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segunda-feira, 2 de agosto de 2010

A casa que a gente queria! (Diário da Nina)

Pessoal, tem gente que curte mesmo uma surpresa, né????

Lembram que eu contei para vocês, no dia 21.07.10, que a mãmi F-I-N-A-L-M-E-N-T-E tinha conseguido alugar um apartamento pra gente morar, na cidade nova? Lembram que ela tinha pego as chaves na segunda, dia 19, quando chegou a mudança e que só tinha tido duas noites para arrumar todas as caixas que ficaram pela casa???? Pois é... claro que não ia dar tempo...

Mas, a mãmi tinha que trabalhar em Bauru, no restinho daquela semana e na semana seguinte, e não deu tempo de voltar para cá. Então, as coisas ficaram do jeito que ficaram... pronto.

Só que, ontem, domingão, dia 01.08.10, a mãmi (bem tristinha de saudade e cansada) descobriu que a vovó Linda queria vir conosco pra cá, na primeira semana. Quem conhece minha avó sabe que comunicação não é o forte dela, né? Então, ela estava toda planejada na cabecinha dela e... não tinha dado uma palavra com a mãmi! Daí, o Nono entrou na história e disse que a vovó estava "pensando" em vir ficar a semana com a gente... de novo... como lá no começo de Ituverava...


Mãmi pensou que aquilo poderia ser uma boa até porque ainda não tinha fechado 100% com uma ajudante e alguém precisaria ficar com a gente de manhã (agora, estudamos à tarde). E pensou que ela não gostaria de chegar conosco no apê novo, todo bagunçado, sem a decoração e organização que ela tinha pensado... talvez a gente não gostasse da casa nova!!!! Já imaginou???

Então, ela pediu para vir sozinha, no domingo, para arrumar as coisas, e a vovó viria conosco, hoje, para o início das aulas. A gente se encontraria no Mc e conheceríamos a escola primeiro e, no fim do dia, a nossa casa nova.

A vovó disse que tudo bem e para a mãmi pegar a chave do apto que estava na bolsa dela. Na bolsa dela???? Fazendo o que????? E a mãmi descobriu que a vovó a tinha "enganado" e vindo pra cá, durante a semana, com uma equipe de trabalho (tia Cármen, tia Melina e tio Pedro pedreiro), e terminado a arrumação. Pior é que ela tinha caído como patinho, porque a mãmi falou com a vovó, no dia em que ela estava aqui, achando que estava em Jaú...

Quando a mãmi chegou no apartamento novo, quase não acreditou no que viu. Em UMA ÚNICA TARDE, a mega eficiente equipe "sumiu" com as caixas (algumas coisas foram guardadas nos seus lugares, outras foram colocadas, com caixas e tudo, dentro dos maleiros dos guarda-roupas, para não ficarem na vista), organizou os móveis, desmontou e levou a escrivaninha da Bibi Lolita para o meu quarto (antes, estava na sala, apoiando a TV), pintou o quarto do Guigo de azul e o meu de ROSA!!!!!!!!! Até meu quadro imenso do aniversário de 1 ano estava na parede (rosa! claro!), todo lindo. As camas arrumadas. O chão limpo. E a gente ainda ganhou uma estante de TV toda moderna e básica (como a mãmi gosta).

O plano da mãmi era que ELA iria fazer tudo isso. Mas, agora não precisava mais... Então, a mãmi resolveu relaxar e não fazer nada (o que, no caso da minha mãe, NUNCA pode ser levado ao pé da letra). Tentou pedir uma pizza, mas o porteiro do prédio não tinha nenhum número. Foi até a doceria da esquina e comprou uma mini pizza para assar e uma coca light de latinha. Chegou em casa e... o gás (encanado) não funcionava. Tornou a tentar encontrar um número de uma pizzaria. Conseguiu um, com umas 3 horas de atraso para a fome dela, e pediu uma pizza (meia boca, mas tudo bem!), tomou banho e comeu a pizza vendo Fantástico. Antes de dormir, arrumou algumas sacolas de papéis e documentos.

