E chegou o final de semana, de novo. Será que agora, finalmente, nós iríamos conversar? Será que, finalmente, eu ia ouvir o pedido de namoro ao vivo e tomar uma decisão? Porque, até então, todas as nossas conversas e todas as declarações dele tinham sido por textos. Torpedos... e-mails... bilhetes... mas eu fugia de uma conversa cara a cara. E ele esperava o “meu momento certo”.
Mas o sábado passou, eu encontrei uma desculpa plausível, e não o vi. No domingo, quando eu não teria como escapar... eu escapei! Na saída da igreja ele pediu pra conversar comigo e eu disse que tinha coisas para arrumar, pois iria para um curso, em São Paulo, na semana seguinte. Coisa de trabalho, coisa importante, coisa que não dava para ele argumentar “resolva depois, por favor”. E eu fui embora. Na verdade, eu não tinha só a mala para arrumar... eu tinha a MINHA CABEÇA para colocar em ordem!
Fui pra Sampa, de madrugada, pensando um milhão de coisas, dentro do ônibus. Por que eu insistia no que não era pra ser? Por que eu não aceitava o que estava tão explicito, na minha frente? Por que eu orava e pedia por alguém que fosse louco por mim e, quando isso acontecia, eu ficava esperando alguém gritar “pegadinha!”? Por que eu achava tão impossível assim o H se interessar por mim? Por que eu achava que, na verdade, beeeem lá no fundo, ele não me queria tanto assim e que quando ele percebesse que eu era um “pacote completo” (eu + Guigo + Nina + neuras de viúva + família minha super presente + família do Fer + gato + cachorro + papagaio), ele ia sair correndo? Bom, pelo menos, eu ia ter uma semana pra pensar...
Melhor do que tempo, em Sampa eu tinha AMIGOS!!!! Muitos e queridos amigos!!! Com quem eu poderia conversar sobre as possibilidades, ver minha vida com outros olhos, colocar tudo sob um novo prisma! E foi exatamente o que aconteceu...
Entre uma pizza e outra, uma garrafa de vinho, anéis de cebola, passeios em livrarias (amoooooooooo livrarias em São Paulo), uma batida de pernas na 25 (pra comprar lembrancinhas pras crianças – eu faço isso SEMPRE que viajo. Eu trago nem que seja um lápis novo, só pra dizer, com algo concreto, “eu me lembrei de você”)...eu fui conversando, conversando, conversando. Contei os últimos meses para os amigos mais íntimos, falei sobre as minhas questões internas, sobre as minhas orações, sobre as reações das crianças, sobre tudo!
E, na última noite em Sampa, eu fui visitar meu primo (aquele músico, que me convidou pra ver os shows dele), a esposa dele e o filhinho, ainda na barriga dela. Falamos sobre crianças, dietas, choro de bebê, noites insones (pouquíssimas, no meu caso, graças a Deus!), relacionamento pós filho e todo esse mundo novo da maternidade / paternidade que começava pra eles. E entramos no “meu assunto”. E eu descobri que além de tooooodas as “neuras” que eu tinha com relação ao H, eu ainda tinha umas “neurinhas” com relação à profissão dele. Porque, sabe como é né? Piloto de avião... toda aquela fantasia no imaginário coletivo... uma vida muito diferente... uniformes... todo mundo viajando e conhecendo e vivendo em outros cantos... Como que uma pessoa assim ia se encaixar na minha vida “normal”, de casa, filhos, trabalho, conversas no final da tarde do tipo “oi, como foi o seu dia?”???
Pra salvar a minha ilustre e pensante cabecinha, a Vã, mulher do meu primo era... comissária de bordo! Ela também vivia aquela vida do H (de um jeito diferente, mas vivia! Muito mais próxima do “mundo dele” do que do meu), ela viajava, ela estava sempre arrumada, ela usava uniforme, ela convivia com pilotos! Aquela fantasia toda era a vida dela!!! E ela me apresentou, direitinho, o que era real e o que era só fruto da imaginação (fértil) coletiva. E meu primo estava casado com ela, vivendo um relacionamento estável e feliz (tudo bem que músicos também não têm nada de vida normal, nada de rotina, nada de brincar de casinha como pessoas ordinárias como eu! Eles também fazem parte do imaginário da juventude de qualquer um, com uma vida sem ritmo, sem rotinas, sem 7 dias no mesmo lugar, cheia de aventuras. Mas, mesmo assim, ele me serviu de parâmetro). Se dava certo pra eles, também poderia dar certo pra mim!!! Tudo era uma questão de tentar e dos DOIS estarem beeeeem a fim de fazer aquele relacionamento dar certo!
