segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Somos brasileiros e não desistimos NUNCA!!! (Diário da Nina)


Pessoal: nosso 3o dia de praia foi uma loucura!!!!

Acordamos com uma chuvona (como vocês já devem ter lido no diário do meu irmão) e todo mundo achava que a mãmi fosse desistir do passeio (ela tinha a intenção de nos levar pra Santos, para conhecermos o aquário de lá e fazermos um passeio de bondinho). Mas... nããããããão!!! Nós fomos mesmo assim!

E a chuva ajudou e parou! Eba!!!

Entramos no aquário só com a vovó Dina, porque nem nós (crianças), nem ela, pagávamos. Então, quando a mãmi e a tia Si conseguiram, finalmente, entrar, nós já tínhamos visto um montão de coisas.


"-mãmi, vem aqui ver esse peixe que fica brincando e rolando na areia!!!"

"-mãmi, esse tubarão chama tubarão porco. Foi o 'Guilerme' que falou! Ele tem o nariz que nem o de um porquinho!!!"

"-mãmi, faz uma foto minha mandando um beijo para esse peixe?"

A mãmi não sabe bem porque, mas eu continuo adorando esse negócio de mandar beijos para os bichos do aquário! Chego perto do vidro e "smack", tasco-lhe um beijo!!!

Saímos do aquário, encontramos a tia Lígia e ela nos guiou até chegarmos no centro da cidade, para pegarmos um bondinho para passear. Eu, peruíssima, estava mesmo era interessada nos lindos e longos colares dela!!! Claro que ela percebeu e, gentil como ela só, já tirou logo um do pescoço e me emprestou. Ficou chiquérrimo com meu biquini de blusa, da Ariel!!!


Como o bondinho estava demorando, nós ficamos na fila... com fome! Por isso, a mãmi resolveu seguir a dica da tia Lígia e comprar, na padaria da esquina, os melhores pastéis de Santos! O meu de carne. O dela de queijo. O Guigo preferiu comer um milho verde, mesmo (ele A-D-O-R-A milho!). E espera, e espera, e... o bonde chegou!!!

Era um bondinho super lindo, da Itália ("-terra do tio Dario, né mamãe?", falei junto com meu irmão), pequeno, mas super charmoso. E o moço que o dirigia era muito simpático! Como estávamos bem pertinho da mamãe, ela nos deixou ir conversar com ele. Então, resolvemos fazer fotos com ele!!! "-Que chapéu legal, tio!" "-Quer experimentar???" E a mãmi só clic, clic, clic!!!

Começamos o tão esperado passeio. O moço dirigia, a gente olhava para todos os lados, uma moça ia contando a história da cidade, do bonde, das ruas, no microfone. Quando chegamos numa curva... puf!... o bonde para. Talvez tivesse sido um daqueles "fios" que os ônibus elétricos de São Paulo também tem e que, de vez em quando, se desconectam do cabo de energia. Esperamos. Esperamos. Esperamos. A moça acabou o repertório de novidades para contar daquela parte do caminho (estávamos beeeem no comecinho, tipo a umas 15 quadras do ponto de partida). E a gente esperando. Chegaram técnicos do bondinho. Mexe aqui, mexe ali e nada do bonde andar.


Chegaram mais técnicos. Agora, eles eram da companhia de tráfego (CET). Mexe daqui, mexe dali e o bonde continuava parado, no mesmo lugar. As portas fechadas, pois todo mundo ali já tinha pago a passagem e esperava para continuar viagem. O Luigi resolveu brincar com o Guigo e eles espalharam uma mini mochila de brinquedos do Lú, no chão do vagão. Eles apostaram corridas de carros, fizeram uma competição entre o Buzz Lightear (do Toy Story) e um dinossauro, eu entrei na brincadeira e o tal bonde continuava PARADÍSSIMO!

Chegaram novos técnicos. Abriram as engrenagens do bonde, ali, na nossa frente! Foi demais! Parece que a 1a marcha tinha quebrado. Tentaram consertar. E a gente brincando. A mãmi, nessa altura do campeonato, já estava batendo o maior papo com a tia Lígia, a vovó e a tia Si (só faltava o camarão e as bebidas). E o bonde lá, sem o menor sinal de vida.


De repente, a moça pega o tal microfone e anuncia que, sim, era verdade, a 1a marcha tinha quebrado e eles não tinham a menor ideia de quanto tempo demoraria para consertá-la. Por isso, o nosso bonde e TODOS OS OUTROS ficariam parados (pois todos usam a mesma linha para transitar e o nosso tava lá, impedindo a passagem). Que SE A GENTE QUISESSE nosso dinheiro de volta, era só pedir para o cobrador, mas as portas seriam abertas e a gente poderia ir embora. Ir embora????? A mãmi tinha, com ela, eu (4 anos), o Guigo (6 anos), o Luigi DORMINDO (4 anos), o Pietro (de colo), a vovó, a tia Ligia e a tia Si, várias sacolas de crianças e uns 15 quarteirões pra voltar, no meio de uma cidade que ela não conhecia!!!! Será que alguém ali pensou que, tipo assim, nós estávamos num bonde turístico, fazendo um passeio turístico e que, então, por acaso, poderíamos ser TURISTAS sem saber como exatamente voltar para o ponto de partida????

A vovó ainda tentou argumentar, dizendo que eles deveriam providenciar uma condução para "devolver" todo mundo para o lugar de origem (tinha um montão de gente com criança, passeando, de chinelos, etc), mas a moça respondeu que, se a gente quisesse, poderia esperar o bonde ser consertado e voltaríamos de bonde. "-mas, vai saber a hora em que vai ficar pronto!", completou!!!


Mãmi ficou frustradíssima!!! Ela adora valorizar o turismo local, acha super legal a gente ter esse contato com a história dos lugares, mas isso foi muita falta de respeito com a gente. Só que, quem conhece a minha mãe, sabe que ela não se deixou abater. Nããããão!!!! Ela pegou o dinheiro da passagem dela de volta, guardou a passagem da vovó de recordação (essa era mais barata e o moço "deixou" a mãmi ficar com ela, pela bagatela de R$ 2,50 - o preço da passagem), desceu do bonde e disse: "-acho que eu vou levar as crianças naquele funicular que acabamos de passar!!! Pelo menos, assim, eles passeiam!!!"

Só que o tal funicular era caríssimo (R$ 18,00 por pessoa) e ninguém mais queria encarar a empreitada. Desistimos??? Não! A mãmi foi, levou a mim e ao Guilherme, e ainda pediu ordem para a tia Si para levar o Luigi (que já tinha acordado, de tanto que demorou o negócio do bonde).


Subimos a "montanha"! Uiiiiiiiiiiiiiiiii!!!!
Descemos do funicular.
Demos a volta no salão.
Subimos no funicular, pelo outro lado.
Descemos a "montanha"! Uiiiiiiiiiiiiii!!!!

Pronto! Fomos embora felizes!!!!

Para coroar nosso dia, o vovô Almanir e o tio Bro nos esperavam na pousada (desde às 16hs, coitados... e a gente lá no bonde, nesse horário), com um delicioso jantar de peixe e camarão!!! A mãmi comeu camarão até cansar (como ela adora camarão! Eca!). Nós experimentamos ("-porque é importante experimentar, né mamãe? Pronto. Comi. Não... não... não gostei. Hu,hu.").

E acabou nosso 3o dia na praia! Amanhã é o último!!!

Planos por água abaixo??? Não com a minha mãe! (Diário do Guigo)


Hoje é nosso terceiro (e quase último!) dia de praia e a mãmi tinha feito uma super programação com nossos novos amigos: íamos todos para Santos, andar de bondinho e visitar o aquário de lá (vocês acham que nós cansamos de aquários??? Nãããããããããão!).