Na segunda, nós todos almoçamos no Mc, com a tia Jô (que veio com a vovó), e fomos pra escola. Na saída, a mãmi nos pegou e levou pra casa nova... mas a vovó não estava lá!!! Como a mãmi tinha combinado de NÃO MOSTRAR os quartos (que estavam do jeitinho que a gente queria) sem a vovó, nós ficamos na sala, vendo TV e esperando. Só quando a autora da obra chegou que a mãmi nos deixou entrar.

FOI UMA VIBRAÇÃO GERAL!!!!!

Cheios de "ôhs" e "ahs", nós olhamos cada detalhe, reconhecemos nossas coisas e nem queríamos mais sair dos quartos. Na porta de cada um, tinha um bilhetinho da vovó:

"Guilherme: você é o meu herói! Te amo! Vovó"
"Helena: você queria um quarto rosa e a vovó veio fazer para você. Ficou do seu gosto? Te amo! Vovó".

Só no da mamãe que tinha um bilhete especial: "Filha, desculpa pelo excesso de amor!". Quem for vó (que quer fazer as coisas para os netos) e mãe (que quer fazer as coisas para os filhos) vai entender...


Bjos e bençãos.

Nina + Guigo + mãmi

OBS: se a gente gostou???? O Guigo, depois de 5 minutos, soltou um "mãe, a gente pode morar aqui pra sempre?". Acho que agradou, né vovó?!!!

OBS: equipe de organização - parabéns e obrigada!!!!

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Cidade nova, vida nova, velhos hábitos! (Diário da Mirys)

Ai, ai... cá estou eu, na cidade nova, tentando me "encontrar", ainda... tentando resolver um milhão de detalhes do cotidiano NORMAL de qualquer pessoa (se você parar para pensar, vai ver que tem tantas coisas para fazer quanto eu): casa pra arrumar, documentação para regularizar, mercado / papelaria / loja (ou, no mínimo, uma locadora de DVDs) pra passar, escola para ajustar (matrícula, material, horários, lanchinhos, etc), carro para abastecer. Mas isso é sinal de MUITAS BENÇÃOS (vida, filhos, casa, carro, trocado para o DVD), então, vamos em frente!!!

Na segunda a mudança chegou e eu... dormi na sala.
Não dá mais para dormir na minha cama com outra pessoa (que não seja aquela pessoa escolhida) por lá. Só abro exceção para as crianças. Na verdade, achei que, depois de um tempo, tudo fosse ficar mais fácil... mais "normal"... mas, parece que não. Parece que cada dia ele fica mais distante, o vazio fica maior e eu fico mais exigente (o que é isso, menina!!! Você nunca foi assim!!!)... Talvez o "estado de choque" esteja passando...

Ontem fiquei um tempão arrumando coisas com a minha mãe (que veio me dar a maior força!!! Love you mom) e fomos para o shopping comer uma saladinha básica. D-E-L-Í-C-I-A!!! Aquele restaurante tinha uma cara de Andréia! Quando é que você vem pra cá, mulher???

Finalmente comprei o filme "Cidade dos Anjos" para a minha coleção. Faz um século que eu ando atrás dele!!! Agora, estou na caça do "Sintonia de Amor" e "Mensagem pra Você". Decidi que vou montar uma DVDteca com tudo o que EU gosto de ver, sempre quis ter e nunca tive $ sobrando para isso. Daí, quando pintar a vontade, tudo o que eu tenho que fazer é me servir de um mega copo de coca light (plus! Por favor! Que ela subiu de nível!), deitar no sofá e ficar lá, feliz, viajando na história.


Ontem e hoje eu "voltei pra rotina" de Ituverava. Mas só hoje me dei conta disso. Acordei cedo, não comi nada, fui andando pro trabalho, lendo um livro no meio da rua, compenetradíssima (posso querer uma biblioteca também? Quero uma dessas!!!), fiz uma térmica inteira de chá quando cheguei no serviço (mais cedo), me servi de uma ENORME caneca, verifiquei meus e-mails (Drics, tem mais um monte! Te amo, de novo!) e comecei a trabalhar. Beeeeeeeeeeeem esquema Ituverava!