Só faltava o improvável dia da minha “conversa ao vivo” com o H, para eu discutir certas coisas, apresentar meus medos, ouvir o que ele tinha pra dizer, para poder ponderar o MEU caso! Porém, no final de semana que se aproximava seria o feriado de carnaval e eu ai, como todos os anos, para uma estância com a minha família. Um retiro evangélico. Um lugar delicioso, calmo, tranquilo, com programação para as crianças o dia todo, onde eu poderia ficar a sós comigo mesma, traçar planos, tomar decisões. Um lugar onde eu poderia encontrar amigos, inclusive os da minha própria igreja de Jaú (que eu via todo domingo, mas com quem eu não conseguia conviver).
Aquela não tinha sido minha primeira opção, mas as crianças insistiram tanto, meus pais fizeram programações, meus irmãos todos iam (e eu adoro passar tempo com eles), que eu decidi passar o carnaval assim, quietinha, montando frase a frase, na minha cabeça, a conversa que eu teria com o H, na oooooutra semana. Mal sabia eu que as coisas sairiam bem diferente do que eu tinha planejado...
Cenas do próximo capítulo aqui.
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quinta-feira, 25 de outubro de 2012
quinta-feira, 4 de outubro de 2012
Hora H 12 - Filipinas. Onde??? (Diário da Mirys)
No dia seguinte daquela confusão toda, o H me ligou. Queria saber como eu estava e como tinham ficado as coisas com o moço que eu saia. Eu expliquei que iria viajar por uns dias e que, quando voltasse, decidiria tudo isso.
Na verdade, eu viajei, voltei, conversei com o moço e decidimos continuar saindo (e não namorando), mas fizemos um "combinado de fidelidade". Só eu mesma pra me enfiar nessas situações...
Mas, pra gente, na época, dava certo. Porque eu ainda não estava preparada para nada além daquilo. Porque ele ainda não tinha se organizado com a ex (noiva). Porque as crianças não sabiam e era melhor que tudo continuasse assim, mesmo - uma coisa de adultos, sem formalidades sociais, sem apresentar pra família, nada. Porque ele trabalhava muito nos finais de semana e, bem, ninguém quer ter um namorado pra chamar de seu se NÃO pode estar com ele nas noites de sexta + sábado + domingo e se ele não faz nenhuma questão de ter algo mais oficial com você. É idiotice!
Passou meu aniversário e muita gente me ligou (H inclusive). Passou o casamento da minha irmã e muita gente me ligou (H inclusive). Passou o nascimento do meu sobrinho e muita gente me ligou (H inclusive). Mas a gente, eu e o H, ficava só nisso: poucos telefonemas e muitos recados via celular. E com tanta coisa acontecendo na minha vida (além das que eu citei aqui), eu acabei nunca mais saindo com ele pra conversar e nunca contei como eu tinha ficado com o moço com quem eu saia.
Até que ele me mandou um torpedo, num sábado, perguntando se eu queria sair, se já tinha programa, porque ele queria ir em tal lugar e não tinha companhia. Eu pensei que não teria mal nenhum em sair com um amigo, enquanto eu esperava o moço com quem eu saia terminar de trabalhar e ir me encontrar.
Fui com meu carro e ele foi com o dele. Conversamos por longas horas, comemos, rimos. Ele me contou sobre a vida dele (todos aqueles anos que eu tinha estado longe e tudo o que eu sabia era "o H parou de voar", "o H voltou a voar"), sobre amores, sobre desilusões, sobre as crianças dele (um casal, assim como as minhas). "E você, Mirys... e o namorado?" "Ele não é meu namorado, eu já te disse..." "Tá bom, tá bom, como vai o não namorado, então? Pelo visto vocês estão juntos, de novo." E eu contei o que tinha acontecido depois da viagem. Não contei sobre a minha crise de viúva ao ouvir uma música... mas contei que estava questionando várias coisas... minhas... tentando validar alguns sentimentos que eu não conseguia definir... enfim, tentando me encontrar.