Já que o vovô e o tio Gu não queriam ir mesmo, dava para irmos todos num carro só (porque, no nosso, cabem 7 pessoas). Íamos eu + a Nina (irmã) + a mãmi + a vovó Dina + a tia Si (que nós conhecemos na praia) + o Luigi (filho de 4 anos da tia Si) + o Pietro (filho de 2 anos da tia Si). Ufa! E ainda sobrava um banco!!! Isso porque a tia Si não tinha duas cadeirinhas e o Pietro iria no colo dela...

Tudo programado, todo mundo empolgado, vamos nos encontrar na pousada de manhãzinha, vamos evitar aquela chuvinha fina das manhãs do Guarujá, comidinhas e sucos de crianças nas malas e... acordamos e tava o maior toró!!! Chovia MUITO!!! Tanto que a tia Si acabou descendo do carro dela, sozinha, para confirmar se a gente ia mesmo, enquanto os meninos esperavam dentro do veículo porque a chuva estava demais!!!


Minha mãmi titubeou... pensou... olhou pra cima... pensou... olhou para as poças d´água que se formavam no jardim/estacionamento da pousada... pensou... imaginou os pezinhos cheios de lama dentro do carro... pensou... pegou o telefone e ligou pra tia Lígia. "-Tia, tá a maior chuva aqui. Tá chovendo aí?" "-Nem uma gota, Mirys." "-Então, estamos indo!" E berrou: "-pessoal, todo mundo pro carro que em Santos não está chovendo!!!!" A tia Si olhou com a maior cara de espanto (como assim lá não está chovendo? Nós estamos do lado!), mas a mãmi disse que podia pegar os meninos no carro dela e passar pro nosso. E a chuva, o que fez? Parou! Siiiim. P-A-R-O-U!!!

Mãmi deu o grito de marca registrada dela "vambora, catapora!" (que nosso primo João, de 1 1/2 ano, repete dando risada!). E puf! Todo mundo no carro. É claro que ele ficou imundo, até porque fomos comendo salgadinhos, tomando sucos, brincando de várias coisas, além dos pezinhos na lama... mas quem liga pra isso? Não a minha mãe! Ela sabe que, depois, existe uma coisa chamada: la-va-gem. Que resolve tudo! Seja ela ou outra pessoa que lave!



Com todas as crianças devidamente presas em suas cadeirinhas e os adultos no cinto, lá vamos nós. Vrummmmmm, por uns 15 minutos, até a balsa. Chegando lá, mãmi não se conteve e lançou: "-quem quer sair do carro e ir ver a água, lá na frente???" Isso porque ela já tinha conseguido ser o PRIMEIRO carro, bem da ponta (do lado esquerdo, claro! Mãmi é canhota!). Então, nós já estavamos "lá na frente"! Mas, como criança adora uma bagunça, foi o maior festival de "eu", "eu", "eu" e saímos todos do carro.


Eu desci. "-Guigo, encosta no carro."
Luigi desceu. "-Lu, encosta no carro, por favor."
Nina desceu. "-Amore, encosta no carro, perto do seu irmão."
"-Agora, vamos lá na frente, todo mundo comigo! De mãos dadas! Quem soltar a mão, volta pro carro!!! Iê!!!!" Na frente de tudo, tinha uma faixa amarela. "-Pessoal, pessoaaaaal. Quero os olhinhos em mim... obrigada! Estão vendo essa risca amarela, no chão? É a risca da segurança. Ninguém pode tirar os pés do risco amarelo, senão perde, ok? Quero ver quem vai ser o grande campeão e ficar com os pés no risco amarelo, o tempo todo!" E quando chegamos do outro lado: "-atenção, galera! Nós estamos chegaaaando. Quando eu falar 1, 2, 3, todo mundo vai pro carro, bem rápido, porque nós somos os primeiros e temos que sair loguinho. Vamos ver quem vai ganhar? 1... 2... 3!!!!! Pro carro!!! Iêee!!!"

Impressionante!... Todo mundo obedece a minha mãmi. Até as crianças que a gente acabou de conhecer! Não sei bem o porquê...


Chegando em Santos, fomos conhecer o aquário de lá e... MEGA FILA!!! Acho que todo mundo do resto do litoral teve a mesma idéia... SÓ QUE, em Santos, as pessoas são muito educadas e pensam! (mãmi rola de rir quando eu digo isso, apontando pra cabeça) Então, uma moça muito gentil percorria a fila toda distribuindo os convites de "isento" para as crianças e os maiores de 60 anos. Assim, caso alguém já quisesse entrar e sair da fila, poderia. A mãmi disse: "-quem quer ir JÁ pra dentro do aquário com a vovó Dina, levanta a mão!" E a vovó fez a maior cara de assustada! Ixi, mãmi, bola fora...

Mas, a vovó entrou na brincadeira e topou ir para o aquário com os três "maiores": eu (6 anos), Nina (4 anos) e Lu (4 anos). Super adultos!!! Sorte dela que, no aquário de Santos, existe um banco de alvenaria grudado na parede, que percorre tooooooodo o corredor, para que as crianças possam subir e ver os peixes e outros animais. A vovó usou para ficar sentada, respirando, com os olhos bem atentos, até a mãmi, a tia Si e o Pietro entrarem, meia hora DEPOIS! Valeu vovó!!!



Gostamos bastante, também, do aquário de Santos. E ele é bem diferente daquele do Guarujá! Tem outros peixes, não tem raia, nem lobo marinho, mas tem um imenso aquário redondo no meio do caminho, com tartaruga gigante e peixes super diferentes! Além de ter um espaço para o leão marinho, com bancos de alvenaria, para quem quiser descansar e apreciar a paisagem! É muito bacana!!!


Saindo de lá, encontramos a tia Lígia e fomos fazer umas fotos numa estátua do pescador que existe na frente do aquário. A tia Lígia disse que nunca nem sabia desses monumentos espalhados pela cidade, que ela sempre "descobria" essas coisas quando alguém vinha visitá-la e fazer turismo. Por que a gente sempre faz isso??? Não vai conhecer e curtir as coisas legais da nossa cidade ou das cidades vizinhas??? Por que a gente quer tanto conhecer os jardins da Europa e quase ninguém conhece (e não se importa em não conhecer) os lindos jardins do Museu do Ipiranga, em São Paulo?? Também temos lindas igrejas, praças, bosques, casinhas. Temos que conhecer mais a nossa casa, pessoal!!!


Mas, a tia Lígia, esperta que é, conhecia outra coisa mega bacana em Santos: o bondinho, que custava a "fortuna" de R$ 5,00 (pra mãmi - R$ 0,00 para as crianças - R$ 2,50 para maiores de 60 anos), que passeava em toda a parte histórica de Santos. Pegamos mais uma fila, mas estávamos em festa! Então, tudo bem!!!!

O bonde era lindo, vindo da Itália ("-a terra do tio Dario, né mãmi?"), preservado, tipo de coisa que a mãmi adora! Mas.... (vou deixar o "mas" pra Nina contar, no diário dela...kkkk... fiquem curiosos!!)

Bjos e bençãos.

Parênteses...


Amigos:

O dia 10 acabou e ainda não temos o resultado do sorteio do boneco no site "a casa que a minha vó queria". Mas, mesmo assim, eu gostaria MUITO de agradecer a todos vocês!!!! Além da participação maciça da galera, pedindo o boneco Getulio para, num ato de solidariedade, doá-lo a uma criança da pediatria do Hospital Amaral Carvalho, ainda tivemos altos elogios ao meu pai!!!
Fiquei tão (ou mais ainda, se é que isso é possível) orgulhosa dele!!!!

Bjos e bençãos.
Assim que tiver o resultado do concurso de lá, eu aviso!