Preciso ir que, agora que eu moro perto de Jaú, minha vida "voltou" pra lá.
Então, tenho dentista. Em Jaú!!!

Bjos e bençãos.

O drama da mudança - pela 3a vez, neste ano! (Diário da Nina)

Gente, essa mudança (terceira!!!!) de casa foi uma loucura!

Primeiro foi uma correria para a mãmi encontrar um apartamento (em cidade grande não dá para morar numa casinha bonitinha, com grade baixinha, cheia de flores no jardim, como em Ituverava...). Ela saiu como louca, na primeira semana, trabalhando até às 17hs e vendo DEZ apartamentos / sobradinhos em uma única semana, até às 18hs (pois tinha que devolver as chaves pra imobiliária no mesmo dia!).


Ela se encantou com uma casinha de três andares, numa "vilazinha" (mini condomínio fechado), a uma quadra do trabalho. Era uma rua fechada, com 10 "triblados" iguais: sala e cozinha + mini jardim interno no primeiro andar, dois quartos + banheiro + sacada no segundo andar, escritório + living / sotão no último andar. Todas de tijolinhos à vista (paixão da mãmi)! Um mimo!!!!! Ela já ficou até sonhando com a decoração (um mega tapete peludo no sotão, um TV gigante, um móvel baixinho para guardar nossa coleção de DVDs tão amada, 1.000.000 almofadas e pufs pelo chão, nossa pipoqueira que imita um carrinho de pipoca antigo, um frigobar)... Falem a verdade: a gente não ia mais sair de casa, né???

Mas não deu e ela achou mais sensato morar num apartamento normalzinho, mesmo, perto de alguns tios e tias que ela conhece desde que era pequenininha (pois eles eram de Jaú). Só que esse tal apto não estava desocupado e a mãmi foi vê-lo quando a mudança da antiga moradora, uma senhorinha de mais de 80 anos, estava pela metade: era uma típica casa de vó! Comparando com a casinha da vila, então, era demais!!!

Só que a mãmi está numa fase "prática" (como ela mesma define) e optou pelo apto. Foi vê-lo, novamente, desocupado e medir CADA CÔMODO para ter certeza de que nossos móveis (a cama dela, em especial) caberiam na casa E a gente conseguiria abrir as portas dos armários. Uma coisa básica de se verificar!


Daí, começou o drama do contrato: tem algumas exigências "diferentes" na locação, tipo proibição de colocar UM prego na parede (que já é toda furada!!!!!), limitação das pessoas que vão morar na casa (três! E se alguém nos visitar por mais de 3 dias já consideram morador!!! Então, mãmi tem que pedir autorização da imobiliária e do proprietário!!!), cobrança de que TODOS os móveis (qualquer lousa de criança é considerada móvel! Ou seja, tudo o que encosta no chão) sejam adaptados com feltros nos pés e outras coisitchas mais. Mas, a mãmi estava focada em alugar aquele imóvel.

Então, a moça da imobiliária liga pra mãmi na quinta, quase 17hs, dizendo que ia passar o contrato por e-mail para a mãmi imprimir três vias, assinar, levar para o vovô e a vovó assinarem (que a moça sabia que não eram de Jaú), reconhecer firma de todo mundo em cartório da nossa cidade (essa a mãmi conseguiu contornar! Ufa! Como o Nono ia vir pra cá no meio da semana???), levar na imobiliária na segunda e pegar as chaves. Mas a cobrança do aluguel já começava na QUINTA porque a moça entendia que com o envio do contrato por e-mail "a imobiliária já tinha feito a parte dela"!!!!!!!