Conversamos mais um monte, sobre várias outras coisas, até que eu perguntei do trabalho dele. Por que ele tinha parado de voar? Por que tinha voltado? Como era ficar longe das crianças dele, nessa vida maluca de piloto de avião? Eu ficava intrigadíssima com essa vida dele. Tããããão diferente da do resto dos mortais!... Porque, vamos combinar?, bombeiros, atores de cinema, astronautas, Renato Russo e PILOTOS DE AVIÃO vivem num mundo completamente diferente de nós, reles mortais! A vida deles parece tão mais interessante, tão cheia de aventuras, tão emocionante, tão mágica!!! Quem, quando criança, não quis ser nenhuma dessas alternativas acima? Quem, quem, quem????
"Então, Mirys, o trabalho vai muito bem, mas eu recebi uma proposta. Pra voar nas Filipinas. O que você acha?"
O que eu acho????? O que EU acho???? A minha opinião é importante pra decidir o futuro de alguém com uma vida tão mais intensa e faiscante do que a minha???? Me senti honrada!!! Na minha cabeça, na hora, veio uma imagem de uma praia liiiiiinda, com mar azul, uma rede estendida entre dois coqueiros, um copo de qualquer coisa gelada, uma musiquinha bacana tocando no fundo (não me pergunte de onde, na minha loucura, veio a musica! Mas veio!), um ventinho bom... e ele queria saber se eu achava que alguém deveria ir para um abuso desses! Fiz cara de rogada (eu TIVE QUE FAZER para parecer séria e não histericamente empolgada), me ajeitei na cadeira e dei minha importante opinião:
"Bom, eu acho... que tem o problema das crianças e de ficar longe delas."
"É verdade. Mas, isso eu poderia resolver assim."
"Bom, eu acho... que a saudade da família vai apertar..."
"Isso eu poderia resolver desse outro jeito."
"Bom, eu acho... que viver numa cultura completamente diferente não deve ser fácil, mas deve ser um ótimo crescimento pessoal."
"Claro. E as dificuldades eu posso resolver assim."
Eu mostrava os pontos contras (tinha????) e ele me dava uma saída. O homem tinha solução pra tudo! Incrível esse H! Tipo a minha amiga Cá (eu SEMPRE invejei a Cá pelo seu jeito meio prático / resolvido / determinado / descomplicado / masculino de resolver a vida! Eu, como legítima espécime do gênero feminino, sou um poço de indecisão e vejo miiiiiiiiiiiiiiiil detalhes, antes de dar cada passo). Acho o máximo quem consegue simplificar a vida desse jeito!
"Bom, então, se eu fosse você, eu iria. Vai ser uma grande oportunidade. E o que você acha?" (afinal, era a vida DELE e o mínimo da educação me mandava pedir a opinião DELE! Rsrsrsrs)
"Por mim, eu só vou pra lá casado. Porque não faz sentido estar do outro lado do mundo, num lugar paradisíaco, sozinho. Você não quer casar e ir comigo?"
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Eu ri.
É claro que ele "só poderia" estar brincando! É claro!
Segundos depois, o moço com quem eu saia chegou. Me deu um beijo. Me chamou pra ir embora. Eu pedi um segundo para poder acertar a conta (porque o H já tinha pago a última conta, sozinho. Dos 3!). "Não Mirys, imagina, pode deixar. Você me conhece. Eu sou da 'moda antiga'. Pode ir tranquila que eu acerto aqui."
Dei um beijo de obrigada e fui.
E a gente não se veria durante todo o mês de dezembro, até a noite de reveillon, quando...
Cenas do próximo capítulo aqui.
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Na verdade, eu viajei, voltei, conversei com o moço e decidimos continuar saindo (e não namorando), mas fizemos um "combinado de fidelidade". Só eu mesma pra me enfiar nessas situações...
Mas, pra gente, na época, dava certo. Porque eu ainda não estava preparada para nada além daquilo. Porque ele ainda não tinha se organizado com a ex (noiva). Porque as crianças não sabiam e era melhor que tudo continuasse assim, mesmo - uma coisa de adultos, sem formalidades sociais, sem apresentar pra família, nada. Porque ele trabalhava muito nos finais de semana e, bem, ninguém quer ter um namorado pra chamar de seu se NÃO pode estar com ele nas noites de sexta + sábado + domingo e se ele não faz nenhuma questão de ter algo mais oficial com você. É idiotice!