Mirys

domingo, 10 de outubro de 2010

Dia de Comemorações....? (Diário da Mirys)


Mor, nessa viagem para a praia com a "sua" família, eu decidi que vou escrever três mensagens por dia: uma do Guigo, uma da Nina e uma minha. Porque a visão das coisas é muito diferente, os sentimentos são diferentes, enfim... Para eles é a 1a viagem com os avós paternos, a 3a ida para a praia, aventuras diferentes, o conhecer de novos amigos, novos gostos (eles não se lembravam de camarão), novas sensações (você precisava ver o Guigo no mar! A vibração!!! Como se fosse a primeira vez...), um dia das crianças pra comemorar...

Para mim, é a1a viagem com a sua família completa... sem você! É o conhecer e descobrir lugares novos... sem você! É o experimentar novas comidas, novas caminhadas, ouvir novas músicas... sem dividir com você! É a comemoração do 1o aniversário de casamento sem você... Estou numa confusão de sentimentos inacreditável!!! Então, decidi escrever versões separadas da mesma história (a viagem) e decidi que as minhas seriam como cartas para você. Espero que meus amigos me perdoem, mas eu precisava conversar com você... nem que fosse um monólogo...

Ontem, comecei a madrugada no computador da recepção do hotel. Postando coisas, respondendo e-mails... mas, você sabe que eu não considero "um novo dia" enquanto eu não durmo e acordo, não é? Então, pra mim, ainda não era dia 10...

De repente, o responsável pelo hotel puxa papo. Era um carinha bem bacana. Apaixonado pela mulher e pela filha!Tinha até o nome delas tatuados nele (apesar de ter cara de um moço super sossegado. Por que nós achamos que só pessoas "loucas" e "irresponsáveis" e "descompromissadas" com a vida, o mundo, o futuro fazem tatuagens???). Fiquei ouvindo a história da família dele, moída por dentro, pensando por que cargas d´água eu não tinha tatuado o "G" e o "H" na minha nuca e atendido a sua "condição" (de tatuar a sua inicial também...). Mas, deleta, amor... esse negócio de ser viúva é uma montanha russa emocional e, às vezes, a gente pensa umas coisas que não pensaria em condições normais de temperatura e pressão...

Percebi que o carinha já sabia da minha história, também. Daí, me lembrei que no e-mail que seu pai passou para reservar a pousada, ele já contava a nossa história, para reservar um quarto a mais para mim, as crianças e a sua mãe. De vez em quando, tenho a sensação de que ando com uma plaquinha pendurado do pescoço, em luzes brilhantes, anunciando "viúva", para lá e para cá... porque todo mundo fica sabendo da minha história antes de EU contar...

Quando fui deitar, o moço, muito simpático, me disse que sentia muito por mim e me contou a história de outra pessoa, tão triste quanto. Disse não saber o que fazer, que nem conseguia se imaginar sem seus amores... Não imagine, R., não imagine! Acabei contando que no dia 10 faríamos 12 anos de casados... e ele respondeu "amanhã, vai ser um bom dia". É claro que vai!!! Eu estava indo dormir beeeem tarde, iria acordar beeeeeem tarde, iria levar as crianças para conhecer o aquário (como tínhamos combinado tantas vezes), e passear sozinha na praia no final do dia. Tudo bem que dia 10.10.10 era algo assim "bacana", mas seria um domingo, com uma garoinha, numa praia minúscula, perto de outras praias bem badaladas... eu não ia NEM ME LEMBRAR DO ASSUNTO CASAMENTO, certo??? Tentei focar em "praia", "peixe", "aquário" e tudo mais que me levasse pra beeeem longe deste assunto.

Meu plano começou bem: dormi tarde. Daí pra frente, foi tudo diferente do que eu pensei. As crianças me acordaram bem cedo, felizes pra burro, loucas para tomarem café e irem pra praia. Pensei "tudo bem: elas podem ir com a sua mãe, seu pai e seu irmão. 2 crianças para 3 adultos. Eles vão dar conta." Mas... seu irmão não apareceu para o café da manhã e seu pai decidiu esperar ele aparecer. Acho que ele nem lembrou do dia... mas, ele não precisava lembrar, não é mesmo?

Fui pra praia com a sua mãe, que é a 50 metros da pousada. Prainha pequena, com mar agitado, perdida no meio de tantas outras mais bonitas e movimentadas. A chuva começou. E 5 metros antes de chegar na areia, vejo uma movimentação de pessoas numa grande varanda do lado direito (que eu achava ser um restaurante fechado)... vejo fotógrafos... vejo um painel com a foto de um casal e uma criança escrito "1+1=3". Acredite, amor... naquela praia pequena, num domingo, com chuva, o que aconteceu DO MEU LADO??? Um casamento!...

Juro que olhei para o céu e pensei: "-Deus, posso saber o que significa isso??? Hoje???". Mas, está escrito na bíblia que Ele não manda nada mais do que podemos suportar, não é? Acho que meus poucos quilos devem valer bastante no céu, pois Ele deve me considerar um "peso pesado"!!!!

Ficamos por ali, bem pertinho do local (até porque a praia era realmente pequena, cercada por duas imensas montanhas... não tínhamos muito para onde ir...). Até que começou a cerimônia. Marcha nupcial. Tudo o mais. Virei para a sua mãe e para a Si (uma moça muito bacana que conhecemos na praia, mãe de dois filhos fofíssimos!) e disse: "-vocês ficam aqui com as crianças, um pouquinho. Eu vou andar até a outra ponta da praia." Assim, mesmo, amor... comunicando. Não pedi nada. Comuniquei. Detesto agir assim, mas era isso ou desabar ali, no meio da "multidão", com as crianças olhando. Mas, sua mãe disse: "-leve o Guilherme, porque ele quer ir perto da água..." e, quando percebi, ele já estava de mãos dadas comigo, olhinhos brilhando, falando pelos cotovelos, ansiosíssimo para ir para o mar. Pronto! Fui com ele!

Foi melhor assim... porque o Guigo anda mais devagar (eu continuo "correndo", benzinho... nada mudou nos últimos 8 meses...) e porque ele parava para ficar brincando com as ondas. Fomos e voltamos beeeeem devagar e, quando chegamos, a cerimônia tinha terminado. Agora, começava a festa. Para aquele outro casal, é claro!

Cheguei perto das nossas cadeiras e a Si estava chorando. Claro que sua mãe tinha contado a história para ela... Então, até para me desculpar pelo meu comportamento determinado demais de pouco antes, eu disse que hoje estaria comemorando aniversário de casamento e que não ia aguentar ouvir a cerimônia claramente (a gente estava tão perto dela!). Daí que sua mãe lembrou e disse... "é mesmo...". Acho que, naquela hora, ela entendeu meu rompante e me desculpou. Acho até que ela ficou um pouco mal por não ter me deixado sozinha, mesmo, mas ela viu que eu estava bem.

Sentei de costas para a festa que acontecia ali na praia e ficamos esperando seu pai e seu irmão, conforme combinado. Que não apareceram... Então, fiquei por ali umas boas horas, ainda, brincando com as crianças...

Foi quando a Ma me ligou. É impressionante a maturidade, a sensatez, a sei-lá-mais-o-que da minha prima, Fê. Ela ligou, consciente da data, para saber de mim. Como ela ouviu a música no fundo, ela perguntou e eu contei do casamento (com o painel da porta e tudo... mais ou menos do jeito que te contei, aí pra cima). Conversamos muito sobre relacionamentos, sobre Deus, sobre projetos e propósitos de vida, sobre filhos. O marido dela é realmente uma benção, Fê! Pessoa espetacular, mesmo! Já gostava dele por ele. Agora, gosto ainda mais, pela Ma. Você também iria adorá-lo... De repente, caiu a minha ficha que ela estava me ligando, no celular, de outro Estado, e que eu estava dando uma despesa astronômica! Então, comecei a despedir dela, bem quando passávamos em frente ao salão, para voltarmos para a pousada. Eu disse qualquer coisa sobre ter a sensação de que alguém tirava sarro de mim, ao colocar aquele casamento naquele dia improvável, naquele lugar improvável, naquele horário improvável, mesmo sob uma chuvinha!!!