Resultado é que, depois de duas semanas de enrolação da imobiliária (tadinha da mãmi... correu tanto para nada!), ela conseguiu pegar as chaves do apê novo na segunda-feira, os móveis chegaram à tarde e... ela terá que ir pra Bauru trabalhar a partir de quarta-feira!!! E ficar por uma semana e meia!!! Ou seja, ela e a vovó Mirtes (que decidiu ficar para ajudar) só tiveram dois dias (no caso da mãmi, duas noites), para arrumar todas as milhões de caixas que a gente trouxe de Jaú / Ituverava.

Ufa!!! Mas, pensem pelo lado positivo: agora temos uma casa!
Ou como diz a mãmi: ela só queria uma casa pra chamar de "sua"!

OBS: mas eu ainda quero o meu quarto rosa!!!!!

terça-feira, 20 de julho de 2010

A mudança grande chegou! (Diário da Mirys)


...Vim gastando meus sapatos
Me livrando de alguns pesos
Perdoando meus enganos
Desfazendo minhas malas
Talvez assim chegar mais perto...

Vim, achei que eu me acompanhava
E ficava confiante
Outra hora era o nada...
A vida presa num barbante...
E eu quem dava o nó!

Eu lembrava de nós dois, mas já cansava de esperar
E tão só eu me sentia e seguia a procurar
Esse algo, alguma coisa, alguém que fosse me acompanhar


Acertou. Quem chutou “Ana Carolina”, acertou. É mesmo Ana Carolina... de novo! Cada música ressoando na minha cabeça, cada letra encaixando certinho com um pedaço da minha vida...

Hoje foi dia de “desfazer malas”. Pela terceira vez, nos últimos 5 (quase seis...) meses. Confesso que já estou ficando cansadinha de não ter um lugar pra chamar de meu. Só o lugar já me bastaria...

Ontem chegou a mudança no apê novo. Agora, temos espaço para os jantares com amigos. MUITOS, eu espero! Adoramos visitas! O Guigo, desde pequenininho, aprendeu a se despedir dos outros dizendo: “-obrigado pela visita!”. Ouvir isso de um menininho de 2 anos SEMPRE fazia o povo voltar!!! Que bom que ele ensinou a técnica “subornante” e “apelativa” para a Nina!!!

Agora só me resta deixar o apê (que tem uma reforma esquisita, eu preciso dizer...) com uma carinha bem agradável, para todo mundo querer passar por ali, jantar conosco, dividir uma garrafa de vinho, um filminho, um dedo de conversa, um pedacinho da vida!

Bjos e bênçãos.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

4 meses depois: as coisas dele... (Diário da Mirys)

4 meses se passaram... 4 meses... ainda parece que foi ontem... ainda parece que não aconteceu...

Mas aconteceu e eu preciso organizar algumas coisas na minha (nossa) vida. Dentre elas, desmontar o guarda-roupas dele. Ai meus sais... alguém me faz dormir por uns anos e só acordar em 2020?...

Não dá pra reclamar: tive quatro meses. 120 dias para colocar a cabeça em ordem, pensar direitinho, separar as coisas com cuidado, ME organizar pra essa tarefa. Até comentei com o meu pai, há um tempinho: "-preciso desocupar a casa...". E ele, brincalhão como sempre, me provocou: "-por que? O proprietário está te pedindo, por acaso?" (o proprietário, no caso, é ele. E a minha mãe.) "-esquenta não, filhota. Quando der, você tira..."

E eu adiando...

Na verdade, sabia direitinho porque estava adiando: não queria ninguém comigo nessa hora e tenho a sensação de que, em Jaú, nunca consigo ficar sozinha (de verdade, assim, fisicamente). Se falo que vou buscar pão, alguém vai junto. Vou no cinema, alguém oferece companhia. Vou na casa de uma amiga (não vou, mas queria sair), alguém se prontifica a dirigir pra mim... Por um lado, adoro essa rede de apoio INCRÍVEL que tenho. Por outro lado, queria respirar... sozinha... e não tem como dizer isso para os outros sem chatear ninguém... (por isso, levei uns meses para escrever esse texto, como se fosse no dia exato).