Passou meu aniversário e muita gente me ligou (H inclusive). Passou o casamento da minha irmã e muita gente me ligou (H inclusive). Passou o nascimento do meu sobrinho e muita gente me ligou (H inclusive). Mas a gente, eu e o H, ficava só nisso: poucos telefonemas e muitos recados via celular. E com tanta coisa acontecendo na minha vida (além das que eu citei aqui), eu acabei nunca mais saindo com ele pra conversar e nunca contei como eu tinha ficado com o moço com quem eu saia.
Até que ele me mandou um torpedo, num sábado, perguntando se eu queria sair, se já tinha programa, porque ele queria ir em tal lugar e não tinha companhia. Eu pensei que não teria mal nenhum em sair com um amigo, enquanto eu esperava o moço com quem eu saia terminar de trabalhar e ir me encontrar.
Fui com meu carro e ele foi com o dele. Conversamos por longas horas, comemos, rimos. Ele me contou sobre a vida dele (todos aqueles anos que eu tinha estado longe e tudo o que eu sabia era "o H parou de voar", "o H voltou a voar"), sobre amores, sobre desilusões, sobre as crianças dele (um casal, assim como as minhas). "E você, Mirys... e o namorado?" "Ele não é meu namorado, eu já te disse..." "Tá bom, tá bom, como vai o não namorado, então? Pelo visto vocês estão juntos, de novo." E eu contei o que tinha acontecido depois da viagem. Não contei sobre a minha crise de viúva ao ouvir uma música... mas contei que estava questionando várias coisas... minhas... tentando validar alguns sentimentos que eu não conseguia definir... enfim, tentando me encontrar.
Conversamos mais um monte, sobre várias outras coisas, até que eu perguntei do trabalho dele. Por que ele tinha parado de voar? Por que tinha voltado? Como era ficar longe das crianças dele, nessa vida maluca de piloto de avião? Eu ficava intrigadíssima com essa vida dele. Tããããão diferente da do resto dos mortais!... Porque, vamos combinar?, bombeiros, atores de cinema, astronautas, Renato Russo e PILOTOS DE AVIÃO vivem num mundo completamente diferente de nós, reles mortais! A vida deles parece tão mais interessante, tão cheia de aventuras, tão emocionante, tão mágica!!! Quem, quando criança, não quis ser nenhuma dessas alternativas acima? Quem, quem, quem????
"Então, Mirys, o trabalho vai muito bem, mas eu recebi uma proposta. Pra voar nas Filipinas. O que você acha?"
O que eu acho????? O que EU acho???? A minha opinião é importante pra decidir o futuro de alguém com uma vida tão mais intensa e faiscante do que a minha???? Me senti honrada!!! Na minha cabeça, na hora, veio uma imagem de uma praia liiiiiinda, com mar azul, uma rede estendida entre dois coqueiros, um copo de qualquer coisa gelada, uma musiquinha bacana tocando no fundo (não me pergunte de onde, na minha loucura, veio a musica! Mas veio!), um ventinho bom... e ele queria saber se eu achava que alguém deveria ir para um abuso desses! Fiz cara de rogada (eu TIVE QUE FAZER para parecer séria e não histericamente empolgada), me ajeitei na cadeira e dei minha importante opinião:
"Bom, eu acho... que tem o problema das crianças e de ficar longe delas."
"É verdade. Mas, isso eu poderia resolver assim."
"Bom, eu acho... que a saudade da família vai apertar..."
"Isso eu poderia resolver desse outro jeito."
"Bom, eu acho... que viver numa cultura completamente diferente não deve ser fácil, mas deve ser um ótimo crescimento pessoal."
"Claro. E as dificuldades eu posso resolver assim."
Eu mostrava os pontos contras (tinha????) e ele me dava uma saída. O homem tinha solução pra tudo! Incrível esse H! Tipo a minha amiga Cá (eu SEMPRE invejei a Cá pelo seu jeito meio prático / resolvido / determinado / descomplicado / masculino de resolver a vida! Eu, como legítima espécime do gênero feminino, sou um poço de indecisão e vejo miiiiiiiiiiiiiiiil detalhes, antes de dar cada passo). Acho o máximo quem consegue simplificar a vida desse jeito!
"Bom, então, se eu fosse você, eu iria. Vai ser uma grande oportunidade. E o que você acha?" (afinal, era a vida DELE e o mínimo da educação me mandava pedir a opinião DELE! Rsrsrsrs)
"Por mim, eu só vou pra lá casado. Porque não faz sentido estar do outro lado do mundo, num lugar paradisíaco, sozinho. Você não quer casar e ir comigo?"