Mas ela me fez ver aquela situação "terrível" de outra forma (muito mais benéfica pra mim, naquele momento). Ela me fez ver aquilo tudo como um carinho, como uma mensagem muito positiva de que existe recomeço. Existe essa chance. Pra todo mundo. Mesmo pra mim, que me considero "um pacote completo" e, portanto, fora de qualquer cogitação. Com alguém pra dividir ou sem ninguém em especial, existe um recomeço, amor... 1 + 1 (eu e você) pode realmente somar 3 (nós, os 3 mosqueteiros)... Me desculpe, mesmo, por pensar assim! Juro que não estou pensando em ninguém em especial(na verdade, ainda não aceito nem um pouco a hípótese de ter alguém "no seu lugar"), mas eu precisava ouvir aquilo, benzinho! Eu precisava... sei lá... respirar... pensar que o futuro não ia ser só aquela dor imensa que eu sentia naquela hora... Me desculpe, mesmo!...

Acabamos indo almoçar no "pier shopping" porque sei pai queria mostrar os barcos do canal para as crianças. Então, fomos. Decidi levá-los para passear NO barco, só por curtição e acabou sendo bárbaro. As carinhas da Helena... você precisava ver!...

Depois, eu queria muito ir pro aquário (e começar a cumprir as coisas que NÓS tinhamos prometido para as crianças, a realizar os NOSSOS planos. Por nós 2!). Mas, seu pai achava caro, achava que eu tinha que voltar para a praia (ele não sabia do casamento), seu irmão não estava a fim... Fui determinada, de novo, e disse: "- eu vou". Me coloquei à disposição para levar quem não quisesse ir no aquário para qualquer outro lugar, deixei todo mundo bem à vontade para escolher, mas eu e as crianças iríamos ao abençoado aquário e iríamos naquele dia!!! Estava decidido!!!

Sua mãe foi conosco (na verdade, ela nos levou, benzinho, porque ela foi antes para a bilheteria e comprou os ingressos!). Foi a coisa mais legal que eu fiz nesse dia!!! As crianças escolheram "bichos preferidos", identificaram vários como sendo personagens dos filmes, lembraram de quais você gostava, não desgrudaram de mim, vibravam a cada raia que passava pertinho do vidro, não queriam mais ir embora. Amor, você estava certo: eles iriam ADORAR! Adoraram, mesmo!!!!

Chegamos na pousada super tarde e minha caminhada pela praia, sozinha, foi pro espaço... Mas, meu dia terminou bem, de uma forma diferente (e totalmente não planejada): fui jantar com a tia Lígia! Ela foi me buscar, no Guarujá, levou flores lindas para mim e sua mãe, trouxe uma cadeirinha de praia pra Nina e um jogo de frecobol pro Guigo, de madeira, gravado "Guilherme" em uma raquete e "Os 3 Mosqueteiros", em outra. Nosso primeiro objeto personalizado!!!!!!! Não é o máximo???

Passeamos por toda a parte velha de Santos (você sabe como eu adoro isso!!!), ela ia me contando as histórias da cidade, da família nossa (= minha e dela) e da família dela, conversamos sobre o blog, sobre Deus, sobre natureza... enfim: foi bárbaro!!! Terminamos a noite num restaurante charmosíssimo, comendo casquinha de siri e deliciosas lulas na manteiga com alho. Já posso´até imaginar a cara que você fez, com nariz torcido, ao ler isso. Mas, eu gostei! Muito!!! Você sabe que adoro essas coisas diferentes e locais!!!

Quando o garçon perguntou: "-o que vão beber?" que eu me dei conta que tinha passado o dia inteiro normal. Sem álcool. Nadica de nada! Antes, eu achava que fosse fazer uma grande comemoração por nós dois, em Buenos Aires (outro dos nossos planos, que eu ainda vou cumprir), tomando horrores de vinho. Quando troquei tudo por essa viagem com seus pais e as crianças, pensei em tomar cervejas na praia, caminhando e chorando, para ajudar o dia a acabar. Mas, na verdade, passei assim: normal. Passeando com as crianças, conversando com queridos, tomando muita coca light (meu novo vício, não sei se te contei...). E vi que dá para ser assim: mais normal. O dia só vai ser um grande evento, com dores e sofrimentos intensificados, se eu quiser. Só preciso beber e chorar para "ajudar a passar" (como tantos sugeriram), se eu quiser. Então, decidi ver a vida de forma mais leve... Não preciso de nenhum paleativo para passar por nada: eu, simplesmente, agradeci e pedi ajuda quando acordei (fui acordada, com muuuuuitos beijos de pequenos de 6 e 4 anos). E o dia passou.

Voltei pra internet, à noite, mas não tive coragem de escrever essa mensagem, então... Resolvi escrever depois e postar no dia certo! Simples assim.

OBS1: recebi a mensagem mais linda possível do meu pai, que está visitando a Baby que, finalmente, está morando com o nosso cunhado italiano preferido!!! Qualquer hora, leio em voz alta... quem sabe você ouça. Afinal, ela fala de você, também...

OBS2: você não tem noção, a menor noção, de como eu senti sua falta, hoje. De como eu queria que esse dia tivesse sido diferente! Aprendi a aceitar a vontade de Deus pra qualquer área da minha vida, mas ainda me pego orando muitas vezes pedindo para Ele tirar essa dor de mim... Tem horas que parece que estou lá, partida ao meio, sem a menor chance de recuperação... e então tenho a sensação que estou assistindo a um filme, que essa não é a minha vida, porque eu, euzinha, não suportaria passar por isso..

OBS3: eu já te disse que eu te amo, hoje? Não? Mas, eu te amo. Ainda te amo!... droga...

Dia de comemorações! (Diário da Nina)


Hoje, depois que eu dei muuuuuuuitos beijos na mãmi, para ela "acordar", eu perguntei se era hoje que, finalmente, iríamos no aquário! A mãmi já vem prometendo isso pra gente, desde láááá de casa... Então, ela respondeu:

"-filhota, hoje vou dar o "meu" presente para vocês!" e estendeu as mãos pra mim, como se entregasse um presente, mesmo.

Não entendi direitinho, mas... confirmei que a gente ia no aquário!!! Iupiiii!!! Isso era o importante!!!!




Primeiro: café da manhã!
Segundo: praia!!! Com todos os apetrechos a que eu tenho direito!!!
E como estava tocando uma música bem linda e lentinha, perto da gente, eu resolvi... dançar! Bailarina que é bailarina dança até na praia!!! Com todos os passos novos que a tia Gabi me ensinou (e que eu quis ensinar, mais uma vez, para a mãmi, ali na praia, mesmo! Sorte dela que não tinha ninguém para tirar fotos DELA dançando!)



Depois, o vovô nos levou pra almoçar num lugar muito legal chamado "pier", onde tinha um vidro enorme e a gente podia ver o mar, o canal que fica entre Santos e Guarujá, e todos os barcos que passavam por ali.

"-olha mamãe!!! Aquele grandão, cheio de conteiners! Igual ao do madagascar!!!"

E a mãmi não sabia se ficava mais espantada por eu ter me lembrado da abertura do filme e feito a associação OU se por eu ter falado "conteiner" certinho!!!