Eu não sabia o que ia acontecer comigo na casa. Talvez chorasse. Talvez não. Talvez tivesse a pior crise de choro da minha vida. Talvez, como muitas vezes fiz com o Fer (e ele odiava!), ficasse muito nervosa e... risse! E em nenhuma dessas hipóteses eu queria alguém de testemunha...

Então, no dia 23 de maio, um domingo, fui para a escola dominical na igreja, dei um jeitinho de mandar as crianças para casa com os meus pais (eu ia pra casa dele, mesmo!), peguei a chave da minha ex-casa (que já tinha "roubado" das coisas da minha mãe, na noite anterior) e... fui pra lá.

Tinha voltado praquela casa três vezes, antes dessa. Na 1a, fui eu e a "torcida do são paulo" (na minha família, só pode ser do são paulo!!!) pegar umas coisas minhas. Para abrir a porta do MEU guarda-roupas, tive que fechar um pouquinho a porta do quarto. Sentei no chão e chorei...: atrás da porta, estava a roupa que ele estava usando naquele sábado, quando decidiu ir pra Bauru e nunca mais voltou. Era uma roupa caseira, daquelas beeeem confortáveis. A roupa ficou lá. Esperando ser vestida de novo. E eu chorei pelo primeiro plano que percebi ter ficado incompleto na nossa vida!... Fiquei imaginando ele tirando aquelas peças, colocando outras mais "de sair", pensando (certamente!!!!!) que queria voltar rápido para vestir as confortáveis e ficar em casa, lagarteando, de novo... Ele adora ficar em casa...

Na 2a vez, fui eu e o Juninho (pobre cunhado! Passou cada uma comigo nos primeiros dias...). Assim, de surpresa. A gente tava na rua, fazendo outras coisas, e eu disse: "-preciso passar lá pegar uma coisa minha". Ele, como bom homem, se "desesperou" ("-não quer ir chamar uma das suas irmãs?", "-você vai ficar legal?"). Eu expliquei pra ele a história das roupas-atrás-da-porta e que já tinha tirado tudo de lá. E ele foi. Só que eu tinha uns livros pra pegar, no escritório. E as coisas do Fer, do estudo da semana anterior, estavam lá: meio abertos, meio fechados, meio com páginas marcadas. Respirei e continuei. Quando olhei para o lado vi uma caixa, enorme, de livros do escritório de advocacia da avó dele, que ele tinha ido ajudar a desmontar naqueles últimos dias. Tinha trazido a caixa pra casa, pra doar para a faculdade e ficar com outros. Surtei! Não ia ficar com mais aquela "pendência". Catei uma caixa (pesadérrima) e fui em direção à porta. Meu pobre cunhado pegou a outra (mais pesadérrima) e me seguiu, quarteirão abaixo, até chegarmos à faculdade de direito. Fui na secretaria, fui mega educada com todos (distribuindo bom-dias e sorrisos, à exaustão, que era para não pensar), deixei as caixas no chão, expliquei calmamente o que eram, pedi se eles poderiam selecionar (que eu não tinha tido tempo pra isso), sorri, agradeci e fui embora. Chorei na casa da minha mãe, longe do Juninho (não ia jogar mais essa pra cima dele, não é?).

A 3a ida à minha ex-casa foi a mais tranquila. Entrei, abri duas malas vazias no chão dos quartos, peguei as roupas das crianças e as minhas, fechei as malas e saí. Simples assim. Sem nem respirar!

Mas, eu sabia que aquela 4a vez ia ser a mais cheia de lembranças de todas. Fui pra lá "fujida", desliguei todos os celulares (o meu e os outros que tinham deixado comigo, de 1000 operadoras diferentes, que era para todo mundo poder me achar, se eu precisasse...), abri a porta do guarda-roupas dele e fiquei lá. Cheirei as roupas. Elas tinham cheiro de guardadas (obrigada, mais uma vez, querido Deus!). Olhei as gravatas. A roupa do nosso casamento ali pendurada (tão estreitinha... ele era tão magrinho, 11 anos atrás... e a gente vivia brincando que o casamento tinha dado um up grade nele!). Os sapatos na cômoda. Gavetas e caixas de coisas íntimas. Dele. Só dele. Daí, eu mesma entendi melhor porque queria ir sozinha: por respeito a ele, também! Se eu morresse, não ia querer minha mãe, sogra, amiga, amigo, tendo que mexer nas minhas coisas, ver o que era o quê pra poder separar o que ficava e o que não, meus pequenos segredos tão expostos assim. Se eu uso creme para celulite, apesar de todo mundo achar um disparate enorme, o problema é só meu. E do meu cônjuge (que saberia disso). E só. E, nesse caso, eu era o cônjuge. Tinha que cuidar dele...