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Eu ri.
É claro que ele "só poderia" estar brincando! É claro!
Segundos depois, o moço com quem eu saia chegou. Me deu um beijo. Me chamou pra ir embora. Eu pedi um segundo para poder acertar a conta (porque o H já tinha pago a última conta, sozinho. Dos 3!). "Não Mirys, imagina, pode deixar. Você me conhece. Eu sou da 'moda antiga'. Pode ir tranquila que eu acerto aqui."
Dei um beijo de obrigada e fui.
E a gente não se veria durante todo o mês de dezembro, até a noite de reveillon, quando...
Cenas do próximo capítulo aqui.
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sábado, 3 de outubro de 2009
Viagem de avião - uhuhuhuuuu!!!! (Diário do Guigo)
Queridos amigos:
Eu e a Nina temos algo sensacional para contar: vamos para Fortaleza de avião!!!! Não é o máximo?
Na verdade, o vovô tem um compromisso em Fortaleza (terra do Tio Gê e da Tia Ida, que a mamis fala que morre de saudades, mas que a gente ainda não sabe muito bem quem são), e nós decidimos ir de carona. O congresso é do dia 07 ao dia 10 (níver de casamento do papis e da mamis), e a mamis falou que iria no mesmo dia e horário em que o nono e a vovó linda fossem. Só que ela não sabia que tudo ficaria tão confuso...
O vovô nono e a vovó resolveram ir UNS dias antes... 5!!! Na sexta-feira, dia 02.10. E a mamis já tinha falado que iríamos junto (até para ela não ficar sozinha num avião com nós dois, pela primeira vez. Vai que a gente resolvesse chorar???). Então, compramos todas as passagens para o dia 02.
Mas... a mamis recebeu uma cartinha "mágica e importante" (deve ser mágica para fazer os outros felizes e muuuuuito importante, porque a família inteira, a igreja, os amigos, todo mundo só fala nela, agora!) e não pode viajar antes de 08.10!!!!
Foi a maior correria para tentar trocar todas as passagens (mamis + eu + Nina), e a tia Yaya para lá e para cá, pesquisando os preços mais acessíveis... só que a gente não conseguia trocar as 3 passagens!!! Drama total!!! Então, minha mãe recebeu um telefonema da tia Yaya, no meio de uma reunião, dizendo que a passagem da mamis só poderia ser trocada naquele instante (para o dia 08, à noite), por um preço razoável (leia-se pagável!!!) e não seria possível trocar as nossas!!! A mamis, no meio da reunião, para não descer do salto, disse que tudo bem. "Se não tem remédio..." Mas, assim que desligou o telefone teve uma vontade muito grande de chorar... e quase chorou, mesmo!!!
Imaginem vocês a minha mãe, que gosta de ter as coisas sob controle, que gosta de ser responsável por nós, que gosta de estar sempre presente em TUDO... imaginem essa pessoinha tendo que deixar os filhos, por 5 dias, sob os cuidados dos outros; delegando essa responsabilidade; longe da gente e PERDENDO NOSSA PRIMEIRA VIAGEM DE AVIÃO!!! Foi muuuuuuuuuuuuuuuuuuuitoooooooooooo difícil para ela! Mas, ela acha que segurou a onda e não deixou a gente perceber (sei, sei...).
Como estamos bem na escola (tenho vááááááários 10 nas minhas tarefas!!!), sem faltas, etc, papa e mamã deixaram a gente faltar uma semana inteira!!!! Que delícia!!! Não que a gente não goste de ir na escola... mas, quem não preferiria trocar
acordar cedo + tomar leite correndo + ficar a manhã toda longe da família + ficar quietinho prestando atenção na professora
por
acordar na hora que quiser + tomar café da manhã de hotel + ser paparicado por vô e vó o dia todo + ir para a praia, sem hora, com a Titina e do Tio Thiagus + almoçar bobagem e comer chocolate depois + voltar para a praia + tomar banho de banheira + curtir a casa do tio Gê e da tia Ida (que também são avós e têm uma casa "adaptada" para netos) ?????