Almocei rapidinho e percebi uma certa aglomeração do meu lado. É que, dentro daquele mini shopping, tinham umas moças com 1.000 presilhas, elásticos, tiaras, fazendo penteados nas meninas. Entrei na fila! Pluft!!!! Fiquei lá uns 20 minutos, quietinha e sorrindo, aguardando a minha vez. Até a mãmi perceber que ia demorar muito e o vovô já estava querendo ir embora... então, ela veio conversar comigo e me convenceu a trocar aquela fila loooonga e chatinha por um inédito passeio de barco, bem perto daqueles navios enormes que a gente estava vendo. Pensei... pensei... "-tá bom, mamãe!" e sai da fila.



A-M-E-I andar naquele barco!!! Pena que a "viagem" só durava um minutinho... Mas, a mãmi pediu para a gente voltar na mesma embarcação, então, para nós, a viagem durou DOIS deliciosos minutinhos!!! Muito vento no rosto, muita água para olhar, muitos "ah!"s e "oh!"s depois, estávamos de volta à terra firme.

E fomos, finalmente, para o lugar tão esperado do dia: o aquário!!! Mãmi decidiu nos levar no aquário do Guarujá, hoje, e no de Santos, amanhã. Assim, a gente mata de vez essa vontade de ver peixes!!!



Galera, o aquário é o máximo!!! Encontrei por lá as moreias ("-os bichos terríveis que ajudam a bruxa do mar contra a Ariel!!! Venha ver, mamãe!!!"), a estrela do mar, os lagostinis ("-eca! cheios de antenas!"), os pinguins ("-que o João, nosso fofutcho, adora!"), os peixes-palhaço (como o Nemo) e até um peixe azul que eu jurava que era da "raça Doly" (do filme do Nemo). Até cantei para ela "-continue a nadar, continue a nadar!"



Também vimos uma moça alimentar o lobo do mar, um bicho enorme, preto e peludo, que comia peixes na mão da moça e dava beijinhos no rosto dela. Depois que ela terminou de alimentá-lo, ele veio passear no tanque, mesmo com aquele monte de gente encostada no vidro dele!!! Então, ele levantava a cauda para o ar (como as de baleia, em duas partes) e ficava cruzando, como que abraçando a própria cauda. Depois, ele abanava, como se desse tchau para todo mundo! O máximo!!!


Além disso, eu ainda encontrei um canto dos piratas, onde tinham 1.000 bichinhos do mar de pelúcia, para ficarmos tirando todas as fotos que quiséssemos!!! E ainda tinham fantasias de piratas para pequenos e grandes! Lá fomos eu e a mãmi, e a vovó fotografava tudo!!!

Delícia pura!!!!! Até amanhã, pessoal!!!

Nina + Guigo + mãmi



OBS: a mãmi não sabe bem o motivo, mas eu RESOLVI dar beijos em todos os peixes e animais do aquário (menos naqueles horríveis, tipo os monstros da bruxa do mar ou as lagostas e afins), mesmo que pelo vidro!!! Mãmi achou tão engraçado que saiu registrando tudo! Tenho mil fotos de beijos em peixes...

Dia de comemorações! (Diário do Guigo)


Acordamos, hoje, cheios de empolgação!!! Claro!!! Estamos na PRAIA!!!
Como a mãmi estava meio "xoxinha", nós já pulamos sobre ela e fizemos a maior festa!!!
Estamos dormindo no mesmo quarto: eu, a Nina, a mãmi e a vovó Dina. Tem uma cama de solteiro encostada na nossa cama de casal e dorme todo mundo pertinho, mesmo! A maior festa!!! Pra dormir e pra acordar!!! Apesar da vovó não ser da família "farofa" da mãmi, ela já entrou no nosso esquema e adora uma bagunça de família!!!


Com um tempo meio feinho mesmo (quem liga pra isso???) fomos pra praia! Não sem antes tomar aquele reforçado café da manhã! A mãmi anda meio impressionada com o tanto de coisas que estamos comendo! E não é só bobagem, não! Aliás, fora o Mc (que a gente vive pedindo pra ir), quase sempre comemos comidas saudáveis (herança do NIE - escolinha de Jaú): brócolis, tomate, muito milho, frutas das mais variadas, queijos, peito de peru, frango, rúcula (eu), alface bailarina (a Nina), etc.


Na praia, a mãmi resolveu dar uma andadinha. A praia é pequenininha (tem 1 km, acho) e ela vai e volta até o fim, num instantinho. Desta vez, pedi para ir junto. E ela topou!!!



"-mãmi, podemos andar mais perto do mar? Podemos? Podemos?"
"-DENTRO do mar, você quer dizer, né Guigo?..." ela disse rindo e indo pra direita
"-vem mais, mãmi! A onda está fraquinha aqui!"
"-Guigo, lembra que eu te contei que o mar pode ser perigoso? Então, filhote, podemos ficar por aqui mesmo que as ondas estão vindo até aqui. Olhe a marquinha da areia molhada ali na frente!"


E fomos e voltamos com a água na minha canela. Quando vinha a onde, ela ia para o meu joelho!!!! Quando a onda voltava, às vezes, ficava sem água nenhuma nos meus pés. Mas eu ia pulando, correndo, dançando, gargalhando quando vinha uma onda mais forte, de mãos dadas com a mãmi, feliz, feliz, feliz.

De repente, olhei pra cima e a mãmi também estava feliz, orando.

"-mãmi, tem que fechar os olhos pra fazer oração!"
"-filho... não posso fechar os olhos aqui. Mas, tudo bem. Deus vai me ouvir mesmo assim."


Pegamos o vovô e o tio Bro (na verdade, o nome dele é Gustavo, mas a mãmi o chama de "brother" ou "bro" porque o pápa o chamava assim também) e fomos almoçar no mini shopping que fica sobre o canal que atravessa do Guarujá para Santos. O vovô queria muito nos mostrar os barcos. Ficamos CO-LA-DOS no vidro, eu e a Nina, para ver aqueles navios imeeeeensos passarem. Mas, as minhas preferidas foram mesmos as lanchas que passavam, velozes, por ali!!!

Então, a mãmi teve a brilhante idéia de pegarmos o barco que atravessa o canal, levando só as pessoas, para passearmos pertinho do mar. ÓTIMA IDÉIA, MÃMI!!!


Terminamos o dia no Aguário do Guarujá: Aqua Mundo!!!! A vovó Dina que nos levou e nós curtimos cada instantinho!!!! O tio Bro e o vovô resolveram não entrar (porque era meio carinho) e a mãmi se prontificou a levá-los pra pousada. Eles quiseram esperar por ali mesmo. Coitados... ficamos duas horas dentro do aquário!!!! Mas, era tão especial!!!! Vimos um moço alimentar tubarões e raias (minhas preferidas), outro nadar e dar frutas picadas para peixes da Amazônia, vimos estrelas do mar, lagostas (a mãmi diz que come aquela coisa esquisita!), jacarés, tartarugas... Tinha tanta coisa e era tão legal, que merecia mais do que 2 horinhas!...

Bjos e bençãos. Até amanhã!!!

Guigo + Nina + mãmi + vovó = exaustos mas felizes!


OBS: ontem, antes de dormir, jogamos o jogo novo que nosso primo João nos deu: Mico!!! Divertidíssimo!!! Principalmente para mim, que ganhei todas as jogadas!!!

sábado, 9 de outubro de 2010

Praia!!! Pela 3a vez na vida! (Diário da Nina)


Queridos: sou mesmo uma garota de sorte! Acabei de fazer 4 anos e já fui 3 vezes para a praia!!!!!

Quando eu nasci, meu irmão nem conhecia o mar... pápa e mãmi não tinham dinheirinho para uma viagem dessas e não queriam ficar dependendo dos outros...

Mas, quando eu nasci, o tio Marcos e a tia Inês (amadíssimos!!!), que já vinham fazendo uma pressão há anos nos meus pais, conseguiram convencê-los (mais o pápa do que a mãmi, que já queria ir mesmo!) de irem para a casa de praia deles, no Paraná, passar o reveillon, com o resto da família. Então, naquela vidada de 2007 para 2008 nós fomos conhecer o mar. Eu e meu irmão!