Encontrei coisas que me trouxeram lembranças...
Encontrei coisas que nem me lembrava de termos guardado...
Encontrei coisas que nem sabia que existiam...
Encontrei coisas que ele tinha preparado para nós e não deu tempo de me mostrar (só de me avisar pela internet, numa daquelas noites em que eu estava no hotel, em outra cidade, por causa do trabalho)...
E encontrei tudo sozinha! Foi muito melhor assim...

Ninguém me julgou. Nem a ele. Seus pequenos segredos morreram comigo e os meus com ele. Conforme o combinado.

Coloquei tudo na mala (enorme), fechei, tive uma dificuldade imensa de levar para o carro, coloquei no porta-malas. Fui pra casa da minha mãe. Almocei. Fui pra Ituverava, à noite. Coloquei as crianças na cama. Só quando fui descarregar o carro é que percebi que "ele", de alguma forma, tinha vindo conosco. Que meu marido, agora, se resumia a uma mala de recordações. E só. Não me sobrou mais nada.

E eu sentei e chorei por horas, naquela madrugada...

sexta-feira, 3 de setembro de 2004

E eu cresci! (Diário do Guigo)

Oiê!!!

A minha terceira semana no interior foi um pouquinho movimentada para a mamis: é que a vóvis e o vôvis disponibilizaram um apartamento para nossa familinha, que antes eles alugavam mobiliado para famílias que vinham fazer tratamento de câncer, em Jaú. Parece que ficou fácil de organizar as coisas, né? Mas não ficou... Não se esqueçam que a mamis tem um bebê pequenininho, lindo e faminto para gerenciar! Então, ela me espera acordar, me amamenta, me troca e sai correndo: limpa, limpa, limpa, arruma, arruma, arruma, lava, lava, lava e volta correndo para a casa da vóvis para me amamentar e me trocar. Aí, ela faz almoço para os meus tios, come, me amamenta, me troca e sai correndo, de novo. Quando dá! Tem dias que eu não durmo mais do que ½ hora direto e nesse prazo ela nem consegue sair de casa!!!! Acho que, neste ritmo, nós vamos acabar morando esses dois meses na casa da vóvis, mesmo...

O lado bom de ficar por aqui (na vóvis) é a convivência. A mamis adora quando ela estuda com o tio Muri e a tia Mel, numa tarde, e no dia seguinte eles tiram A ou B, na escola! Eles chegam correndo para contar a notícia para ela!!! Quando eles almoçam, eles amam a comida dela (já falaram várias vezes para ela abrir um restaurante) e ela fica toda feliz! À noite, a tia Maris e o tio Fábio chegam e eles ficam um tempão conversando!... Outro dia, a mamis chegou correndo do apartamento, certa de que eu estaria chorando, e eu estava na rede, com a vóvis, na maior soneca. Ela diz que a cena foi linda...

Eu estou cada dia maior e mais sapeca. Tenho dormido quase todos os dias por 10hs direto!!! Só que eu começo a dormir + ou – uma da manhã! Eu não fico chorando (a não ser quando tenho cólica), mas quero conversar, conversar, conversar. E a mamis fica lá, do lado do berço, trocando váááárias idéias sobre o “ah-ôh” comigo... Afinal, a “culpa” de eu ter vindo com o gene do converseiro é dela (muito provavelmente!), então é ela que me “agüenta”.