Muito melhor, não??? Depois, temos o resto do ano para ir na escola. E teremos histórias para contar para os amigos (finalmente vou poder falar 1.000.000 vezes para o Heitor que eu também viajei de avião e fui para Fortaleza - ele foi para a Bahia e sempre fala disso!).
A mamis acha que a gente não sabe, mas passou a semana toda pensando nessa abençoada viagem. Na noite anterior, ela cedeu aos seus medos e, às 2hs da manhã, sem conseguir dormir, foi até a nossa cama, segurou no nosso pezinho, e fez uma oração para cada um. Engraçado... ela adora andar de avião!!! Nunca teve medo, nunca achou que ele poderia cair, nunca pensou duas vezes para voar pelos céus... mas, quando foi a nossa vez, sem ela por perto (ainda por cima!), ela ficou suuuuuuper preocupada...
Na manhã do dia 02.10, ela foi até o aeroporto, em Campinas, de van, com a gente. A vovó achava que a Helena fosse dar problemas, chorar... pois ela e a mãma andam muito ligadas. Mas, a Nina nem tchum! Botou aquele sorrisão na cara e estava elétrica por passear de avião. No aeroporto, ela puxava minha vó para lá e para cá, empolgadíssima!!! Na hora de embarcar, pulou no colo do tio Thiagus, pegou um squeeze de água para cada um, fez "tim-tim" com os squeeze e quase entra no "embarque" sem nem falar tchau para a mãma! Mamãe que foi lá, deu um beijinho, falou "eu te amo" e "se comporta", e pronto! Ela abraçou forte o tio Thiagus e foi embarque adentro, com aquele sorrisão no rosto.
Já eu... eu sou low profile! Estava de mãos dadas com o vovô e assim fiquei. Sem muita exaltação (por fora), mas feliz, feliz (por dentro). A mãma também me chamou, me deu um beijo looooongooo, falou "eu te amo" e "se comporta", e ganhou um abraço bem apertado.
Na verdade, a mãma ficou para trás, sem entrar na seção de embarque, com a sensação de que a gente nem estava lembrando dela!!!! E, segundo a vóvis e a Titina, a gente nem lembrou mesmo!!! Ficamos empolgadíssimos, olhando o avião subir, as nuvens, as cidades pequenininhas!!!
Quando chegamos, o vovô ligou para a mãma e deixou a gente falar: só daí ela ficou tranquila. Até porque, a Helena caprichou! Virou para a mamãe e disse: "mãma, eu te mandei um beijo e um 'tchau mamãe', láááá de cima da nuvem. Você ouviu???" PRONTO! MAMÃE SE SENTIU "LEMBRADA"!
Beijos para todos!
Guigo + Nina + mãma + pápa + Caramelo e Sãopaulino + Moranguinho e Barbies (muitas barbies)
Eu e a Nina temos algo sensacional para contar: vamos para Fortaleza de avião!!!! Não é o máximo?
Na verdade, o vovô tem um compromisso em Fortaleza (terra do Tio Gê e da Tia Ida, que a mamis fala que morre de saudades, mas que a gente ainda não sabe muito bem quem são), e nós decidimos ir de carona. O congresso é do dia 07 ao dia 10 (níver de casamento do papis e da mamis), e a mamis falou que iria no mesmo dia e horário em que o nono e a vovó linda fossem. Só que ela não sabia que tudo ficaria tão confuso...
O vovô nono e a vovó resolveram ir UNS dias antes... 5!!! Na sexta-feira, dia 02.10. E a mamis já tinha falado que iríamos junto (até para ela não ficar sozinha num avião com nós dois, pela primeira vez. Vai que a gente resolvesse chorar???). Então, compramos todas as passagens para o dia 02.
Mas... a mamis recebeu uma cartinha "mágica e importante" (deve ser mágica para fazer os outros felizes e muuuuuito importante, porque a família inteira, a igreja, os amigos, todo mundo só fala nela, agora!) e não pode viajar antes de 08.10!!!!
Foi a maior correria para tentar trocar todas as passagens (mamis + eu + Nina), e a tia Yaya para lá e para cá, pesquisando os preços mais acessíveis... só que a gente não conseguia trocar as 3 passagens!!! Drama total!!! Então, minha mãe recebeu um telefonema da tia Yaya, no meio de uma reunião, dizendo que a passagem da mamis só poderia ser trocada naquele instante (para o dia 08, à noite), por um preço razoável (leia-se pagável!!!) e não seria possível trocar as nossas!!! A mamis, no meio da reunião, para não descer do salto, disse que tudo bem. "Se não tem remédio..." Mas, assim que desligou o telefone teve uma vontade muito grande de chorar... e quase chorou, mesmo!!!