Imaginem a família da minha mãmi (papai + mamãe + 10 filhinhos + genros e noras + netos + cachorro + papagaio), na praia, instalada em 3 quartos! Foi o máximo!!!!! Confraternização TOTAL!!! Era um tal de um pegar a toalha de praia do outro "emprestada" e, quando o outro ia ver, sua toalha já estava lá na praia, tomando um sol, com o dono errado... A hora da comida era outra novela: por capítulos! Comiam uns, depois jantavam os outros, depois vinha a 3a leva... Ou seja, toda a farofa típica de família ENORME e grudada! Bem do jeitinho que a mãmi gosta!!!

Só na noite do reveillon, por minha causa, a mãmi não pode ir pra praia, por o pezinho na areia (que ela AMA!)... Eu era muito pequena, o Guigo tinha dormido, os fogos nos assustavam, então a mãmi e o pápa ficaram na casa, tomando conta de tudo, enquanto o pessoal pulava ondinhas... Temos uma linda foto de beijo com fogos de artifícios no
fundo, para comprovar!!!


Na segunda vez de salgar o pé, fomos para Fortaleza, na casa da tia Ida! (viram como é bom ter família monstra??? Você conhece o Brasil, com guias locais e que te amam! Não é mesmo perfeito) Amamos aquele lugar e aquelas pessoas!!! De novo, a coisa foi meio "familhão" apesar da gente estar num hotel. Mas é que não tinha um quarto para cada um... e a gente já está acostumado a não ter, mesmo!!! Aliás, a gente a-do-ra quando não tem!

Essa foi a minha 3a vez de ver o mar. Mas a primeira praia que vou com a vovó Dina e o vovô Almanir! Aliás, é a 1a viagem que fazemos todos juntos! O pápa ficaria orgulhoso de nós!!!


Desde o começo, sempre adorei praia no meu jeitinho meio urbano de ser: acho lindo, mas de-tes-to ter areia no meu pé! Já bebezinha, eu encolhia as pernas, quando alguém queria me tirar do colo para colocar na areia!!! Não adianta! Sou fashion! Quer ir para a praia? Eu vou! Mas vou de faixa e rabo de cavalo (para não ficar com nó no cabelo), óculos escuros (obrigada Tia Pink, Tio Dido e Tia Sônia!!! Os óculos do meu irmão servem para mim!!!), maio "macio" (de lycra) e, se puder, na hora que chegar a areia, pulo no colo de alguém, até chegar na toalha! Fazer o quê?... Nasci assim...

Minha mãmi acha que já é um grande progresso!!! Pelo menos, minha relação com a areia, agora, é normal. Antes, eu detestava areia no pé... mas adorava colocá-la na boca!!! A mãmi não podia bobear e eu tava lá, comendo areia!!!!! Rsrsrsrs

Desta vez, foi só água de côco! Uhu!!!

Praia! Com chuva. Sem chuva. Com chuva. (Diário do Guigo)


Pessoal: ontem viajamos, de noitão, pra praia. Mãmi veio dirigindo, sem parar, da nossa casa até a pousada. Porque, como ela diz, eu e a minha irmã somos ótimos "companheiros de viagem": nós brincamos com palavras e números, cantamos, comemos no carro mesmo, não ficamos perguntando um zilhão de vezes "mãe, tá chegando?" e, se cansamos, dormimos. Simples assim!

Ontem, quase meia-noite, nós dormimos. Paf, puf! Os dois meio que juntos. A Nina apagou, eu apaguei. E acordamos, hoje, na pousada, que tem um golfinho com o bico furado, sobre a piscina, para ficar fazendo de jato d´água! O máximo!!!


Quando vimos a mesa do café da manhã, comemos como gente grande! Quisemos nos servir (nós mesmos!), pegamos um cafézinho (êh, vovô Nono...), um enroladinho de peito de peru e queijo, algumas salsichas, suco de laranja e melancia picadinha pra terminar. A mãmi achava que fosse todo mundo para o banheiro e perderíamos a praia com uma grande incongestão, mas... nós terminamos de comer e fomos pra praia!!! Felicíssimos!!! Eu + a Nina + a mãmi + a vovó. O vovô ficou tentando tirar o tio Gú da cama...

A praia era a 50 metros da pousada! P-E-R-F-E-I-T-O!!!
Até porque... começou a chover!!! A Nina (fresquinha como ela só) queria voltar pra pousada, mas eu estava achando o máximo! O mar! As ondas! Aquela ventania insuportável, um friozinho, chuviscos gelados e eu de sunga, pulando pra lá e pra cá, achando tudo o máximo! Então, a mãmi resolveu fazer fotos para registrar o nosso primeiro contato com a praia. E voltamos correndo pra pousada!


Chegando lá, o vovô estava de saída, com o tio Gú, e fez aquela cara de "ué"... Quando a gente falou que tava chovendo na praia (que era a um quarteirão de distância!), o maior frio e tal... sai um super sol, em cima da pousada! Voltamos todos pra praia.

E assim ficamos, entre chuva e não chuva, mesmo com um pouquinho de frio, brincando na areia e conversando, a manhã toda! DELICIA!!!


OBS: eu estou achando tudo o MÁXIMO!!! Estou elético de estar na praia! Até achei um sensacional e inacreditável gafanhoto, no meio do chão da pousada, e pedi a câmera da mãmi para registrar essa coisa incrível que aconteceu!!! Deu pra entender meu grau de empolgação???

FAMÍLIA FELIZ! (Diário da Mirys)

Amor:

Acho que você ficaria feliz!...
Sentimos muito a sua falta...

sua Mi

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Velhos planos, formatações diferentes! (Diário da Mirys)

A gente sempre quis viajar, sair pra jantar, fazer algo de especial para comemorar os aniversários de casamento. Demos festa para amigos, fomos em restaurantes não tão baratos de Sampa (daqueles que você não vai ter dinheiro para ir duas vezes, mas que adoraria ir uma vez na vida! Fomos!), ganhamos festa surpresa...

No último aniversário de casamento, saímos para jantar. Em Fortaleza!!! Tudo de bom!!! Restaurante charmosérrimo (com passarelas sobre água), na beira da praia, comida deliciosa, "mojitos" (aquela bebida com hortelã... como se escreve isso???) perfeitos, sobremesas de comer com os olhos!

Queríamos comer lagosta. O Fer nunca tinha experimentado. Eu já tinha comido uma vez e nunca me esqueci! Sabor sensacional!!! Paramos nesse restaurante porque tinha lagosta no cardápio. Mas, não na cozinha... Tudo bem, tudo bem. Ficamos por lá mesmo e comemos outras coisas, igualmente maravilhosas. "-Na próxima vez, amor, a gente come a lagosta". Não teve próxima vez...

E, nesse final de semana, a gente comemoraria 12 anos de casados. DOZE!!!??? Como o tempo passou tão rápido??? Mas, na verdade, nesse vai-da-valsa, eu que vou comemorar o 1o ano de casada... sozinha.

Sem festa. Sem jantares a dois. Sem romance.
Mas, não sem viagem!!!

Embarquei numa de ir para a praia, para uma pousada que meu sogro encasquetou de levar a gente. Vamos todos (todos, menos o Fer...): eu, Guigo, Nina, sogro, sogra, cunhado. Vai ser, no mínimo, diferente! NUNCA tínhamos viajado assim, antes: toda a família reunida. Agora, vou... doendo... mas feliz por todos eles. Acho que vai ser um passeio inesquecível para as crianças. E para os meus sogros.

E era isso que eu queria: inesquecível, não era?