Ela acha que o meu olho vai ficar azul, mesmo, pois ele está cada dia mais claro! Mas, a novidade da semana foi a minha unha do dedão do pé, que encravou. Com direito a “pus” e tudo!!! Vê se pode? A tia Maris falou para ela esperar um pouquinho, para ver se a unha não “desencrava” sozinha (afinal, ela é uma folhinha tããão fina...). Como essa mensagem foi escrita com duas semanas de atraso, eu já sei o resultado e vou poupar o suspense de vocês: a unha está ótima! Formou uma casquinha, no canto do meu dedo, e a pele desinchou. Viram? Um pouco de paciência, às vezes, resolve tudo!

Em breve volto com notícias do meu final de semana (o terceiro, no interior).

Bjos

Beibo Guigo, mamis Mirys e papis Fê

PS: minha mamis selecionou uma fotinho minha, no dia em que eu fiz 2 meses, para vocês verem minha evolução... Já estou com carinha de menino! Aí, ela aproveitou e colocou umas fotos dos avós e das bisavós (do final de semana passado, lembram? Contei para vocês na mensagem de ontem...).

sábado, 28 de agosto de 2004

Último final de semana em Sampa... (Diário do Guigo)

Olá queridos tios e tias!!!

Como vão vocês? Esperamos que estejam bem! Estão preparados para as emocionantes aventuras desta próxima semana??? Vamos lá!

No sábado, acordamos na sala (como vocês já sabem – foi o meu primeiro final de semana de bagunça!) e a mamis preparou um super café-da-manhã, com direito a pão de queijo quentinho e tudo o mais! Minha mãe adora caprichar no café-da-manhã quando temos visitas... Viu pessoas, venham nos visitar!!! Depois de vários jogos das Olimpíadas, Papis foi levar a tia Bê para a casa dela, não sem antes ela pedir para eles me deixarem uma semana por mês com ela, para que ela não perdesse o costume de chegar em casa e me encontrar. QUE LINDA!!!!

Aproveitando a viagem, ele passou na PrintColor pegar as minhas fotos novas, enquanto minha mamis disse que iria começar a arrumar as malas para a viagem (o que ela não fez... acho que uma parte dela não quer ir...). Vocês se lembram que nós vamos pra Jaú, sem data pra voltar, não é? Contei na mensagem passada... Quando o papis chegou: surpresa! AS MINHAS FOTOS ESTAVAM SIMPLESMENTE PERFEITAS e ela ficou babando por horas em cada uma delas!!! Aliás, as fotos do Tio Capê e da Giovanninha, e do Tio Rafa e do Natan também estavam maravilhosas!!! Tios, vocês vão gostar!!!

À noite, meus tios-padrinhos foram jantar em casa. Foi ótimo!!! Comemos pizza (porque o papis disse que vai comer pizza “até morrer”, neste final de semana... afinal, não existe pizza como a de São Paulo...) e conversamos até altas horas. Eu até participei da conversa com os meus “a-ôh”s (a mamis tinha falado que eu dizia “a-ê”, mas, na verdade, é “a-ôh”)! Acho que, neste aspecto, eu puxei a minha mamis: quando resolvo, falo pelos cotovelos! Como os cotovelos ainda são pequenininhos, falo poucas vezes por dia. Mas, aguardem!!!!!

No domingo, fomos à igreja, onde eu fui apresentado aos amigos do papis e da mamis. Acho que eles gostaram de mim. Por causa dos mimos, acabando saindo atrasados e deixamos o tio Ro (Chico, para os íntimos) e a tia Val esperando na portaria. A mamis acha que eles não ligaram e aproveitaram o jardim do nosso prédio para ficar namorando, no sol de inverno!!! Bobinhos, não? Entramos no apê e conversamos, conversamos, conversamos. À tarde, a tia Pri (da igreja de Sampa) e o tio fizeram uma visitinha e me trouxeram um lindo barco, para enfeitar o meu quarto. Será que eu vou gostar do mar, como os meus padrinhos, quando for grande? Será que o tio Dido vai me levar para mergulhar???

