar junto. Mas, não posso contar uma coisa dessas, que o pai delas está namorando, pela primeira vez, assim, de supetão, subir no avião e ir embora..."

"É... eu, também, ainda não contei nada pro Guigo e pra Nina... Só pra minha mãe. Ainda assim, por telefone."

H - "E não vai dar pra esperar que eu volte de Manaus, pra gente se assumir pras crianças..."

"Então, por que a gente não volta atrás? A gente só "namorou" por 3 dias! Podemos dizer pra qualquer um que perguntar que só saímos! Quando você voltar do Amazonas, a gente vê como fica. Afinal, você vai ficar lá por tantos dias... talvez nem esteja mais sentindo "tudo isso" por mim, quando voltar, e a gente podia...", eu falava sem respirar, pra não perder a coragem de desistir do namoro, antes mesmo de começar.

Só que ele me interrompeu: "Miriane, pára! Isso não é uma alternativa! Eu ESTOU namorando com você e não abro mão disso! Eu posso não ir pra Manaus, mas eu não posso mais ficar sem você! Então, se você não parar com essa hipótese absurda de achar que eu vou parar de sentir o que EU SEI que não vou parar de sentir por você, eu arrumo problema no meu emprego, mas eu não vou pra Manaus! Entre você / nós dois e a viagem pra Amazônia, eu não tenho a menor dúvida do que eu escolheria!"

Então, era isso. Ele iria pra Manaus. E eu ficaria aqui. Por sei lá quanto tempo ficaríamos fisicamente separados. Mas, oficialmente, estávamos juntos. Sem ter a menor ideia de que isso era uma ótima coisa pra nos acontecer...

Cenas do próximo capítulo aqui.



5 comentários:

Debby disse...

Eita nósssss
Que seu H é dos meus viu ? kk
Mas que vc adora , ADORA me deixar sem unhas a gosta ! kkk

Ainda continuo torçendo para que seus caminhos sejam sempre juntinhos no amor e união abençados por Deus, por vocês e por seus pimpolhos.

Bjs
Debby :)

Anônimo disse...

Oi Miriane, parece que a distância vai potencializar n fatores nessa deliciosa estória..
obrigada querida, é tão bom compartir!
um abração
odila

Humberto Alves disse...

Eu e você! Juntos pra sempre!!

isso é inquestionável, imutável...
poque agora somos: Eu e você...
e isso é uma urgência, todo restante pode ficar pra depois, menos essa delícia que é viver com você!
Seu H.

Marion disse...

Ooooi! Gente, eu não tinha visto os capítulos anteriores. Agora tô aqui, presa há não sei quanto tempo, indo pros links e lendo. Volto pros próximos!!! Tu escreves muito bem, mesmo! Abs.

Thais Markevich disse...

O bom de ler e reler os posts é ver os comentários do H. So cute!!!