Como disse uma super querida amiga minha: faça como a água - ela não luta contra os obstáculos, ela os contorna!!! Dul, te adoro!!!

Então, é isso... nos próximos 4 dias, sou água!

OBS: saímos de casa às 9 da noite porque foi a hora que o pessoal de Bauru conseguiu chegar. Achei que não iria resistir de dirigir sozinha umas várias horas, mas Deus foi perfeito comigo (mais uma vez, né?), a estrada estava tranquila, a chuva pouquíssima, minha sogra acordada e conversenta o tempo todo, com papos e comidas ótimas. Chegamos às 2 da matina e a pousada é linda! Damos notícias amanhã!

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Questões importantes da vida! (Diário da Nina)

Hoje, mãmi me levava pra escola. Sozinha. Porque, às quintas, o Guigo entra antes (aulas de mini-tenis! Chiquérrimo, esse menino!...).

Do nada, eu solto uma frase:

"-mamãe (dei para chamar minha mãmi de mamãe, agora. Mudei o nome dela, de novo...), já pensou se o pápa não tivesse ido para o céu e morasse aqui com a gente, na cidade nova?"

"-ia ser muito legal, não ia princesa?"

"-ia mesmo!!!"

Pare, pensei. Silêncio. Continuei:

"-mamãe, eu não quero ajudar ninguém. Nunca."

"-como assim filhota? É importante ajudarmos as pessoas."

"-mas eu não quero ajudar ninguém. E nem você, nem o Guilherme. Quero ficar sempre aqui."

A mãmi já sacou tuuuudoooo...

"-Nina, você pode ajudar os outros e ficar aqui (na Terra), com a mãmi e o Guigo."

"-mas mamãe, o pápa ajudou aquela família e foi morar no céu! Eu não quero ajudar ninguém." (o pior é que falo isso muito tranquila, como se tivesse uns 20 e poucos anos, e assusto a mãmi porque deixo a pobre sem chão...)

Sem resposta melhor, a mãmi disse: "-filha, a gente pode ajudar alguém SEM ter carros por perto. Carros são perigosos. Mas dá para ajudar pessoas de outro jeito."

"-sem carros perto?"

"-sem carros perto! Você sabia que você JÁ está ajudando alguém, agora mesmo? Ontem, a mãmi colocou aquele sorteio daquele boneco getulio, lá no nosso blog, também. Agora, muitas pessoas podem tentar ganha-lo! Se alguém nosso amigo ganhar, nós que vamos ter que levar lá no hospital do Nono, para entregar para uma criança doente."

"-com câncer, mãmi?" (olha eu com 20 e poucos, de novo)

"-com câncer, filhota. Viu? Você está ajudando uma criança a ficar mais feliz SEEEEMM ficar longe da mãmi. Viu?"

"-tá bom, mamãe. Acho que quero ajudar alguém, de novo!"

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Doe 1 linda boneca para 1 criança do Hospital do Cancer de Jaú (Diário da Mirys)


Caros amigos:

Hoje, fiquei sabendo de uma campanha muito bacana, que está rolando num blog.

Uma moça faz bonecas de panos (beeeeem feitinhas, mesmo! Pelo menos, pelas fotos) e a amiga dela resolveu lançar um sorteio, no seu blog, de uma dessas bonecas, no dia das crianças.

Você só tem que entrar na página do blog (já fiz o caminho das pedras, então é só clicar no link abaixo!!!), clicar em “comentários” e deixar um comentário.

Eu decidi para quem dar a minha boneca (se ganhar) e SE você quiser participar da “minha campanha”, eu escolhi o boneco chamado “GETULIO” (por motivos óbvios) e pretendo doá-lo à uma criança da pediatria do Hospital Amaral Carvalho (de oncologia), de Jaú.


Então, ficou mais simples!

Você entra no site http://www.acasaqueaminhavoqueria.com/blog_view_173_Sorteio-Dia-das-Criancas-Fabiluli.html

Clica em “comentários”

E escreve “eu escolho o boneco GETULIO e quero doa-lo para uma criança do Hospital de Câncer de Jaú”

Põe o seu nominho e o SEU E-MAIL.



SEEEEEEEEEEEE você ganhar e quiser mesmo doar o boneco, eu te passo meu endereço, você manda entregar aqui em casa, eu pago as despesas com o frete e me responsabilizo em ir no Amaral sortear o boneco!!!

Se você quiser participar por farra, para dar o boneco para outra criança, para ficar com ele... não tem problema!

Que tal? Vamos participar???

Ostra feliz não faz pérola!!! (Diário da Mirys)


Rubem Alves

Ostras são moluscos, animais sem esqueleto, macias, que são as delícias dos gastrônomos. Podem ser comidas cruas, com pingos de limão, com arroz, paellas, sopas. Sem defesas – são animais mansos – seriam uma presa fácil dos predadores.

Para que isso não acontecesse a sua sabedoria as ensinou a fazer casas, conchas duras, dentro das quais vivem. Pois havia num fundo de mar uma colônia de ostras, muitas ostras. Eram ostras felizes. Sabia-se que eram ostra felizes porque de dentro de suas conchas saía uma delicada melodia, música aquática, como se fosse um canto gregoriano, todas cantando a mesma música. Com uma exceção: de uma ostra solitária que fazia um solo solitário. Diferente da alegre música aquática, ela cantava um canto muito triste. As ostra felizes se riam dela e diziam: “Ela não sai da sua depressão...” Não era depressão. Era dor. Pois um grão de areia havia entrado dentro da sua carne e doía, doía, doía. E ela não tinha jeito de se livrar dele, do grão de areia. Mas era possível livrar-se da dor. O seu corpo sabia que, para se livrar da dor que o grão de areia lhe provocava, em virtude de suas aspereza, arestas e pontas, bastava envolvê-lo com uma substância lisa, brilhante e redonda. Assim, enquanto cantava seu canto triste, o seu corpo fazia o seu trabalho – por causa da dor que o grão de areia lhe causava.

Um dia passou por ali um pescador com o seu barco. Lançou a sua rede e toda a colônia de ostras, inclusive a sofredora, foi pescada. O pescador se alegrou, levou-as para a sua casa e sua mulher fez uma deliciosa sopa de ostras. Deliciando-se com as ostras de repente seus dentes bateram numa objeto duro que estava dentro da ostra. Ele tomou-o em suas mãos e deu uma gargalhada de felicidade: era uma pérola, uma linda pérola. Apenas a ostra sofredora fizera uma pérola. Ele tomou a pérola e deu-a de presente para a sua esposa. Ela ficou muito feliz...”

Ostra feliz não faz pérolas. Isso vale para as ostras e vale para nós, seres humanos. As pessoas que se imaginam felizes simplesmente se dedicam a gozar a vida. E fazem bem. Mas as pessoas que sofrem, elas têm de produzir pérolas para poder viver. Assim é a vida dos artistas, dos educadores, dos profetas. Sofrimento que faz pérola não precisa ser sofrimento físico. Raramente é sofrimento físico. Na maioria das vezes são dores na alma.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Influências... (Diário da Nina)


O meu irmão já teve a fase dele, também, de ter alguns amigos meio... diferentes de nós. Crianças briguentas, agitadas, que falam palavras que nós não costumamos ouvir, que não conheçam (ou não usem) as 4 "palavrinhas mágicas". Nâo que a gente seja perfeito! Longe disso! Mas a mãmi (e o papi também!!!) tinha paura de ter filho mal educado. Então, ela é "chata", mesmo.

Se a gente faz uma carinha linda e diz: "-mãmi, quero coca", ela fica olhando para nós, com outra carinha linda, levanta as sobrancelhas, gira a mão do tipo "e...continue...", até nós falarmos "-mãmi, quero coca, por favor".