À noite, meus tios-padrinhos voltaram, junto com o tio Johnny e a tia Jú, e nós passamos uma noite de despedida super agradável. “Despedida” porque amanhã nós vamos embora... Putz... mas não vamos pensar nisso, está bem? Vamos pensar na pizza. Siiiimmm!!! Comemos pizza, novamente (meu papis tinha que cumprir a palavra dele), tomamos umas cervejinhas – a mamis só olhou..., e conversamos, conversamos. Quando todos estavam se despedindo, a mamis quase chorou. Mas, ela segurou (o papis vive dizendo que ela é super forte, mesmo....).

Quando todos foram embora, mamis resolveu continuar a arrumação das malas. Não era o melhor momento para desmontar guarda-roupas e acomodar tudo em malas, mas o que o nervoso não faz com as pessoas, né? Ela começou a arrumar tudo, automaticamente, sem pensar muito. Amanhã, depois do dentista dela, + ou – umas 3hs da tarde, nós vamos embora...

Na segunda-feira, gastamos a manhã toda arrumando malas e “discutindo” uns com os outros (oh, nervoso!...). Almoçamos, assistimos uns jogos das olimpíadas, arrumamos mais malas e a mamis foi para o dentista. Agora acabou!

Meu papis lotou o carro de coisas, a mamis deu uma última olhada nas coisas para ter certeza de não estar esquecendo nada importante e... fomos para o carro. Na hora de fechar a porta, os dois choraram!!! Querendo ou não, aquele apartamento foi a única casa deles, até agora e muitas coisas boas aconteceram por lá, muitos amigos se firmaram ali, muitas festas rolaram, casa coisinha foi comprada pelos dois, juntos (pois os “loucos” casaram um mês depois que ela voltou da França e não tinham nada comprado)...

Um beijinho na testa,
Um “eu te amo”
Um “eu te amo, também”
E fomos para o interior...

Até a próxima! Fiquem com Deus!

Gui (e mamis Mirys e papis Fê)

sexta-feira, 20 de agosto de 2004

Mudanças... boas e más notícias... (Diário do Guigo)

Olá Tios e Tias!!!

Mamãe gostaria de ser mais fiel a vocês e conseguir um tempinho para mandar minhas notícias todas as semanas... mas eu tenho dado trabalhinho (mesmo quando eu não dou trabalho, ela gosta de ficar me olhando, me olhando...), então não deu. Mas, agora, ela promete dar uma acelerada e atualizar todos vocês dos últimos acontecimentos!

A segunda-feira foi tranqüila. Papis e mamis só ficaram pensando em como organizar nossas vidas, nos próximos meses... sei que ainda não contamos para alguns de vocês, mas decidimos ficar os últimos meses da licença maternidade em Jaú e não sabemos quando voltaremos para Sampa.

Mamis acha que criança tem que ficar perto dos avós, tem que ter liberdade, passear na rua (no sol, que eu adoro!!!), ter contato com os tios, almoçar com a família toda no domingo, depois da igreja... essas coisas deliciosas de interior. Sem contar que lá ela consegue fazer as coisas dela E tomar conta de mim (ela até consegue sair de casa um pouquinho...).

Mas, tem o lado ruim... ir embora é triste (mesmo que seja temporário, afinal, a vida toda é uma grande incerteza!) e complicado. A gente vai deixar amigos queridíssimos – como vocês, vai morar um tempinho na casa da sogra (do Papis, mas... é da sogra), não vai poder comer comida japonesa sempre que der vontade, não vai ver os amigos queridos, vai gastar uma nota de telefone, não vai curtir os amigos queridos todo final de semana... Como vocês podem perceber, vocês são nosso principal motivo de dúvida (ir ou não ir, eis a questão?!?!?!). Mas, eles decidiram ir e eu acho que é a melhor opção para mim!!!

Vamos ver no que isso vai dar....

Bjos para todos. Fiquem com Deus!

Gui (e mamis Mirys e papis Fê)