Imaginem vocês a minha mãe, que gosta de ter as coisas sob controle, que gosta de ser responsável por nós, que gosta de estar sempre presente em TUDO... imaginem essa pessoinha tendo que deixar os filhos, por 5 dias, sob os cuidados dos outros; delegando essa responsabilidade; longe da gente e PERDENDO NOSSA PRIMEIRA VIAGEM DE AVIÃO!!! Foi muuuuuuuuuuuuuuuuuuuitoooooooooooo difícil para ela! Mas, ela acha que segurou a onda e não deixou a gente perceber (sei, sei...).
Como estamos bem na escola (tenho vááááááários 10 nas minhas tarefas!!!), sem faltas, etc, papa e mamã deixaram a gente faltar uma semana inteira!!!! Que delícia!!! Não que a gente não goste de ir na escola... mas, quem não preferiria trocar
acordar cedo + tomar leite correndo + ficar a manhã toda longe da família + ficar quietinho prestando atenção na professora
por
acordar na hora que quiser + tomar café da manhã de hotel + ser paparicado por vô e vó o dia todo + ir para a praia, sem hora, com a Titina e do Tio Thiagus + almoçar bobagem e comer chocolate depois + voltar para a praia + tomar banho de banheira + curtir a casa do tio Gê e da tia Ida (que também são avós e têm uma casa "adaptada" para netos) ?????
Muito melhor, não??? Depois, temos o resto do ano para ir na escola. E teremos histórias para contar para os amigos (finalmente vou poder falar 1.000.000 vezes para o Heitor que eu também viajei de avião e fui para Fortaleza - ele foi para a Bahia e sempre fala disso!).
A mamis acha que a gente não sabe, mas passou a semana toda pensando nessa abençoada viagem. Na noite anterior, ela cedeu aos seus medos e, às 2hs da manhã, sem conseguir dormir, foi até a nossa cama, segurou no nosso pezinho, e fez uma oração para cada um. Engraçado... ela adora andar de avião!!! Nunca teve medo, nunca achou que ele poderia cair, nunca pensou duas vezes para voar pelos céus... mas, quando foi a nossa vez, sem ela por perto (ainda por cima!), ela ficou suuuuuuper preocupada...
Na manhã do dia 02.10, ela foi até o aeroporto, em Campinas, de van, com a gente. A vovó achava que a Helena fosse dar problemas, chorar... pois ela e a mãma andam muito ligadas. Mas, a Nina nem tchum! Botou aquele sorrisão na cara e estava elétrica por passear de avião. No aeroporto, ela puxava minha vó para lá e para cá, empolgadíssima!!! Na hora de embarcar, pulou no colo do tio Thiagus, pegou um squeeze de água para cada um, fez "tim-tim" com os squeeze e quase entra no "embarque" sem nem falar tchau para a mãma! Mamãe que foi lá, deu um beijinho, falou "eu te amo" e "se comporta", e pronto! Ela abraçou forte o tio Thiagus e foi embarque adentro, com aquele sorrisão no rosto.
Já eu... eu sou low profile! Estava de mãos dadas com o vovô e assim fiquei. Sem muita exaltação (por fora), mas feliz, feliz (por dentro). A mãma também me chamou, me deu um beijo looooongooo, falou "eu te amo" e "se comporta", e ganhou um abraço bem apertado.
Na verdade, a mãma ficou para trás, sem entrar na seção de embarque, com a sensação de que a gente nem estava lembrando dela!!!! E, segundo a vóvis e a Titina, a gente nem lembrou mesmo!!! Ficamos empolgadíssimos, olhando o avião subir, as nuvens, as cidades pequenininhas!!!
Quando chegamos, o vovô ligou para a mãma e deixou a gente falar: só daí ela ficou tranquila. Até porque, a Helena caprichou! Virou para a mamãe e disse: "mãma, eu te mandei um beijo e um 'tchau mamãe', láááá de cima da nuvem. Você ouviu???" PRONTO! MAMÃE SE SENTIU "LEMBRADA"!
Beijos para todos!
Guigo + Nina + mãma + pápa + Caramelo e Sãopaulino + Moranguinho e Barbies (muitas barbies)
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