Mãmi diz que ter filhos é ótimo, uma benção mesmo! E cria-los é super divertido, maaaaaas exige uma dose de elefante de paciência!!! Você tem que repetir, repetir, repetir, até que o bom comportamento fique automático (porque as coisas ruins a gente aprende rapidinho, em uma vez só! Incrível isso!!!). E, no dia seguinte, começa tudo de novo!!! Please, não pense em NÃO ter filhos só pra "facilitar" (ou não complicar), porque nós somos "herança do Senhor". E uma herança vinda de Deus não pode ser nada de ruim, não é mesmo???

Segundo minha mãmi, nós colorimos a vida!!! É uma descoberta a cada dia, um relembrar de coisas (até coisas da escola, que você nunca mais viu), um aprendizado (o Guigo tem muito menos "medo" do computador do que a mãmi), uma delícia! E quando alguém nos elogia, pronto! Mãmi infla!!! É sério!!! Nós somos (em grande parte) resultado do trabalho dela e do pápa, e o maior motivo de orgulho! Somos o único investimento que vai dar frutos para sempre! Então, senhores pais e mães, invistam direito!!!

Acontece que, nem sempre, as coisas estão no controle dos pais... Agora, chegou a minha vez. O problema é que meu irmão é calminho, calminho... ele vê uma coisa errada e conta pra mãmi e ela aproveita para ensiná-lo. Eu vejo uma coisa errada que "dá certo" (tipo a criança que bate para conseguir o brinquedo da outra, que não entregou "por bem") e, puf, aprendo. Alguém é rude comigo, eu reajo. Complicado....

Ontem, à noite, eu fiz minha mãe virar um porco-espinho, na cabeça... todos os cabelos em pé!!!! Eu e o Guigo fazíamos pinturas, no chão da sala, tranquilamente, enquanto a mãmi conversava com amigos queridos que nos visitavam. De repente, eu quis JUSTAMENTE a canetinha que estava na mão do Guigo. Pedi. Ele não deu. Eu dei tapas na perna dele. Ele não se mexeu (eu sou pequena... não deve ter doído). Então, eu dei uma mordida no braço dele! Ahá! Consegui! Ele soltou a caneta!!!

A mãmi pediu licença para os amigos, me pegou no colo, mandou (!!!!!) dizer "boa noite" pras pessoas e me levou pro quarto. Deve ter sido muito difícil pra ela manter a calma. Se bem que ela estava em choque! Nada nem próximo disso tinha acontecido na nossa casa!!! Então, ela respirou fundo e mandou:

"-pode parar de chorar, mocinha. Você não está machucada. Seu irmão é quem está."

E eu chorando escandalosamente.

"-Helena..."

E eu parando...mas ainda fazedo cena. Sou ótima em cenas!!!

"-Filha, o que você fez?"

"-mordi o Gui porque ele não quis dar a canetinha pra mim! Eu queria!"

"-e você pode morder o seu irmão?"

"-mas eu queria" e me joguei para trás, nos travesseiros, chorando, continuando o drama.

"-então tá. Tudo bem. Então EU QUERO que você pare de chorar pra conversar comigo. Posso morder você também?"

Parei de chorar, na hora. "-não!"

"-e por que não, filha?"

"-porque dói!"

"-então, doeu no seu irmão também! Você fez algo muito muito muito feio, Helena. Você nunca nunca nunca pode morder o seu irmão, nem ninguém. Você sabe falar. CON-VER-SE."

"-mas a fulana também mordeu a beltrana..." tentei argumentar.

"-mas nem a fulana, nem a beltrana são minhas filhas. Você é! E eu não quero que você faça isso porque é errado!" (dá-lhe vovô Nono!!! Um passarinho me contou que ele sempre falava isso pra mãmi quando ela era pequena... e um pouco maior, também!)

No fim, pedi desculpas para o meu irmão (chorando, de novo, porque não queria ter machucado ele), respirei, pedi desculpas pra mamãe e falei que tinha que pedir desculpas pra Jesus também, porque ele também deveria estar triste. A mãmi, bravíssima e chateadíssima que estava, conseguiu sentir muito orgulho de mim naquela hora, mas não demonstrou (senão, a autoridade ia pelo ralo...). Ufa! Alguma coisa boa já estava plantada na minha cabecinha...

Mesmo assim, fiquei de castigo, por 4 longos minutos (porque tenho 4 anos). Mãmi disse que me desculpava, assim como o Guigo, mas quE eu tinha feito algo errado e que tinha que pensar no que tinha feito.


É pessoal, às vezes, seu filho (ou seu trabalho, ou sua vida) vai sair diferente do planejado. Ás vezes, vocês vão batalhar tanto por um resultado e, bof!, quando vão ver, algo vem e muda o curso do rio! Nessa hora, muita calma (MUITA MESMO!) e discernimento. É lógico que as crianças (e os adultos também) podem ser influenciados por outros. Mas, se a culpa "for do outro" e você não tomar alguma atitude positiva e proativa com os seus, eles serão os próximos influenciadores de coisas erradas!

Ser influenciado é incontrolável... às vezes, acontece.
Ser influenciador é opcional!!! Se for pra influenciar, que seja para o bem, para a tolerância, para atitudes positivas, para reações corretas.
E vamos construindo um mundo melhor PRA TODOS!!!

1o ano do fundamental! (Diário do Guigo)


Ontem teve reunião de pais na minha classe. Minha mãmi foi (c-l-a-r-o!!! Ela não perderia por nada!!!) e eu fiquei na porta, mostrando minha mãe para os meus amigos (que já a conheciam do dia das profissões, mas tudo bem!).

"-Olha! É aquela!" e apontava, sorrindo.

Acenava e falava por mímica labial "-oi mãmi!"

Muitas crianças não ligam ou não gostam de escola. Eu não!!!
Acho super ultra mega legal, comemoro cada "parabéns" que as professoras escrevem nas tarefas (viram, tias? Comecem a colocar mais do que só o "C" de certo! A gente adora!), amo quando minha família aparece por lá.

Coitada da minha mãe quando conversa com os professores ou as diretoras!!! Eu fico todo questionador! "-E aí, mãmi? O que ela falou? Eu estou bem? Ela te contou que eu fico comportado? Você ficou orgulhosa? O que mais ela falou de mim?". "-Mãmi, sabia que o fulano não fica na carteira? Sabia que o beltrano estragou o material do amigo?" (a mãmi só me olha e levanta a sobrancelha...) "-Tá, mãmi, desculpa. Eu sei que isso é fofoca..."

Ontem, não foi diferente! Encerrada a reunião (e eu + meus amigos, na porta), a tia Maria Helena nos deixou entrar. Fui voando para a minha carteira (de criança de 6 anos!), onde a mãmi estava sentada. Comecei a pegar trabalho por trabalho escolar (e tinham muuuuuitoooos) e mostra-los, de novo, para ela. "-E esse, você viu? O que você achou?" e colocava uma mão na cintura, ficando naquela pose que diz "vamos lá, garota! O que você tem para mim? Qual o elogio da vez?"

Já na rua, indo pro carro, eu disse:

"-mãmi, tenho uma má notícia..."

"-sério filho? O que foi?"

"-posso contar uma má notícia hoje?" (vai que eu estragasse a glória do meu dia!)

"-claro, filhote. O que foi?"

"-hoje eu tomei um suco fundamental!"

A mãmi riu! Eu fiquei com cara de ué. E a Nina perguntou:

"-o que é um suco fundamental???"

Eu estava tão indignado com o riso da mãmi, que nem respondi. Então, a mãmi tentou:

"-é o suco de um outro amiguinho do fundamental! É isso, não é, filho? Você tomou o suco de outra criança? De quem era, filho?"

"-não sei, mãmi. Só estava escrito 'fundamental' no suco. A tia me deu e eu tomei. Tava com sede!"